Meta e TikTok acusadas de permitir conteúdo nocivo para engajamento
Um documentário da BBC, intitulado ‘Inside the Rage Machine’, revelou que Meta e TikTok estariam permitindo a disseminação de conteúdos nocivos em suas plataformas para aumentar o engajamento dos usuários. Ex-funcionários das empresas relataram que, sob pressão para melhorar a interação, as direções das companhias incentivaram a inclusão de conteúdos como violência, misoginia e teorias da conspiração nos feeds. Um engenheiro da Meta mencionou que recebeu ordens para permitir esses conteúdos de forma ‘controlada’, justificando que a queda nas ações da empresa exigia tal abordagem. No TikTok, um funcionário destacou que as prioridades políticas estavam sendo priorizadas em detrimento de denúncias de conteúdos violentos, especialmente envolvendo crianças. O documentário também apontou que o Instagram, através do Reels, concentrou uma quantidade maior de discursos de ódio e assédio, com 75% a mais de bullying em comparação ao feed principal. Em resposta, Meta e TikTok negaram as acusações, afirmando que não promovem intencionalmente conteúdos nocivos. Essa situação levanta preocupações sobre a segurança digital e a responsabilidade das plataformas em moderar o conteúdo que promovem.
