Evolução das operações de roubo de criptomoedas Drainer-as-a-Service
Nos últimos anos, as operações de roubo de criptomoedas evoluíram significativamente, passando de páginas de phishing isoladas para uma economia subterrânea estruturada em torno de plataformas conhecidas como ‘Drainer-as-a-Service’ (DaaS). Diferente das operações tradicionais de malware, os draineres utilizam engenharia social para atrair vítimas a sites falsos de criptomoedas, NFTs ou DeFi, onde são induzidas a conectar suas carteiras e aprovar transações maliciosas. Uma análise de dados coletados de fóruns underground revelou que essas operações estão se profissionalizando, com foco em crescimento de afiliados e automação. O modelo DaaS permite que operadores mantenham a infraestrutura de drenagem enquanto afiliados geram tráfego por meio de links de phishing e contas de redes sociais comprometidas. O estudo também destacou a resiliência operacional do Lucifer, um exemplo de DaaS, que se adaptou a banimentos e suspensões de serviços, utilizando descentralização para manter suas operações. A popularidade dos draineres se deve à natureza líquida e rápida das criptomoedas, além da confusão que muitos usuários têm em relação às permissões de carteira, tornando-os alvos fáceis para ataques. Essa situação representa um risco significativo para organizações que lidam com criptomoedas, exigindo atenção especial de equipes de segurança.
