Deepfakes

Brasil lidera uso de deepfakes em fraudes na América Latina

Um relatório da Sumsub, empresa especializada em verificação de identidade, revelou que o Brasil é o líder na utilização de deepfakes para fraudes na América Latina, com um aumento alarmante de 126% entre 2024 e 2025. Apesar da diminuição geral no número de ataques, a complexidade das fraudes tem crescido, com 28% das tentativas globais sendo consideradas altamente sofisticadas. O uso de deepfakes e identidades sintéticas está se tornando cada vez mais comum, especialmente em um cenário onde 43% das empresas na região relataram ter sofrido fraudes. O relatório destaca que a manipulação de telemetria, onde dados de dispositivos e fluxos de câmera são alterados, está na vanguarda dessas fraudes. A digitalização das fraudes também é crescente, com 1 em cada 50 documentos falsificados gerados por inteligência artificial. Para enfrentar esses desafios, as empresas precisam adotar tecnologias de segurança mais avançadas, como biometria comportamental e monitoramento contínuo, para se protegerem contra esses novos métodos de ataque.

Brasil lidera ranking mundial de fraudes digitais

O Brasil ocupa a primeira posição no ranking global de vítimas de fraudes digitais, segundo o Índice de Fraude 2025, elaborado pela Veriff. A pesquisa revela que os brasileiros enfrentam ataques online cinco vezes mais do que cidadãos dos Estados Unidos e do Reino Unido. Aproximadamente 26% dos entrevistados no Brasil relataram ter sido vítimas de fraudes nos últimos doze meses, enquanto as taxas nos EUA e Reino Unido são de 15% e 10%, respectivamente. O impacto financeiro é alarmante, com quase 40% dos brasileiros perdendo até R$ 1.300 em golpes, e 5% relatando perdas superiores a R$ 26 mil em um único incidente. A pesquisa também destaca o papel crescente da inteligência artificial (IA) e dos deepfakes, que contribuíram para um aumento de 21% nas fraudes digitais em comparação ao ano anterior. Quase metade dos entrevistados expressou preocupação com o uso de IA em golpes, refletindo um clima de insegurança. Apesar disso, os brasileiros demonstram maior disposição para adotar sistemas de proteção digital em comparação à média global, indicando uma conscientização crescente sobre a segurança online.