Cve-2026-24423

Vulnerabilidades do SmarterMail expõem servidores a ataques rápidos

Pesquisadores da Flare monitoraram canais subterrâneos do Telegram e fóruns de cibercrime, observando que atores de ameaças compartilharam rapidamente exploits e credenciais de administrador roubadas relacionadas a vulnerabilidades do SmarterMail, como CVE-2026-24423 e CVE-2026-23760. Essas falhas críticas permitem execução remota de código e bypass de autenticação em servidores de e-mail expostos. A exploração dessas vulnerabilidades já foi confirmada em ataques reais, incluindo campanhas de ransomware, evidenciando que os atacantes visam cada vez mais a infraestrutura de e-mail como ponto de acesso inicial às redes corporativas. Com um CVSS de 9.3, a CVE-2026-24423 é particularmente alarmante, pois não requer interação do usuário, facilitando a automação de ataques em larga escala. O SmarterTools, fabricante do SmarterMail, também foi comprometido por uma falha em seu próprio produto, demonstrando a gravidade da situação. A CISA confirmou a exploração ativa dessas vulnerabilidades em campanhas de ransomware, destacando a necessidade urgente de ações corretivas por parte das organizações.

CISA alerta sobre vulnerabilidade crítica no SmarterMail

A Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA (CISA) emitiu um alerta sobre a exploração de uma vulnerabilidade crítica, identificada como CVE-2026-24423, no SmarterMail, um servidor de e-mail e plataforma de colaboração autogerida. Essa falha permite a execução remota de código sem autenticação, afetando versões anteriores à build 9511 do software. O SmarterMail, amplamente utilizado por provedores de serviços gerenciados (MSPs) e pequenas e médias empresas, possui cerca de 15 milhões de usuários em 120 países. A vulnerabilidade foi descoberta por pesquisadores de segurança e corrigida pela SmarterTools em 15 de janeiro. A CISA incluiu a CVE-2026-24423 em seu catálogo de Vulnerabilidades Conhecidas e Exploited (KEV), destacando que a exploração pode permitir que atacantes direcionem a instância do SmarterMail para servidores HTTP maliciosos, resultando na execução de comandos indesejados. Além disso, foi identificada uma outra falha de bypass de autenticação, que permite a redefinição de senhas de administrador sem verificação. A CISA recomenda que as entidades federais apliquem as atualizações de segurança ou interrompam o uso do produto até 26 de fevereiro de 2026.