Cibersegurança

Cisco corrige falha crítica explorada por hackers chineses

A Cisco anunciou a correção de uma vulnerabilidade crítica em seus roteadores, identificada como CVE-2025-20393, que permitia a execução remota de códigos no AsyncOS, afetando o Gateway de E-mail Seguro (SEG) e o Gerenciador Seguro de Web e E-mail (SEWM). A falha foi explorada por grupos de hackers chineses, incluindo UAT-9686, APT41 e UNC5174, durante pelo menos cinco semanas, desde novembro de 2025. Os atacantes conseguiram instalar mecanismos de persistência, como uma backdoor chamada Aquashell, que permitia o controle contínuo dos sistemas comprometidos. A Cisco recomenda que as organizações afetadas atualizem seus softwares imediatamente e contatem seu Centro de Assistência Técnica para suporte. Embora a empresa tenha corrigido a falha, não divulgou quantas instâncias foram comprometidas ou o número de organizações afetadas, o que levanta preocupações sobre a extensão do ataque e a segurança dos dados das vítimas.

Líder de grupo de ransomware é adicionado ao alerta vermelho da Interpol

Oleg Evgenievich Nefedov, suposto líder do grupo de ransomware Black Basta, foi incluído no alerta vermelho da Interpol durante uma operação conjunta entre autoridades policiais da Ucrânia e da Alemanha. Nefedov, um cidadão russo de 35 anos, é acusado de liderar um grupo que arrecadou ilegalmente centenas de milhões de dólares em criptomoedas, atacando mais de 500 empresas na América do Norte, Europa e Austrália desde 2022. Os membros do grupo são especializados em invasões técnicas e na extração de senhas, utilizando softwares específicos para realizar ciberataques e extorquir dinheiro das vítimas. Durante a operação, dois ucranianos foram identificados como suspeitos e tiveram suas residências vasculhadas, resultando na apreensão de dispositivos digitais e ativos em criptomoedas. Nefedov já havia sido preso em 2024 na Armênia, mas conseguiu escapar. Atualmente, seu paradeiro é desconhecido, embora se acredite que ele esteja na Rússia. O caso destaca a crescente ameaça de grupos de ransomware e a necessidade de uma resposta internacional coordenada para combater esses crimes cibernéticos.

Vazamento de dados expõe informações de 750 mil investidores canadenses

Um ataque cibernético ao Canadian Investment Regulatory Organization (CIRO) resultou na exposição de dados sensíveis de aproximadamente 750 mil investidores canadenses. O incidente, que ocorreu em agosto de 2025, não comprometeu senhas ou PINs, mas revelou informações como datas de nascimento, números de telefone, renda anual, números de seguro social e documentos de identidade emitidos pelo governo. Embora a CIRO tenha realizado uma investigação minuciosa, gastando mais de 9.000 horas, e não tenha encontrado evidências de que os dados tenham vazado para a dark web, a situação ainda é preocupante. Os dados expostos podem ser utilizados em ataques de phishing, onde criminosos podem enganar as vítimas para que revelem suas credenciais de acesso. Para mitigar os riscos, a CIRO ofereceu dois anos de monitoramento de crédito e proteção contra roubo de identidade aos afetados. A comunicação com os indivíduos afetados será feita por e-mail, e aqueles que não receberem notificações podem entrar em contato diretamente com a organização.

Homem do Tennessee se declara culpado por hackeamento da Suprema Corte dos EUA

Nicholas Moore, um homem de 24 anos de Springfield, Tennessee, se declarou culpado por invadir o sistema de arquivamento eletrônico da Suprema Corte dos Estados Unidos e acessar contas da AmeriCorps e do Departamento de Assuntos de Veteranos. Entre agosto e outubro de 2023, ele acessou o sistema da Suprema Corte pelo menos 25 vezes utilizando credenciais roubadas, muitas vezes logando várias vezes ao dia. Moore se gabou das invasões em sua conta no Instagram, @ihackedthegovernment, onde postou capturas de tela com detalhes dos sistemas invadidos e informações pessoais das vítimas. Além disso, ele acessou a conta da AmeriCorps de outra vítima sete vezes, obtendo dados pessoais sensíveis, e invadiu o portal de saúde do Departamento de Assuntos de Veteranos cinco vezes, expondo informações privadas de saúde de um veterano. Moore confessou um crime de fraude informática, que pode resultar em até um ano de prisão e uma multa de até 100 mil dólares.

Governo do Reino Unido alerta sobre ataques DDoS de grupos hacktivistas russos

O governo do Reino Unido emitiu um alerta sobre atividades maliciosas contínuas de grupos hacktivistas alinhados à Rússia, que estão visando a infraestrutura crítica e organizações governamentais locais através de ataques de negação de serviço distribuído (DDoS). Esses ataques têm como objetivo derrubar sites e desativar serviços, causando custos elevados para as organizações afetadas. O Centro Nacional de Segurança Cibernética (NCSC) destacou o grupo NoName057(16), que opera o projeto DDoSia, permitindo que voluntários contribuam com recursos computacionais para realizar ataques DDoS em troca de recompensas. Apesar de uma operação internacional que interrompeu parte das atividades do grupo em julho de 2025, os principais operadores ainda estão ativos, o que representa uma ameaça em evolução, especialmente para ambientes de tecnologia operacional (OT). Para mitigar os riscos de DDoS, o NCSC recomenda que as organizações compreendam seus serviços, fortaleçam defesas, projetem para escalabilidade rápida e testem continuamente suas defesas. Os hacktivistas russos têm se tornado uma ameaça crescente desde 2022, visando organizações em países que se opõem às ambições geopolíticas da Rússia.

Ataques de Ransomware Usam Novo Malware PDFSider em Empresa Financeira

Recentemente, um ataque de ransomware direcionado a uma empresa do setor financeiro da Fortune 100 utilizou uma nova variante de malware chamada PDFSider. Os atacantes empregaram engenharia social para se passar por trabalhadores de suporte técnico, induzindo funcionários a instalar a ferramenta Quick Assist da Microsoft. A Resecurity, empresa de cibersegurança, identificou o PDFSider como uma backdoor furtiva que permite acesso a longo prazo, com características associadas a técnicas de APT (Advanced Persistent Threat). O malware é distribuído por e-mails de spearphishing que contêm um arquivo ZIP com um executável legítimo e uma versão maliciosa de uma DLL necessária para o funcionamento do software. Ao ser executado, o malware carrega a DLL maliciosa, permitindo a execução de comandos no sistema. O PDFSider opera de forma discreta, utilizando criptografia avançada para proteger suas comunicações e mecanismos de anti-análise para evitar detecções. A Resecurity alerta que o PDFSider é mais próximo de um malware de espionagem do que de um ataque motivado financeiramente, destacando a crescente facilidade com que cibercriminosos exploram vulnerabilidades em softwares devido ao uso de IA na programação.

Vulnerabilidade no Google Gemini permite extração de dados do Calendar

Pesquisadores de cibersegurança revelaram uma falha de segurança que permite a injeção de comandos no Google Gemini, possibilitando a extração de dados do Google Calendar. A vulnerabilidade, identificada por Liad Eliyahu, da Miggo Security, permite que um invasor crie um evento de calendário malicioso que, ao ser consultado pelo usuário, ativa um comando oculto que extrai informações privadas de reuniões. O ataque é ativado quando o usuário faz uma pergunta aparentemente inocente sobre sua agenda, levando o chatbot a gerar um novo evento que contém um resumo das reuniões privadas do usuário. Embora a falha tenha sido corrigida, o incidente destaca como as funcionalidades baseadas em inteligência artificial podem ampliar a superfície de ataque e introduzir novos riscos de segurança. Além disso, a pesquisa aponta que vulnerabilidades não se limitam mais ao código, mas também se manifestam na linguagem e no comportamento da IA em tempo real. O artigo também menciona outras vulnerabilidades em sistemas de IA, reforçando a necessidade de auditorias regulares e controles de segurança adequados em ambientes corporativos que utilizam essas tecnologias.

Vulnerabilidade crítica permite invasão de fones Bluetooth por hackers

Pesquisadores da Universidade Católica de Leuven identificaram uma vulnerabilidade crítica no protocolo Fast Pair da Google, chamada WhisperPair (CVE-2025-36911), que afeta centenas de milhões de fones de ouvido e microfones Bluetooth. Essa falha permite que hackers sequestram dispositivos de áudio, possibilitando o rastreamento de usuários e a escuta de conversas sem o consentimento da vítima. A vulnerabilidade decorre de uma má implementação do protocolo, que deveria ignorar pedidos de pareamento não autorizados, mas que foi negligenciada por diversos fabricantes. Dispositivos de marcas como Google, JBL, Sony e Xiaomi estão entre os afetados, permitindo conexões a até 14 metros de distância. Após a descoberta, a Google premiou os pesquisadores com US$ 15.000 e está colaborando com os fabricantes para lançar correções. No entanto, a única defesa disponível para os usuários é a instalação de atualizações de firmware, já que desabilitar o Fast Pair nos celulares não impede o ataque. Essa situação levanta preocupações sobre a segurança de dispositivos Bluetooth e a privacidade dos usuários.

Campanha usa falsa extensão de bloqueio de anúncios no Chrome para roubar dados

Especialistas em cibersegurança da Huntress alertaram sobre uma nova campanha maliciosa chamada KongTuke, que utiliza uma extensão falsa de bloqueio de anúncios no Google Chrome para roubar dados dos usuários. A extensão, denominada ‘NexShield – Advanced Web Guardian’, se apresenta como uma ferramenta de proteção contra anúncios e malwares, mas na verdade distribui um trojan de acesso remoto chamado ModeloRAT. Ao instalar a extensão, os usuários são enganados por um aviso de segurança falso que os leva a executar um comando no Windows, causando um travamento do navegador e permitindo que os hackers monitorem suas atividades. A extensão foi baixada mais de 5 mil vezes antes de ser desativada. O ataque é especialmente preocupante para ambientes corporativos, onde informações sensíveis podem ser comprometidas através da engenharia social. A campanha destaca a importância de se ter cautela ao instalar extensões e a necessidade de medidas de segurança robustas para proteger dados pessoais e corporativos.

Vulnerabilidade em processadores AMD pode permitir acesso total ao sistema

Pesquisadores do Centro CISPA Helmholtz de Segurança da Informação, na Alemanha, identificaram uma vulnerabilidade crítica nos processadores AMD, que permite a execução remota de códigos e escalonamento de privilégios em máquinas virtuais. Denominada StackWarp, a falha afeta os processadores AMD Zen, do modelo 1 ao 5, e possibilita que agentes maliciosos, com acesso privilegiado, manipulem o empilhamento de memória, comprometendo a segurança das máquinas virtuais. Embora a AMD já tenha lançado um patch para corrigir a vulnerabilidade, classificada como CVE-2025-29943 com severidade baixa (3,2/10), a possibilidade de exploração ainda existe para aqueles que já possuem controle privilegiado sobre os sistemas. A vulnerabilidade foi demonstrada em testes, onde foi possível reconstruir chaves privadas e contornar autenticações de senha. Apesar de a falha ser limitada a atacantes internos ou hackers sofisticados, ela destaca uma fragilidade significativa na segurança dos processadores AMD, especialmente em ambientes de nuvem e virtualização, onde a proteção de dados sensíveis é crucial.

Painéis de controle de malware podem ajudar a espionar hackers

Pesquisadores de cibersegurança da CyberArk conseguiram acessar o painel de controle do malware StealC, um infostealer amplamente utilizado por cibercriminosos. Essa invasão foi possível devido a uma falha de vazamento de código-fonte e uma vulnerabilidade de cross-site scripting (XSS). O StealC é capaz de coletar dados sensíveis, como credenciais de navegadores, cookies e informações de carteiras de criptomoedas. Durante a investigação, os pesquisadores identificaram um ator de ameaças conhecido como ‘YouTubeTA’, que utilizou credenciais roubadas para invadir canais legítimos do YouTube, resultando na coleta de 390 mil senhas e 30 milhões de cookies. A análise revelou detalhes sobre o dispositivo utilizado pelo atacante, que não utilizou uma VPN em uma de suas sessões, expondo seu endereço IP vinculado a um provedor de internet na Ucrânia. A divulgação dessas informações pode atrair mais atenção sobre o StealC, potencialmente interrompendo suas operações. Essa situação destaca a importância de monitorar e mitigar ameaças emergentes no cenário de cibersegurança.

Ingram Micro sofre ataque de ransomware e vaza dados de 42 mil pessoas

A gigante de tecnologia Ingram Micro revelou que um ataque de ransomware em julho de 2025 resultou em uma violação de dados que afetou mais de 42.000 indivíduos. A empresa, que é uma das maiores fornecedoras de serviços B2B e distribuidora de tecnologia do mundo, confirmou que documentos contendo informações pessoais, como números de Seguro Social, foram roubados. O incidente foi detectado em 3 de julho de 2025, quando a Ingram Micro iniciou uma investigação após a detecção de atividades não autorizadas em seus sistemas internos. Os arquivos afetados incluíam registros de emprego e de candidatos, contendo dados como nome, informações de contato, data de nascimento e números de identificação emitidos pelo governo. Além da violação de dados, o ataque causou uma grande interrupção nos sistemas internos e no site da empresa, obrigando os funcionários a trabalharem de casa. Embora a Ingram Micro ainda não tenha vinculado o ataque a um grupo específico, a gangue de ransomware SafePay reivindicou a responsabilidade pelo ataque, alegando ter roubado 3,5 TB de documentos. O grupo é conhecido por suas táticas de dupla extorsão, que envolvem roubo de documentos sensíveis antes de criptografar os sistemas das vítimas e ameaçar a divulgação dos arquivos se o resgate não for pago.

Homem da Jordânia se declara culpado por venda de acesso a redes de empresas

Feras Khalil Ahmad Albashiti, um homem de 40 anos da Jordânia, se declarou culpado por atuar como um ‘access broker’, vendendo acesso a redes de computadores de pelo menos 50 empresas. A extradição de Albashiti foi realizada pelo Departamento de Justiça dos EUA, após sua prisão na Geórgia em julho de 2024. Ele foi acusado de fraude envolvendo credenciais de acesso e sua sentença está marcada para 11 de maio de 2026, podendo enfrentar até 10 anos de prisão e multas que podem chegar a $250.000. A investigação começou em maio de 2023, quando agentes de segurança identificaram Albashiti em um fórum online que vendia malware. Ele foi preso após vender acesso a redes de empresas para um agente disfarçado em troca de criptomoedas. O papel de ‘initial access brokers’ é crucial no ecossistema do cibercrime, pois eles fornecem credenciais que permitem que outros criminosos realizem ataques, como roubo de dados e ransomware. Recentemente, a Microsoft alertou sobre um broker que está abusando de ferramentas do Windows para carregar malware, destacando a crescente ameaça que esses intermediários representam.

Campanha KongTuke usa extensão maliciosa para atacar usuários do Chrome

Pesquisadores de cibersegurança revelaram uma campanha ativa chamada KongTuke, que utiliza uma extensão maliciosa do Google Chrome disfarçada de bloqueador de anúncios. Essa extensão, chamada ‘NexShield – Advanced Web Guardian’, foi projetada para travar o navegador e enganar as vítimas a executar comandos arbitrários. A extensão, que teve mais de 5.000 downloads, simula um alerta de segurança falso, levando os usuários a realizar uma ‘varredura’ que resulta em um ataque de negação de serviço (DoS) que causa o congelamento do navegador. Após a instalação, a extensão envia um ID único para um servidor controlado por atacantes, permitindo o rastreamento das vítimas. O ataque culmina na instalação de um trojan de acesso remoto (RAT) chamado ModeloRAT, que permite que os atacantes controlem os sistemas comprometidos. A campanha KongTuke destaca a evolução das táticas de engenharia social, explorando a frustração do usuário para criar um ciclo de infecção autossustentável.

Nova vulnerabilidade de hardware afeta processadores AMD

Uma equipe de acadêmicos do CISPA Helmholtz Center for Information Security, na Alemanha, revelou uma nova vulnerabilidade de hardware, chamada StackWarp, que afeta processadores AMD, incluindo as séries EPYC 7003, 8004, 9004 e 9005. Essa falha permite que atacantes com controle privilegiado sobre um servidor host executem código malicioso dentro de máquinas virtuais confidenciais (CVMs), comprometendo a integridade das garantias de segurança oferecidas pelo Secure Encrypted Virtualization com Secure Nested Paging (SEV-SNP) da AMD. A vulnerabilidade, classificada como CVE-2025-29943, possui um escore de severidade médio (4.6) e pode ser explorada por meio de um bit de controle não documentado no lado do hipervisor, permitindo que um atacante manipule o ponteiro da pilha dentro da VM protegida. Isso pode resultar em execução remota de código e escalonamento de privilégios. A AMD já lançou atualizações de microcódigo para mitigar a vulnerabilidade, com patches adicionais programados para abril de 2026. Os operadores de SEV-SNP são aconselhados a desativar o hyperthreading em sistemas afetados e aplicar as atualizações disponíveis.

A Vulnerabilidade das Plataformas SaaS em Cibersegurança

Nos últimos anos, a dependência de provedores de SaaS (Software as a Service) e soluções em nuvem tem se mostrado arriscada para empresas que buscam resiliência cibernética. O modelo de ‘Shared Responsibility’ (Responsabilidade Compartilhada) entre as empresas e os provedores de serviços em nuvem não garante proteção total dos dados, como evidenciado por um aumento significativo nos incidentes de segurança. Em 2024, plataformas populares de DevOps, como GitHub e Jira, enfrentaram 502 incidentes, resultando em mais de 4.755 horas de inatividade. Em 2025, esse número saltou para 156 incidentes críticos, com mais de 9.255 horas de degradação de desempenho. A falta de uma estratégia de proteção de dados em múltiplas camadas e a dependência de backups nativos criam um ponto único de falha, expondo as empresas a riscos financeiros e operacionais significativos. Além disso, a pressão durante as interrupções pode levar a práticas inseguras, como o uso de Shadow IT, aumentando ainda mais os riscos de segurança. Para as empresas brasileiras, a situação é crítica, pois a inatividade pode resultar em perdas financeiras substanciais e danos à reputação, exigindo uma reavaliação das estratégias de cibersegurança e continuidade de negócios.

Ameaças cibernéticas em ascensão vulnerabilidades e malware em foco

O cenário de cibersegurança está em constante evolução, com a linha entre atualizações normais e incidentes graves se tornando cada vez mais tênue. Recentemente, uma vulnerabilidade crítica no Fortinet FortiSIEM, identificada como CVE-2025-64155, foi explorada ativamente, permitindo que atacantes não autenticados executassem códigos maliciosos. Essa falha, com um escore CVSS de 9.4, compromete o serviço phMonitor, que opera com privilégios elevados, possibilitando controle total do sistema. Além disso, um novo malware chamado VoidLink, voltado para ambientes Linux, foi desenvolvido para garantir acesso de longo prazo e coleta de dados, utilizando técnicas de evasão sofisticadas para evitar detecção.

Governança em escala é essencial para IA nas organizações

A inteligência artificial (IA) se tornou uma parte integral das operações empresariais, automatizando processos e auxiliando na tomada de decisões. No entanto, à medida que a IA acessa dados sensíveis e executa ações, ela se transforma em um vetor de risco potencial. Pesquisas da Tenable indicam que a IA pode ser manipulada para facilitar ataques internos, utilizando técnicas como injeção indireta de instruções. Isso altera a abordagem tradicional de segurança, que se focava apenas em invasões externas. A popularização de ferramentas no-code, que permitem que mais colaboradores criem agentes de IA, aumenta a exposição a riscos, como vazamentos de dados e fraudes financeiras. Para mitigar esses riscos, é crucial que as lideranças empresariais respondam a três perguntas fundamentais sobre o uso da IA em suas organizações. A governança deve ser proporcional ao impacto, envolvendo práticas como mapeamento de ferramentas, classificação de dados e monitoramento de interações. A maturidade em IA será medida não pela rapidez de adoção, mas pela capacidade de controle e segurança na sua implementação.

Vulnerabilidade XSS expõe operadores do malware StealC

Pesquisadores de cibersegurança revelaram uma vulnerabilidade de cross-site scripting (XSS) no painel de controle web utilizado pelos operadores do malware StealC, um ladrão de informações que surgiu em janeiro de 2023. Essa falha permitiu a coleta de dados críticos sobre os usuários do malware, incluindo impressões digitais do sistema e cookies de sessão. O StealC opera sob um modelo de malware como serviço (MaaS), utilizando plataformas como o YouTube para distribuir o software malicioso disfarçado de cracks de programas populares. O painel atualizado, conhecido como StealC V2, foi comprometido após o vazamento do código-fonte, permitindo que pesquisadores identificassem detalhes sobre os computadores dos operadores, como localização e hardware. A vulnerabilidade XSS é uma injeção de código JavaScript malicioso que pode ser explorada para roubar cookies e acessar informações sensíveis. O caso destaca a ironia de um grupo especializado em roubo de cookies não ter implementado medidas básicas de segurança. Além disso, um cliente do StealC, identificado como YouTubeTA, utilizou a plataforma para distribuir o malware, acumulando um grande número de credenciais roubadas. A pesquisa também revelou falhas na segurança operacional do ator, que expôs sua localização ao não usar uma VPN. Isso evidencia os riscos que os operadores de malware enfrentam, mesmo em suas próprias infraestruturas.

Incidente de vazamento de dados afeta 750 mil investidores canadenses

A Canadian Investment Regulatory Organization (CIRO) confirmou que um vazamento de dados ocorrido no ano passado afetou cerca de 750 mil investidores no Canadá. O incidente foi revelado em 18 de agosto, após a identificação de uma ameaça cibernética em 11 de agosto, levando a CIRO a desativar sistemas não críticos e iniciar uma investigação. A análise forense, concluída em 14 de janeiro, revelou que informações pessoais de membros e funcionários registrados foram comprometidas, incluindo datas de nascimento, números de telefone, renda anual e números de contas de investimento. Embora as credenciais de login não tenham sido afetadas, a CIRO não encontrou evidências de que os dados roubados tenham sido utilizados de forma indevida ou publicados na dark web. Para mitigar riscos, a organização oferecerá monitoramento de crédito e proteção contra roubo de identidade por dois anos aos investidores afetados. Este incidente é considerado um dos piores vazamentos de dados no Canadá em 2022, ao lado de outros casos em empresas como Nova Scotia Power e WestJet.

Microsoft lança atualizações de emergência para Windows 10 e 11

A Microsoft divulgou atualizações de emergência para Windows 10, Windows 11 e Windows Server, visando corrigir dois problemas surgidos após as atualizações de segurança de janeiro de 2026. O primeiro problema afeta o acesso a sessões do Microsoft 365 Cloud PC, resultando em falhas de autenticação em aplicativos de conexão remota, como o Remote Desktop. O segundo problema, que impacta apenas o Windows 11 versão 23H2, impede que alguns PCs com Secure Launch desliguem ou entrem em hibernação, forçando um reinício do dispositivo. Para mitigar esses problemas, a Microsoft lançou atualizações fora do ciclo regular, que devem ser baixadas manualmente do Catálogo de Atualizações da Microsoft, já que não estão disponíveis via Windows Update. Para organizações que não podem aplicar as atualizações imediatamente, a Microsoft sugere o uso de um rollback de problema conhecido (KIR) através de políticas de grupo. Se os dispositivos não forem afetados, não há necessidade de instalar as atualizações de emergência, podendo os administradores aguardar a próxima atualização de pré-visualização ou o Patch Tuesday do próximo mês.

Senhas ainda são um problema para empresas do Reino Unido - e agora?

Apesar de campanhas de conscientização e regulamentações rigorosas, o uso de senhas fracas, como ‘admin’ e ‘123456’, continua a ser um desafio para as empresas no Reino Unido. Este fenômeno reflete uma falha mais profunda na gestão de credenciais e na cultura organizacional de segurança. O Centro Nacional de Segurança Cibernética (NCSC) do Reino Unido recentemente atualizou suas diretrizes, sugerindo uma menor dependência de senhas e uma maior ênfase em processos organizacionais e defesas técnicas. A pesquisa indica que quase 20% das organizações ainda não possuem controles formais de credenciais, o que contribui para a persistência de senhas fracas. A sobrecarga de senhas, resultante da necessidade de gerenciar um grande número de contas, leva os usuários a adotar práticas inseguras, como reutilização de senhas. Para mitigar esses riscos, o NCSC recomenda a implementação de gerenciadores de senhas de terceiros e a adoção de uma abordagem de gerenciamento de identidade que trate a identidade como o novo perímetro de segurança. A gestão de acesso privilegiado (PAM) é destacada como uma solução crítica para reduzir riscos em ambientes de TI complexos, garantindo que o acesso seja controlado e monitorado de forma eficaz. Essa mudança de paradigma é essencial para fortalecer a postura de segurança das organizações frente a um cenário de ameaças em constante evolução.

Novas extensões maliciosas ligadas à campanha GhostPoster são descobertas

Um novo conjunto de 17 extensões maliciosas associadas à campanha GhostPoster foi identificado nas lojas do Chrome, Firefox e Edge, totalizando 840.000 instalações. A campanha, inicialmente relatada em dezembro pela Koi Security, utiliza código JavaScript malicioso oculto em imagens de logotipos para monitorar a atividade do navegador e implantar uma porta dos fundos. O código busca um payload ofuscado de um recurso externo, que rastreia a navegação da vítima, sequestra links de afiliados em plataformas de e-commerce e injeta iframes invisíveis para fraudes publicitárias. Um relatório da LayerX revela que a campanha continua ativa, com algumas extensões presentes desde 2020, indicando uma operação de longo prazo. A extensão ‘Instagram Downloader’ apresenta uma variante mais avançada, movendo a lógica maliciosa para o script de fundo e utilizando um arquivo de imagem como contêiner de payload. Embora as extensões tenham sido removidas das lojas da Mozilla e Microsoft, usuários que as instalaram ainda podem estar em risco. O Google confirmou a remoção das extensões da Chrome Web Store, mas a ameaça persiste para aqueles que as mantêm em seus navegadores.

Extensões maliciosas do Chrome visam plataformas empresariais

Recentemente, a empresa de cibersegurança Socket identificou uma campanha maliciosa envolvendo cinco extensões do Chrome, que se disfarçavam como ferramentas de produtividade e segurança para plataformas de recursos humanos (HR) e de planejamento de recursos empresariais (ERP) como Workday, NetSuite e SAP SuccessFactors. Essas extensões, que foram instaladas mais de 2.300 vezes, têm como objetivo roubar credenciais de autenticação e bloquear páginas de gerenciamento utilizadas para responder a incidentes de segurança.

Google Chrome permite excluir modelos de IA da proteção aprimorada

O Google Chrome agora oferece a opção de excluir modelos de inteligência artificial (IA) que alimentam sua funcionalidade de ‘Proteção Aprimorada’, atualizada no ano passado com capacidades de IA. Essa proteção, que já existia há alguns anos, foi aprimorada para fornecer segurança em tempo real contra sites, downloads e extensões perigosas. Embora não esteja claro como essa nova versão se diferencia da anterior, a IA pode estar sendo utilizada para identificar padrões em tempo real e alertar os usuários sobre sites potencialmente prejudiciais, mesmo aqueles que não foram previamente identificados pelo Google. Além disso, a proteção baseada em IA realiza uma varredura detalhada de downloads suspeitos. Para excluir o modelo de IA, os usuários devem acessar as configurações do Chrome e desativar a opção ‘On-device GenAI’. Essa funcionalidade está atualmente disponível na versão Canary do Chrome e será lançada para todos em breve. É importante notar que o modelo de IA local também pode ser utilizado para outras funcionalidades além da detecção de fraudes.

Autoridades identificam suspeitos de ransomware Black Basta

Autoridades de segurança da Ucrânia e da Alemanha identificaram dois ucranianos suspeitos de atuar no grupo de ransomware Black Basta, vinculado à Rússia. O líder do grupo, Oleg Evgenievich Nefedov, foi incluído na lista dos mais procurados da União Europeia e no Aviso Vermelho da INTERPOL. Os suspeitos eram especializados em hacking técnico e na extração de senhas, permitindo que o grupo invadisse redes corporativas e extorquisse dinheiro por meio de ransomware. As investigações resultaram em buscas nas residências dos acusados, onde foram apreendidos dispositivos digitais e ativos em criptomoedas. O Black Basta, que surgiu em abril de 2022, é responsável por ataques a mais de 500 empresas em várias regiões, acumulando centenas de milhões de dólares em pagamentos ilícitos. Apesar de uma aparente queda após vazamentos de informações internas, a possibilidade de rebranding e reemergência do grupo é alta, com suspeitas de que ex-membros possam ter migrado para outras operações de ransomware, como a CACTUS.

Assinatura ChatGPT Go de US 8 oferece mais mensagens e recursos

A OpenAI lançou a assinatura ChatGPT Go, disponível nos Estados Unidos e em outras regiões, ao custo de US$ 8. Essa nova opção permite aos usuários enviar 10 vezes mais mensagens, fazer uploads de arquivos e criar imagens em comparação com a versão gratuita. No entanto, a assinatura não oferece acesso aos modelos avançados de raciocínio, limitando-se ao modelo GPT-5.2 Instant. A OpenAI destaca que o ChatGPT Go é voltado para aqueles que buscam um acesso ampliado a recursos a um preço mais acessível. Além disso, a assinatura proporciona uma memória e janela de contexto mais longas, permitindo que o ChatGPT retenha mais informações sobre os usuários e suas conversas. Por outro lado, a assinatura ChatGPT Plus, que custa US$ 20, continua sendo a melhor opção, pois oferece acesso a modelos avançados e não exibe anúncios. O ChatGPT Go, assim como a versão gratuita, mostrará anúncios nas respostas, embora a OpenAI afirme que isso não afetará as respostas do GPT. Para uma experiência sem limites e com o mais alto nível de raciocínio, a assinatura GPT Pro, que custa US$ 200, é recomendada. A introdução de anúncios nas contas gratuitas e Go pode impactar a experiência do usuário, mas a OpenAI garante que não influenciará as respostas geradas pelo modelo.

Ciberataques ameaçam Olimpíadas de Inverno na Itália

A equipe de pesquisa Unit 42, da Palo Alto Networks, alertou sobre as ameaças cibernéticas que podem afetar as Olimpíadas de Inverno de Milano Cortina, programadas para fevereiro de 2026. Os riscos incluem ataques à infraestrutura digital e Wi-Fi, como os que ocorreram em edições anteriores, além de ameaças de DDoS e ransomware. A concentração de pessoas e dados durante o evento torna-o um alvo atrativo para golpistas, que podem tentar extorquir organizações ou realizar espionagem cibernética. Os principais tipos de atacantes identificados são grupos motivados financeiramente, agências de espionagem estatais e hacktivistas. A interconexão de sistemas pode facilitar o acesso de hackers, que podem comprometer serviços essenciais como energia e transporte, impactando a confiança no evento. Além disso, a utilização de técnicas como phishing e engenharia social, potencializadas por IA e deepfakes, pode aumentar a eficácia dos ataques. A situação exige atenção redobrada das autoridades e organizadores para garantir a segurança do evento.

Spyware Predator monitora usuários, revela análise de segurança

Um estudo da empresa de segurança Jamf revelou que o spyware Predator, da Intellexa, possui um nível de monitoramento e controle sobre seus usuários muito maior do que o alegado pelos vendedores do software. Tradicionalmente, esses fornecedores afirmam que suas ferramentas são utilizadas apenas por governos e entidades legais para monitorar atividades criminosas e ameaças à segurança nacional. No entanto, a pesquisa indicou que o Predator utiliza técnicas de anti-análise para coletar dados sobre falhas de uso, permitindo que operadores ajustem suas estratégias de ataque. O software é capaz de relatar erros específicos a um servidor de comando e controle (C2), que, embora não esteja claro se é operado pela Intellexa ou por seus clientes, sugere um controle centralizado. A falta de transparência em relação ao funcionamento do Predator levanta preocupações sobre seu uso em ciberataques a ativistas de direitos humanos e jornalistas, como evidenciado pelo caso do assassinato do jornalista Jamal Khashoggi, cujas comunicações foram comprometidas por outro spyware, o Pegasus. A Intellexa, por sua vez, não possui presença online visível, o que agrava a falta de clareza sobre suas operações.

Verizon oferece crédito de 20 após falha de serviço nacional

A Verizon começou a enviar mensagens de texto aos seus clientes com instruções para resgatar um crédito de $20 em suas contas, como compensação pela interrupção de serviço que ocorreu na semana passada. A falha, que afetou usuários em todo os Estados Unidos, ocorreu em 14 de janeiro, quando muitos clientes relataram perda de sinal e seus dispositivos ficaram presos no modo SOS, impossibilitando chamadas e acesso à internet. A empresa reconheceu o problema, atribuindo-o a uma falha de software, e não a um incidente de cibersegurança. O crédito de $20 é uma tentativa de compensar os dias de serviço perdidos, embora a Verizon tenha enfatizado que não é uma solução completa para o ocorrido. Para resgatar o crédito, os clientes devem acessar suas contas no site da Verizon e seguir algumas etapas simples. A empresa também recomendou que os clientes que ainda enfrentam problemas de conectividade reiniciem seus dispositivos. A Verizon está oferecendo um crédito por conta, independentemente do número de linhas associadas, e as mensagens estão sendo enviadas apenas para o número do titular da conta.

Grupo de hackers ligado à China ataca infraestrutura crítica na América do Norte

Um grupo de hackers avançados, identificado como UAT-8837 e supostamente vinculado à China, tem se concentrado em sistemas de infraestrutura crítica na América do Norte, explorando vulnerabilidades conhecidas e zero-day para obter acesso inicial a organizações-alvo. Ativo desde pelo menos 2025, o grupo utiliza credenciais comprometidas e vulnerabilidades de servidores para iniciar seus ataques. Recentemente, explorou a falha CVE-2025-53690, uma vulnerabilidade zero-day em produtos Sitecore, indicando acesso a problemas de segurança não divulgados. Após a invasão, os atacantes realizam atividades de reconhecimento e colheita de credenciais utilizando comandos nativos do Windows e ferramentas de código aberto. Entre as ferramentas utilizadas estão GoTokenTheft e Rubeus, que visam roubar tokens de acesso e credenciais do Active Directory. O relatório da Cisco Talos também destaca que os atacantes podem exfiltrar arquivos DLL de produtos utilizados pelas vítimas, o que pode facilitar futuros ataques de trojanização e na cadeia de suprimentos. A análise sugere que o grupo UAT-8837 está alinhado com as táticas de outros atores de ameaças conhecidos da China, o que aumenta a preocupação com a segurança das infraestruturas críticas na região.

Líder do grupo de ransomware Black Basta é identificado e procurado

As autoridades da Ucrânia e da Alemanha confirmaram a identidade do líder do grupo de ransomware Black Basta, Oleg Evgenievich Nefedov, um cidadão russo de 35 anos, que agora figura na lista de procurados da Europol e da Interpol. A operação conjunta resultou na identificação de dois outros suspeitos que atuavam na fase inicial dos ataques, especializados em acessar redes-alvo e preparar o terreno para os ataques de ransomware. Os investigadores relataram que esses indivíduos eram responsáveis por quebrar senhas e obter credenciais de acesso de funcionários de empresas, o que lhes permitia invadir sistemas corporativos internos. Durante as investigações, foram apreendidos dispositivos de armazenamento digital e ativos em criptomoeda. O grupo Black Basta, que surgiu em abril de 2022, é responsável por pelo menos 600 incidentes de ransomware, afetando grandes organizações globalmente, incluindo a Rheinmetall, Hyundai e Ascension. A conexão de Nefedov com o grupo Conti, um sindicato de ransomware que se desfez em 2022, também foi destacada, indicando sua experiência e influência no cenário de cibercrime. As autoridades continuam a investigar e monitorar as atividades do grupo, que representa uma ameaça significativa para a segurança cibernética mundial.

Vulnerabilidade XSS expõe operadores do malware StealC

Uma falha de cross-site scripting (XSS) no painel de controle web do malware StealC permitiu que pesquisadores observassem sessões ativas e coletassem informações sobre o hardware dos atacantes. O StealC, que surgiu em 2023, ganhou notoriedade por suas capacidades de evasão e roubo de dados. Com a versão 2.0, lançada em abril, o desenvolvedor introduziu suporte para bots do Telegram e um novo construtor que gera versões personalizadas do malware. A falha XSS descoberta pela CyberArk possibilitou a coleta de impressões digitais de navegadores e hardware dos operadores, além de permitir o sequestro de sessões. Um caso notável envolveu um cliente do StealC, conhecido como ‘YouTubeTA’, que comprometeu canais legítimos do YouTube e coletou mais de 5.000 logs de vítimas, resultando no roubo de aproximadamente 390.000 senhas e 30 milhões de cookies. A localização do atacante foi revelada quando ele não utilizou uma VPN, expondo seu IP real vinculado a um provedor de internet ucraniano. A CyberArk optou por não divulgar detalhes da vulnerabilidade para evitar que os operadores do StealC a corrigissem rapidamente, visando causar interrupções nas operações do malware.

PagBank intensifica segurança contra fraudes digitais em 2026

O PagBank anunciou um reforço nas suas medidas de cibersegurança no início de 2026, em resposta ao aumento das fraudes digitais no Brasil. O país, que ocupa a segunda posição mundial em ciberataques, registrou quase 7 milhões de tentativas de fraude no primeiro semestre de 2025, um aumento de 29,5% em relação ao ano anterior. Para combater essa situação, o PagBank implementou diversas funcionalidades de segurança, como alertas de login em dispositivos de risco, que notificam os usuários sobre tentativas de acesso suspeitas, e o uso de QR Codes para autenticação de transações. Além disso, a empresa introduziu a rede ‘Wi-Fi Seguro’, que protege os usuários em conexões públicas, e utiliza inteligência artificial para detectar comportamentos suspeitos e tentativas de engenharia social. A importância da vigilância constante por parte dos clientes também foi enfatizada, destacando que, apesar das tecnologias avançadas, o cuidado individual é crucial na prevenção de fraudes.

Campanha usa operação na Venezuela para enganar entidades políticas dos EUA

Uma nova campanha de cibercriminosos está explorando a operação militar dos Estados Unidos para capturar Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, como uma isca para distribuir malware. Especialistas em segurança cibernética identificaram que hackers, associados ao grupo Mustang Panda, estão utilizando táticas de spear phishing para atacar entidades políticas americanas. O malware, chamado LOTUSLITE, é um backdoor que se infiltra em dispositivos governamentais através de um arquivo ZIP malicioso intitulado ‘EUA decidem agora o que vem a seguir para a Venezuela.zip’.

Hackers atacam aplicativo de entrega de alimentos em busca de dados

O Grubhub, uma plataforma popular de entrega de alimentos e supermercado, confirmou ter sido alvo de um ataque cibernético que resultou em uma violação de dados. Criminosos digitais conseguiram acessar sistemas da empresa, embora o Grubhub tenha assegurado que informações sensíveis de clientes, como dados financeiros e histórico de pedidos, não foram comprometidas. A empresa está enfrentando um cenário de extorsão e já notificou as autoridades competentes, além de estar colaborando com uma empresa de segurança para investigar o incidente. Apesar da confirmação do ataque, o Grubhub não forneceu detalhes sobre a origem da violação ou a identidade dos atacantes. Fontes sugerem que o grupo hacker ShinyHunters pode estar por trás da extorsão, exigindo um pagamento em Bitcoin para evitar a divulgação de dados antigos. Este ataque ocorre em um contexto em que a plataforma já havia enfrentado problemas relacionados a e-mails fraudulentos no final de 2025, levantando preocupações sobre a segurança de suas operações.

Vulnerabilidade crítica na AWS poderia permitir ataques a repositórios do GitHub

Uma falha crítica de configuração no serviço AWS CodeBuild expôs repositórios do GitHub gerenciados pela AWS a potenciais ataques de cadeia de suprimentos. A vulnerabilidade, identificada pela equipe de segurança Wiz e chamada de ‘CodeBreach’, permitia que usuários não autorizados iniciassem processos de build privilegiados, expondo tokens de acesso do GitHub armazenados no ambiente de construção. Isso poderia ter permitido a distribuição de atualizações de software comprometidas para uma vasta gama de aplicações e clientes da AWS. A AWS corrigiu a falha em menos de 48 horas após a notificação, sem evidências de abuso. A empresa também recomendou que os usuários revisassem suas configurações de CI/CD, ancorassem filtros de regex de webhook e limitassem os privilégios de tokens. A situação destaca a importância de uma configuração adequada em ambientes de desenvolvimento e a necessidade de vigilância contínua contra possíveis vulnerabilidades.

Grupo de ransomware Genesis reivindica ataque a Upper Township, NJ

O grupo de ransomware Genesis assumiu a responsabilidade por uma violação de dados ocorrida em dezembro de 2025 em Upper Township, Nova Jersey. Em seu site de vazamento de dados, o grupo ameaçou divulgar 100 GB de informações pessoais e financeiras, caso a prefeitura não pagasse um resgate em três dias. A administração da cidade, liderada por James W. Van Zilke, confirmou que a investigação sobre a violação está em andamento, mas não verificou a reivindicação do Genesis. No entanto, documentos da reunião do conselho municipal indicam que foram autorizados até US$ 110.000 para serviços de consultoria em segurança cibernética e remediação. Genesis, que começou a operar em outubro de 2025, já reivindicou 28 ataques, sendo três deles confirmados por organizações, incluindo a prefeitura de Upper Township. Em 2025, foram registrados 81 ataques de ransomware a entidades governamentais nos EUA, destacando a crescente ameaça a sistemas públicos. A situação em Upper Township ressalta a necessidade de vigilância contínua e resposta rápida a incidentes de segurança cibernética, especialmente em um cenário onde a proteção de dados sensíveis é crucial.

Vulnerabilidade crítica no Fortinet FortiSIEM é explorada em ataques

Uma vulnerabilidade crítica no Fortinet FortiSIEM, identificada como CVE-2025-64155, está sendo ativamente explorada por atacantes. Essa falha resulta de uma combinação de problemas que permitem a execução de comandos arbitrários com permissões de administrador e a escalada de privilégios para acesso root. A vulnerabilidade, classificada como uma injeção de comando do sistema operacional, permite que um invasor não autenticado execute códigos não autorizados por meio de requisições TCP manipuladas. A Fortinet lançou atualizações de segurança para corrigir a falha, que afeta as versões do FortiSIEM de 6.7 a 7.5, recomendando a atualização para versões mais recentes. A Horizon3.ai, que reportou a vulnerabilidade, também disponibilizou um código de prova de conceito que demonstra como explorar a falha. Após a divulgação, a empresa de inteligência de ameaças Defused confirmou que a exploração da vulnerabilidade está ocorrendo ativamente. A Fortinet ainda não atualizou seu aviso de segurança para refletir essa exploração, mas recomenda que os administradores limitem o acesso ao serviço vulnerável como uma medida temporária. A situação é crítica, pois a exploração pode levar a compromissos severos em sistemas afetados.

Atualização de segurança do Windows 11 causa problemas no Outlook

A Microsoft está investigando relatos de que uma atualização de segurança do Windows 11, lançada em janeiro, está causando travamentos no cliente de desktop do Outlook para usuários que utilizam contas de e-mail POP (Post Office Protocol). Embora o POP não seja tão comum quanto o IMAP ou Exchange, ainda é amplamente utilizado por usuários domésticos e pequenas empresas. O problema afeta aqueles que instalaram a atualização KB5074109, com relatos de que o Outlook não fecha corretamente e não reinicia após ser fechado. A Microsoft reconheceu que este é um problema emergente e ainda está coletando informações sobre os sintomas. Enquanto a solução definitiva não é disponibilizada, os usuários afetados podem desinstalar a atualização problemática através do aplicativo de Configurações do Windows. No entanto, a remoção de atualizações de segurança pode expor os dispositivos a vulnerabilidades, uma vez que essas atualizações corrigem falhas que podem ser exploradas por malware. A empresa ainda não forneceu um cronograma para uma correção ou solução alternativa.

Campanha de Malware LOTUSLITE Alvo de Entidades Governamentais dos EUA

Especialistas em segurança revelaram uma nova campanha de malware que visa entidades governamentais e políticas dos Estados Unidos, utilizando iscas temáticas relacionadas a desenvolvimentos geopolíticos entre os EUA e a Venezuela. O malware, conhecido como LOTUSLITE, é um backdoor que se infiltra em sistemas através de um arquivo ZIP malicioso intitulado ‘US now deciding what’s next for Venezuela.zip’, que contém uma DLL maliciosa lançada por técnicas de DLL side-loading. A atividade foi atribuída a um grupo patrocinado pelo Estado chinês, conhecido como Mustang Panda, que é reconhecido por utilizar extensivamente essas técnicas para implantar suas ferramentas. O LOTUSLITE, um implante em C++, se comunica com um servidor de comando e controle (C2) e permite atividades como execução remota de comandos e exfiltração de dados. Embora a campanha não tenha sido confirmada como bem-sucedida, ela destaca a eficácia de técnicas de phishing direcionado em um contexto geopolítico. A análise sugere que, apesar da falta de recursos avançados de evasão, a confiabilidade operacional do malware é uma preocupação significativa.

Ameaças à Segurança Pessoal na Era Digital

O artigo destaca a crescente preocupação com a exposição de informações pessoais na internet, que muitas vezes ocorre sem o consentimento dos indivíduos. Dados como nome, endereço, número de telefone e histórico profissional estão disponíveis em sites públicos e plataformas de corretores de dados, tornando as pessoas vulneráveis a ameaças como doxxing, assédio e roubo de identidade. A falta de proteção dessas informações pode comprometer a segurança física e digital dos indivíduos. Para mitigar esses riscos, recomenda-se a remoção manual de dados pessoais de sites suspeitos, um processo que pode ser demorado. Ferramentas como o Incogni podem facilitar essa tarefa, rastreando e removendo informações pessoais de várias fontes online. A proteção da privacidade é apresentada como um componente essencial da segurança, pois a dificuldade em localizar dados pessoais pode reduzir significativamente o risco de assédio e fraudes. O artigo conclui enfatizando que todos merecem se sentir seguros, tanto online quanto offline, e sugere o uso de serviços que ajudem a proteger informações pessoais.

Novas extensões maliciosas do Chrome visam plataformas de RH e ERP

Pesquisadores de cibersegurança identificaram cinco novas extensões maliciosas do Google Chrome que se disfarçam como plataformas de recursos humanos (RH) e planejamento de recursos empresariais (ERP), como Workday e NetSuite. Essas extensões têm como objetivo roubar tokens de autenticação, bloquear capacidades de resposta a incidentes e permitir a tomada de controle total das contas das vítimas por meio de sequestro de sessão. As extensões, publicadas por dois editores diferentes, compartilham funcionalidades idênticas e padrões de infraestrutura, sugerindo uma operação coordenada. Uma das extensões, DataByCloud Access, coleta cookies de autenticação e os envia a um servidor remoto a cada 60 segundos, enquanto Tool Access 11 bloqueia o acesso a páginas administrativas cruciais dentro do Workday. Além disso, a extensão Software Access combina o roubo de cookies com a capacidade de injetá-los diretamente no navegador da vítima, facilitando o sequestro de sessão. Os usuários do Chrome que instalaram essas extensões são aconselhados a removê-las imediatamente e a revisar suas contas em busca de acessos não autorizados.

Problema no Windows 11 impede desligamento com Secure Launch ativado

A Microsoft confirmou um novo problema que afeta dispositivos com Windows 11 versão 23H2 que possuem o recurso System Guard Secure Launch ativado. Este recurso de segurança foi projetado para proteger o processo de inicialização contra ataques de firmware e malware, como rootkits. O problema, que surgiu após a instalação da atualização cumulativa KB5073455 em 13 de janeiro de 2026, impede que alguns PCs desliguem ou entrem em hibernação, fazendo com que o dispositivo reinicie em vez disso. A falha afeta apenas as edições Enterprise e IoT do Windows 11. A Microsoft disponibilizou uma solução temporária, que envolve o uso do prompt de comando para desligar o dispositivo, mas não há uma solução para a hibernação. A empresa também está lidando com outro bug relacionado a falhas de conexão e erros de autenticação em sessões do Remote Desktop. Os usuários são aconselhados a salvar seu trabalho frequentemente para evitar perda de dados devido à falta de energia, já que o dispositivo pode não hibernar corretamente.

Cisco corrige vulnerabilidade crítica em dispositivos de e-mail

A Cisco lançou um patch para uma vulnerabilidade crítica de zero-day no Cisco AsyncOS, que estava sendo explorada em ataques a dispositivos Secure Email Gateway (SEG) e Secure Email and Web Manager (SEWM) desde novembro de 2025. A falha, identificada como CVE-2025-20393, permite que atacantes executem comandos arbitrários com privilégios de root no sistema operacional dos dispositivos afetados, especialmente quando a funcionalidade de Spam Quarantine está habilitada e exposta à Internet. A Cisco Talos, equipe de inteligência de ameaças da empresa, atribui os ataques a um grupo de hackers chinês conhecido como UAT-9686, que utilizou ferramentas como AquaShell e AquaTunnel para manter acesso persistente e ocultar suas atividades maliciosas. A CISA também incluiu essa vulnerabilidade em seu catálogo de falhas conhecidas, exigindo que agências federais tomem medidas de segurança até 24 de dezembro. A Cisco recomenda que os administradores verifiquem a exposição e apliquem as correções assim que disponíveis, dado que essas vulnerabilidades são vetores frequentes de ataque e representam riscos significativos para a segurança.

Grupo de APT ligado à China ataca infraestrutura crítica na América do Norte

Um grupo de ameaças cibernéticas, identificado como UAT-8837 e possivelmente vinculado à China, tem se concentrado em atacar setores de infraestrutura crítica na América do Norte desde o ano passado. A Cisco Talos, que monitora essa atividade, acredita que o grupo possui um nível médio de confiança em sua ligação com ameaças persistentes avançadas (APT) da região. O UAT-8837 utiliza técnicas como exploração de vulnerabilidades em servidores e credenciais comprometidas para obter acesso inicial a organizações de alto valor. Recentemente, o grupo explorou uma vulnerabilidade zero-day crítica no Sitecore (CVE-2025-53690, CVSS 9.0) para realizar uma intrusão. Após conseguir acesso, o grupo realiza reconhecimento preliminar e desabilita recursos de segurança, como o RestrictedAdmin para o Remote Desktop Protocol (RDP). O UAT-8837 também utiliza ferramentas de código aberto para coletar informações sensíveis e criar múltiplos canais de acesso. A atividade do grupo levanta preocupações sobre a segurança da cadeia de suprimentos e a possibilidade de engenharia reversa de produtos. As agências de segurança cibernética de vários países ocidentais têm alertado sobre as ameaças crescentes a ambientes de tecnologia operacional (OT), enfatizando a necessidade de medidas de segurança robustas.

Malware Gootloader usa ZIP malformado para evitar detecção

O malware Gootloader, que tem sido utilizado para acesso inicial em ataques cibernéticos, agora emprega um arquivo ZIP malformado que concatena até 1.000 arquivos para evitar a detecção. Essa técnica causa falhas em diversas ferramentas de análise, enquanto o arquivo malicioso, que é um arquivo JScript arquivado, pode ser descompactado com a ferramenta padrão do Windows. Pesquisadores notaram que ferramentas como 7-Zip e WinRAR falham ao tentar processar esses arquivos. Os operadores do Gootloader implementaram mecanismos de ofuscação mais complexos, como a concatenação de arquivos ZIP, a utilização de um End of Central Directory truncado e a randomização de campos de número de disco. Após a execução, o malware ativa um JScript que estabelece persistência no sistema, criando atalhos que são executados a cada inicialização. Para mitigar essa ameaça, recomenda-se que os defensores alterem a aplicação padrão para abrir arquivos JScript e bloqueiem a execução de wscript.exe e cscript.exe. A pesquisa também fornece uma regra YARA para ajudar na identificação desses arquivos ZIP malformados.

OpenAI lança atualização do ChatGPT com busca avançada de histórico

A OpenAI está implementando uma atualização significativa para o ChatGPT, que agora inclui suporte para uma busca avançada no histórico de chats. Essa nova funcionalidade, que está sendo disponibilizada apenas para assinantes Plus e Pro, promete melhorar a capacidade de encontrar detalhes específicos em conversas anteriores. Anteriormente, a busca no histórico do ChatGPT apresentava limitações, especialmente em casos de threads semelhantes, dificultando a localização de informações desejadas. Com a nova atualização, quando o histórico de chats de referência está ativado, o ChatGPT pode identificar de forma mais confiável detalhes de conversas passadas, apresentando-as como fontes para que os usuários possam revisar o contexto original. Além disso, a OpenAI está aprimorando as capacidades de ditado, reduzindo transcrições vazias e aumentando a precisão. Essa atualização segue uma grande mudança anterior em dezembro, que introduziu novas personalidades para o ChatGPT, permitindo que os usuários ajustem características como calor, entusiasmo e uso de emojis. Essas melhorias visam tornar a interação com a IA mais personalizada e eficiente.

Google permite mudança de endereço de e-mail gmail.com

O Google anunciou que agora é possível alterar o endereço de e-mail @gmail.com, uma funcionalidade que estava em falta para os usuários. Essa mudança permite que, por exemplo, um usuário que tenha o e-mail xyz@gmail.com possa alterá-lo para abc@gmail.com. A atualização foi divulgada em um documento de suporte da empresa, que ressalta que a nova opção está sendo implementada gradualmente e pode não estar disponível para todos os usuários imediatamente. Ao mudar o endereço, o antigo não é desativado, mas se torna um e-mail alternativo, permitindo que o usuário receba mensagens em ambos os endereços sem perder dados armazenados, como fotos e mensagens. O Google também informa que é possível reverter a mudança a qualquer momento, mas limita a criação de novos endereços para o mesmo usuário a uma vez por ano. Para acessar essa funcionalidade, os usuários devem visitar myaccount.google.com e seguir as instruções disponíveis. Essa atualização é especialmente útil para aqueles que desejam se distanciar de endereços considerados embaraçosos ou que foram criados por familiares.

Pesquisadores de segurança desativam 550 servidores das botnets Aisuru e Kimwolf

Pesquisadores do laboratório Black Lotus, da Lumen Technologies, conseguiram desativar mais de 550 servidores de comando e controle (C2) das botnets Aisuru e Kimwolf, que operam desde outubro de 2025. A Aisuru, uma das maiores botnets em atividade, é conhecida por realizar ataques DDoS e hospedar tráfego malicioso através de proxies residenciais. A seção Kimwolf, voltada para dispositivos Android, infectou mais de 2 milhões de aparelhos, principalmente TV Boxes, utilizando um SDK malicioso chamado ByteConnect. A botnet não apenas realiza ataques, mas também cobra por serviços de realocação de banda larga e venda de DDoS. A Black Lotus identificou um aumento significativo no número de bots da Kimwolf, que chegou a 800.000 em outubro de 2025. As operações maliciosas se escondem em tráfego comum, dificultando a detecção. A desativação dos servidores é um passo importante, mas os cibercriminosos estão se adaptando rapidamente, mudando para novos IPs e métodos de operação.