Cve-2026-68820

Grupo Lazarus explora falha do Windows para atacar empresas globais

O grupo de cibercriminosos norte-coreano conhecido como Lazarus Group está explorando uma falha de segurança recém-patchada no Microsoft Windows para implantar um backdoor inédito, visando empresas de defesa e aeroespacial na França, Alemanha, Brasil e Índia. Essa atividade faz parte da Operação Dream Job, uma campanha de ciberespionagem e engenharia social que utiliza ofertas de emprego falsas para enganar profissionais e roubar dados sensíveis. A vulnerabilidade explorada, CVE-2026-68820, permite a escalada de privilégios e foi corrigida pela Microsoft em agosto de 2026. Os ataques envolvem o uso de mensagens fraudulentas de recrutadores e a instalação de um visualizador de PDF trojanizado, que carrega um backdoor chamado Troy. O grupo também utiliza técnicas como DLL side-loading e sites falsos que imitam empresas legítimas para distribuir seu malware. A complexidade e a sofisticação da campanha tornam difícil a detecção, pois os atacantes se escondem em infraestruturas legítimas comprometidas, dificultando a identificação do tráfego malicioso. Especialistas alertam que a confiança pode ser falsificada, recomendando que as empresas adotem uma abordagem de segurança de confiança zero e realizem atualizações imediatas.

Hackers norte-coreanos exploram vulnerabilidade do Windows em ataques

Hackers da Coreia do Norte, associados ao grupo Lazarus, estão explorando uma vulnerabilidade zero-day do Windows (CVE-2026-68820) para atacar empresas do setor de defesa, como parte da campanha chamada Operation Dream Job. A Microsoft corrigiu essa falha em suas atualizações de segurança deste mês, destacando que ela está sendo ativamente explorada. A vulnerabilidade permite que um usuário autenticado local execute um aplicativo malicioso, elevando seus privilégios a nível de sistema sem interação do usuário. A campanha tem como alvo organizações na Europa e na Índia, utilizando ofertas de emprego fraudulentas para comprometer as vítimas. Além disso, os hackers implementaram um novo backdoor chamado Troy, que permite uma série de comandos maliciosos, como execução de processos remotos e injeção de DLLs na memória. A Check Point, empresa de cibersegurança, identificou que a campanha também se estendeu para a América do Sul, incluindo o Brasil, e que os hackers têm se tornado mais furtivos, utilizando infraestrutura web legítima para ocultar suas comunicações maliciosas. A análise sugere que a evolução das táticas do Lazarus representa uma ameaça crescente para o setor de defesa e outras indústrias críticas.