Crime Cibernético

Investigação sobre alertas não autorizados da Defesa Civil

Na madrugada do dia 20 de junho de 2026, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional desativou a plataforma Defesa Civil Alerta após o envio de dez mensagens de alerta não autorizadas para celulares em várias regiões do Brasil. As mensagens, que continham o termo ‘misantropi4’, foram enviadas através da tecnologia Cell Broadcast e SMS, atingindo milhões de pessoas em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, e Paraná. O secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, informou que a origem dos alertas está sendo investigada pela Polícia Federal, com indícios de um crime cibernético. As contas utilizadas para o envio das mensagens foram bloqueadas, e o retorno do sistema de alertas depende da revisão dos mecanismos de acesso. A Anatel confirmou que os alertas não foram enviados pelas autoridades competentes e orientou os usuários a desconsiderá-los. Este incidente levanta preocupações sobre a segurança das plataformas de comunicação de emergência e a proteção de dados pessoais.

Brasil assina convenção da ONU para combater crimes cibernéticos

O Brasil se tornou signatário da Convenção das Nações Unidas Contra o Crime Cibernético, um tratado que visa fortalecer a cooperação internacional no combate a crimes digitais. A assinatura foi realizada pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, durante uma visita ao Vietnã, onde acompanhava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O tratado, que já conta com a adesão de 59 países, busca não apenas combater o aumento dos crimes cibernéticos, mas também garantir a proteção dos direitos humanos no ambiente digital. A Polícia Federal destacou que a convenção facilitará a troca de provas eletrônicas, essencial para o enfrentamento de crimes como a sextorsão e o abuso sexual infantil online. O secretário-geral da ONU, António Guterres, considerou a assinatura um marco histórico na luta contra as crescentes ameaças digitais. Entretanto, os Estados Unidos optaram por não assinar o acordo, citando a necessidade de medidas adicionais para garantir a proteção legal e os direitos humanos dos signatários. A próxima etapa para o Brasil envolve a aprovação do Congresso Nacional, que poderá formalizar as obrigações jurídicas do país em relação ao tratado.