Cultura Organizacional

1 a cada 8 funcionários justifica vender acesso a sistemas da empresa

Uma pesquisa realizada pela empresa britânica Cifas revelou dados alarmantes sobre a disposição de funcionários em vender acesso a sistemas corporativos. De acordo com o estudo, 13% dos trabalhadores britânicos admitiram já ter vendido suas credenciais ou conhecer alguém que o fez. O relatório, intitulado ‘Tendências de Fraude no Ambiente de Trabalho’, também indicou que 32% dos gerentes e 43% dos executivos de alto escalão consideram essa prática justificável. Os motivos para essa atitude incluem problemas financeiros, a crença de que a venda é uma ação inofensiva e descontentamento com o trabalho. Os setores de TI e telecomunicações apresentaram a maior tolerância a esse tipo de fraude. Embora a venda de acesso a sistemas tenha sido uma das fraudes menos comuns abordadas, a pesquisa destaca a necessidade de as empresas desenvolverem uma cultura anti-fraude, conscientizando os funcionários sobre suas responsabilidades e as consequências de suas ações. A Cifas enfatiza que as organizações devem estar atentas a essa disposição dos funcionários, especialmente em um cenário onde a fraude pode ter impactos significativos na segurança e na integridade dos dados corporativos.

O leão da cibersegurança por que as empresas ainda correm devagar?

O artigo de Arthur Capella utiliza a metáfora de um leão na savana para ilustrar o cenário atual da cibersegurança, onde as empresas precisam estar mais preparadas do que seus concorrentes para evitar ataques cibernéticos. Ele destaca que a crença de que é possível construir defesas impenetráveis é um equívoco, já que nenhuma fortaleza é perfeita. O verdadeiro diferencial está em reconhecer que falhas são inevitáveis e em estar pronto para reagir rapidamente. Muitas organizações, ao invés de entenderem o risco, acumulam ferramentas e relatórios, criando uma falsa sensação de segurança. O papel da cibersegurança deve ser viabilizar o negócio, priorizando a proteção dos ativos mais críticos. Além disso, o autor enfatiza que a tecnologia sozinha não é suficiente; é necessário cultivar uma cultura de cibersegurança que envolva processos e pessoas bem treinadas. A abordagem deve ser baseada em risco, focando no que realmente representa uma ameaça ao negócio, e não apenas na quantidade de ferramentas implementadas. O artigo conclui que, em um ambiente de cibersegurança, a preparação é fundamental para evitar se tornar a presa do leão.