Ddos

Provedor de Mitigação DDoS Sofre Ataque de 1,5 Gpps

A FastNetMon, uma das principais fornecedoras de soluções de detecção e mitigação de DDoS, anunciou que conseguiu identificar e mitigar um ataque de negação de serviço distribuído (DDoS) sem precedentes, gerando 1,5 bilhão de pacotes por segundo (Gpps) contra um grande fornecedor na Europa Ocidental. Este ataque, que começou nas primeiras horas de 8 de setembro de 2025, foi principalmente um ataque de inundação UDP, projetado para sobrecarregar a capacidade do alvo de processar pacotes, em vez de saturar a largura de banda. Os atacantes utilizaram uma botnet composta por mais de 11.000 dispositivos, incluindo roteadores domésticos e câmeras IP, que foram comprometidos devido a vulnerabilidades não corrigidas e credenciais padrão. Pavel Odintsov, fundador da FastNetMon, alertou sobre o crescente uso de dispositivos de consumo inseguros como ferramentas de ataque. O incidente destaca a necessidade de estratégias de mitigação especializadas, uma vez que ataques de alta taxa de pacotes podem explorar gargalos de processamento, exigindo detecções e respostas rápidas. A situação é um lembrete da crescente complexidade e sofisticação das ameaças cibernéticas atuais.

Cloudflare neutraliza ataque DDoS recorde de 11,5 Tbps

A Cloudflare, empresa especializada em infraestrutura digital, anunciou a neutralização do maior ataque DDoS da história, que atingiu um pico de 11,5 terabits por segundo (Tbps). O ataque, que durou aproximadamente 35 segundos, foi realizado a partir de uma combinação de fontes, incluindo Google Cloud e dispositivos da Internet das Coisas (IoT), como câmeras de segurança e computadores comprometidos. Este incidente é parte de um aumento alarmante nos ataques DDoS, que cresceram 358% em 2025 em comparação ao ano anterior. A Cloudflare também relatou que mitigou 21,3 milhões de ataques DDoS em 2024, com um aumento significativo de 509% nas tentativas de ataque a nível de rede. O aumento na frequência e na intensidade desses ataques levanta preocupações sobre a segurança digital, especialmente para empresas que dependem de serviços online. O Brasil, em particular, se tornou um dos principais alvos de ataques DDoS na América Latina, o que destaca a necessidade de medidas de segurança robustas para proteger a infraestrutura digital do país.

Cloudflare mitiga ataque DDoS recorde de 11,5 Tbps

No dia 3 de setembro de 2025, a Cloudflare anunciou que conseguiu mitigar um ataque DDoS volumétrico recorde, que atingiu picos de 11,5 terabits por segundo (Tbps). O ataque, que durou apenas 35 segundos, foi classificado como um ‘flood’ UDP e teve origem principalmente na Google Cloud. A empresa destacou que, nas semanas anteriores, bloqueou centenas de ataques DDoS de alta volumetria, com o maior deles alcançando 5,1 Bpps. Os ataques volumétricos têm como objetivo sobrecarregar um servidor com um grande volume de tráfego, resultando em lentidão ou falhas no serviço. Além disso, esses ataques podem servir como uma cortina de fumaça para ataques mais sofisticados, permitindo que os invasores explorem vulnerabilidades e acessem dados sensíveis. A Cloudflare já havia reportado um ataque DDoS de 7,3 Tbps em maio de 2025, e a quantidade de ataques DDoS hiper-volumétricos aumentou significativamente no segundo trimestre de 2025. O artigo também menciona a operação de desmantelamento de uma botnet chamada RapperBot, que visava dispositivos IoT, como gravadores de vídeo em rede (NVRs), para realizar ataques DDoS. Essa situação ressalta a necessidade de vigilância constante e atualização das defesas de segurança em um cenário de ameaças em evolução.

Ataque DDoS de 11,5 Tbps Lançado a partir do Google Cloud Platform

Um ataque DDoS volumétrico sem precedentes, atingindo 11,5 terabits por segundo (Tbps), foi detectado e neutralizado pela Cloudflare em 1º de setembro de 2025. O ataque, que durou apenas 35 segundos, originou-se principalmente de recursos comprometidos na Google Cloud Platform, utilizando o protocolo UDP para inundar servidores-alvo com pacotes, esgotando sua largura de banda e recursos. A Cloudflare conseguiu mitigar o ataque rapidamente por meio de seu sistema automatizado de defesa, que combina detecção de anomalias baseada em aprendizado de máquina com filtragem de pacotes. Este incidente destaca a crescente tendência de adversários que exploram recursos de nuvem pública para criar botnets capazes de gerar tráfego em larga escala. A empresa planeja publicar uma análise técnica detalhada para ajudar a comunidade de cibersegurança a desenvolver defesas mais robustas contra essas ameaças. À medida que as táticas de DDoS evoluem, ataques hipervolumétricos representam um risco significativo para serviços online e infraestrutura crítica.

Ferramentas de IA desonestas potencializam desastres de DDoS

O cenário de ataques DDoS (Distributed Denial of Service) evoluiu drasticamente, com mais de oito milhões de incidentes registrados globalmente na primeira metade de 2025, segundo pesquisa da NetScout. Esses ataques, que antes eram considerados anomalias raras, agora ocorrem em uma escala quase rotineira, com picos de até 3,12 Tbps na Holanda e 1,5 Gbps nos Estados Unidos. A crescente automação e o uso de botnets, que frequentemente exploram dispositivos comprometidos, como roteadores e dispositivos IoT, têm facilitado a execução desses ataques. A pesquisa destaca que disputas políticas, como as entre Índia e Paquistão e entre Irã e Israel, têm sido catalisadores significativos para essas campanhas de agressão digital. O grupo hacktivista NoName057(16) se destaca, realizando mais de 475 ataques em março de 2025, principalmente contra portais governamentais. A utilização de modelos de linguagem de IA por atacantes tem reduzido as barreiras para novos invasores, permitindo ataques de alta capacidade com conhecimento técnico mínimo. A situação exige que as organizações reavaliem suas defesas tradicionais, que já não são suficientes diante da evolução das táticas de ataque.

Arch Linux Confirma Ataque DDoS de Uma Semana em Seu Site e Repositórios

Desde 20 de agosto de 2025, usuários do Arch Linux têm enfrentado degradação de serviços devido a um ataque de negação de serviço (DDoS) que afetou o site principal, o Arch User Repository (AUR) e os fóruns da comunidade. O ataque resultou em dificuldades de conectividade, com resets iniciais de TCP SYN, embora algumas conexões consigam ser estabelecidas. A equipe de DevOps, composta por voluntários, está trabalhando em conjunto com o provedor de hospedagem para mitigar os efeitos do ataque e está avaliando opções de proteção DDoS a longo prazo. Durante a interrupção, alternativas e espelhos estão disponíveis para que os usuários possam acessar os serviços. A equipe também está preservando logs e dados forenses para uma divulgação pública futura. Atualizações regulares sobre o status da recuperação serão publicadas no site oficial do Arch Linux.

Homem é acusado de operar botnet DDoS nos EUA

Ethan Foltz, um jovem de 22 anos do Oregon, foi acusado de desenvolver e gerenciar uma botnet de DDoS chamada RapperBot, que tem sido utilizada para realizar ataques em larga escala em mais de 80 países desde 2021. O Departamento de Justiça dos EUA informou que Foltz enfrenta uma acusação de auxílio e cumplicidade em intrusões de computador, podendo pegar até 10 anos de prisão se condenado. A botnet RapperBot, também conhecida como ‘Eleven Eleven Botnet’ e ‘CowBot’, compromete dispositivos como gravadores de vídeo digitais e roteadores Wi-Fi, utilizando malware especializado. Os clientes da RapperBot podem emitir comandos para esses dispositivos infectados, forçando-os a enviar grandes volumes de tráfego DDoS para servidores e computadores ao redor do mundo. A botnet é inspirada em outras como fBot e Mirai, e foi documentada pela primeira vez em 2022. A investigação revelou que Foltz e seus cúmplices monetizaram a botnet, realizando mais de 370.000 ataques a 18.000 vítimas únicas, incluindo alvos na China, Japão, EUA, Irlanda e Hong Kong. A operação para desmantelar a RapperBot faz parte da iniciativa internacional Operation PowerOFF.

Brasil lidera ranking de ciberataques na América Latina, aponta Netscout

O Brasil se destaca como o país mais atacado da América Latina em cibersegurança, com mais de 514 mil incidentes registrados no segundo semestre de 2024, representando mais da metade dos 1,06 milhões de ataques na região. O relatório da Netscout revela um aumento de quase 30% em relação ao semestre anterior. Os ataques mais comuns incluem negação de serviço distribuído (DDoS) e ransomware, frequentemente visando extorquir empresas por meio de resgates em criptomoedas. A crescente sofisticação dos ataques, impulsionada pelo uso de inteligência artificial, permite que criminosos automatizem campanhas e criem e-mails falsos convincentes. O Brasil não apenas é um alvo, mas também um vetor de ciberataques, com a fragilidade das redes corporativas sendo um fator crítico. Especialistas alertam que a segurança deve ir além do perímetro das redes, abrangendo dispositivos pessoais, devido a vulnerabilidades como a falha no protocolo de roaming SS7. Para mitigar esses riscos, a Netscout propõe uma plataforma que utiliza inteligência artificial para detectar anomalias e proteger as infraestruturas digitais. O cenário exige que as empresas invistam em prevenção e monitoramento contínuo para enfrentar a crescente ameaça cibernética.

Nova falha HTTP2 MadeYouReset permite ataques DDoS massivos

Uma nova vulnerabilidade crítica no protocolo HTTP/2, chamada ‘MadeYouReset’ (CVE-2025-8671), foi divulgada em 13 de agosto de 2025, apresentando riscos significativos de negação de serviço para servidores web em todo o mundo. Essa falha permite que atacantes contornem as proteções existentes, tornando os servidores completamente indisponíveis para usuários legítimos. A vulnerabilidade é uma evolução do ataque ‘Rapid Reset’, que já havia causado grandes danos em 2023. O ‘MadeYouReset’ explora os mecanismos de concorrência do HTTP/2, permitindo que os atacantes criem um trabalho concorrente praticamente ilimitado nos servidores, sem a necessidade de recursos substanciais. Isso gera um desequilíbrio de custo que torna o ataque altamente eficaz. A pesquisa, conduzida por acadêmicos da Universidade de Tel Aviv e apoiada pela Imperva, identificou que a falha afeta várias implementações populares de servidores web, como Netty, Apache Tomcat e F5 BIG-IP. Organizações que utilizam servidores habilitados para HTTP/2 devem revisar os avisos dos fornecedores e aplicar patches imediatamente, pois a vulnerabilidade pode levar a quedas completas dos sistemas.