Criptomoeda

Grupo de cibercrime TeamPCP evolui em ataques à cadeia de suprimentos

Uma nova análise revelou que o grupo de cibercrime conhecido como TeamPCP está ativo desde 2020, inicialmente comprometendo infraestruturas expostas na internet antes de focar na cadeia de suprimentos de software. Pesquisadores da Oligo Security identificaram conexões entre campanhas anteriores e atuais, como a ShadowRay 2.0, que hijackeou infraestrutura de inteligência artificial para criar uma botnet, e a TA-NATALSTATUS, que atacou servidores Redis para implantar mineradores de criptomoedas. A evolução das táticas do TeamPCP inclui a exploração de falhas de segurança em componentes do React e Next.js para extrair dados sensíveis. Além disso, o grupo se expandiu para ataques à cadeia de suprimentos, utilizando bibliotecas de código aberto populares para infectar sistemas de desenvolvedores. Recentemente, foram observadas novas variantes de malware, incluindo um script Python que, após invadir ambientes Kubernetes, pode apagar dados em sistemas configurados para o fuso horário do Irã. Essas atividades demonstram uma continuidade nas operações do TeamPCP, que representa uma ameaça crescente para a segurança cibernética, especialmente em ambientes de nuvem.

Sentença de 16 anos para criador de operação de ransomware nos EUA

No dia 5 de agosto de 2026, um juiz federal em Alexandria, Virginia, condenou Maksim Silnikau a 16 anos de prisão por criar e operar o Ransom Cartel, uma operação de ransomware como serviço (RaaS) iniciada em 2021. Entre 2021 e 2023, o Ransom Cartel atacou pelo menos 18 empresas, incluindo organizações na Califórnia, Nova York e Nebraska, além de alvos internacionais. Silnikau, um cidadão bielorrusso de 40 anos, não executou a maioria das invasões pessoalmente, mas estruturou o negócio ao redor delas, desenvolvendo software de bloqueio, adquirindo credenciais roubadas e criando um painel oculto para que afiliados monitorassem os ataques e negociavam resgates. Ele também implementou um sistema de classificação que recompensava os afiliados mais produtivos e utilizou misturadores de criptomoedas para facilitar os pagamentos de resgates. A condenação de Silnikau é um desdobramento de um caso maior, com outra acusação federal em Nova Jersey ainda não resolvida. O artigo destaca a complexidade e a evolução das operações de ransomware, além da necessidade de vigilância contínua contra essas ameaças.

Campanha de malvertising macOS ligada à Coreia do Norte entrega malware

Um novo ataque de malvertising atribuído a atores de ameaça da Coreia do Norte tem como alvo usuários de macOS, utilizando uma técnica sofisticada para disseminar malware. A campanha, que faz parte da longa série Contagious Interview, redireciona as vítimas para páginas falsas que simulam uma atualização de software. Durante esse processo, um comando malicioso é copiado para a área de transferência, levando o usuário a executá-lo no aplicativo Terminal, uma abordagem conhecida como ClickFix. O ataque é projetado para induzir pânico, fazendo com que o usuário acredite que seu computador está travado ou reiniciando.

Búlgaro é acusado de roubar criptomoeda enquanto estava preso

Rossen G. Iossifov, um cidadão búlgaro de 53 anos, foi acusado de roubar $290.000 em criptomoedas que haviam sido apreendidas pelo governo dos EUA, enquanto cumpria uma pena de 121 meses de prisão por lavagem de dinheiro. Iossifov, que já havia sido condenado em 2021 por operar uma exchange de criptomoedas chamada RG Coins, supostamente conspirou com outros para mover os fundos de uma conta apreendida, utilizando várias exchanges e serviços de mistura para evitar a detecção. O agente especial do Serviço Secreto dos EUA, Robert Holman, afirmou que a tentativa de Iossifov de desviar e lavar fundos legalmente apreendidos é um desafio direto ao sistema de justiça e uma desconsideração pelos direitos das vítimas. Iossifov já havia lavado quase $5 milhões para membros de uma rede de fraude que enganou pelo menos 900 americanos, utilizando anúncios falsos para vender produtos inexistentes. Ele foi condenado a pagar mais de $2,6 milhões em restituição às vítimas e, se condenado pelas novas acusações, pode enfrentar até 25 anos de prisão.

Campanha de malware clippers ataca usuários do Windows desde fevereiro de 2026

A Microsoft revelou uma campanha de malware clippers que tem afetado usuários do Windows desde fevereiro de 2026. Este tipo de malware é projetado para monitorar e roubar informações sensíveis copiadas para a área de transferência, especialmente endereços de carteiras de criptomoedas. A análise da Microsoft Defender Security Research Team destaca que o clippers utiliza lógica baseada no Windows Script Host e ActiveX para lançar um proxy Tor e se conectar a um servidor de comando e controle (C2) oculto. O malware realiza roubo de clipboard em alta frequência, exfiltra capturas de tela e substitui endereços de carteiras.

Pacotes npm do Mastra comprometidos em ataque à cadeia de suprimentos

Um ataque à cadeia de suprimentos de software, denominado easy-day-js, comprometeu 144 pacotes npm associados ao namespace Mastra, um framework popular de JavaScript e TypeScript para aplicações de inteligência artificial. O ataque foi identificado por empresas de segurança como JFrog, SafeDep, Socket e StepSecurity. Um único usuário npm, identificado como ’ehindero’, publicou mais de 140 pacotes maliciosos em um curto espaço de tempo. Embora os pacotes infectados não contenham código malicioso, eles dependem de uma biblioteca de terceiros chamada ’easy-day-js’, que foi alterada para incluir um payload ofuscado. Esse payload é ativado durante um hook de pós-instalação e se conecta a um servidor controlado pelos atacantes para baixar um trojan que rouba informações, incluindo dados de carteiras de criptomoedas. O ataque afetou pacotes amplamente utilizados, como o @mastra/core, que possui mais de 918 mil downloads semanais. A Npm já removeu as versões maliciosas, mas qualquer ambiente que tenha instalado essas versões deve ser considerado potencialmente comprometido.

Hacker rouba 50 milhões em criptomoeda para comprar cartas de Pokémon

Um homem de 36 anos, identificado como Jonathan Spalletta, foi preso após roubar 50 milhões de euros em criptomoedas através de ataques cibernéticos. O hacker, que se entregou à polícia, utilizou uma vulnerabilidade na plataforma Uranium Finance para desviar fundos. Inicialmente, ele explorou uma falha no código da plataforma, conseguindo desviar 1,3 milhão de euros, e posteriormente, ao descobrir uma nova vulnerabilidade, conseguiu roubar o montante total. Spalletta usou os fundos para adquirir itens colecionáveis raros, incluindo cartas de Pokémon e Magic: The Gathering, gastando quantias exorbitantes, como 460 mil euros em uma carta Black Lotus. O ataque resultou no colapso da Uranium Finance, impactando severamente seus usuários. As autoridades recuperaram 28 milhões de euros em criptomoedas e apreenderam os itens colecionáveis adquiridos com o dinheiro roubado. Spalletta pode enfrentar até 30 anos de prisão se for considerado culpado. Este caso destaca a vulnerabilidade das plataformas de criptomoedas e a necessidade de medidas de segurança mais robustas.

Cibercriminoso russo é condenado a quase 7 anos nos EUA por ransomware

Aleksei Olegovich Volkov, um cidadão russo de 26 anos, foi condenado a 6,75 anos de prisão nos Estados Unidos por sua participação em grupos de cibercrime, incluindo a gangue de ransomware Yanluowang. Ele facilitou ataques que resultaram em perdas reais superiores a 9 milhões de dólares e perdas pretendidas que ultrapassam 24 milhões de dólares. Volkov atuava como um ‘broker de acesso inicial’, obtendo acesso não autorizado a redes de empresas e vendendo esse acesso a outros criminosos. Os ataques geralmente envolviam a instalação de malware que criptografava os dados das vítimas, levando-as a pagar resgates em criptomoedas. Além de sua pena, Volkov concordou em pagar restituição às vítimas e a devolver ferramentas utilizadas nos crimes. O artigo também menciona a acusação de um terceiro negociador de ransomware ligado ao grupo BlackCat, que ajudou a extorquir pagamentos de pelo menos 10 vítimas, resultando na apreensão de quase 9,2 milhões de dólares em criptomoedas. A DigitalMint, onde o negociador trabalhava, repudiou as ações ilegais de seus ex-funcionários.

Campanha de malware GlassWorm compromete repositórios Python no GitHub

A campanha de malware GlassWorm está em andamento, utilizando tokens do GitHub roubados para injetar código malicioso em centenas de repositórios Python. O ataque, identificado pela StepSecurity, afeta projetos como aplicativos Django, códigos de pesquisa em ML e pacotes do PyPI. Os invasores acessam contas de desenvolvedores, reescrevendo os commits legítimos com código obfuscado, mantendo a mensagem original. As injeções começaram em 8 de março de 2026, após a instalação de malware em sistemas de desenvolvedores por meio de extensões maliciosas do VS Code. O código malicioso, que verifica se o sistema está configurado para o idioma russo, baixa payloads adicionais projetados para roubar criptomoedas e dados. A campanha, chamada ForceMemo, destaca a evolução das táticas dos atacantes, que agora utilizam métodos de injeção que não deixam rastros visíveis no GitHub. A StepSecurity observa que a infraestrutura de comando e controle (C2) associada ao ataque já tinha transações registradas desde novembro de 2025, indicando um planejamento de longo prazo. Essa nova abordagem de ataque, que reescreve o histórico do git, representa um risco significativo para a segurança da cadeia de suprimentos de software.

Ex-funcionário da L3Harris é condenado por venda de exploits a russos

Peter Williams, um australiano de 39 anos e ex-funcionário da L3Harris, um contratante de defesa dos EUA, foi condenado a mais de sete anos de prisão por vender oito exploits de zero-day para a corretora russa Operation Zero, recebendo milhões de dólares em criptomoedas. Williams se declarou culpado de roubo de segredos comerciais em outubro de 2025. Além da pena de prisão, ele terá três anos de liberdade supervisionada e deverá devolver os lucros ilícitos, que incluem propriedades e itens de luxo adquiridos com o dinheiro das vendas. Os exploits vendidos poderiam ser usados para atacar alvos civis e militares globalmente, resultando em perdas financeiras de aproximadamente 35 milhões de dólares para a L3Harris. O Departamento de Estado dos EUA sancionou a Operation Zero e seu diretor, Sergey Zelenyuk, por suas atividades de espionagem cibernética. A operação é conhecida por oferecer recompensas significativas por exploits e tem vínculos com agências de inteligência estrangeiras. O FBI alertou que a venda de tecnologia sensível a adversários estrangeiros representa uma grave ameaça à segurança nacional.

Mercado de garantias no Telegram encerra operações de fraudes

Um mercado de garantias baseado no Telegram, conhecido como Tudou Guarantee, está encerrando suas operações, conforme revelado por uma pesquisa da empresa de inteligência em blockchain Elliptic. Estima-se que o Tudou tenha processado mais de US$ 12 bilhões em transações, tornando-se o terceiro maior mercado ilícito da história. Embora suas operações de jogo ainda estejam ativas, a interrupção das transações em grupos públicos sugere uma possível mudança ou fechamento total. O Tudou se destacou como um centro para a venda de dados pessoais roubados, serviços de lavagem de dinheiro e plataformas fraudulentas, atraindo vendedores que anteriormente utilizavam o HuiOne Guarantee, que também foi fechado. A recente prisão do CEO do Prince Group, Chen Zhi, por envolvimento em um esquema de fraude de investimento, pode ter acelerado o declínio do Tudou. A Elliptic observa que, apesar do fechamento, a atividade criminosa provavelmente se dispersará para outros mercados. Em resposta, o governo dos EUA criou a Scam Center Strike Force para combater redes criminosas transnacionais na região, já confiscando US$ 401 milhões em criptomoedas relacionadas a fraudes.

Mercados chineses na dark web usam Telegram para transações ilegais de criptomoeda

Um novo relatório da Elliptic revela que grupos de golpistas chineses, como Tudou Guarantee e Xinbi Guarantee, estão utilizando o Telegram para facilitar transações ilegais de criptomoedas, totalizando cerca de US$ 2 bilhões mensais. Esses grupos estão envolvidos em atividades como lavagem de dinheiro, venda de ferramentas para roubo de dados e criação de sites de investimento fraudulentos. Além disso, eles comercializam serviços de deepfake e estão associados a crimes graves, incluindo tráfico humano e prostituição de menores. O Telegram, apesar de ter tentado barrar essas operações, não está mais se movendo para banir esses grupos, alegando que a plataforma oferece uma alternativa para a liberdade financeira em meio ao controle de capital na China. Essa situação levanta preocupações significativas sobre a segurança cibernética, já que a Elliptic identificou mais de 30 mercados clandestinos ativos, destacando a gravidade do problema e a necessidade de vigilância contínua por parte das autoridades e empresas de segurança.

Phreeli lança MVNO focada em criptomoedas e privacidade global

A Phreeli, operadora móvel virtual (MVNO), lançou um serviço de telefonia celular que prioriza a privacidade dos usuários em mais de 90 países. O serviço oferece chamadas, mensagens e dados ilimitados, além de suporte a pagamentos em criptomoedas, o que proporciona um nível de anonimato incomum em serviços de telefonia convencionais. A proteção de dados é garantida através de um sistema que separa as interações dos usuários em três serviços distintos: serviço de dados, serviço de usuário e serviço de mistura, minimizando a exposição de informações pessoais. Os planos variam de US$ 25 a US$ 85 por mês, dependendo da quantidade de dados de alta velocidade, e todos incluem mensagens internacionais. Apesar das inovações, a Phreeli pode enfrentar desafios regulatórios devido à falta de requisitos de identificação padrão, o que pode levantar preocupações sobre fraudes e lavagem de dinheiro. A adoção do serviço dependerá da aceitação regulatória e da confiança dos usuários, especialmente considerando que a MVNO utiliza infraestrutura celular existente, permitindo a ativação instantânea via eSIM.

SEC processa empresas por golpe de criptomoeda de US 14 milhões

A Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) apresentou acusações contra várias empresas envolvidas em um esquema de fraude em criptomoedas que lesou investidores em mais de US$ 14 milhões. As plataformas de negociação Morocoin Tech Corp., Berge Blockchain Technology Co., Ltd. e Cirkor Inc., além de clubes de investimento como AI Wealth Inc. e Lane Wealth Inc., foram citadas na denúncia. O golpe foi estruturado em várias etapas, atraindo vítimas por meio de anúncios nas redes sociais e interações em grupos de mensagens, onde os golpistas se passavam por profissionais financeiros, prometendo retornos com base em dicas de investimento geradas por inteligência artificial (IA). Os investidores foram convencidos a depositar fundos em plataformas de negociação falsas, que alegavam ter licenças governamentais. Quando tentaram retirar seus investimentos, foram solicitados a pagar taxas antecipadas. A SEC busca penalidades civis e a devolução dos valores, destacando a gravidade da fraude que afeta investidores de varejo nos EUA.

Indivíduos se declaram culpados por fraudes de TI ligadas à Coreia do Norte

O Departamento de Justiça dos EUA anunciou que cinco indivíduos se declararam culpados por ajudar a Coreia do Norte em esquemas de geração de receita ilícita, violando sanções internacionais. Os acusados, entre 24 e 34 anos, facilitaram fraudes envolvendo trabalhadores de tecnologia da informação (TI) que se apresentavam como cidadãos americanos para obter empregos em empresas dos EUA. Entre as ações fraudulentas, destacam-se a utilização de identidades falsas, a instalação de software de acesso remoto em laptops e a realização de testes de drogas em nome dos trabalhadores. Um dos réus, Oleksandr Didenko, também foi acusado de roubo de identidade e operou um site para vender identidades roubadas. O esquema resultou em mais de 2,2 milhões de dólares em receita para o regime norte-coreano e comprometeu a identidade de mais de 18 cidadãos americanos. Além disso, o DoJ está buscando confiscar mais de 15 milhões de dólares em criptomoedas relacionadas a atividades de hackers associados à Coreia do Norte, que realizaram diversos roubos em plataformas de moeda virtual. Essas ações refletem os esforços contínuos do governo dos EUA para combater as operações de TI e hacking da Coreia do Norte, que têm sido utilizadas para financiar seu programa nuclear.

Grupo ligado à Coreia do Norte usa técnica EtherHiding para malware

Um grupo de hackers associado à Coreia do Norte, identificado como UNC5342, está utilizando a técnica EtherHiding para distribuir malware e roubar criptomoedas. Este é o primeiro caso documentado de um grupo patrocinado por um estado adotando essa abordagem. A técnica consiste em embutir código malicioso em contratos inteligentes em blockchains públicas, como Ethereum, tornando a detecção e a remoção mais difíceis. A campanha, chamada ‘Contagious Interview’, envolve abordagens de engenharia social em plataformas como LinkedIn, onde os atacantes se passam por recrutadores para induzir as vítimas a executar códigos maliciosos. O objetivo é acessar máquinas de desenvolvedores, roubar dados sensíveis e criptomoedas. O Google Threat Intelligence Group observou essa atividade desde fevereiro de 2025, destacando a evolução das ameaças cibernéticas e a adaptação dos atacantes a novas tecnologias. O ataque utiliza uma cadeia de infecção que pode atingir sistemas Windows, macOS e Linux, empregando diferentes famílias de malware, incluindo um downloader e um backdoor chamado InvisibleFerret, que permite controle remoto das máquinas comprometidas.

Trojan RatOn controla contas bancárias e ativa pagamentos automáticos

Pesquisadores de segurança da ThreatFabric MTI descobriram um novo trojan bancário para Android, chamado RatOn, que combina táticas clássicas de sobreposição e relé NFC com acesso remoto completo e capacidades de Sistema de Transferência Automatizada (ATS). Emergiu em 5 de julho de 2025 e evoluiu até 29 de agosto de 2025, representando a primeira integração conhecida de ataques de relé NFC em um framework de Trojan de Acesso Remoto.

O ataque começa quando as vítimas baixam um APK malicioso disfarçado de instalador de aplicativos de sites adultos da República Tcheca e da Eslováquia. Após a instalação, o trojan solicita permissões de Acessibilidade e Administrador do Dispositivo, permitindo que opere em segundo plano. RatOn monitora continuamente o estado do dispositivo, enviando capturas de tela e descrições textuais dos elementos da interface do usuário para seu servidor de controle.

Hacker do Scattered Spider é condenado a 10 anos de prisão

Noah Michael Urban, um jovem de 20 anos da Flórida, conhecido como “King Bob” nas comunidades de música online, foi condenado a 10 anos de prisão federal após se declarar culpado por conspiração, fraude eletrônica e roubo de identidade agravado. Além da pena de prisão, Urban foi condenado a pagar US$ 13 milhões em restituição a 59 vítimas de roubo de criptomoedas, ligadas à sua participação na organização criminosa “Scattered Spider”. Urban ganhou notoriedade por vazar músicas não lançadas de artistas renomados, utilizando táticas de cibercrime sofisticadas, como ataques de troca de SIM, que lhe permitiram acessar contas de executivos da indústria musical. Sua atuação não se limitou à pirataria musical; ele também foi um membro chave do Scattered Spider, que se especializa em ataques de engenharia social contra grandes corporações, incluindo ataques a cassinos em Las Vegas que resultaram em milhões de dólares em danos. A investigação federal que levou à sua prisão revelou que Urban e seus cúmplices roubaram pelo menos US$ 800 mil de cinco vítimas na Flórida, utilizando técnicas de troca de SIM para obter informações pessoais e contornar autenticações de dois fatores. O caso destaca a interseção entre pirataria na indústria do entretenimento e crimes cibernéticos graves, evidenciando como indivíduos podem transitar de atividades aparentemente inofensivas para empreendimentos criminosos internacionais.

Google exige aprovação oficial para desenvolvedores de aplicativos de criptomoeda

O Google implementou novas exigências regulatórias para desenvolvedores de aplicativos de criptomoeda que desejam distribuir suas aplicações na Google Play Store. Agora, é necessário que esses desenvolvedores obtenham licenciamento oficial do governo antes de publicar seus aplicativos em várias jurisdições ao redor do mundo. Essa atualização de política reflete a resposta da empresa ao panorama regulatório em rápida evolução em relação a ativos digitais e serviços financeiros.

Os requisitos de licenciamento variam significativamente entre regiões. Nos Estados Unidos, por exemplo, os desenvolvedores devem se registrar como Empresas de Serviços Monetários (MSBs) e obter licenças estaduais, enquanto na União Europeia, é necessário autorização como Prestadores de Serviços de Criptoativos (CASP) sob a regulamentação MiCA. O Japão e a Coreia do Sul têm suas próprias exigências específicas, como registro com a Agência de Serviços Financeiros e relatórios à Unidade de Inteligência Financeira, respectivamente.