Cve-2026-60004

Mais de 8.300 instâncias do Gitea expostas na internet estão vulneráveis

Mais de 8.300 instâncias do Gitea, uma plataforma de hospedagem de código, continuam vulneráveis a uma falha crítica de segurança (CVE-2026-60004) que permite a execução remota de código. Essa vulnerabilidade, descoberta por um pesquisador da Salesforce, permite que atacantes autenticados executem comandos arbitrários no servidor Gitea ao enviar patches maliciosos via API diffpatch. O problema é agravado pela configuração padrão do Gitea, que permite o registro de contas sem autenticação, possibilitando que atacantes não autenticados criem repositórios e explorem a falha. A Gitea lançou uma atualização (versão 1.27.1) em 27 de julho para corrigir essa vulnerabilidade e recomendou que os usuários atualizassem seus servidores imediatamente. Apesar disso, a Shadowserver, um grupo de vigilância de segurança, relatou que cerca de 8.400 servidores Gitea ainda estão expostos e vulneráveis. A CISA dos EUA também incluiu essa falha em seu catálogo de vulnerabilidades ativamente exploradas, exigindo que agências federais aplicassem patches em três dias. A exploração dessa vulnerabilidade pode resultar na instalação de malware de mineração de criptomoedas em servidores não corrigidos. A situação é preocupante, pois representa um vetor de ataque frequente para atores maliciosos, colocando em risco a segurança das informações e a conformidade com regulamentos como a LGPD.

CISA alerta sobre exploração de vulnerabilidade crítica no Gitea

A Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA (CISA) emitiu um alerta sobre a exploração ativa de uma vulnerabilidade crítica no Gitea, identificada como CVE-2026-60004, com uma pontuação CVSS de 9.8. Essa falha permite que um atacante com acesso de gravação a um repositório execute comandos arbitrários no sistema operacional do Gitea. A vulnerabilidade foi descoberta pelo pesquisador de segurança Shai rod e afeta todas as versões do Gitea a partir da 1.17, tendo sido corrigida na versão 1.27.1. O problema é agravado pela configuração padrão de registro aberto do Gitea, que permite que visitantes não autenticados criem contas e repositórios, facilitando a exploração. Um desenvolvedor relatou que sua instância do Gitea foi atacada, resultando na instalação de um minerador de criptomoedas. A CISA incluiu a falha em seu catálogo de Vulnerabilidades Conhecidas e Exploradas (KEV), exigindo que agências federais a corrigissem até 28 de agosto de 2026. O ataque foi realizado via HTTPS, e o script do invasor tomou medidas para evitar concorrência de processos antes de implantar o minerador. O impacto potencial desse tipo de ataque é significativo, especialmente em ambientes que utilizam Gitea para gerenciamento de código-fonte.

Gitea corrige vulnerabilidade crítica de execução remota de código

A plataforma de Git auto-hospedada Gitea lançou um patch para uma vulnerabilidade crítica de execução remota de código, identificada como CVE-2026-60004, com uma pontuação CVSS de 9.8. Essa falha permite que um usuário com acesso de gravação a um repositório transforme conteúdo de patch controlado por um atacante em um hook do Git ativo, executando comandos de shell como a conta de serviço do Gitea. A vulnerabilidade afeta as versões do Gitea de 1.17 até antes da 1.27.1, sendo corrigida na versão 1.27.1, lançada em 27 de julho de 2026. O problema reside na chamada de API que, devido à configuração padrão do Gitea, permite que visitantes externos criem contas e repositórios, possibilitando a exploração da falha sem credenciais pré-existentes. Embora a Gitea tenha afirmado que as instâncias do Gitea Cloud seriam atualizadas automaticamente, a desativação do registro aberto pode ajudar a mitigar a exploração enquanto a atualização é implementada. A exploração bem-sucedida pode expor segredos de aplicação, credenciais de banco de dados e serviços internos acessíveis. O pesquisador de segurança Shai Rod, conhecido como NightRang3r, foi quem reportou a vulnerabilidade, que ainda não foi confirmada como explorada ativamente.