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Vulnerabilidade em carteira COLDCARD resulta em roubo de R 88,6 milhões

Pesquisadores identificaram uma vulnerabilidade no firmware da carteira de hardware COLDCARD, que pode ter sido explorada para roubar aproximadamente R$ 88,6 milhões em Bitcoin. A falha está relacionada a um gerador de números aleatórios (RNG) defeituoso, que permitiu que atacantes gerassem sementes de carteira de forma previsível. A empresa Galaxy Research relatou que, em um ataque de 41 minutos, cerca de 1.083 BTC foram drenados de 1.196 endereços, com transações que apresentavam uma taxa de taxa fixa e sem saída de troco, sugerindo o uso de uma ferramenta automatizada. A vulnerabilidade foi descoberta por equipes de engenharia e segurança da Block, que colaboraram com outros pesquisadores para analisar o firmware da COLDCARD. A falha foi comunicada à Coinkite, fabricante da carteira, em 30 de julho, e um novo firmware que corrige o problema já está disponível. Usuários afetados devem verificar seus backups, atualizar o firmware e gerar novas sementes para garantir a segurança de seus ativos.

Ataque drena 1.196 endereços Bitcoin em 41 minutos devido a falha de firmware

Em 30 de julho de 2026, um ataque cibernético resultou no esvaziamento de 1.196 endereços de Bitcoin, totalizando 1.082,65 BTC, equivalente a aproximadamente 70,2 milhões de dólares na época. A Galaxy Research identificou que a origem do ataque estava em uma falha de firmware na Coldcard, uma carteira de hardware exclusiva para Bitcoin fabricada pela Coinkite. Uma integração errônea de firmware em março de 2021 redirecionou a geração de sementes para um gerador de números pseudoaleatórios (PRNG) em vez de utilizar o gerador de números aleatórios (RNG) de hardware do dispositivo. Isso permitiu que um atacante, ao determinar ou restringir suficientemente o UID do dispositivo e o histórico de chamadas do RNG, pudesse reproduzir fluxos de saída candidatos offline. Embora a Coinkite tenha lançado um firmware de emergência em 31 de julho, a instalação não repara sementes já comprometidas. Os usuários afetados foram aconselhados a gerar novas sementes em firmware corrigido e transferir seus fundos. A falha foi atribuída à configuração de produção da Coldcard, que não habilitou corretamente o RNG de hardware, resultando em uma entropia efetiva muito abaixo do ideal. O ataque destaca a importância da segurança em dispositivos de armazenamento de criptomoedas e a necessidade de vigilância contínua sobre vulnerabilidades em firmware.