Extensão falsa no Chrome usa Gemini para roubar arquivos do PC
Pesquisadores da Unit 42, da Palo Alto Networks, identificaram uma vulnerabilidade crítica no Google Chrome, registrada como CVE-2026-0628, que permitia a hackers escalarem privilégios e acessarem arquivos do sistema através de extensões maliciosas. A falha, já corrigida pela Google em janeiro de 2026, estava relacionada ao cumprimento inadequado das políticas da tag WebView no navegador, afetando versões anteriores à 143.0.7499.192. Um agente malicioso poderia injetar scripts em páginas privilegiadas, comprometendo o painel do Gemini Live, uma ferramenta de inteligência artificial do Google. Essa brecha, apelidada de Glic Jack, possibilitava que extensões com permissões básicas acessassem a câmera, microfone e arquivos locais do usuário. A integração do Gemini no Chrome, realizada em setembro de 2025, ampliou a superfície de ataque, tornando o navegador vulnerável a novos tipos de exploração. A descoberta da falha foi feita em 23 de novembro de 2025, e a vulnerabilidade representa um risco significativo para a segurança dos usuários do Chrome, especialmente no contexto de um aumento nas ameaças cibernéticas.
