Cve-2026-64600

Vulnerabilidade RefluXFS no Linux permite elevação de privilégios

Uma vulnerabilidade de condição de corrida, identificada como CVE-2026-64600, foi descoberta no sistema de arquivos XFS do kernel Linux, permitindo que atacantes locais sobrescrevam arquivos protegidos e adquiram privilégios de root. Nomeada de RefluXFS pela Qualys Threat Research Unit, a falha afeta sistemas com o XFS e reflink habilitado, uma configuração padrão em distribuições Linux empresariais. O problema existe desde a versão 4.11 do kernel, introduzido em fevereiro de 2017, e foi corrigido em 16 de julho de 2023. A exploração da vulnerabilidade é altamente confiável, não gera registros no kernel e as modificações persistem após reinicializações. O ataque ocorre quando o invasor cria um clone de um arquivo alvo e realiza gravações simultâneas em um arquivo temporário, permitindo que uma dessas gravações sobrescreva o arquivo original. A Qualys estima que mais de 16,4 milhões de sistemas possam estar vulneráveis, incluindo distribuições populares como Red Hat Enterprise Linux e Fedora. A recomendação é que as organizações realizem a atualização imediata dos kernels afetados para mitigar os riscos associados a essa vulnerabilidade.

Nova vulnerabilidade no Linux permite acesso root persistente

Uma nova falha no kernel do Linux, identificada como RefluXFS e rastreada como CVE-2026-64600, foi divulgada em 22 de julho de 2026. Essa vulnerabilidade permite que um usuário local não privilegiado sobrescreva arquivos de propriedade do root em sistemas de arquivos XFS, resultando em acesso root persistente. A exploração requer que o sistema esteja rodando Linux 4.11 ou posterior, sem o patch de correção, e que o sistema de arquivos XFS tenha a opção reflink=1 ativada. A Qualys, responsável pela descoberta, destacou que distribuições como Red Hat Enterprise Linux, Fedora Server e Amazon Linux estão entre as mais suscetíveis. O ataque ocorre através de uma condição de corrida que permite que um arquivo protegido seja sobrescrito, mantendo intactas suas permissões e propriedades. A correção foi integrada ao kernel em 16 de julho, e os fornecedores de Linux já começaram a disponibilizar versões corrigidas. É crucial que os administradores de sistemas verifiquem se estão utilizando versões vulneráveis e apliquem as atualizações necessárias imediatamente para evitar possíveis explorações.