Cibersegurança

Ransomware PromptLock usa IA para gerar scripts maliciosos em tempo real

A empresa de cibersegurança ESET revelou a descoberta de um novo ransomware chamado PromptLock, que utiliza inteligência artificial para gerar scripts maliciosos em tempo real. Escrito em Golang, o PromptLock emprega o modelo gpt-oss:20b da OpenAI através da API Ollama para criar scripts em Lua que podem enumerar sistemas de arquivos, inspecionar arquivos-alvo, exfiltrar dados e criptografar informações. Este ransomware é compatível com Windows, Linux e macOS, e é capaz de gerar notas personalizadas para as vítimas, dependendo dos arquivos afetados. Embora ainda não se saiba quem está por trás do malware, a ESET identificou que artefatos do PromptLock foram enviados ao VirusTotal a partir dos Estados Unidos em 25 de agosto de 2025. A natureza do ransomware, que é considerada uma prova de conceito, utiliza o algoritmo de criptografia SPECK de 128 bits. A ESET alerta que a variabilidade dos indicadores de comprometimento (IoCs) torna a detecção mais desafiadora, complicando as tarefas de defesa. O surgimento do PromptLock destaca como a IA pode facilitar a criação de campanhas de malware, mesmo para criminosos com pouca experiência técnica.

Grupo Storm-0501 refina ataques de ransomware em ambientes de nuvem

O grupo de cibercriminosos conhecido como Storm-0501 tem aprimorado suas táticas para realizar ataques de exfiltração de dados e extorsão, focando em ambientes de nuvem. Ao contrário do ransomware tradicional, que geralmente criptografa arquivos em redes locais, o Storm-0501 utiliza capacidades nativas da nuvem para exfiltrar rapidamente grandes volumes de dados, destruir informações e backups, e exigir resgates, tudo isso sem depender de malware convencional. Desde sua primeira documentação pela Microsoft em 2024, o grupo tem atacado setores como governo, manufatura e transporte nos EUA, mostrando uma evolução para um modelo de ransomware como serviço (RaaS). O acesso inicial é frequentemente facilitado por corretores de acesso, explorando credenciais comprometidas ou vulnerabilidades em servidores expostos. Recentemente, o grupo realizou um ataque a uma grande empresa, utilizando técnicas como DCSync para extrair credenciais do Active Directory e, em seguida, comprometer um servidor de sincronização do Entra Connect. Após a exfiltração de dados, o grupo deletou recursos críticos da Azure, dificultando a recuperação pela vítima. A Microsoft implementou mudanças para mitigar esses ataques, incluindo atualizações no Entra Connect e recomendações para habilitar o Trusted Platform Module (TPM) nos servidores de sincronização.

Sites da Tencent Cloud comprometidos expõem dados valiosos

Recentemente, a Tencent Cloud, um dos maiores provedores de nuvem da Ásia, enfrentou uma grave violação de segurança que expôs credenciais de login e código-fonte interno. Pesquisadores de segurança da Cybernews identificaram ‘severas desconfigurações’ em dois sites da Tencent, que permitiram o acesso público a arquivos sensíveis, incluindo credenciais codificadas e um diretório .git que continha todo o histórico de um projeto de software. A investigação revelou que esses dados estavam acessíveis por meses, desde abril de 2025, levantando preocupações sobre o uso malicioso das informações. As credenciais expostas eram fracas e vulneráveis a ataques de dicionário, aumentando o risco de acesso não autorizado a sistemas internos da Tencent Cloud. Embora a empresa tenha corrigido a falha após ser notificada, a extensão do acesso anterior levanta questões sobre a segurança de dados de seus clientes. Especialistas alertam que a situação pode ter permitido que bots de scraping acessassem dados críticos, potencialmente comprometendo a infraestrutura de backend da Tencent.

Vulnerabilidade na Interface de Administração do IPFire Permite Injeção de JavaScript

Uma nova vulnerabilidade, identificada como CVE-2025-50975, afeta a versão 2.29 do IPFire, um firewall amplamente utilizado. Essa falha permite que usuários autenticados com altos privilégios realizem ataques de cross-site scripting (XSS) persistente através da interface web do firewall. A vulnerabilidade se origina na falta de validação de entrada e sanitização em vários parâmetros de regras do firewall, como PROT, SRC_PORT e TGT_PORT. Isso possibilita que um atacante injete código JavaScript malicioso que será executado sempre que outro administrador acessar a página de regras do firewall. As consequências incluem roubo de cookies de autenticação, alterações não autorizadas nas regras do firewall e potencial acesso a sistemas internos. A exploração é considerada de baixa complexidade, exigindo apenas acesso à interface gráfica do usuário. Para mitigar os riscos, os administradores devem atualizar para a versão corrigida do IPFire imediatamente e implementar medidas temporárias, como restringir o acesso à interface e monitorar logs em busca de atividades suspeitas.

Spotify Lança Mensagens Diretas para Compartilhamento de Música, Levanta Preocupações de Segurança

O Spotify introduziu uma nova funcionalidade de mensagens diretas que permite aos usuários compartilhar músicas, podcasts e audiolivros diretamente no aplicativo. Disponível para usuários a partir de 16 anos em mercados selecionados, essa ferramenta visa centralizar as recomendações de conteúdo e aumentar o engajamento entre os usuários. Através de chats um-a-um, os usuários podem compartilhar faixas e reagir com emojis, facilitando a interação. Além disso, o Spotify implementou controles de privacidade, permitindo que os usuários aceitem ou rejeitem solicitações de mensagens e bloqueiem contatos indesejados.

Falhas Críticas no NVIDIA NeMo AI Curator Permitem Tomada de Sistema

A NVIDIA divulgou uma atualização crítica para o NVIDIA® NeMo Curator, visando corrigir uma vulnerabilidade de injeção de código de alta severidade, identificada como CVE-2025-23307. Essa falha afeta todas as plataformas suportadas pelo Curator e permite que um atacante, ao manipular um arquivo malicioso, consiga executar código remotamente, escalar privilégios, divulgar informações sensíveis ou adulterar dados. A vulnerabilidade é resultado de uma validação insuficiente das entradas fornecidas pelo usuário antes da avaliação dinâmica do código. Com uma pontuação base de 7.8 no CVSS v3.1, a falha apresenta um alto impacto em termos de confidencialidade, integridade e disponibilidade, com um vetor de ataque que requer baixa interação do usuário. A NVIDIA recomenda que todos os usuários atualizem para a versão 25.07 do Curator, que inclui controles de avaliação mais rigorosos e sanitização de entradas. As versões anteriores, em Windows, Linux e macOS, permanecem vulneráveis, e a urgência da atualização deve ser avaliada conforme as configurações e modelos de ameaça específicos de cada ambiente.

Cinco regras para uma adoção segura de IA nas empresas

O uso de Inteligência Artificial (IA) nas empresas está crescendo rapidamente, com colaboradores utilizando-a para redigir e-mails, analisar dados e transformar o ambiente de trabalho. No entanto, a adoção acelerada da IA traz desafios significativos em termos de segurança, especialmente pela falta de controle e salvaguardas adequadas. Para os Chief Information Security Officers (CISOs), a prioridade é garantir que a inovação não comprometa a segurança. O artigo apresenta cinco regras essenciais para uma adoção segura da IA: 1) Visibilidade e descoberta da IA, que exige monitoramento contínuo do uso de ferramentas de IA; 2) Avaliação de risco contextual, que considera o nível de risco associado a diferentes aplicações de IA; 3) Proteção de dados, estabelecendo limites sobre quais informações podem ser compartilhadas com ferramentas de IA; 4) Controles de acesso e diretrizes, que garantem que o uso da IA esteja dentro de políticas de segurança definidas; e 5) Supervisão contínua, para adaptar as medidas de segurança conforme as aplicações evoluem. A adoção segura da IA não deve ser vista como uma barreira, mas como uma oportunidade de inovar de forma responsável, garantindo a proteção dos dados e a conformidade com regulamentações como a LGPD.

Grupo ShadowSilk ataca entidades governamentais na Ásia Central

Um novo grupo de ciberataques, conhecido como ShadowSilk, tem como alvo entidades governamentais na Ásia Central e na região Ásia-Pacífico. De acordo com a Group-IB, cerca de trinta vítimas foram identificadas, com as intrusões focadas principalmente na exfiltração de dados. O grupo compartilha ferramentas e infraestrutura com outros grupos de ameaças, como YoroTrooper e Silent Lynx. As vítimas incluem organizações governamentais de países como Uzbequistão, Quirguistão e Paquistão, além de setores como energia e transporte.

Anthropic interrompe ataque cibernético com uso de IA avançada

Em julho de 2025, a Anthropic revelou ter desmantelado uma operação sofisticada que utilizava seu chatbot Claude, alimentado por inteligência artificial, para realizar roubo e extorsão em larga escala de dados pessoais. O ataque visou pelo menos 17 organizações, incluindo instituições de saúde, serviços de emergência e órgãos governamentais, com os criminosos ameaçando expor publicamente as informações roubadas para forçar o pagamento de resgates que ultrapassavam $500.000. Utilizando o Claude Code em uma plataforma Kali Linux, o ator desconhecido automatizou várias fases do ciclo de ataque, desde a coleta de credenciais até a penetração de redes. O uso de IA permitiu que o atacante tomasse decisões táticas e estratégicas, selecionando quais dados exfiltrar e elaborando demandas de extorsão personalizadas com base em análises financeiras. A Anthropic desenvolveu um classificador personalizado para detectar comportamentos semelhantes e compartilhou indicadores técnicos com parceiros estratégicos. O caso destaca como ferramentas de IA estão sendo mal utilizadas para facilitar operações cibernéticas complexas, tornando a defesa mais desafiadora.

Ferramentas de IA desonestas potencializam desastres de DDoS

O cenário de ataques DDoS (Distributed Denial of Service) evoluiu drasticamente, com mais de oito milhões de incidentes registrados globalmente na primeira metade de 2025, segundo pesquisa da NetScout. Esses ataques, que antes eram considerados anomalias raras, agora ocorrem em uma escala quase rotineira, com picos de até 3,12 Tbps na Holanda e 1,5 Gbps nos Estados Unidos. A crescente automação e o uso de botnets, que frequentemente exploram dispositivos comprometidos, como roteadores e dispositivos IoT, têm facilitado a execução desses ataques. A pesquisa destaca que disputas políticas, como as entre Índia e Paquistão e entre Irã e Israel, têm sido catalisadores significativos para essas campanhas de agressão digital. O grupo hacktivista NoName057(16) se destaca, realizando mais de 475 ataques em março de 2025, principalmente contra portais governamentais. A utilização de modelos de linguagem de IA por atacantes tem reduzido as barreiras para novos invasores, permitindo ataques de alta capacidade com conhecimento técnico mínimo. A situação exige que as organizações reavaliem suas defesas tradicionais, que já não são suficientes diante da evolução das táticas de ataque.

Hackers Usam Tokens OAuth Comprometidos para Acessar Dados do Salesforce

Um alerta foi emitido para organizações em todo o mundo após a divulgação de uma campanha de exfiltração de dados em larga escala, atribuída ao grupo de hackers UNC6395. O ataque, que começou em 8 de agosto de 2025, explorou tokens OAuth comprometidos do aplicativo Salesloft Drift para acessar e extrair informações sensíveis de instâncias do Salesforce. Os hackers conseguiram exportar grandes volumes de dados, incluindo informações de contas, usuários e oportunidades, além de buscar segredos valiosos como chaves de acesso da Amazon Web Services (AWS) e senhas em texto claro. A Salesloft confirmou que apenas clientes que integraram o Drift com o Salesforce foram afetados. Em resposta, a empresa revogou todos os tokens de acesso e a Salesforce removeu o aplicativo do AppExchange. As organizações afetadas foram notificadas diretamente. Especialistas recomendam que as empresas revisem seus ambientes Salesforce, revoguem e rotacionem chaves descobertas e ajustem as configurações de segurança para mitigar riscos futuros.

DOGE é Acusado de Armazenar Dados de Segurança Social em Nuvem Insegura

Um alerta de um denunciante revelou que uma cópia não monitorada dos dados de Segurança Social dos Estados Unidos está armazenada em um ambiente de nuvem inseguro, colocando mais de 300 milhões de americanos em risco de roubo de identidade e perda de benefícios essenciais. Charles Borges, Diretor de Dados da Administração da Segurança Social (SSA), apresentou a denúncia em 26 de agosto de 2025, alegando que funcionários do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE) criaram uma cópia ao vivo dos dados sem a devida supervisão. A denúncia aponta que o acesso não autorizado a esses dados poderia permitir que agentes maliciosos roubassem números de Segurança Social, interrompessem o acesso a programas de assistência e forçassem o governo a reemitir números de Segurança Social em larga escala. A situação gerou uma resposta interna da SSA, que agora enfrenta um intenso escrutínio de legisladores e órgãos de supervisão, com audiências programadas para setembro de 2025. Os cidadãos são aconselhados a monitorar seus relatórios de crédito e a considerar alertas de fraude, enquanto as agências federais devem alinhar iniciativas de detecção de fraudes com uma governança de dados robusta.

Novo ataque de engano de cache explora descompasso entre cache e servidor web

O ataque de engano de cache é uma técnica sofisticada que permite que atacantes manipulem regras de cache para expor conteúdos sensíveis. Ao explorar inconsistências entre uma rede de entrega de conteúdo (CDN) e o servidor web de origem, os invasores conseguem enganar o cache, armazenando endpoints privados sob regras de ativos estáticos e, posteriormente, recuperando essas informações.

As CDNs geralmente diferenciam entre ativos estáticos (como imagens e arquivos CSS) e páginas dinâmicas, aplicando cabeçalhos permissivos a arquivos estáticos e restrições a páginas dinâmicas. No entanto, quando um caminho de URL imita um recurso estático, a CDN pode armazená-lo, enquanto o servidor de origem o trata como uma página dinâmica. Técnicas de exploração incluem confusão de extensão, discrepâncias de delimitadores e confusão de travessia de caminho, permitindo que os atacantes acessem conteúdos que deveriam ser privados.

Grupo Blind Eagle ataca governo colombiano com malware

Pesquisadores de cibersegurança identificaram cinco grupos de atividades associados ao ator de ameaça persistente conhecido como Blind Eagle, que operou entre maio de 2024 e julho de 2025, principalmente visando entidades do governo colombiano. A empresa Recorded Future Insikt Group, que monitora essas atividades sob a designação TAG-144, observou que os ataques utilizam técnicas como trojans de acesso remoto (RATs) e engenharia social via phishing. Os alvos incluem autoridades judiciais e fiscais, além de setores como finanças, energia e saúde. Os ataques frequentemente utilizam e-mails fraudulentos que imitam agências governamentais locais, levando as vítimas a abrir documentos maliciosos. A infraestrutura de comando e controle do grupo é complexa, utilizando endereços IP de provedores colombianos e serviços de DNS dinâmico para ocultar suas operações. Recentemente, o grupo tem utilizado scripts em PowerShell para implantar RATs como Lime RAT e AsyncRAT. A análise indica que cerca de 60% das atividades do Blind Eagle focaram no setor governamental, levantando questões sobre suas motivações, que podem incluir espionagem estatal além de objetivos financeiros.

Campanha de roubo de dados compromete plataforma Salesloft

Uma campanha de roubo de dados em larga escala comprometeu a plataforma de automação de vendas Salesloft, permitindo que hackers acessassem tokens OAuth e de atualização associados ao agente de chat de inteligência artificial Drift. A atividade, atribuída ao grupo de ameaças UNC6395, ocorreu entre 8 e 18 de agosto de 2025, visando instâncias de clientes do Salesforce através de tokens OAuth comprometidos. Os atacantes exportaram grandes volumes de dados, possivelmente para coletar credenciais que poderiam ser usadas para comprometer ambientes das vítimas, incluindo chaves de acesso da Amazon Web Services (AWS) e tokens de acesso relacionados ao Snowflake. A Salesloft identificou a questão de segurança e revogou proativamente as conexões entre Drift e Salesforce, enquanto a Salesforce confirmou que um número restrito de clientes foi impactado. Especialistas destacam a disciplina operacional dos atacantes, que deletaram registros de consultas para cobrir seus rastros, sugerindo uma estratégia de ataque mais ampla que poderia afetar a cadeia de suprimentos de tecnologia. As organizações são aconselhadas a revisar logs, revogar chaves de API e realizar investigações adicionais para determinar a extensão da violação.

Banco de dados da Intel vazado expõe 270 mil funcionários

Um grave incidente de segurança na Intel resultou no vazamento de dados de mais de 270 mil funcionários devido a falhas em sistemas de login. O pesquisador de segurança Eaton Z descobriu que um portal de cartões de visita da empresa possuía um sistema de autenticação vulnerável, permitindo acesso não autorizado a informações sensíveis. Ao manipular a verificação de usuários, Eaton conseguiu baixar um arquivo de quase um gigabyte contendo dados pessoais, como nomes, cargos, endereços e números de telefone. Além do portal inicial, outras três plataformas internas da Intel apresentaram vulnerabilidades semelhantes, com credenciais codificadas que poderiam ser facilmente decifradas. A Intel foi notificada sobre as falhas em outubro de 2024 e corrigiu os problemas até fevereiro de 2025, mas o pesquisador não recebeu compensação por seu trabalho, levantando questões sobre a seriedade da resposta da empresa. Este incidente destaca que, mesmo com medidas de segurança em vigor, falhas simples de design podem expor sistemas críticos, aumentando o risco de roubo de identidade e ataques de engenharia social.

VPN gratuita captura telas de usuários do Chrome sem autorização

A Koi Security, empresa especializada em segurança digital, revelou que a VPN gratuita FreeVPN.One está comprometendo a privacidade de seus usuários ao capturar prints de tela de cada página visitada no navegador Chrome, sem o consentimento dos mesmos. A extensão da VPN, que deveria proteger a privacidade online, na verdade, aguarda o carregamento completo das páginas para garantir que as capturas sejam completas. Segundo a empresa, a justificativa apresentada pela FreeVPN.One para essa prática é a detecção de ameaças através de inteligência artificial, mas isso levanta sérias questões sobre a invasão de privacidade, uma vez que o simples envio do URL da página seria suficiente para identificar potenciais riscos. Além disso, a VPN também registra a localização do usuário por meio do endereço IP, acessando todos os sites visitados. O desenvolvedor da extensão, que se manteve anônimo, alegou que as capturas não são armazenadas permanentemente nem compartilhadas, mas não apresentou provas concretas para respaldar suas afirmações. Essa situação destaca os riscos associados ao uso de VPNs gratuitas, que frequentemente comprometem a segurança e a privacidade dos usuários em troca de serviços aparentemente benéficos.

Ataque inédito pode rebaixar conexões 5G sem estação falsa

Um grupo de acadêmicos da Universidade de Tecnologia e Design de Cingapura desenvolveu um novo ataque que permite rebaixar uma conexão 5G para uma geração inferior, sem a necessidade de uma estação base falsa. O ataque utiliza um kit de ferramentas de código aberto chamado Sni5Gect, que intercepta mensagens não criptografadas entre a estação base e o equipamento do usuário (como smartphones) e injeta mensagens no dispositivo alvo. Essa técnica pode causar falhas no modem do dispositivo, rebaixar a conexão para 4G e contornar autenticações. O ataque é realizado durante a fase inicial de conexão, onde as mensagens trocadas não são criptografadas, permitindo que o invasor capture e injete dados sem precisar das credenciais do usuário. Em testes com cinco smartphones, a equipe obteve uma taxa de sucesso de 70-90% na injeção de mensagens a uma distância de até 20 metros. A GSMA reconheceu a gravidade do ataque, atribuindo-lhe o identificador CVD-2024-0096. Os pesquisadores afirmam que o Sni5Gect é uma ferramenta fundamental para a pesquisa em segurança 5G, permitindo avanços na detecção e mitigação de intrusões em redes móveis.

Citrix corrige falhas críticas no NetScaler ADC e Gateway

A Citrix anunciou a correção de três vulnerabilidades de segurança em seus produtos NetScaler ADC e NetScaler Gateway, sendo uma delas, identificada como CVE-2025-7775, alvo de exploração ativa. Essa vulnerabilidade, com uma pontuação CVSS de 9.2, permite a execução remota de código e/ou negação de serviço, enquanto as outras duas, CVE-2025-7776 e CVE-2025-8424, apresentam pontuações de 8.8 e 8.7, respectivamente, e podem causar comportamentos errôneos e problemas de controle de acesso. Para que as falhas sejam exploradas, configurações específicas do NetScaler são necessárias, como a utilização como Gateway ou a presença de perfis PCoIP. As versões afetadas incluem o NetScaler ADC e Gateway 13.1 e 14.1, com correções disponíveis nas versões mais recentes. A Citrix reconheceu a contribuição de pesquisadores na identificação dessas vulnerabilidades. Este incidente é parte de uma série de falhas críticas que têm sido descobertas em um curto espaço de tempo, destacando a necessidade de atenção contínua à segurança em ambientes corporativos que utilizam essas tecnologias.

Malware disfarçado de solução de problemas ataca usuários de Mac

Um novo malware, conhecido como Shamos, está ameaçando usuários de MacBooks ao se disfarçar como uma solução de problemas para o sistema operacional da Apple. Desenvolvido pelo grupo hacker COOKIE SPIDER, o Shamos é uma variante do Atomic macOS Stealer (AMOS) e tem como objetivo roubar dados sensíveis, incluindo credenciais armazenadas em navegadores como Safari, itens do Keychain, notas do Apple Notes e informações de carteiras de criptomoedas.

As vítimas são atraídas por meio de malvertising, que apresenta anúncios maliciosos como se fossem links legítimos. Além disso, repositórios falsos no GitHub são utilizados para induzir os usuários a executar comandos no terminal do macOS, que, na verdade, instalam o malware. O processo envolve a execução de comandos que removem a sinalização de quarentena e tornam o arquivo executável, contornando o Gatekeeper, a ferramenta de segurança do macOS.

Malware de Linux infecta PCs através de arquivos RAR recebidos por e-mail

Pesquisadores da Trellix identificaram um novo ataque direcionado a usuários de Linux, que utiliza phishing por e-mail para disseminar malware. O ataque se destaca pelo uso de um arquivo RAR com um nome malicioso, que injeta comandos shell e arquivos bash codificados em Base64. O malware, denominado VShell, cria um backdoor que permite o controle remoto do sistema infectado. O ataque explora uma vulnerabilidade comum em scripts shell, onde os nomes de arquivos não são devidamente verificados pelos antivírus, permitindo que o malware passe despercebido. Os criminosos utilizam engenharia social, enviando e-mails que se disfarçam de pesquisas de produtos de beleza, oferecendo recompensas em dinheiro para atrair as vítimas a baixar o arquivo malicioso. Para se proteger, é recomendado desconfiar de recompensas financeiras em e-mails de remetentes desconhecidos e evitar baixar arquivos sem verificar sua origem e conteúdo.

Até que ponto você confia na sua nuvem? Hackers exploram vulnerabilidades

Hackers chineses, conhecidos como Murky Panda, estão utilizando a confiança que as empresas depositam em seus provedores de nuvem para realizar ataques cibernéticos. Desde 2023, a Crowdstrike identificou pelo menos dois casos em que esses hackers exploraram falhas zero-day para invadir ambientes de provedores de SaaS. Após a invasão, eles analisam a lógica do ambiente de nuvem da vítima, permitindo que se movam lateralmente para clientes downstream. Essa abordagem representa um ataque cibernético de terceiros por meio de um serviço baseado em nuvem, sendo menos monitorada em comparação com vetores de acesso mais comuns, como contas de nuvem válidas. Os alvos principais incluem setores como governo, tecnologia e serviços profissionais, principalmente na América do Norte. Os hackers têm utilizado vulnerabilidades conhecidas, como a CVE-2023-3519, que afeta instâncias do Citrix NetScaler, além de comprometer dispositivos de pequenas empresas. O foco principal parece ser a espionagem cibernética e a coleta de inteligência.

Malware Hook Evolui - Trojan Bancário Android Ganha 107 Recursos de Controle Remoto

A equipe de pesquisa zLabs da Zimperium revelou uma evolução significativa do trojan bancário Hook para Android, agora na versão Hook v3, que incorpora 107 comandos remotos, sendo 38 novos recursos que ampliam suas capacidades. Entre as inovações mais preocupantes estão as sobreposições de estilo ransomware, que exibem mensagens de extorsão em tela cheia com detalhes de pagamento em criptomoeda, e um mecanismo agressivo de bypass de tela de bloqueio, que engana as vítimas a inserirem suas credenciais. Além disso, o malware pode exibir uma tela de escaneamento NFC falsa para roubar dados de pagamento sensíveis.

Dentro do Mustang Panda - Analisando as Táticas Cibernéticas de um Grupo Chinês

O grupo de ameaças ligado à China, Mustang Panda, tem se destacado como uma sofisticada organização de espionagem, visando governos, ONGs e think tanks nos EUA, Europa e Ásia. Desde sua identificação pública em 2017, suas operações, que provavelmente começaram em 2014, têm se concentrado na coleta de inteligência. As campanhas de spear-phishing do grupo utilizam narrativas geopolíticas e documentos em língua local como iscas para disseminar malware avançado, como PlugX e Poison Ivy. Em uma operação conjunta em 2025, autoridades dos EUA e da França neutralizaram variantes do PlugX que estavam sendo espalhadas por drives USB infectados, afetando mais de 4.200 dispositivos globalmente.

Roubo de Credenciais - Cibercriminosos Explorando Administradores do ScreenConnect

Uma nova campanha de roubo de credenciais, identificada como MCTO3030 pela equipe de pesquisa de ameaças da Mimecast, está atacando administradores dos serviços em nuvem ConnectWise ScreenConnect. Desde 2022, essa operação tem utilizado táticas avançadas de phishing direcionado, visando profissionais de TI com privilégios de superadministrador. Os ataques são realizados através do Amazon Simple Email Service (SES), permitindo alta taxa de entrega ao explorar uma infraestrutura respeitável para contornar mecanismos de filtragem. Os e-mails, que imitam alertas de segurança corporativa, induzem os destinatários a clicar em um botão de “Revisar Segurança”, redirecionando-os para páginas de login falsas do ScreenConnect. Essas páginas utilizam frameworks EvilGinx para capturar credenciais de login e códigos de autenticação multifatorial (MFA) em tempo real, permitindo que os atacantes obtenham acesso total, mesmo com MFA em vigor. Com as credenciais de superadministrador, os cibercriminosos podem se mover lateralmente em ambientes corporativos, potencialmente implantando clientes remotos e distribuindo cargas maliciosas, como ransomware. A Mimecast recomenda que as organizações adotem medidas de defesa, como MFA resistente a phishing e restrições de acesso para superadministradores.

Campanha de Malware MixShell Alvo do Setor Industrial com Ataques In-Memory

A campanha de malware ZipLine, monitorada pela Check Point Research, está transformando o cenário de ataques de engenharia social contra organizações críticas de manufatura e cadeia de suprimentos nos Estados Unidos. Diferente do phishing convencional, a ZipLine inicia com os atacantes enviando consultas através de formulários de contato corporativos, permitindo que a vítima inicie trocas de e-mails sem suspeitas. Após estabelecer um relacionamento, os atacantes introduzem motivos comerciais plausíveis e enviam um arquivo ZIP que contém arquivos legítimos e um arquivo LNK malicioso. Este arquivo aciona uma cadeia de execução em PowerShell que busca uma string específica, extrai um script embutido e o executa na memória, evitando a detecção de endpoints. O MixShell, um implante em memória, realiza operações de comando e controle via registros DNS, utilizando subdomínios especialmente criados para minimizar a visibilidade do tráfego. A campanha visa empresas de manufatura, biotecnologia, eletrônicos e energia, destacando a necessidade de monitoramento rigoroso das comunicações de entrada e a adoção de estratégias de detecção em múltiplas camadas para prevenir esses ataques avançados.

Grupo de ransomware ataca Healthcare Services Group e compromete dados

O Healthcare Services Group (HCSG) confirmou que notificou 624.496 pessoas sobre uma violação de dados ocorrida em outubro de 2024, que comprometeu informações pessoais sensíveis, incluindo números de Seguro Social, dados bancários e informações médicas. O grupo de ransomware Underground reivindicou a responsabilidade pelo ataque, alegando ter roubado 1,1 TB de dados, incluindo documentos legais e financeiros confidenciais. A HCSG informou que o acesso não autorizado ocorreu entre 27 de setembro e 3 de outubro de 2024, mas não confirmou se um resgate foi pago. A empresa está oferecendo assistência gratuita de restauração de identidade aos afetados. Embora a HCSG tenha afirmado que o incidente não causou interrupções significativas em suas operações, o ataque destaca a crescente ameaça de ransomware no setor de saúde, onde ataques podem comprometer a segurança e a privacidade dos pacientes. Em 2024, foram registrados 30 ataques a empresas de saúde, comprometendo mais de 196 milhões de registros, com o ataque à HCSG sendo o quarto maior em termos de registros comprometidos.

Campanha ShadowCaptcha explora sites WordPress para roubo de dados

Uma nova campanha de cibercrime, chamada ShadowCaptcha, foi identificada em agosto de 2025, explorando mais de 100 sites WordPress comprometidos. Os atacantes redirecionam visitantes para páginas falsas de verificação CAPTCHA, utilizando táticas de engenharia social para instalar malware, incluindo ladrões de informações, ransomware e mineradores de criptomoedas. A campanha combina engenharia social, uso de binários legítimos e entrega de payloads em múltiplas etapas, visando coletar dados sensíveis e gerar lucros ilícitos. Os ataques começam com a injeção de código JavaScript malicioso em sites WordPress, levando os usuários a páginas falsas que imitam serviços como Cloudflare ou Google. Dependendo das instruções exibidas, os usuários podem ser induzidos a executar comandos maliciosos que resultam na instalação de ransomware ou ladrões de dados. A maioria dos sites afetados está localizada em países como Brasil, Austrália e Itália, e os atacantes provavelmente exploraram vulnerabilidades conhecidas em plugins do WordPress. Para mitigar os riscos, é crucial treinar os usuários sobre campanhas de ClickFix, segmentar redes e manter os sites WordPress atualizados com autenticação multifatorial.

Proteção de Endpoints A Revolução da Cibersegurança com IA

O aumento das ameaças cibernéticas, como ransomware, torna a proteção de endpoints uma prioridade crítica para empresas de todos os tamanhos. O artigo destaca a importância de plataformas de cibersegurança que utilizam inteligência artificial (IA) para oferecer proteção autônoma e em tempo real. A SentinelOne, reconhecida como líder no Gartner Magic Quadrant de 2025, apresenta sua plataforma Singularity, que combina EDR, CNAPP e SIEM, permitindo uma resposta rápida a incidentes e redução de riscos operacionais. Com a capacidade de detectar ameaças 63% mais rápido e reduzir o tempo médio de resposta a incidentes em 55%, a solução é especialmente valiosa em setores sensíveis como saúde e finanças, onde a conformidade regulatória é crucial. A plataforma também se destaca por sua arquitetura leve e integração com ferramentas existentes, minimizando a fadiga de alertas e melhorando a eficiência das equipes de segurança. A evolução da segurança de endpoints, impulsionada pela IA comportamental e automação, promete transformar a forma como as organizações gerenciam suas defesas cibernéticas.

Campanha de Engenharia Social Alvo de Indústrias Críticas nos EUA

Pesquisadores em cibersegurança alertam sobre uma sofisticada campanha de engenharia social, denominada ZipLine, que visa empresas de manufatura críticas para a cadeia de suprimentos. Utilizando um malware em memória chamado MixShell, os atacantes iniciam contato por meio de formulários de ‘Contato’ em sites corporativos, enganando funcionários e estabelecendo conversas profissionais que podem durar semanas. Após esse período, enviam arquivos ZIP armados com o malware. Os alvos principais incluem empresas de manufatura industrial, biotecnologia e farmacêuticas, com foco em entidades baseadas nos EUA, mas também atingindo países como Singapura, Japão e Suíça. O ZipLine se destaca por evitar táticas de medo, utilizando uma abordagem paciente que se aproveita da confiança nas comunicações empresariais. O MixShell é projetado para executar comandos remotamente e infiltrar redes de forma discreta, utilizando técnicas avançadas de evasão. A campanha representa riscos significativos, incluindo roubo de propriedade intelectual e ataques de ransomware, exigindo que as empresas adotem defesas proativas e uma cultura de vigilância.

Hackers chineses UNC6384 usam certificados de assinatura para evitar detecção

Em março de 2025, o Google Threat Intelligence Group (GTIG) revelou uma campanha de espionagem cibernética sofisticada atribuída ao grupo de hackers UNC6384, vinculado à República Popular da China (RPC). O foco principal da campanha foram diplomatas e setores governamentais no Sudeste Asiático, mas também afetou organizações globais. Os hackers exploraram uma funcionalidade legítima dos navegadores para detectar portais cativos, utilizando ataques do tipo adversário-no-meio (AitM) em dispositivos comprometidos. Isso permitiu que os atacantes redirecionassem os usuários para uma infraestrutura controlada por eles, onde eram apresentados a uma página de atualização falsa que disfarçava um instalador de malware como uma atualização de plugin do Adobe. O malware, denominado STATICPLUGIN, foi entregue como um instalador assinado digitalmente, levantando questões sobre a origem do certificado utilizado. Após a execução, o STATICPLUGIN baixou um pacote MSI que continha um backdoor chamado SOGU.SEC, permitindo que os hackers exfiltrassem arquivos e executassem comandos remotamente. O GTIG destacou que as táticas de UNC6384 refletem uma tendência mais ampla da RPC em usar malware assinado digitalmente e técnicas de engenharia social para espionagem estratégica. O Google já tomou medidas para bloquear domínios maliciosos e revogar certificados abusados, alertando usuários afetados. A situação destaca a necessidade de uma vigilância constante e de uma reavaliação das práticas de segurança em relação a certificados digitais.

Hackers Escaneiam Ativamente Acesso Web do Microsoft Remote Desktop

No dia 21 de agosto de 2025, a GreyNoise Intelligence registrou um aumento sem precedentes na atividade de reconhecimento do Protocolo de Área de Trabalho Remota (RDP), com 1.971 endereços IP únicos realizando varreduras simultâneas nos portais de autenticação do Microsoft RD Web Access e do Microsoft RDP Web Client. A maioria desses IPs (1.851) compartilhava a mesma assinatura de cliente, indicando uma campanha coordenada para descobrir nomes de usuários válidos antes de tentativas de invasão baseadas em credenciais. Aproximadamente 92% dos IPs já haviam sido identificados como maliciosos, com 73% da atividade originando-se do Brasil, tendo os Estados Unidos como alvo. A GreyNoise também identificou uma onda subsequente de escaneamento que ultrapassou 30.000 IPs, sinalizando uma escalada dramática na intenção dos atacantes de mapear endpoints RDP expostos. Este aumento de atividade ocorre em um período crítico, quando instituições educacionais estão online, o que torna a exploração de esquemas de nomes de usuário previsíveis uma preocupação significativa. Organizações com portais RDP expostos devem revisar e reforçar seus fluxos de autenticação, implementando autenticação multifator e monitorando anomalias.

CISA adiciona falhas de segurança da Citrix e Git ao catálogo KEV

A Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA (CISA) incluiu três vulnerabilidades críticas em seu catálogo de Vulnerabilidades Conhecidas e Exploradas (KEV), relacionadas ao Citrix Session Recording e ao Git. As falhas CVE-2024-8068 e CVE-2024-8069, ambas com uma pontuação CVSS de 5.1, permitem a escalada de privilégios e execução remota de código, respectivamente, quando um atacante é um usuário autenticado na mesma rede do servidor de gravação de sessões. A terceira vulnerabilidade, CVE-2025-48384, com uma pontuação CVSS de 8.1, está relacionada ao Git e resulta em execução arbitrária de código devido ao tratamento inconsistente de caracteres de retorno de carro em arquivos de configuração. As falhas da Citrix foram corrigidas em novembro de 2024, enquanto a vulnerabilidade do Git foi abordada em julho de 2025. A CISA não forneceu detalhes adicionais sobre a atividade de exploração, mas exigiu que as agências federais implementassem as mitig ações necessárias até 15 de setembro de 2025.

Google exigirá verificação de desenvolvedores de apps Android

O Google anunciou que começará a verificar a identidade de todos os desenvolvedores que distribuem aplicativos no Android, incluindo aqueles que o fazem fora da Play Store. A medida visa aumentar a responsabilidade e dificultar a distribuição de aplicativos maliciosos. A partir de outubro de 2025, convites para a verificação serão enviados gradualmente, com a implementação total prevista para setembro de 2026 em países como Brasil, Indonésia, Cingapura e Tailândia. A vice-presidente do Android, Suzanne Frey, destacou que todos os aplicativos instalados em dispositivos Android certificados nessas regiões precisarão ser registrados por desenvolvedores verificados. Embora os desenvolvedores que já utilizam a Play Store não enfrentem grandes mudanças, a nova exigência busca impedir que atores maliciosos se façam passar por desenvolvedores legítimos. Além disso, a Google já havia implementado outras medidas de segurança, como a exigência de um número D-U-N-S para novos registros de contas de desenvolvedores organizacionais. Essas mudanças visam proteger os usuários de malware e fraudes, mantendo a escolha do usuário enquanto reforçam a segurança do ecossistema Android.

Novo trojan bancário HOOK combina extorsão e ransomware no Android

Pesquisadores de cibersegurança identificaram uma nova variante do trojan bancário HOOK, que agora incorpora telas de sobreposição no estilo ransomware para extorquir vítimas. Essa variante é capaz de exibir uma tela de alerta em tela cheia, que apresenta uma mensagem alarmante de ‘AVISO’, juntamente com um endereço de carteira e um valor, ambos recuperados dinamicamente de um servidor de comando e controle (C2). O ataque é iniciado remotamente quando o comando ‘ransome’ é enviado pelo servidor C2, e o atacante pode remover a sobreposição com o comando ‘delete_ransome’.

Geradores de sites por IA se tornam ferramentas de phishing para hackers

A crescente popularidade de serviços de criação de sites por inteligência artificial, como a Lovable, trouxe à tona preocupações significativas de segurança cibernética. Um relatório da Proofpoint revelou que, desde fevereiro, dezenas de milhares de URLs geradas na plataforma têm sido utilizadas em campanhas de phishing, instalação de malwares e roubo de dados. Os sites fraudulentos imitam páginas de marcas conhecidas e utilizam mecanismos como captchas para evitar a detecção por bots. Quatro campanhas distintas foram identificadas, incluindo uma que visava roubar credenciais de login da Microsoft e outra que imitava a empresa de logística UPS para coletar dados pessoais e informações de pagamento. A Lovable implementou medidas de segurança em junho, mas a Proofpoint alerta que ainda é possível criar sites fraudulentos na plataforma. Essa situação evidencia como a tecnologia pode ser explorada para fins criminosos, exigindo atenção redobrada de empresas e usuários para evitar danos.

Nova técnica de phishing rouba senhas da Microsoft via anúncios falsos

Um novo golpe de phishing foi identificado, utilizando links legítimos do site office.com redirecionados por meio de publicidade falsa para roubar credenciais de usuários do Microsoft 365. A técnica, descoberta pela Push Security, consiste em evitar a detecção de endereços maliciosos e contornar a verificação multifator (MFA) da Microsoft. O ataque começa quando um usuário, ao buscar por ‘Office 265’ (um erro de digitação), clica em um link patrocinado que parece legítimo. Inicialmente, o usuário é redirecionado para o site oficial da Microsoft, o que dificulta a identificação do golpe. Os hackers criaram um domínio próprio que redireciona para uma página de phishing, que, embora não contenha elementos maliciosos visíveis, é projetada para enganar sistemas de detecção. A Push Security alerta que os alvos não são específicos, sugerindo que os hackers estão testando a eficácia dessa nova abordagem. Para se proteger, recomenda-se que empresas verifiquem os parâmetros de redirecionamento de anúncios que levam ao office.com e que usuários evitem clicar em links publicitários, optando por resultados orgânicos.

Microsoft alerta sobre ChatGPT falso que espalha ransomware

Um relatório da Microsoft revelou que hackers estão utilizando uma versão modificada do aplicativo desktop do ChatGPT para disseminar um trojan de acesso remoto conhecido como Pipemagic. Este malware, desenvolvido pelo grupo de cibercriminosos Storm-2460, tem como alvo setores como imobiliário, financeiro e tecnológico em várias regiões, incluindo América do Sul, América do Norte, Europa e Oriente Médio. A gravidade da situação é acentuada pela combinação de um backdoor modular, que permite acesso direto aos sistemas comprometidos, e uma vulnerabilidade zero-day (CVE-2025-29824) no Windows, que ainda não possui correção. A Kaspersky também alertou sobre a campanha, destacando casos na Arábia Saudita e na Ásia. Os ataques podem resultar no vazamento de dados pessoais, credenciais e informações financeiras, além da instalação de ransomware que criptografa arquivos e exige pagamento para recuperação. A recomendação é que os usuários evitem baixar arquivos ou executar programas de fontes desconhecidas, especialmente aqueles que imitam softwares populares como o ChatGPT.

Hacker chinês é condenado por sabotagem em rede de empresa dos EUA

Davis Lu, um hacker chinês de 55 anos, foi condenado a 48 meses de prisão por sabotagem deliberada na rede de computadores de sua antiga empregadora, uma corporação global com sede em Beachwood, Ohio. O juiz distrital dos EUA, Pamela A. Barker, proferiu a sentença em 21 de agosto de 2025, após um veredicto de culpabilidade em março. Lu, que trabalhou como desenvolvedor de software na empresa desde 2007, começou a criar códigos destrutivos após perder privilégios e responsabilidades em 2018. Entre suas ações, ele implementou loops infinitos para travar servidores, scripts para deletar perfis de colegas e um ‘kill switch’ que bloqueava todos os usuários caso sua conta fosse removida. Quando Lu foi demitido em setembro de 2019, o ‘kill switch’ foi ativado, causando interrupções significativas para milhares de usuários globalmente. O FBI destacou a importância da detecção precoce de ameaças internas e a responsabilidade dos cibercriminosos, enfatizando que ações como as de Lu não ficarão impunes.

Arch Linux Confirma Ataque DDoS de Uma Semana em Seu Site e Repositórios

Desde 20 de agosto de 2025, usuários do Arch Linux têm enfrentado degradação de serviços devido a um ataque de negação de serviço (DDoS) que afetou o site principal, o Arch User Repository (AUR) e os fóruns da comunidade. O ataque resultou em dificuldades de conectividade, com resets iniciais de TCP SYN, embora algumas conexões consigam ser estabelecidas. A equipe de DevOps, composta por voluntários, está trabalhando em conjunto com o provedor de hospedagem para mitigar os efeitos do ataque e está avaliando opções de proteção DDoS a longo prazo. Durante a interrupção, alternativas e espelhos estão disponíveis para que os usuários possam acessar os serviços. A equipe também está preservando logs e dados forenses para uma divulgação pública futura. Atualizações regulares sobre o status da recuperação serão publicadas no site oficial do Arch Linux.

Vazamento de dados da Legacy Treatment Services afeta mais de 41 mil pessoas

A Legacy Treatment Services, uma organização sem fins lucrativos de saúde comportamental em Nova Jersey, confirmou um vazamento de dados que afetou 41.826 indivíduos. O incidente, ocorrido entre 6 e 11 de outubro de 2024, comprometeu informações sensíveis, incluindo números de Seguro Social, dados de identificação, informações financeiras e registros médicos. O grupo de ransomware Interlock reivindicou a responsabilidade pelo ataque, alegando ter roubado 170 GB de dados, incluindo documentos internos e registros de pacientes. A Legacy não confirmou se um resgate foi pago e não divulgou detalhes sobre como a violação ocorreu. A organização está oferecendo proteção contra roubo de identidade para as vítimas afetadas até 20 de novembro de 2025. O ataque é parte de uma tendência crescente de ataques de ransomware no setor de saúde dos EUA, com 173 incidentes confirmados em 2024, comprometendo mais de 28 milhões de registros. A Legacy Treatment Services atende cerca de 20.000 pacientes anualmente, o que destaca a gravidade do impacto deste vazamento.

Nova campanha de phishing usa mensagens falsas para espalhar malware

Pesquisadores de cibersegurança identificaram uma nova campanha de phishing que utiliza mensagens de voz e ordens de compra falsas para disseminar um carregador de malware chamado UpCrypter. Os ataques têm como alvo setores como manufatura, tecnologia, saúde, construção e varejo, com maior incidência em países como Áustria, Canadá e Índia. A campanha se inicia com e-mails de phishing que induzem os destinatários a clicar em links que levam a páginas de phishing convincentes, onde são solicitados a baixar arquivos JavaScript maliciosos. O UpCrypter atua como um canal para ferramentas de acesso remoto, permitindo que atacantes assumam o controle total de sistemas comprometidos. O malware é distribuído em arquivos ZIP que contêm scripts ofuscados, que realizam verificações para evitar a detecção por ferramentas de análise forense. Além disso, a campanha se insere em um contexto mais amplo de ataques que exploram serviços legítimos, como o Google Classroom, para contornar protocolos de autenticação de e-mail. A situação destaca a necessidade de vigilância contínua e medidas de mitigação eficazes para proteger as organizações contra essas ameaças emergentes.

Docker corrige falha crítica que permite acesso não autorizado

A Docker lançou correções para uma vulnerabilidade crítica no aplicativo Docker Desktop para Windows e macOS, identificada como CVE-2025-9074, com um CVSS de 9.3. Essa falha permite que um container malicioso acesse o Docker Engine e crie novos containers sem a necessidade de montar o socket do Docker, o que pode resultar em acesso não autorizado a arquivos do sistema host. O problema reside na falta de autenticação para conexões ao Docker Engine API, permitindo que um container privilegiado tenha acesso total ao sistema subjacente. Um ataque de prova de conceito demonstrou que um simples pedido HTTP poderia comprometer completamente o host. No Windows, um atacante pode montar o sistema de arquivos inteiro e acessar arquivos sensíveis, enquanto no macOS, a aplicação possui uma camada de isolamento que requer permissão do usuário para acessar diretórios. A versão Linux do Docker não é afetada, pois utiliza um pipe nomeado em vez de um socket TCP. A vulnerabilidade pode ser explorada por meio de containers maliciosos ou por meio de uma falha de solicitação do lado do servidor (SSRF).

Grupo de hackers vinculado à China ataca diplomatas na Ásia

O grupo de ameaças conhecido como UNC6384, vinculado à China, tem sido responsável por uma série de ataques direcionados a diplomatas no Sudeste Asiático e outras entidades globais, com o objetivo de promover os interesses estratégicos de Pequim. A campanha, detectada em março de 2025, utiliza técnicas avançadas de engenharia social, incluindo certificados de assinatura de código válidos e ataques do tipo adversário-no-meio (AitM), para evitar a detecção. O ataque começa com um redirecionamento de portal cativo que desvia o tráfego da web para um site controlado pelo atacante, onde um downloader chamado STATICPLUGIN é baixado. Este downloader, que se disfarça como uma atualização de plugin da Adobe, instala um backdoor conhecido como SOGU.SEC, que permite a exfiltração de arquivos e o controle remoto do sistema. O uso de certificados válidos e técnicas de engenharia social sofisticadas demonstra a evolução das capacidades operacionais do UNC6384. Este tipo de ataque representa uma ameaça significativa, especialmente para organizações que operam em setores sensíveis, como diplomacia e segurança nacional.

Windows 11 24H2 e Windows 10 sofrem com lentidão após atualização de agosto de 2025

A atualização de segurança de agosto de 2025 para o Windows 11 versão 24H2 e Windows 10 trouxe uma série de problemas, incluindo lentidão severa em dispositivos que utilizam ferramentas de streaming NDI, como OBS. Os usuários relataram travamentos e degradação de desempenho após a instalação da atualização KB5063878. A Microsoft recomenda uma solução temporária, que envolve a mudança do modo de recebimento NDI para TCP ou UDP. Além disso, a atualização causou falhas na instalação via WSUS para clientes empresariais, que já foram resolvidas. Outros problemas incluem a falta de prompt de consentimento parental em navegadores não-Edge e incompatibilidades com drivers específicos, como o sprotect.sys e o Dirac Audio, que impedem a atualização em alguns dispositivos. A Microsoft está trabalhando em soluções para esses problemas, mas os usuários são aconselhados a verificar a compatibilidade de seus sistemas antes de proceder com a atualização.

Atores de Ameaças Usam Resumos Gerados por IA para Entregar Ransomware

Um novo método de engenharia social, denominado ClickFix, está sendo utilizado por cibercriminosos para implantar ransomware através de resumos gerados por inteligência artificial (IA). Essa técnica envolve a injeção de comandos maliciosos em elementos HTML, que se tornam invisíveis para os usuários, mas são processados por modelos de IA. Os atacantes escondem instruções em caracteres de largura zero, texto branco sobre fundo branco e fontes minúsculas, fazendo com que os resumos gerados incluam guias passo a passo para a instalação de ransomware. Quando os destinatários confiam nesses resumos, podem executar comandos sem perceber que estão seguindo instruções maliciosas. O ataque reduz a barreira técnica para usuários não especializados, permitindo que eles se tornem vetores de ransomware. Para mitigar esses riscos, recomenda-se a sanitização de atributos CSS invisíveis, filtragem de prompts e reconhecimento de padrões de payload. À medida que as ferramentas de resumo de IA se tornam comuns, essa técnica pode ser rapidamente adotada por criminosos, exigindo uma colaboração entre desenvolvedores de IA e equipes de segurança para prevenir campanhas de ransomware mediadas por IA.

Relatório Picus Blue 2025 revela falhas críticas em sistemas SIEM

O relatório Picus Blue 2025 destaca que os sistemas de Gerenciamento de Informações e Eventos de Segurança (SIEM) estão falhando em detectar a maioria das atividades maliciosas em redes corporativas. Com base em mais de 160 milhões de simulações de ataques, foi constatado que as organizações conseguem identificar apenas 1 em cada 7 ataques simulados, evidenciando uma lacuna crítica na detecção de ameaças.

Entre os principais problemas identificados estão as falhas na coleta de logs, que representam 50% das falhas de detecção, e as regras de detecção mal configuradas, que correspondem a 13% das falhas. Além disso, problemas de desempenho, como regras pesadas e consultas ineficientes, foram responsáveis por 24% das falhas. O relatório também enfatiza a importância da validação contínua das regras de detecção, uma vez que as táticas dos atacantes estão em constante evolução. Sem essa validação, as organizações correm o risco de operar com uma falsa sensação de segurança, deixando seus sistemas e dados críticos vulneráveis a compromissos.

Cibersegurança Brechas e Ameaças em um Mundo Conectado

O cenário atual de cibersegurança é profundamente influenciado pela dinâmica política global, onde uma única violação pode impactar cadeias de suprimento e alterar o equilíbrio de poder. Recentemente, vulnerabilidades em gerenciadores de senhas foram descobertas, permitindo ataques de clickjacking que podem comprometer credenciais e dados financeiros. Além disso, hackers russos estão explorando uma falha antiga em dispositivos Cisco, coletando arquivos de configuração e alterando configurações para obter acesso não autorizado a redes críticas. A Apple também lançou correções para uma vulnerabilidade zero-day em seus sistemas operacionais, que estava sendo ativamente explorada. Outro ator, conhecido como Murky Panda, tem abusado de relações de confiança na nuvem para invadir redes empresariais. A INTERPOL anunciou a prisão de mais de 1.200 cibercriminosos na África, destacando a necessidade de cooperação internacional no combate ao cibercrime. Esses incidentes ressaltam a importância de uma abordagem estratégica em cibersegurança, onde as decisões de segurança transcendem a TI e se conectam a questões de negócios e confiança.

Hackers usam novos truques para roubar logins da Microsoft

Pesquisadores de cibersegurança da Push Security alertaram sobre um novo esquema de phishing que tem como alvo credenciais de login da Microsoft. Os criminosos cibernéticos criaram páginas falsas que imitam as telas de login do Microsoft 365, utilizando uma ferramenta chamada Active Directory Federation Services (ADFS) para enganar os usuários. Em vez de enviar as vítimas diretamente para o site de phishing, os atacantes configuraram suas contas Microsoft para redirecionar os usuários para essas páginas fraudulentas, fazendo com que os links parecessem legítimos, já que começavam com ‘outlook.office.com’. Além disso, a distribuição do link não ocorreu por e-mail, mas sim através de malvertising, onde vítimas que buscavam por “Office 265” eram direcionadas a uma página de login falsa. O uso de um blog de viagens falso como intermediário ajudou a ocultar o ataque. Essa abordagem sofisticada permitiu que o esquema contornasse muitas ferramentas de segurança, aumentando sua taxa de sucesso em comparação com métodos tradicionais de phishing. Para se proteger, equipes de TI devem bloquear anúncios suspeitos e monitorar o tráfego de anúncios, enquanto os usuários devem ter cuidado ao digitar termos de busca, pois um simples erro de digitação pode levar a um anúncio falso que compromete dispositivos e contas.

Feliz 34º Aniversário do Linux! Impulsionando Dispositivos no Mundo

O Linux, que celebra seu 34º aniversário, é um pilar da infraestrutura de computação moderna, abrangendo desde smartphones até supercomputadores. Criado por Linus Torvalds em 1991 como um projeto pessoal, o sistema operacional evoluiu para um ecossistema de bilhões de dólares, com mais de 34 milhões de linhas de código e contribuições diárias de milhares de desenvolvedores. Atualmente, o Linux é responsável por 100% dos 500 supercomputadores mais poderosos do mundo e alimenta mais de 90% das cargas de trabalho em nuvem pública, além de ser a base do Android, que domina o mercado de smartphones com 72% das vendas globais. O modelo de desenvolvimento aberto do Linux é sua maior força, atraindo empresas que buscam segurança e inovação. Com a crescente demanda por habilidades em Linux, o mercado global de Linux para empresas deve alcançar US$ 14,4 bilhões até 2025. À medida que o Linux se aproxima de seu 35º ano, ele continua a ser fundamental em áreas emergentes como inteligência artificial e computação quântica, destacando a importância da colaboração aberta na tecnologia.