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Estudo revela a importância da Gestão Contínua de Exposição a Ameaças

Um estudo de inteligência de mercado de 2026, que entrevistou 128 tomadores de decisão em segurança de empresas, destaca uma divisão significativa entre organizações que adotam a Gestão Contínua de Exposição a Ameaças (CTEM) e aquelas que não o fazem. As empresas que implementaram o CTEM apresentam 50% mais visibilidade da superfície de ataque e 23 pontos percentuais a mais na adoção de soluções de segurança. Apesar de 87% dos líderes de segurança reconhecerem a importância do CTEM, apenas 16% o implementaram, evidenciando um desafio na transição da conscientização para a prática. A complexidade da superfície de ataque se torna um multiplicador de riscos, especialmente quando o número de domínios monitorados ultrapassa 100, aumentando exponencialmente as vulnerabilidades. O estudo também revela que, com o aumento dos custos médios de violação, que chegam a US$ 4,44 milhões, a gestão da superfície de ataque se tornou uma questão crítica para as lideranças empresariais. Portanto, a adoção do CTEM não é apenas uma questão técnica, mas uma necessidade estratégica para garantir a segurança organizacional em um cenário de crescente complexidade e riscos.

Por que o CTEM é a resposta à pressão nas salas de reunião e à fadiga de segurança

Um estudo recente revelou que 73% dos CISOs enfrentaram um incidente de segurança significativo nos últimos seis meses, com 58% desses eventos ocorrendo apesar da presença de ferramentas que deveriam ter prevenido tais falhas. A crescente complexidade das ferramentas de segurança e a sobrecarga de dados têm gerado frustração nas equipes, levando a uma percepção de reatividade em vez de proatividade. Para enfrentar esses desafios, muitas organizações estão adotando a Gestão Contínua da Exposição a Ameaças (CTEM), que oferece uma abordagem estruturada para identificar, avaliar e reduzir continuamente a exposição a riscos. O CTEM se destaca ao transformar a visibilidade em ação, priorizando vulnerabilidades com base em sua relevância para os negócios e permitindo que os líderes de segurança comuniquem progresso de forma clara e mensurável aos executivos. Essa metodologia não apenas melhora a eficiência das ferramentas existentes, mas também fortalece a relação entre as equipes de segurança e a alta administração, promovendo uma cultura de transparência e confiança. Ao mudar a percepção da segurança cibernética de um centro de custo para um parceiro na gestão de riscos, as organizações podem se preparar melhor para enfrentar as ameaças cibernéticas de forma proativa.

Mês de Conscientização em Segurança Além da Simples Informação

Todo mês de outubro, o Mês de Conscientização em Segurança se destaca, promovido pela CISA e pela National Cybersecurity Alliance desde 2004. O objetivo é tornar a segurança uma responsabilidade compartilhada, ajudando cidadãos, empresas e agências públicas a desenvolver hábitos digitais mais seguros. Embora as iniciativas desse mês aumentem a confiança e a conscientização sobre riscos, a realidade é que a conscientização sozinha não é suficiente para prevenir incidentes de segurança. O artigo destaca que muitas violações de segurança ocorrem devido a falhas que a conscientização não consegue alcançar, como configurações incorretas e senhas fracas. Para enfrentar esses desafios, a caça proativa a ameaças (threat hunting) é apresentada como uma solução eficaz. Essa abordagem busca identificar e corrigir vulnerabilidades antes que possam ser exploradas por atacantes. O conceito de Continuous Threat Exposure Management (CTEM) é introduzido como um modelo que permite uma gestão contínua das ameaças, garantindo que as organizações estejam sempre preparadas. O artigo conclui que a conscientização deve ser acompanhada de ações práticas que garantam a segurança, transformando o conhecimento em prontidão.