Cve-2025-66376

Grupo de espionagem russo explora falha no Zimbra para roubo de dados

Um grupo de espionagem apoiado pelo Estado russo explorou uma vulnerabilidade desconhecida no cliente de webmail Zimbra, permitindo que eles acessassem e-mails de organizações ocidentais por meses. A falha, identificada como CVE-2025-66376, é uma vulnerabilidade de cross-site scripting armazenada na interface Classic do Zimbra. Ao abrir um e-mail malicioso, o payload é executado automaticamente, permitindo o roubo de dados sensíveis, como senhas e códigos de autenticação de dois fatores. As agências de segurança dos EUA, incluindo a NSA e a CISA, emitiram um aviso conjunto sobre a campanha, que começou em julho de 2025. A vulnerabilidade foi corrigida em novembro de 2025, mas as credenciais já comprometidas não foram revogadas. O grupo, identificado como TA488, utilizou contas de e-mail controladas por adversários para enviar mensagens maliciosas, muitas vezes disfarçadas como resumos de notícias. A exploração da falha permitiu que o grupo acessasse informações críticas de várias organizações, incluindo governos e setores financeiros. A recomendação é que as organizações atualizem suas versões do Zimbra e verifiquem contas potencialmente comprometidas.

Hackers exploram vulnerabilidade do Zimbra para atacar entidades ucranianas

Hackers do grupo APT28, vinculado ao serviço de inteligência militar da Rússia (GRU), estão explorando uma vulnerabilidade crítica no Zimbra Collaboration Suite (ZCS) para atacar entidades governamentais da Ucrânia. A falha de segurança, identificada como CVE-2025-66376, foi corrigida em novembro e permite que atacantes não autenticados realizem execução remota de código (RCE) através de um ataque de cross-site scripting (XSS) armazenado. A Cybersecurity and Infrastructure Security Agency (CISA) dos EUA incluiu essa vulnerabilidade em seu catálogo de falhas ativamente exploradas e ordenou que agências federais protegessem seus servidores em um prazo de duas semanas. Os ataques, que utilizam e-mails de phishing, têm como alvo instituições críticas, como a Agência Estatal de Hidrologia da Ucrânia. Os hackers enviam mensagens que contêm um payload JavaScript ofuscado, que, ao ser aberto, coleta credenciais e dados sensíveis do usuário. A vulnerabilidade do Zimbra tem sido frequentemente alvo de grupos patrocinados pelo Estado russo, com um histórico de exploração em larga escala. A situação destaca a necessidade urgente de medidas de segurança para proteger sistemas vulneráveis, especialmente em um contexto de crescente atividade cibernética hostil.

CISA ordena proteção de servidores contra vulnerabilidade no Zimbra

A CISA (Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA) emitiu uma ordem para que agências governamentais dos EUA protejam seus servidores contra uma vulnerabilidade ativamente explorada no Zimbra Collaboration Suite (ZCS), identificada como CVE-2025-66376. Essa falha de segurança, classificada como de alta severidade, resulta de uma vulnerabilidade de cross-site scripting (XSS) armazenada na interface Classic UI, permitindo que atacantes remotos não autenticados executem JavaScript arbitrário através de e-mails HTML maliciosos. A CISA deu um prazo de duas semanas para que as agências federais implementem correções, conforme a Diretiva Operacional Vinculante (BOD) 22-01. Embora a BOD se aplique apenas a agências federais, a CISA recomendou que todas as organizações, incluindo as do setor privado, realizem a correção dessa falha. O Zimbra já foi alvo de ataques anteriores, com hackers explorando vulnerabilidades para comprometer milhares de servidores de e-mail globalmente. A situação destaca a necessidade urgente de ações de mitigação para evitar possíveis sequestros de sessões e roubo de dados sensíveis.