Crime Organizado

Europol prende 34 membros da organização criminosa Black Axe na Espanha

A Europol anunciou a prisão de 34 indivíduos na Espanha, supostamente ligados à organização criminosa internacional Black Axe. A operação, realizada pela Polícia Nacional Espanhola em colaboração com a Polícia Criminal do Estado da Baviera e a Europol, resultou em 28 detenções em Sevilha, além de prisões em Madrid, Málaga e Barcelona. A Black Axe é conhecida por uma variedade de atividades criminosas, incluindo fraudes cibernéticas, tráfico de drogas, tráfico humano, sequestros e roubos armados. Estima-se que a rede criminosa tenha causado danos superiores a €5,93 milhões (cerca de $6,9 milhões) em fraudes. Durante a operação, as autoridades congelaram contas bancárias totalizando €119.352 ($138.935) e apreenderam €66.403 ($77.290) em dinheiro. A Black Axe, originada na Nigéria em 1977, é considerada uma das mais proeminentes organizações criminosas transnacionais da África Ocidental, com cerca de 30.000 membros registrados. Em operações anteriores, a INTERPOL já havia realizado 75 prisões relacionadas ao grupo, que é associado a uma série de fraudes cibernéticas, como golpes de e-mail empresarial, fraudes românticas e lavagem de dinheiro. A continuidade das ações contra a Black Axe demonstra a crescente preocupação com o crime organizado e suas implicações globais.

Hackers se unem a gangues para roubar cargas de cadeias de suprimentos

Hackers estão colaborando com gangues de crime organizado para roubar cargas diretamente das cadeias de suprimentos, conforme relatado pela ProofPoint. Esses ataques envolvem o envio de links maliciosos para empresas de logística, permitindo que os criminosos acessem sistemas e redirecionem remessas para destinos fraudulentos. Através de engenharia social, os hackers conseguem identificar cargas de alto valor e se passam por representantes legítimos, manipulando motoristas e eliminando notificações de despachantes. Embora não haja relatos de violência, a possibilidade de danos físicos aos motoristas é uma preocupação real. O roubo de cargas já representa um custo anual de aproximadamente 34 bilhões de dólares, e a digitalização das cadeias de suprimentos aumenta a vulnerabilidade a esses ataques. A combinação de habilidades cibernéticas e táticas tradicionais de roubo sugere uma evolução preocupante no crime, exigindo atenção redobrada das empresas de logística e transporte.