Cibersegurança

Adoção de IA é prioridade para empresas, mas funcionários ficam para trás na educação

A adoção de inteligência artificial (IA) é uma prioridade crescente para as empresas, especialmente na área de cibersegurança, onde a automação é vista como uma forma eficaz de reduzir o tempo de resposta a ataques. No entanto, um estudo recente da Ivanti revela que apenas 56% das organizações utilizam IA para a aplicação de políticas de segurança em nuvem, e menos de 50% a utilizam em fluxos de trabalho de resposta a incidentes e correlação de inteligência de ameaças. Apesar de 91% das equipes de segurança no Reino Unido reconhecerem a importância da IA, a adoção uniforme enfrenta barreiras significativas, como a falta de habilidades e a aplicação inadequada de políticas. Além disso, os atacantes também estão se beneficiando da IA, com 76% das organizações enfrentando ataques de deepfake, o que destaca a necessidade urgente de capacitação em todos os níveis, incluindo executivos. A pesquisa aponta que apenas um terço dos CEOs consegue identificar deepfakes, evidenciando a lacuna educacional que precisa ser abordada para melhorar a defesa cibernética das empresas.

Investigação na Irlanda sobre uso de IA para gerar imagens sexuais não consensuais

A Comissão de Proteção de Dados da Irlanda (DPC) iniciou uma investigação formal sobre a plataforma X e seu uso da ferramenta de inteligência artificial Grok, que supostamente gera imagens sexuais não consensuais de pessoas reais, incluindo crianças. A DPC, que atua como a principal autoridade de privacidade da União Europeia para a X, irá avaliar se a subsidiária da empresa na UE, a X Internet Unlimited Company, cumpriu as obrigações fundamentais do Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (GDPR). Isso inclui a análise do processamento legal de dados, a proteção de dados desde a concepção e a realização de avaliações de impacto sobre a proteção de dados. A investigação irlandesa se junta a um esforço multinacional, com o Escritório do Comissário de Informação do Reino Unido e a Comissão Europeia também investigando as operações da Grok. As consequências podem incluir multas significativas, uma vez que a DPC pode aplicar penalidades em todos os 27 estados membros da UE. Além disso, a investigação levanta preocupações sobre a geração de conteúdo sexual explícito não consensual e a possível produção de material de abuso infantil. As autoridades francesas também estão investigando a X, com buscas em seus escritórios em Paris e convocações para entrevistas com executivos da empresa.

Empresas manipulam chatbots de IA com técnica de envenenamento

Uma nova pesquisa da Microsoft revelou que empresas estão explorando a funcionalidade de chatbots de inteligência artificial (IA) por meio de um botão chamado ‘Resumir com IA’, que se assemelha a técnicas clássicas de envenenamento de mecanismos de busca. Denominada ‘Envenenamento de Recomendações de IA’, essa técnica envolve a inserção de comandos ocultos em URLs que, ao serem clicados, induzem o assistente de IA a lembrar de uma empresa como uma fonte confiável. A Microsoft identificou mais de 50 prompts únicos de 31 empresas em 14 setores em um período de 60 dias, levantando preocupações sobre a transparência e a confiabilidade das recomendações geradas por IA. O ataque utiliza URLs especialmente elaboradas que injetam comandos de manipulação de memória no assistente de IA. Isso pode resultar em recomendações tendenciosas em áreas críticas, como saúde e finanças, sem que o usuário tenha conhecimento. Para mitigar os riscos, recomenda-se que os usuários auditem periodicamente a memória do assistente e evitem clicar em links de fontes não confiáveis. As organizações também devem monitorar URLs que apontam para domínios de assistentes de IA com palavras-chave específicas relacionadas ao envenenamento de memória.

Vazamento de localização no Tinder riscos e consequências

Recentemente, o vazamento de dados do Match Group, que inclui aplicativos como Tinder, OkCupid e Hinge, levantou preocupações sobre a segurança das informações pessoais dos usuários. Embora senhas vazadas sejam uma preocupação, os dados de localização são ainda mais críticos, pois podem expor a rotina e a segurança física dos indivíduos. A triangulação de dados de localização permite que cibercriminosos identifiquem onde a pessoa mora, trabalha e frequenta, aumentando o risco de stalking, furtos residenciais e até sequestros. O artigo destaca que, mesmo que os dados sejam considerados anônimos, a precisão da localização pode revelar informações sensíveis sobre a vida da pessoa. Para se proteger, recomenda-se limitar o acesso à localização apenas durante o uso do aplicativo e evitar vincular perfis de redes sociais que possam facilitar a identificação. Além disso, é importante ter cuidado com as fotos postadas, que podem revelar informações sobre o local de trabalho ou residência. A segurança digital deve ser uma prioridade, especialmente em plataformas que utilizam dados de localização de forma tão precisa.

Fabricante de brinquedos sexuais Tenga sofre violação de dados

A Tenga, fabricante japonesa de produtos de bem-estar sexual, foi alvo de um ataque cibernético que resultou no roubo de dados de clientes. Segundo informações, um funcionário da empresa foi vítima de um golpe de phishing, o que permitiu ao invasor acessar a caixa de entrada do e-mail e extrair informações sensíveis, como nomes, endereços de e-mail e detalhes de pedidos. O ataque não apenas comprometeu dados pessoais, mas também possibilitou o envio de mensagens de spam a funcionários e clientes. Em resposta ao incidente, a Tenga redefiniu as credenciais de acesso e implementou a autenticação multifator (MFA) em seus sistemas, embora não esteja claro se essa medida já estava em vigor antes do ataque. A empresa alertou seus clientes para que atualizassem suas senhas e permanecessem atentos a e-mails suspeitos. O impacto potencial desse tipo de violação pode incluir fraudes financeiras e roubo de identidade, tornando a situação crítica para os afetados.

Vazamento de dados compromete 73 mil pessoas em Arizona

A Academic Urology & Urogynecology of Arizona confirmou um vazamento de dados que afetou 73.281 pessoas, ocorrido em maio de 2025. Informações pessoais sensíveis, como números de Seguro Social, dados de cartões de crédito, informações de saúde e históricos médicos, foram comprometidas. O grupo de ransomware Inc reivindicou a responsabilidade pelo ataque, que foi detectado em 22 de maio de 2025, e a organização notificou as vítimas em agosto de 2025. A Academic Urology está oferecendo monitoramento de crédito gratuito e proteção contra roubo de identidade para as vítimas até 12 de maio de 2026. O grupo Inc, ativo desde julho de 2023, já realizou 157 ataques confirmados, com 54 deles direcionados a organizações de saúde, afetando mais de 4,8 milhões de registros pessoais. O aumento de ataques de ransomware no setor de saúde nos EUA levanta preocupações sobre a segurança de dados e a continuidade dos serviços, uma vez que hospitais podem ser forçados a interromper atendimentos e adotar métodos manuais até a recuperação dos sistemas. Este incidente destaca a vulnerabilidade das instituições de saúde e a necessidade de medidas de segurança robustas para proteger informações sensíveis.

Malware rouba dados do assistente de IA OpenClaw

A crescente adoção do assistente de IA OpenClaw tem gerado preocupações de segurança, especialmente após a detecção de malware que rouba arquivos associados a essa ferramenta. O OpenClaw, que opera localmente e mantém um ambiente de configuração persistente, permite acesso a arquivos locais e interação com serviços online. Recentemente, a Hudson Rock documentou um caso em que um infostealer conseguiu extrair dados sensíveis do OpenClaw, incluindo chaves de API e tokens de autenticação. Os arquivos comprometidos, como openclaw.json e device.json, contêm informações críticas que podem permitir a um atacante se passar pelo dispositivo da vítima e acessar serviços em nuvem. A Hudson Rock alerta que essa é uma evolução significativa no comportamento de infostealers, que agora estão mirando na identidade digital dos assistentes pessoais de IA. Além disso, uma vulnerabilidade severa foi descoberta em um assistente de IA semelhante, o Nanobot, que poderia permitir que atacantes assumissem sessões do WhatsApp. Com a popularidade crescente do OpenClaw, espera-se que os infostealers continuem a focar nessa ferramenta, aumentando o risco para os usuários.

Homem é preso na Holanda por extorsão após baixar documentos confidenciais

As autoridades holandesas prenderam um homem de 40 anos que baixou documentos confidenciais da polícia, que foram compartilhados por engano. O incidente ocorreu quando o suspeito contatou a polícia sobre imagens relevantes para uma investigação em andamento. Um policial, ao responder, enviou um link de download de documentos em vez de um link para upload. O homem baixou os arquivos e, ao ser instruído a deletá-los, se recusou a fazê-lo a menos que recebesse algo em troca, configurando uma tentativa de extorsão. A polícia destacou que o ato de baixar arquivos de um link destinado ao upload pode ser considerado invasão de computador sob a legislação holandesa. Embora não haja evidências de que os documentos tenham sido distribuídos além do suspeito, a polícia iniciou uma investigação e enfatizou a obrigação legal de relatar erros e não acessar documentos não destinados ao receptor. O caso levanta questões sobre a responsabilidade de indivíduos que recebem informações confidenciais por engano e as implicações legais associadas a esses atos.

Eurail confirma venda de dados roubados na dark web

A Eurail B.V., operadora que oferece acesso a 250 mil quilômetros de ferrovias na Europa, confirmou que dados roubados em uma violação de segurança ocorrida este ano estão sendo vendidos na dark web. A empresa, com sede na Holanda, administra passes de trem populares entre jovens viajantes europeus. A violação comprometeu informações sensíveis, incluindo nomes completos, detalhes de passaporte, números de identificação, IBAN de contas bancárias, informações de saúde e dados de contato. A Eurail está investigando a extensão do vazamento e notificará os clientes afetados. As autoridades de proteção de dados foram informadas, conforme exigido pelo GDPR, e os clientes devem estar atentos a tentativas de phishing e fraudes. A empresa recomenda que os usuários atualizem suas senhas e monitorem suas contas bancárias para atividades suspeitas. Uma página de perguntas frequentes foi disponibilizada para suporte aos clientes, e dúvidas podem ser enviadas para um e-mail específico.

Rede de hotéis Washington no Japão sofre ataque de ransomware

A marca de hotéis Washington, operada pela Fujita Kanko Inc., anunciou que seus servidores foram comprometidos em um ataque de ransomware, resultando na exposição de dados empresariais. O incidente ocorreu em 13 de fevereiro de 2026, quando hackers invadiram a rede da empresa. A equipe de TI desconectou imediatamente os servidores da internet para conter a propagação do ataque. A empresa formou um grupo de trabalho interno e consultou especialistas em cibersegurança e a polícia para avaliar o impacto e coordenar os esforços de recuperação. Embora a investigação esteja em andamento, a empresa confirmou que dados de clientes provavelmente não foram expostos, pois essas informações estão armazenadas em servidores de uma empresa separada. No entanto, o ataque afetou as operações de alguns hotéis, incluindo a indisponibilidade temporária de terminais de cartão de crédito. O impacto financeiro do incidente ainda está sendo analisado. Até o momento, nenhum grupo de ransomware reivindicou a responsabilidade pelo ataque. O incidente ocorre em um contexto de aumento de ataques cibernéticos a empresas no Japão, incluindo grandes nomes como Nissan e NTT.

Iniciativa da Lituânia visa uma sociedade digital segura e inclusiva

O artigo aborda a apresentação da missão do Consórcio KTU, ‘Uma Sociedade Digital Segura e Inclusiva’, durante o evento ‘Innovation Breakfast’ da Agência de Inovação da Lituânia. Com a rápida evolução tecnológica, a Lituânia enfrenta desafios significativos em cibersegurança, que se tornaram não apenas técnicos, mas também sociais. A iniciativa nacional, coordenada pela Agência de Inovação, busca fortalecer a segurança digital do país, envolvendo universidades e empresas para transformar conhecimento científico em inovações de alto valor. A missão, que conta com um investimento superior a €24,1 milhões, foca na resiliência cibernética e na proteção de dados pessoais, especialmente para usuários de serviços eletrônicos. A pesquisa abrange desde sistemas de defesa baseados em IA para o setor financeiro até plataformas inteligentes para análise de ameaças cibernéticas. Um ponto crítico destacado é a evolução das fraudes digitais, impulsionadas pela Inteligência Artificial Generativa, que permite a criação de mensagens fraudulentas altamente personalizadas e realistas, dificultando a detecção por filtros automáticos. A crescente acessibilidade dessas ferramentas para criminosos representa um risco significativo para a segurança digital, exigindo uma resposta coordenada entre ciência, negócios e políticas públicas.

Gerenciadores de Senhas em Nuvem Vulneráveis a Ataques de Recuperação

Um novo estudo revelou que gerenciadores de senhas baseados em nuvem, como Bitwarden, Dashlane e LastPass, são vulneráveis a ataques de recuperação de senhas sob certas condições. Os pesquisadores da ETH Zurich e da Università della Svizzera italiana identificaram 12 ataques distintos contra o Bitwarden, 7 contra o LastPass e 6 contra o Dashlane, que variam de violações de integridade a compromissos totais de cofres organizacionais. Os ataques exploram falhas no mecanismo de recuperação de contas, criptografia de nível de item, recursos de compartilhamento e compatibilidade com códigos legados. Embora os fornecedores tenham implementado contramedidas, os pesquisadores apontam que várias concepções errôneas criptográficas e padrões de design inadequados contribuíram para essas vulnerabilidades. O estudo também destaca que o 1Password, embora vulnerável, considera as falhas como limitações arquitetônicas conhecidas. Apesar da gravidade das descobertas, não há evidências de que essas vulnerabilidades tenham sido exploradas ativamente. As empresas estão trabalhando para corrigir as falhas identificadas e fortalecer suas arquiteturas de segurança.

Roubo de informações de agentes de IA marca nova fase em cibersegurança

Pesquisadores em cibersegurança identificaram um caso de infecção por malware que conseguiu exfiltrar dados de configuração do ambiente OpenClaw, uma plataforma de inteligência artificial. Este incidente representa uma evolução significativa no comportamento de infostealers, que agora estão focando na coleta de identidades e informações sensíveis de agentes de IA, em vez de apenas credenciais de navegadores. O malware, possivelmente uma variante do Vidar, utilizou uma rotina de captura de arquivos para acessar dados críticos, incluindo tokens de autenticação e diretrizes operacionais dos agentes. A captura do token de autenticação pode permitir que atacantes se conectem remotamente ao OpenClaw da vítima. Além disso, a plataforma OpenClaw enfrenta problemas de segurança, como a exposição de instâncias que podem levar a riscos de execução remota de código (RCE). A crescente popularidade do OpenClaw, que já conta com mais de 200 mil estrelas no GitHub, torna-o um alvo atraente para ataques de cadeia de suprimentos. A situação é agravada por campanhas de habilidades maliciosas que burlam a detecção de malware, destacando a necessidade de vigilância constante e medidas de segurança robustas.

O que é um ataque à cadeia de suprimento?

Os ataques à cadeia de suprimento, conhecidos como Supply Chain Attacks, são uma forma de cibercrime que explora a confiança dos usuários em softwares e atualizações legítimas. Ao invés de invadir diretamente um sistema, os hackers comprometem a distribuição de software, injetando malware em atualizações que parecem seguras. Um exemplo notório é o ataque ao SolarWinds em 2020, onde hackers russos inseriram código malicioso em um software amplamente utilizado por empresas e agências governamentais dos EUA, permitindo espionagem sem ser detectado por meses. Outro caso relevante foi o do CCleaner em 2017, que também teve sua versão oficial comprometida, permitindo acesso remoto a agentes maliciosos. Esses ataques são difíceis de detectar porque muitas vezes utilizam chaves de assinatura legítimas, fazendo com que o sistema reconheça o software como seguro. Para mitigar esses riscos, surge o conceito de Software Bill of Materials (SBOM), que exige transparência sobre os componentes de um software antes de sua instalação. Isso pode ajudar a identificar e prevenir a instalação de softwares maliciosos disfarçados.

Google corrige primeira vulnerabilidade zero-day do Chrome em 2026

O Google lançou um patch para uma vulnerabilidade crítica no navegador Chrome, identificada como CVE-2026-2441, que permite a execução de código arbitrário através de páginas HTML manipuladas. Essa falha, classificada com um índice de severidade de 8.3 em 10, foi ativamente explorada por atacantes antes da correção. O problema está relacionado a um erro de ‘uso após liberação’ em CSS, que afeta versões do Chrome anteriores à 145.0.7632.75 para Windows e Mac, e 144.0.7559.75 para Linux. O Google recomenda que todos os usuários atualizem imediatamente seus navegadores, especialmente aqueles que desativaram as atualizações automáticas. A empresa optou por não divulgar detalhes sobre as vítimas ou os atacantes para evitar que outros exploradores se aproveitem da situação até que a maioria dos usuários esteja protegida. Esta é a primeira vulnerabilidade zero-day do Chrome em 2026, e o Google já havia corrigido oito vulnerabilidades semelhantes no ano anterior, muitas das quais foram exploradas por atores patrocinados por estados. A CISA (Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA) ainda não incluiu essa vulnerabilidade em seu catálogo de falhas conhecidas.

CISA ordena proteção contra vulnerabilidade crítica da BeyondTrust

A Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA (CISA) emitiu uma ordem para que agências federais protejam suas instâncias do BeyondTrust Remote Support contra uma vulnerabilidade crítica, identificada como CVE-2026-1731, em um prazo de três dias. Essa falha de execução remota de código, resultante de uma injeção de comando do sistema operacional, afeta versões anteriores ao Remote Support 25.3.1 e Privileged Remote Access 24.3.4. Embora a BeyondTrust tenha corrigido suas instâncias SaaS em 2 de fevereiro de 2026, clientes que utilizam versões on-premise precisam aplicar os patches manualmente. A exploração bem-sucedida dessa vulnerabilidade permite que atacantes não autenticados executem comandos do sistema operacional, potencialmente comprometendo sistemas, acessando dados de forma não autorizada e causando interrupções nos serviços. A CISA incluiu a vulnerabilidade em seu catálogo de Vulnerabilidades Conhecidas e Explotadas (KEV) e alertou que dispositivos não corrigidos devem ser considerados comprometidos. Este incidente destaca a necessidade urgente de ações corretivas por parte de administradores de sistemas, especialmente em um contexto onde falhas anteriores da BeyondTrust já foram exploradas por grupos de ciberespionagem, como o Silk Typhoon, vinculado ao governo chinês.

Nova plataforma de spyware móvel ZeroDayRAT ameaça usuários no Brasil

Pesquisadores de cibersegurança revelaram detalhes sobre uma nova plataforma de spyware móvel chamada ZeroDayRAT, que está sendo promovida no Telegram como uma ferramenta para roubar dados sensíveis e facilitar a vigilância em tempo real em dispositivos Android e iOS. O malware é projetado para suportar versões do Android de 5 a 16 e do iOS até a versão 26, sendo distribuído principalmente por meio de engenharia social e marketplaces de aplicativos falsos.

Vulnerabilidades e Ameaças em Cibersegurança Recap Semanal

Nesta semana, o cenário de cibersegurança revela que pequenas falhas estão se transformando em grandes pontos de entrada para atacantes. Um exemplo alarmante é o caso do complemento AgreeTo para Outlook, que foi sequestrado e transformado em um kit de phishing, resultando no roubo de mais de 4.000 credenciais de contas Microsoft. Essa situação ilustra como ativos negligenciados podem se tornar vetores de ataque. Além disso, a Google lançou atualizações de segurança para o Chrome, corrigindo uma vulnerabilidade crítica (CVE-2026-2441) que estava sendo explorada ativamente. Outra vulnerabilidade crítica, CVE-2026-1731, foi identificada nos produtos da BeyondTrust e já está sendo explorada, permitindo execução remota de código. A Apple também lançou correções para uma falha zero-day em seus sistemas operacionais. Por fim, o grupo TeamPCP está explorando ambientes de nuvem mal configurados para expandir suas operações criminosas, enquanto hackers patrocinados por estados estão utilizando inteligência artificial em várias etapas do ciclo de ataque, aumentando a eficiência de suas operações. Esses incidentes destacam a necessidade urgente de vigilância e atualização constante das defesas cibernéticas.

Atualização de segurança do Chrome corrige vulnerabilidade crítica

Na última sexta-feira, o Google lançou atualizações de segurança para o navegador Chrome, visando uma vulnerabilidade de alta gravidade, identificada como CVE-2026-2441, com uma pontuação CVSS de 8.8. Essa falha, classificada como um erro ‘use-after-free’ em CSS, permite que um atacante remoto execute código arbitrário dentro de um sandbox através de uma página HTML manipulada. O pesquisador de segurança Shaheen Fazim descobriu e reportou a vulnerabilidade em 11 de fevereiro de 2026. Embora o Google não tenha revelado detalhes sobre como a falha está sendo explorada ou quem são os alvos, a empresa confirmou que um exploit para essa vulnerabilidade já está em uso ativo. Essa é a primeira falha zero-day explorada ativamente no Chrome que foi corrigida em 2026, destacando a atratividade das falhas em navegadores para agentes maliciosos, dada sua ampla instalação e superfície de ataque. Para proteção ideal, os usuários devem atualizar para as versões 145.0.7632.75/76 no Windows e macOS, e 144.0.7559.75 no Linux. Navegadores baseados em Chromium, como Microsoft Edge e Brave, também devem ser atualizados assim que as correções estiverem disponíveis.

Microsoft resolve erro de inicialização no Windows 11 após atualizações

A Microsoft anunciou a resolução de um erro no Windows 11 que impedia alguns sistemas comerciais de inicializar, apresentando a mensagem “UNMOUNTABLE_BOOT_VOLUME” após a instalação de atualizações de segurança recentes. O problema, que afetou dispositivos físicos com as versões 25H2 e 24H2 do Windows 11, foi vinculado a falhas nas atualizações de dezembro de 2025. A correção foi disponibilizada na atualização de segurança KB5077181, lançada em 10 de fevereiro de 2026. Os dispositivos afetados enfrentavam falhas de inicialização após a instalação da atualização de segurança KB5074109, lançada em 13 de janeiro de 2026, resultando em telas pretas e a necessidade de recuperação manual. A Microsoft já havia lançado uma resolução inicial em uma atualização opcional em janeiro, mas a solução completa foi confirmada apenas em fevereiro. A empresa recomenda que clientes empresariais que ainda enfrentam problemas entrem em contato com o suporte da Microsoft para assistência. A falta de um aviso público sobre o problema levanta questões sobre a comunicação da empresa em relação a falhas críticas.

Atores de ameaças abusam de consultas DNS em ataques ClickFix

Recentemente, pesquisadores da Microsoft identificaram uma nova variante dos ataques ClickFix, que agora utilizam consultas DNS como um canal para entregar malware. Esses ataques enganam os usuários a executar comandos maliciosos, disfarçados como soluções para erros ou atualizações de sistema. Nesta nova abordagem, os atacantes controlam um servidor DNS que fornece um script PowerShell malicioso durante a execução do comando nslookup. Ao invés de consultar o servidor DNS padrão do sistema, os usuários são instruídos a consultar um servidor DNS controlado pelo atacante, que retorna um payload malicioso. O script, uma vez executado, baixa um arquivo ZIP contendo um executável Python e scripts maliciosos que realizam reconhecimento no dispositivo infectado e estabelecem persistência no sistema. Essa técnica inovadora permite que os atacantes modifiquem os payloads em tempo real, camuflando suas atividades no tráfego DNS normal. Os ataques ClickFix têm evoluído rapidamente, com novas táticas e tipos de payloads sendo utilizados, incluindo a exploração de aplicativos como o Azure CLI para comprometer contas Microsoft sem senha. Essa evolução representa um risco significativo para a segurança cibernética, exigindo atenção redobrada das organizações.

Grupo ShinyHunters vaza dados de 600 mil clientes da Canada Goose

O grupo de extorsão de dados ShinyHunters anunciou ter roubado mais de 600 mil registros de clientes da Canada Goose, incluindo informações pessoais e dados de pagamento. A Canada Goose, uma marca canadense de roupas de luxo, afirmou que os dados parecem ser de transações passadas e que não há evidências de uma violação em seus sistemas. O conjunto de dados, com 1,67 GB, foi publicado em formato JSON e contém registros detalhados de pedidos, como nomes, endereços de e-mail, números de telefone, endereços de cobrança e entrega, além de informações parciais de cartões de pagamento. Embora não inclua números completos de cartões, as informações expostas podem ser utilizadas para phishing e fraudes. O grupo ShinyHunters negou que os dados tenham origem em ataques recentes a contas de SSO, afirmando que provêm de uma violação de um processador de pagamentos de terceiros. A empresa está revisando o conjunto de dados para avaliar sua precisão e escopo, mas ainda não se sabe quantos clientes podem ser afetados.

Como verificar a Assinatura Digital de um arquivo?

Em tempos de crescente preocupação com a segurança digital, verificar a autenticidade de arquivos baixados é essencial. O artigo do Canaltech apresenta métodos práticos para checar a assinatura digital de instaladores, utilizando tanto abordagens visuais quanto comandos no PowerShell. A verificação visual envolve acessar as propriedades do arquivo e checar a aba ‘Assinaturas Digitais’, onde é possível confirmar o nome do assinante, o status da assinatura e a data de timestamp. Caso o arquivo não possua assinatura ou apresente informações suspeitas, é recomendável excluí-lo. Para usuários mais experientes, o PowerShell oferece um método mais técnico, onde o comando Get-AuthenticodeSignature pode ser utilizado para validar a assinatura. Além disso, o artigo sugere o uso do CertUtil para comparar hashes, garantindo que o arquivo não foi alterado. A recomendação final é sempre baixar arquivos de fontes oficiais, evitando sites de terceiros que podem comprometer a segurança. O alerta sobre o SmartScreen do Windows também é destacado, enfatizando a importância de não ignorar avisos de segurança.

Campanha de malware ativa usa Google Groups para roubo de credenciais

Um novo relatório da CTM360 revela que mais de 4.000 grupos maliciosos do Google e 3.500 URLs hospedadas pelo Google estão sendo utilizados em uma campanha ativa de malware que visa organizações globais. Os atacantes exploram a confiança no ecossistema do Google para distribuir malware que rouba credenciais e estabelece acesso persistente em dispositivos comprometidos. A campanha utiliza engenharia social em fóruns do Google Groups, onde os criminosos postam discussões técnicas que parecem legítimas, incorporando nomes de organizações e palavras-chave relevantes para aumentar a credibilidade. Links de download disfarçados são utilizados para direcionar os usuários a arquivos maliciosos. Para usuários do Windows, o malware Lumma Stealer é entregue em um arquivo compactado protegido por senha, enquanto usuários do Linux são redirecionados para baixar um navegador trojanizado chamado Ninja Browser, que instala extensões maliciosas sem consentimento. A campanha representa um risco significativo para as organizações, incluindo roubo de credenciais e execução remota de comandos. A CTM360 recomenda que as organizações inspecionem URLs encurtadas, bloqueiem indicadores de comprometimento e eduquem os usuários sobre os riscos de downloads de fontes não verificadas.

Para onde vão os celulares roubados? Como evitar prejuízos

O roubo e furto de celulares no Brasil são crimes recorrentes, com 917.748 ocorrências registradas em 2024, embora tenha havido uma queda de 13,4% em relação ao ano anterior. O impacto desses crimes vai além do financeiro, pois os aparelhos se tornaram uma porta de entrada para o acesso a dados pessoais e identidade digital dos usuários. Especialistas alertam que, enquanto os furtos são frequentemente realizados com o aparelho desbloqueado, os roubos tendem a ser mais violentos, com criminosos utilizando armas para forçar as vítimas a entregarem senhas. Os celulares roubados geralmente são revendidos com notas fiscais fraudulentas ou exportados para países onde não há acordos de cooperação para bloqueio, dificultando a recuperação. Iniciativas como o programa ‘Protege Celular’ do Governo do Piauí têm mostrado resultados positivos na localização de aparelhos roubados. Para proteger os dados, recomenda-se o uso de gerenciadores de senhas, ocultação de aplicativos bancários e ferramentas que permitam o bloqueio remoto do dispositivo.

Atores de ameaças usam comentários do Pastebin para ataque ClickFix

A recente campanha de cibersegurança identificada por BleepingComputer revela que atores de ameaças estão explorando comentários no Pastebin para disseminar um ataque do tipo ClickFix, que engana usuários de criptomoedas a executar JavaScript malicioso em seus navegadores. Esse ataque permite que os invasores sequestram transações de troca de Bitcoin, redirecionando fundos para carteiras controladas por eles. A campanha utiliza engenharia social, prometendo lucros substanciais através de um suposto exploit na plataforma Swapzone.io. Os comentários no Pastebin contêm links que direcionam para um documento do Google Docs, que supostamente ensina uma técnica de arbitragem para maximizar lucros. Os usuários são instruídos a executar um código JavaScript diretamente na barra de endereços do navegador, o que altera a funcionalidade da página e permite que os atacantes manipulem o processo de troca. A análise do script malicioso revela que ele injeta endereços de Bitcoin controlados pelos atacantes, fazendo com que os usuários enviem seus fundos para essas carteiras. Como as transações de Bitcoin não podem ser revertidas, os usuários que caírem nesse golpe não terão como recuperar seu dinheiro. Este ataque representa uma nova variante do ClickFix, que normalmente visa sistemas operacionais, mas agora se concentra em manipulações dentro do navegador.

Grupo hacker APT28 ciberespionagem e suas implicações globais

O grupo hacker APT28, também conhecido como Fancy Bear, é uma entidade de ciberespionagem russa associada ao GRU, o serviço de inteligência militar da Rússia. Desde sua formação em 2004, o APT28 tem se destacado por suas campanhas de espionagem e sabotagem, visando organizações governamentais e infraestruturas críticas em diversos países. O grupo é notório por suas táticas sofisticadas, que incluem spear-phishing e exploração de vulnerabilidades de dia zero, como evidenciado em um ataque recente que explorou uma falha no Microsoft Office para atingir instituições ucranianas.

O antigo protocolo IRC retorna com a botnet SSHStalker

O SSHStalker, uma nova botnet Linux, utiliza o protocolo IRC (Internet Relay Chat) para gerenciar suas operações, explorando servidores em nuvem para fins lucrativos. O protocolo, criado em 1988, foi revitalizado por essa botnet, que se destaca por sua estrutura de múltiplos bots e canais redundantes, permitindo controle eficiente sobre dispositivos infectados. A infecção inicial ocorre por meio de ataques automatizados de força bruta via SSH, com a botnet se espalhando rapidamente por infraestruturas de servidores em nuvem, como as da Oracle. Após comprometer um host, o malware baixa um compilador GCC para construir cargas úteis diretamente no sistema, garantindo a execução confiável dos bots em diversas distribuições Linux. Além disso, a botnet coleta chaves da AWS, realiza varreduras de sites e possui capacidades de mineração de criptomoedas. Embora existam capacidades de DDoS, não foram observados ataques, sugerindo que a botnet pode estar em fase de testes. Para mitigar os riscos, recomenda-se monitorar instalações de compiladores, atividades incomuns em cron e conexões de saída no estilo IRC, além de desabilitar a autenticação por senha SSH e aplicar filtragem rigorosa de saída.

Nova campanha de recrutamento falso da Coreia do Norte ataca desenvolvedores

Uma nova variação da campanha de recrutamento falso, atribuída a atores de ameaça da Coreia do Norte, está focando em desenvolvedores de JavaScript e Python com tarefas relacionadas a criptomoedas. Desde maio de 2025, essa atividade se caracteriza pela modularidade, permitindo que os atacantes retomem rapidamente as operações após uma possível comprometimento. Os criminosos utilizam pacotes publicados nos repositórios npm e PyPi como downloaders para um trojan de acesso remoto (RAT). Pesquisadores identificaram 192 pacotes maliciosos, nomeados ‘Graphalgo’, que se disfarçam como ofertas de emprego em empresas fictícias do setor de blockchain e comércio de criptomoedas. Os desenvolvedores que se candidatam são induzidos a executar códigos que instalam dependências maliciosas em seus sistemas. Um exemplo notável é o pacote ‘bigmathutils’, que, após 10.000 downloads, introduziu cargas maliciosas em sua versão 1.1.0. A campanha é atribuída ao grupo Lazarus, com base em sua abordagem e no foco em criptomoedas, além de evidências de que os commits no GitHub seguem o fuso horário da Coreia do Norte. Os desenvolvedores que instalaram esses pacotes devem rotacionar tokens e senhas de conta e reinstalar seus sistemas operacionais.

Golpistas usam identidade da Shopee e Latam para roubar CPF

Uma nova campanha de phishing está em circulação no Brasil, utilizando a identidade visual de empresas conhecidas, como a Shopee e a Latam, para enganar usuários e roubar seus dados pessoais, especialmente o CPF. Segundo a ESET, os golpistas criam anúncios falsos em redes sociais e aplicativos de mensagens, oferecendo cartões de crédito com limites altos e isenção de anuidade, atraindo vítimas desavisadas. Ao clicar nos links, os usuários são direcionados para sites fraudulentos que imitam os processos legítimos das empresas.

Grupo de ransomware Akira ataca varejista canadense Ardene

O grupo de ransomware Akira adicionou a varejista canadense Ardene ao seu site de vazamento de dados, alegando ter roubado 58 GB de informações. Recentemente, Ardene notificou seus clientes sobre um “incidente cibernético” que afetou seus sistemas internos em janeiro, resultando em atrasos nas entregas. Embora a empresa tenha afirmado que não tem conhecimento de comprometimento de dados de clientes até o momento, Akira alega ter acessado informações financeiras, dados de clientes e funcionários, além de informações confidenciais. O grupo Akira, que surgiu em março de 2023, é considerado um dos mais ativos em 2025, com 769 ataques registrados, incluindo outros alvos como Zurflüh-Feller e Travelmarket A/S. No Canadá, dois ataques confirmados foram registrados em 2025, sendo o mais recente o de Ardene. A empresa, que opera mais de 300 lojas, está investigando o incidente e implementou medidas de segurança imediatas. O ataque destaca a crescente ameaça de ransomware no setor varejista canadense e a necessidade de vigilância constante contra tais incidentes.

Coreia do Sul multa marcas de luxo por falhas de segurança

A Coreia do Sul multou as marcas de moda de luxo Louis Vuitton, Christian Dior Couture e Tiffany em US$ 25 milhões por não implementarem medidas de segurança adequadas, resultando em acesso não autorizado e exposição de dados de mais de 5,5 milhões de clientes. As três marcas, parte do grupo LVMH, sofreram vazamentos de dados após hackers acessarem seu serviço de gerenciamento de clientes baseado em nuvem. O caso da Louis Vuitton envolveu um dispositivo de um funcionário infectado por malware, comprometendo dados de 3,6 milhões de clientes. A Dior foi alvo de um ataque de phishing, onde um funcionário foi enganado a conceder acesso ao sistema, expondo dados de 1,95 milhão de clientes. A Tiffany também enfrentou um ataque semelhante, mas com um impacto menor, afetando 4.600 clientes. A Comissão de Proteção de Informações Pessoais da Coreia do Sul (PIPC) destacou que as soluções SaaS não isentam as empresas de sua responsabilidade na gestão segura dos dados dos clientes. As multas foram de US$ 16,4 milhões para a Louis Vuitton, US$ 9,4 milhões para a Dior e US$ 1,85 milhão para a Tiffany.

Atores de ameaças abusam de artefatos Claude para disseminar malware

A recente pesquisa revela que atores de ameaças estão explorando artefatos gerados pelo modelo de linguagem Claude, da Antropic, e anúncios do Google em campanhas ClickFix para distribuir malware infostealer a usuários de macOS. Observou-se pelo menos duas variantes dessa atividade maliciosa, com mais de 10.000 acessos a conteúdos que orientam os usuários a executar comandos perigosos no Terminal. Os artefatos, que podem incluir instruções e guias, não são verificados quanto à precisão, o que aumenta o risco. As campanhas maliciosas direcionam os usuários a executar comandos que baixam um loader de malware, o MacSync, que exfiltra informações sensíveis do sistema. O malware se comunica com a infraestrutura de comando e controle (C2) utilizando um token codificado e um key API, disfarçando-se como atividade normal do macOS. A pesquisa indica que a mesma ameaça pode estar por trás de outras campanhas semelhantes, ampliando a preocupação sobre o uso indevido de modelos de linguagem. Especialistas recomendam que os usuários evitem executar comandos desconhecidos e verifiquem a segurança das instruções antes de qualquer execução.

Ameaças cibernéticas ao setor de defesa industrial em 2026

Um relatório do Google Threat Intelligence Group (GTIG) revela que diversos grupos patrocinados por estados, entidades hacktivistas e organizações criminosas de países como China, Irã, Coreia do Norte e Rússia estão focando suas atividades no setor de defesa industrial (DIB). As táticas observadas incluem a exploração de processos de contratação, ataques a dispositivos de ponta e riscos na cadeia de suprimentos. Os grupos têm demonstrado interesse crescente em veículos autônomos e drones, que são cada vez mais utilizados em conflitos modernos, como a guerra na Ucrânia. Entre os atores notáveis estão o APT44, que tentou extrair informações de aplicativos de mensagens criptografadas, e o UNC5125, que realizou campanhas direcionadas a operadores de drones na Ucrânia. O relatório destaca que o setor de defesa está sob um cerco constante, com intrusões frequentes e ameaças de extorsão, o que exige atenção redobrada dos profissionais de segurança cibernética.

Grupo de hackers utiliza malware CANFAIL em ataques à Ucrânia

Um novo ator de ameaças, ainda não documentado, foi identificado em ataques direcionados a organizações ucranianas, utilizando um malware chamado CANFAIL. O Google Threat Intelligence Group (GTIG) sugere que esse grupo pode estar associado a serviços de inteligência russos e tem como alvos principais instituições de defesa, governo e energia na Ucrânia. Recentemente, o grupo ampliou seu foco para incluir organizações de aeroespacial, manufatura militar, e até mesmo empresas de pesquisa nuclear e química.

Novo ransomware sequestra PCs via atalhos offline

Uma nova campanha de ransomware, identificada pelos especialistas da Forcepoint X-Labs, está causando preocupação global ao sequestrar computadores sem a necessidade de conexão com a internet. O ataque utiliza táticas de phishing, enviando e-mails com anexos que parecem legítimos, mas que na verdade são atalhos do Windows. Quando o usuário clica no arquivo, comandos maliciosos são executados em segundo plano, permitindo que o malware se infiltre no sistema. O ransomware, associado ao grupo Global Group, gera uma chave de criptografia local, bloqueando arquivos e dificultando a recuperação dos dados. O ataque é descrito como ‘silencioso’, pois não requer comunicação com servidores externos, o que aumenta a complexidade da detecção e mitigação. Além disso, um temporizador embutido no malware apaga os arquivos originais após três segundos, tornando a recuperação ainda mais desafiadora. Essa nova abordagem representa uma evolução nas técnicas de ciberataque, exigindo atenção redobrada de usuários e profissionais de segurança da informação.

Malwares utilizam trigonometria do mouse para identificar humanos

Um novo relatório da Picus Security, intitulado The Red Report 2026, revela que malwares estão adotando técnicas sofisticadas para se infiltrar em sistemas e evitar detecções. A pesquisa analisou mais de 1,1 milhão de arquivos maliciosos e 15,5 milhões de ações hackers em 2025, destacando uma mudança de foco dos ransomwares para a extração silenciosa de dados. Os hackers estão utilizando serviços confiáveis, como OpenAI e AWS, para ocultar suas atividades, e em 25% dos ataques, senhas roubadas de navegadores são usadas para se passar por usuários legítimos. O cofundador da Picus, Süleyman Özarslan, descreve essa abordagem como a de um ‘parasita digital’, onde a permanência no sistema da vítima é mais lucrativa do que a destruição. Além disso, malwares como o LummaC2 estão utilizando trigonometria para detectar a movimentação do mouse, evitando ataques quando o usuário está em ambientes de segurança. O relatório também aponta que os malwares agora possuem em média 14 capacidades maliciosas e 12 técnicas anti-antivírus, exigindo que as empresas de segurança aprimorem suas defesas.

Vazamento de dados de 21 milhões de clientes em plataforma de delivery

A plataforma brasileira Repediu, que atua no setor de delivery de alimentos, sofreu um vazamento significativo de dados, com informações de mais de 21,4 milhões de clientes expostas na dark web. Os hackers divulgaram amostras dos dados em fóruns clandestinos, revelando que informações sensíveis, como nomes completos, e-mails, números de telefone e histórico de compras, foram comprometidas. Além disso, 1,2 milhão de leads e dados de mais de 2.600 funcionários também foram afetados. O vazamento inclui arquivos com informações detalhadas que podem facilitar ataques de phishing, tornando as comunicações fraudulentas mais convincentes. O risco é elevado, pois os cibercriminosos podem usar esses dados para realizar ataques direcionados, como spear-phishing, que visam funcionários da empresa. Esse incidente destaca a vulnerabilidade das plataformas digitais e a necessidade de medidas de segurança robustas para proteger dados sensíveis dos usuários.

Hackers utilizam Gemini para criar e monitorar ciberataques

Grupos de cibercriminosos estão explorando ferramentas do Gemini para realizar ciberataques sofisticados, conforme revela uma análise do Google. Os hackers, que operam com apoio de governos como os da China, Irã, Coreia do Norte e Rússia, utilizam o Gemini para criar iscas de phishing, traduzir textos, programar e testar vulnerabilidades. Um caso notável envolveu o sequestro do perfil de um especialista em cibersegurança, que foi usado para automatizar análises de vulnerabilidades e desenvolver estratégias de ataque. Além disso, hackers iranianos têm utilizado o Gemini para criar ferramentas maliciosas personalizadas rapidamente. A automação de ataques e a personalização de malware são preocupações crescentes, pois permitem que os criminosos ampliem o alcance de suas campanhas, como as que induzem vítimas a executar comandos maliciosos através de anúncios. Embora o Gemini em si não represente uma ameaça direta, a utilização de suas ferramentas por hackers evidencia a evolução das táticas de cibercrime e a necessidade de vigilância constante por parte de usuários e empresas.

Criminal IP se integra ao IBM QRadar para inteligência em cibersegurança

A plataforma Criminal IP, que utiliza inteligência artificial para identificar ameaças cibernéticas, agora está integrada ao IBM QRadar SIEM e QRadar SOAR. Essa integração permite que equipes de segurança acessem informações externas sobre ameaças baseadas em IP diretamente nas operações de detecção, investigação e resposta do QRadar, facilitando a identificação de atividades maliciosas e a priorização de ações de resposta. Com a análise de logs de tráfego de firewall, os endereços IP são classificados em níveis de risco (alto, médio ou baixo), permitindo que as equipes de SOC monitorem o tráfego de forma mais eficaz. Além disso, a funcionalidade de investigação interativa permite que analistas acessem relatórios detalhados sobre IPs suspeitos sem sair do ambiente QRadar, acelerando a tomada de decisões. A integração também se estende ao QRadar SOAR, onde a inteligência do Criminal IP enriquece automaticamente os artefatos de resposta a incidentes. Essa abordagem melhora a precisão da detecção e reduz o tempo de investigação, destacando a importância da inteligência em tempo real em ambientes de SOC modernos.

Segurança da Cadeia de Suprimentos Atualizações no npm e Riscos Persistentes

Em dezembro de 2025, o npm implementou uma reforma significativa em seu sistema de autenticação após o incidente Sha1-Hulud, visando reduzir ataques à cadeia de suprimentos. A mudança mais notável foi a revogação de tokens clássicos, que eram longos e permanentes, substituídos por tokens de sessão de curta duração, geralmente válidos por duas horas. Além disso, o npm agora prioriza a autenticação multifator (MFA) para operações sensíveis, como a publicação de pacotes. Apesar dessas melhorias, o npm ainda enfrenta riscos, como ataques de phishing direcionados a credenciais MFA e a possibilidade de desenvolvedores criarem tokens de 90 dias com bypass de MFA. Isso significa que, se um invasor obtiver acesso ao console de um mantenedor, ele pode publicar pacotes maliciosos. Para mitigar esses riscos, o artigo sugere que o uso de OIDC (OpenID Connect) se torne padrão e que a MFA seja obrigatória para uploads de pacotes. Além disso, construir pacotes a partir de código-fonte verificável, como faz a Chainguard, poderia reduzir significativamente a superfície de ataque, já que 98,5% dos pacotes maliciosos não continham malware no código-fonte original. Portanto, embora o npm tenha dado passos importantes, a segurança da cadeia de suprimentos ainda requer atenção contínua.

Extensão maliciosa do Chrome rouba dados do Meta Business Suite

Pesquisadores de cibersegurança descobriram uma extensão maliciosa do Google Chrome chamada CL Suite, projetada para roubar dados do Meta Business Suite e do Facebook Business Manager. Lançada em março de 2025, a extensão, que possui apenas 33 usuários, promete facilitar a coleta de dados e a geração de códigos de autenticação de dois fatores (2FA). No entanto, ela também exfiltra códigos TOTP e informações sensíveis, como listas de contatos e dados analíticos, para servidores controlados por atacantes. A extensão solicita amplo acesso aos sites da Meta e Facebook, alegando que os dados permanecem locais, mas na prática, transmite informações para um backend malicioso. Embora não roube senhas diretamente, os atacantes podem usar códigos roubados de outras fontes para acessar contas. A situação é alarmante, pois mesmo com poucos usuários, a extensão pode identificar alvos valiosos para ataques subsequentes. Além disso, uma campanha separada afetou 500 mil usuários do VKontakte, com extensões que manipulam contas e forçam assinaturas em grupos maliciosos. Outra campanha, chamada AiFrame, envolve 32 extensões de IA que coletam dados sensíveis de mais de 260 mil usuários. Essas ameaças destacam a necessidade urgente de vigilância e proteção contra extensões maliciosas.

Grupo de Ameaça UAT-9921 Explora Nova Malware VoidLink

Um novo ator de ameaças, identificado como UAT-9921, tem utilizado um framework modular chamado VoidLink em campanhas direcionadas aos setores de tecnologia e serviços financeiros. De acordo com a Cisco Talos, essa ameaça pode estar ativa desde 2019, mas o uso do VoidLink parece ser recente. O malware, escrito em Zig, foi projetado para acesso furtivo a ambientes de nuvem baseados em Linux e é considerado o trabalho de um único desenvolvedor, possivelmente assistido por um modelo de linguagem grande (LLM). O VoidLink permite que os invasores instalem um comando e controle (C2) em hosts comprometidos, facilitando atividades de varredura e movimentação lateral na rede. Além disso, o framework possui mecanismos de furtividade que dificultam a detecção e a remoção. A análise sugere que o UAT-9921 pode ter conhecimento da língua chinesa, o que levanta preocupações sobre suas origens. A Cisco Talos também observou que o VoidLink pode ser utilizado para explorar vulnerabilidades em servidores internos, aumentando o risco para organizações que utilizam tecnologias vulneráveis. Com a capacidade de compilar plugins sob demanda, o VoidLink representa uma nova e significativa ameaça no cenário de cibersegurança.

ExpressVPN garante proteção de dados com certificações ISO

A ExpressVPN, conhecida por sua política de ’no-logs’, conquistou quatro certificações ISO, incluindo a ISO/IEC 27001, que atesta a gestão de segurança da informação. Essas certificações visam aumentar a confiança dos usuários, demonstrando que a empresa não apenas realiza auditorias independentes, mas também adota um rigoroso framework de governança contínua. Em seu relatório de transparência referente ao segundo semestre de 2025, a ExpressVPN revelou ter recebido mais de 1,38 milhão de solicitações de dados, mas não divulgou nenhuma informação de usuários, reforçando suas alegações de proteção de privacidade. O COO da empresa, Shay Peretz, enfatizou que a segurança deve ser uma prática diária e não um evento isolado, o que é evidenciado pelas certificações obtidas. Além da ISO/IEC 27001, a empresa também recebeu certificações para gestão da qualidade (ISO 9001) e para operações de atendimento ao cliente (ISO 18295-1 e 18295-2), o que é crucial para um serviço que depende de suporte contínuo. Essas iniciativas não alteram a funcionalidade do aplicativo, mas oferecem maior tranquilidade aos usuários em um setor onde a confiança é fundamental.

Microsoft corrige falha que bloqueava navegadores no Windows

A Microsoft anunciou a correção de um problema que afetava o serviço de controle parental Family Safety, impedindo usuários do Windows de abrir o Google Chrome e outros navegadores. O bug, identificado em junho de 2025, causava falhas no lançamento do Chrome em dispositivos com Windows 10 e 11, devido a uma ferramenta de filtragem da web que exigia aprovação dos pais para o uso de navegadores alternativos. Essa falha também bloqueava novas versões de navegadores previamente aprovados, resultando em encerramentos inesperados. A empresa confirmou que uma correção foi implementada em fevereiro de 2026, e os usuários afetados devem conectar seus dispositivos à internet para receber a atualização. Para aqueles sem acesso à internet, a ativação do recurso de ‘Relatório de Atividades’ no Family Safety permitirá que os pais aprovem novas versões de navegadores. A Microsoft está trabalhando para adicionar as versões mais recentes dos navegadores à lista de bloqueio, evitando problemas semelhantes no futuro.

Falha crítica no Bloco de Notas do Windows permite controle total do PC

Uma vulnerabilidade grave, identificada como CVE-2026-20841, foi descoberta no Bloco de Notas do Windows, permitindo que cibercriminosos assumam o controle total de computadores afetados. A falha, que se relaciona à execução remota de código, foi encontrada durante uma atualização de segurança em fevereiro de 2026, após a Microsoft ter implementado suporte ao Markdown no aplicativo. A exploração da vulnerabilidade ocorre quando um usuário abre um arquivo Markdown comprometido, que contém um link malicioso. Ao clicar nesse link, os hackers conseguem executar comandos não verificados, obtendo acesso a dados pessoais sem que o sistema emita alertas de segurança. A versão clássica do Bloco de Notas não foi afetada, mas as versões mais recentes, que possuem mais funcionalidades, estão em risco. A Microsoft já lançou uma atualização urgente para corrigir a falha, recomendando que os usuários atualizem suas versões para a 11.2510 ou superiores e mantenham cautela ao interagir com mensagens suspeitas.

Odido sofre ataque cibernético e expõe dados de 6,2 milhões de clientes

A operadora de telecomunicações holandesa Odido anunciou que foi alvo de um ataque cibernético que comprometeu os dados pessoais de aproximadamente 6,2 milhões de clientes. O incidente foi detectado no final de semana de 7 de fevereiro, levando a empresa a iniciar uma investigação com especialistas em cibersegurança. Os atacantes conseguiram acessar o sistema de contato com o cliente da Odido, permitindo o download de informações sensíveis, como endereços, números de telefone, e-mails e dados de identificação, como números de passaporte ou carteira de motorista. A empresa garantiu que informações mais críticas, como senhas e dados de cobrança, não foram afetadas. Após a descoberta do ataque, a Odido bloqueou o acesso não autorizado e notificou a Autoridade de Proteção de Dados da Holanda. A empresa está em processo de informar todos os clientes impactados e implementou medidas adicionais de segurança. Até o momento, não há evidências de que os dados tenham sido divulgados publicamente. O incidente destaca a vulnerabilidade das empresas de telecomunicações e a necessidade de robustecer as medidas de segurança para proteger informações sensíveis dos clientes.

Grupo de ransomware Qilin ataca operadora de petróleo da Romênia

A operadora nacional de oleodutos da Romênia, Conpet S.A., confirmou que foi alvo de um ataque do grupo de ransomware Qilin, que resultou no roubo de dados da empresa. Em um comunicado, a Conpet informou que a infraestrutura de TI corporativa foi comprometida, mas as operações não foram afetadas. O grupo Qilin alegou ter extraído quase 1TB de documentos, incluindo informações financeiras e dados pessoais, como nomes e números de contas bancárias. A empresa está colaborando com a Direção Nacional de Segurança Cibernética da Romênia na investigação do incidente. Embora a quantidade exata de dados roubados ainda não tenha sido determinada, a Conpet alertou que as informações comprometidas podem ser utilizadas para fraudes. A empresa aconselha os indivíduos afetados a terem cautela com solicitações urgentes de informações pessoais, recomendando a verificação da legitimidade de tais pedidos através de canais oficiais. A Conpet S.A. é uma empresa estratégica controlada pelo Ministério da Energia da Romênia, responsável pelo transporte de petróleo e gás em uma rede de oleodutos de 3.800 km.

Pesquisador revela vulnerabilidades em arquivos de atalho do Windows

Durante o Wild West Hackin’ Fest, o pesquisador de segurança Wietze Beukema apresentou várias vulnerabilidades em arquivos de atalho (.LNK) do Windows, que permitem a execução de payloads maliciosos. Beukema documentou quatro técnicas desconhecidas que manipulam esses arquivos para ocultar alvos maliciosos, enganando os usuários que verificam as propriedades do arquivo. Os arquivos LNK, introduzidos no Windows 95, utilizam um formato binário complexo que possibilita a criação de arquivos enganosos que parecem legítimos no Windows Explorer, mas que executam programas diferentes ao serem abertos. As falhas exploram inconsistências na priorização de caminhos de destino conflitantes dentro dos arquivos de atalho. A técnica mais poderosa envolve a manipulação da estrutura EnvironmentVariableDataBlock, permitindo que um alvo falso, como “invoice.pdf”, seja exibido, enquanto comandos maliciosos são executados. Apesar da gravidade das falhas, a Microsoft não as classificou como vulnerabilidades de segurança, argumentando que a exploração requer interação do usuário. Beukema, por sua vez, destacou que os usuários frequentemente ignoram avisos de segurança, o que torna esses ataques viáveis. Ele também lançou uma ferramenta de código aberto chamada “lnk-it-up” para testar e identificar arquivos LNK potencialmente maliciosos.

Vulnerabilidade crítica em BeyondTrust pode ser explorada remotamente

Uma vulnerabilidade crítica de execução remota de código pré-autenticação foi identificada nos aparelhos BeyondTrust Remote Support e Privileged Remote Access, afetando versões 25.3.1 e anteriores do Remote Support e 24.3.4 e anteriores do Privileged Remote Access. A falha, rastreada como CVE-2026-1731 e com uma pontuação CVSS de 9.9, permite que atacantes não autenticados enviem solicitações de cliente especialmente elaboradas, possibilitando a execução de comandos do sistema operacional no contexto do usuário do site. A BeyondTrust divulgou a vulnerabilidade em 6 de fevereiro de 2026, alertando que a exploração bem-sucedida pode levar a compromissos de sistema, acesso não autorizado, exfiltração de dados e interrupção de serviços. Embora a BeyondTrust tenha aplicado patches automaticamente em suas instâncias SaaS, clientes on-premise devem instalar as correções manualmente. A exploração da vulnerabilidade já está em andamento, com cerca de 11.000 instâncias expostas online, das quais aproximadamente 8.500 são implementações on-premise. Especialistas recomendam que as organizações que utilizam essas soluções apliquem as correções disponíveis imediatamente.