Dados Roubados

Ataques de ransomware continuam em alta no início de 2026

Nos primeiros três meses de 2026, os ataques de ransomware se mantiveram elevados, com 2.200 incidentes registrados, um aumento de 1,66% em relação ao último trimestre de 2025. Os setores de educação e saúde apresentaram quedas significativas, com reduções de 23% e 14%, respectivamente. No entanto, empresas do setor de saúde que não prestam cuidados diretos, como fabricantes de dispositivos médicos, viram um aumento de 35% nos ataques. Os setores de transporte, finanças, varejo, tecnologia e construção também registraram aumentos nos ataques, com o setor de manufatura permanecendo como um dos mais visados, representando 22% de todos os ataques. O valor médio do resgate subiu para $480.000, com o maior resgate exigido sendo de $3,1 milhões. Os EUA foram o país mais afetado, com 1.041 ataques, seguidos por Canadá e Reino Unido. As gangues de ransomware mais ativas foram Qilin e The Gentlemen, com 353 e 202 ataques, respectivamente. O artigo destaca a necessidade de vigilância contínua e ações proativas para mitigar esses riscos.

Aumento alarmante de ataques de ransomware em março de 2026

Em março de 2026, os ataques de ransomware atingiram um pico alarmante, totalizando 780 incidentes, um aumento de 13% em relação a fevereiro. O setor de utilidades foi o mais afetado, com um aumento de 630% nos ataques, destacando a vulnerabilidade da infraestrutura crítica. Os Estados Unidos foram o país mais visado, com 375 ataques, seguidos por França e Alemanha. Entre os ataques confirmados, 33 foram direcionados a empresas, 10 a entidades governamentais e 6 a instituições de saúde. Os grupos de ransomware mais ativos foram Qilin, Akira e The Gentlemen, com Qilin liderando com 140 ataques. Um total de 242 TB de dados foi roubado, evidenciando a gravidade da situação. O aumento significativo nos ataques a entidades governamentais e educacionais também é preocupante, refletindo uma tendência crescente de ataques a setores críticos. A situação exige atenção imediata das organizações para fortalecer suas defesas contra essas ameaças.

Administração do fórum LeakBase é presa na Rússia por cibercrime

As autoridades russas prenderam o suposto administrador do fórum de cibercrime LeakBase, que operava desde 2021, permitindo a troca de bancos de dados pessoais roubados. O detido, residente de Taganrog, teve equipamentos técnicos e outros itens confiscados em sua residência. O LeakBase abrigava centenas de milhões de contas de usuários, informações bancárias, nomes de usuários e senhas, além de documentos corporativos obtidos por meio de hacking. Com mais de 147 mil usuários registrados, o fórum era um dos maiores centros de comércio de dados roubados e ferramentas de cibercrime do mundo, segundo o Departamento de Justiça dos EUA. A operação de desmantelamento do LeakBase ocorreu no início de março de 2026, e a plataforma foi substituída por um banner de apreensão, informando que todo o conteúdo foi preservado para fins de evidência. O administrador, conhecido por vários apelidos online, foi vinculado a um indivíduo de 33 anos, e a investigação continua em andamento.

JBS sofre novo mega-ataque hacker com 3 TB de dados roubados

A JBS Brasil, uma das maiores produtoras de carne do mundo, foi alvo de um novo ataque cibernético, desta vez pelo grupo de ransomware Coinbasecartel, que afirma ter roubado 3 terabytes de dados corporativos. O ataque foi anunciado em um fórum clandestino, mas detalhes sobre a natureza dos dados e a vulnerabilidade explorada não foram divulgados. Este incidente é um lembrete da crescente vulnerabilidade da JBS, que já havia enfrentado um ataque significativo em 2021, quando foi forçada a pagar R$ 57 milhões em resgate ao grupo REvil. O Coinbasecartel é conhecido por sua abordagem agressiva em negociações e por focar em informações estratégicas e financeiras de alto valor. Até o momento, a JBS não se pronunciou oficialmente sobre o ataque, o que levanta preocupações sobre a situação atual e possíveis negociações em andamento. O aumento de 50% nos ataques de ransomware, conforme relatado recentemente, destaca a necessidade de as empresas reforçarem suas medidas de segurança cibernética.

Hackers usam Telegram como central de crimes para venda de dados

O aplicativo de mensagens Telegram tem se tornado um ponto central para atividades criminosas, com hackers utilizando a plataforma para vender acessos corporativos, dados roubados e serviços de malware. Pesquisadores da CYFIRMA identificaram um aumento na utilização do Telegram para operações ilegais, que antes eram realizadas principalmente em fóruns da dark web. Essa mudança se deve à facilidade de uso e à resistência da plataforma a desativações frequentes por parte das autoridades. Os grupos criminosos no Telegram operam como um ‘shopping center automatizado’, utilizando bots para encontrar senhas roubadas e processar pagamentos rapidamente. Além disso, o Telegram serve como um canal de suporte para esses criminosos, oferecendo ferramentas e recursos para facilitar suas atividades. Apesar de o Telegram ter colaborado com autoridades, atendendo a 900 solicitações de dados nos EUA, essa ação não tem sido suficiente para conter o crescimento desses grupos. A situação exige uma resposta mais robusta, já que a simples vigilância após incidentes não tem se mostrado eficaz para mitigar os danos causados por essas comunidades criminosas.

Ataques de ransomware aumentam em janeiro de 2026

O início de 2026 foi marcado por um aumento significativo nos ataques de ransomware, totalizando 711 incidentes em janeiro, um número que, embora ligeiramente inferior ao de dezembro de 2025, representa um aumento de 33% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Os setores mais afetados incluem finanças e tecnologia, com aumentos de 24% e 12%, respectivamente. O Reino Unido registrou um aumento alarmante de 83% nos ataques, enquanto os Estados Unidos e a Alemanha observaram uma diminuição. Um novo grupo de ransomware, 0APT, reivindicou mais de 80 vítimas, mas muitas de suas alegações não foram verificadas. Entre os ataques confirmados, 34 foram direcionados a empresas, 10 a entidades governamentais e 6 ao setor de saúde. O grupo Qilin liderou em ataques confirmados, seguido por Clop e Akira. O total de dados roubados ultrapassou 104 TB. O setor de saúde viu uma queda de 27% nos ataques, mas o número de ataques confirmados aumentou. A situação exige atenção especial dos profissionais de cibersegurança, especialmente em setores críticos como finanças e saúde.

Falha de segurança permite recuperação de dados de ransomware nos EUA

Uma falha na segurança operacional possibilitou que pesquisadores recuperassem dados que o grupo de ransomware INC havia roubado de uma dúzia de organizações nos Estados Unidos. A investigação, conduzida pela empresa Cyber Centaurs, começou após um cliente detectar atividade de criptografia de ransomware em um servidor SQL. O ransomware, uma variante do RainINC, foi executado a partir do diretório PerfLogs, que normalmente é utilizado pelo Windows, mas que os atacantes começaram a usar para armazenar suas ferramentas. Durante a análise, os pesquisadores encontraram vestígios de uma ferramenta de backup legítima chamada Restic, embora esta não tenha sido utilizada na exfiltração de dados. A análise revelou que o grupo de ransomware poderia estar reutilizando a infraestrutura de backup em várias campanhas, o que levantou a hipótese de que dados roubados de outras organizações poderiam ainda estar disponíveis em forma criptografada. Para validar essa teoria, a equipe desenvolveu um processo de enumeração controlada que confirmou a presença de dados criptografados de 12 organizações diferentes em setores como saúde, manufatura e tecnologia. Após a recuperação, os dados foram descriptografados e as cópias preservadas, enquanto a Cyber Centaurs contatou as autoridades para validar a propriedade e orientar sobre os procedimentos adequados.

Grupo de ransomware Interlock ataca Departamento de Polícia de Shelbyville

O grupo de ransomware Interlock reivindicou um ataque cibernético ao Departamento de Polícia de Shelbyville, no Kentucky, ocorrido em outubro de 2025. O chefe da polícia, Bruce Gentry, confirmou que a rede de computadores da instituição foi comprometida, resultando na interrupção de suas operações. Interlock alegou ter roubado 208 GB de dados, incluindo gravações de câmeras de segurança, e publicou amostras para corroborar sua afirmação. Até o momento, o departamento não confirmou a veracidade das alegações nem se pagará o resgate exigido. Interlock, que começou a operar em outubro de 2024, já reivindicou 72 ataques, sendo 35 confirmados por organizações-alvo. O grupo também é responsável por outras violações de dados em entidades governamentais. Os ataques de ransomware a entidades governamentais nos EUA têm se tornado cada vez mais frequentes, com 68 incidentes confirmados em 2025, causando interrupções significativas em serviços essenciais. O caso do Departamento de Polícia de Shelbyville destaca a vulnerabilidade das instituições públicas e a necessidade urgente de medidas de segurança cibernética eficazes.

Aumentam os ataques de ransomware setor de saúde é o mais afetado

Os ataques de ransomware aumentaram 25% em outubro de 2025, totalizando 684 incidentes, o terceiro maior número mensal do ano. O setor industrial continua sendo o mais atacado, com 19% dos casos, mas o setor de saúde registrou um aumento alarmante de 115%, passando de 26 para 56 ataques. O grupo de ransomware Qilin destacou-se como o mais ativo, reivindicando 186 vítimas em outubro. Dos 684 ataques, 47 foram confirmados, sendo 27 em empresas, 10 em entidades governamentais e 3 em empresas de saúde. Os dados indicam que mais de 162 TB de dados foram supostamente roubados em 315 casos. Os Estados Unidos lideraram o número de ataques, com 374 incidentes, seguidos por aumentos significativos na Austrália e no Japão. O cenário é preocupante, especialmente para o setor de saúde, que já contabiliza 104 ataques confirmados em 2025, o que levanta questões sobre a segurança de dados sensíveis e conformidade com a LGPD.

Ex-administrador do BreachForums é condenado a três anos de prisão

O Departamento de Justiça dos EUA reavaliou a sentença de Conor Brian Fitzpatrick, conhecido como Pompompurin, ex-administrador do BreachForums, condenando-o a três anos de prisão. Fitzpatrick, de 22 anos, foi preso em março de 2023 e se declarou culpado de várias acusações, incluindo conspiração e posse de material de abuso sexual infantil. Como parte do acordo, ele concordou em renunciar a mais de 100 domínios e dispositivos eletrônicos utilizados na operação do fórum, além de criptomoedas que representavam os lucros ilícitos. O BreachForums, que surgiu após o fechamento do RaidForums, permitia a compra e venda de dados roubados, atingindo um pico de 330 mil membros e armazenando mais de 14 bilhões de registros. Apesar das tentativas de desmantelamento, o fórum foi relançado várias vezes e, recentemente, um novo grupo assumiu o controle após a prisão de Baphomet em 2023. O impacto das atividades de Fitzpatrick é considerado incalculável, tanto em termos de danos financeiros quanto sociais.