Cibersegurança

Microsoft corrige falha que causava atualizações indesejadas em servidores

A Microsoft anunciou a correção de um problema que fazia com que sistemas operacionais Windows Server 2019 e 2022 fossem atualizados inesperadamente para o Windows Server 2025. O problema, reconhecido pela empresa em setembro de 2024, gerou preocupações entre administradores de sistemas, pois muitos servidores foram atualizados automaticamente para uma versão para a qual não possuíam licença. A Microsoft atribuiu a falha a softwares de gerenciamento de atualizações de terceiros que estavam mal configurados, enquanto os desenvolvedores desses softwares alegaram que a questão se originou de um erro processual da Microsoft. Após mais de um ano, a empresa confirmou que o problema foi resolvido e que os clientes podem novamente verificar atualizações através do aplicativo de Configurações. Além disso, a Microsoft lançou atualizações de emergência para corrigir outros problemas, incluindo falhas de instalação e problemas de acesso a contas Microsoft em diversos aplicativos. Essa situação destaca a importância da gestão adequada de atualizações em ambientes corporativos, especialmente em relação a versões de software críticas.

OpenAI lança GPT-5.4-Cyber para cibersegurança defensiva

No dia 15 de abril de 2026, a OpenAI anunciou o lançamento do GPT-5.4-Cyber, uma versão otimizada de seu modelo mais recente, o GPT-5.4, voltada para casos de uso em cibersegurança defensiva. A empresa destacou que a utilização progressiva da inteligência artificial (IA) pode acelerar a capacidade dos defensores, permitindo que encontrem e resolvam problemas mais rapidamente na infraestrutura digital. Além disso, a OpenAI está expandindo seu programa Trusted Access for Cyber (TAC) para milhares de defensores autenticados e equipes responsáveis pela segurança de softwares críticos. Um ponto de preocupação é que tecnologias desenvolvidas para aplicações legítimas podem ser reutilizadas por agentes maliciosos para explorar vulnerabilidades em softwares amplamente utilizados. A OpenAI enfatizou a importância de democratizar o acesso a seus modelos, ao mesmo tempo em que fortalece as salvaguardas contra abusos. O modelo Codex Security da OpenAI já contribuiu para a identificação e correção de mais de 3.000 vulnerabilidades críticas. A empresa acredita que um ecossistema forte é aquele que identifica e corrige continuamente problemas de segurança durante o desenvolvimento de software.

Microsoft corrige 169 vulnerabilidades em Patch Tuesday

Na última terça-feira, a Microsoft lançou atualizações para corrigir um total recorde de 169 falhas de segurança em seu portfólio de produtos, incluindo uma vulnerabilidade que está sendo ativamente explorada. Dentre as falhas, 157 são classificadas como importantes, oito como críticas e uma como baixa. A vulnerabilidade em destaque, CVE-2026-32201, afeta o Microsoft SharePoint Server e permite que atacantes não autorizados realizem spoofing, comprometendo a integridade e a confidencialidade das informações. Além disso, a atualização inclui correções para falhas que afetam produtos não-Microsoft, como AMD e Node.js. A CISA (Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA) adicionou a CVE-2026-32201 ao catálogo de Vulnerabilidades Conhecidas Exploradas, exigindo que agências federais remediem a falha até 28 de abril de 2026. Outra vulnerabilidade crítica, CVE-2026-33824, permite execução remota de código e possui um CVSS de 9.8, representando uma séria ameaça para ambientes corporativos, especialmente aqueles que utilizam VPNs. O aumento no número de vulnerabilidades e a exploração ativa de falhas destacam a necessidade urgente de atualização e monitoramento contínuo dos sistemas.

Ataque hacker à Booking.com expõe dados sensíveis de usuários

A Booking.com confirmou que sofreu um ataque hacker em 13 de abril de 2026, resultando no vazamento de dados sensíveis de seus clientes. Informações como nomes, e-mails, telefones, endereços e detalhes de reservas foram acessadas por agentes não autorizados. Embora não haja indícios de que dados financeiros tenham sido comprometidos, a exposição de informações pessoais pode facilitar tentativas de fraudes, como phishing, onde criminosos podem se passar por funcionários de hotéis para enganar os usuários. A empresa alertou seus clientes para que fiquem atentos a contatos suspeitos que solicitem dados confidenciais fora de canais oficiais, especialmente aqueles que criam um senso de urgência. O incidente destaca a vulnerabilidade das plataformas de turismo digital, que lidam com grandes volumes de informações sensíveis, e ressalta a importância de medidas de segurança robustas, especialmente em períodos de alta demanda, como férias e festas de fim de ano.

McGraw-Hill confirma acesso não autorizado a dados internos

A empresa de educação McGraw-Hill confirmou que hackers exploraram uma configuração inadequada na plataforma Salesforce, resultando em acesso não autorizado a um conjunto limitado de dados internos. Em declaração ao BleepingComputer, a empresa afirmou que a violação não afetou suas contas do Salesforce, bancos de dados de clientes ou sistemas internos, e que os dados expostos são limitados e não sensíveis. A investigação, realizada com a ajuda de especialistas em cibersegurança, revelou que as informações não incluem números de Seguro Social, dados financeiros ou informações de estudantes. A McGraw-Hill tomou medidas imediatas para proteger as páginas afetadas e está colaborando com a Salesforce para reforçar as proteções. A situação se agrava com a ameaça do grupo de extorsão ShinyHunters, que afirma ter 45 milhões de registros do Salesforce com informações pessoais e ameaça divulgar os dados até 14 de abril, a menos que um resgate seja pago. Este incidente destaca a vulnerabilidade de organizações que utilizam plataformas amplamente adotadas, como a Salesforce, e a necessidade de vigilância contínua em relação a configurações de segurança.

Mais de 100 extensões maliciosas no Chrome visam roubar dados do Google

Pesquisadores da empresa de segurança Socket identificaram mais de 100 extensões maliciosas na Chrome Web Store que tentam roubar tokens de autenticação do Google OAuth2, implantar backdoors e realizar fraudes publicitárias. Essas extensões fazem parte de uma campanha coordenada que utiliza a mesma infraestrutura de comando e controle (C2). Os atacantes publicaram as extensões sob cinco identidades diferentes, abrangendo categorias como clientes de Telegram, jogos de azar e ferramentas de tradução. A campanha utiliza um backend central hospedado em um VPS da Contabo, com subdomínios dedicados a roubo de sessões e coleta de dados. Entre as extensões, uma se destaca por roubar sessões do Telegram a cada 15 segundos, permitindo que os atacantes troquem a conta do Telegram do usuário sem seu conhecimento. A Socket notificou o Google sobre a campanha, mas as extensões ainda estão disponíveis na loja. Os usuários são aconselhados a verificar suas extensões instaladas e desinstalar qualquer correspondência com as IDs publicadas pela Socket.

Kraken enfrenta extorsão de grupo cibernético com ameaça de vazamento

A exchange de criptomoedas Kraken revelou que um grupo criminoso está tentando extorquir a empresa, ameaçando divulgar vídeos que mostram sistemas internos que contêm dados de clientes. O Chief Security Officer da Kraken, Nick Percoco, afirmou que o incidente não comprometeu os fundos dos clientes e envolveu uma ameaça interna, com dois casos de acesso inadequado a dados limitados de clientes por funcionários de suporte. A empresa não pretende pagar ou negociar com os extorsionários. A Kraken, que opera em 190 países, iniciou uma investigação após receber uma dica sobre um vídeo que demonstrava acesso aos sistemas de suporte ao cliente. A investigação revelou que um funcionário de suporte foi recrutado pelo grupo criminoso. Embora cerca de 2.000 contas tenham sido afetadas, o acesso exposto se limitou a dados de suporte ao cliente. A Kraken está colaborando com as autoridades federais para processar os envolvidos e reforçou suas medidas de segurança. Este incidente destaca a crescente preocupação com ameaças internas e recrutamento malicioso, um problema que afeta não apenas a Kraken, mas também outras exchanges de criptomoedas, como evidenciado pelo caso da Coinbase, que sofreu um vazamento de dados após suborno de funcionários de uma agência de suporte.

Microsoft implementa novas proteções contra ataques de phishing em RDP

A Microsoft anunciou novas proteções no Windows para combater ataques de phishing que utilizam arquivos de conexão Remote Desktop Protocol (RDP). Esses arquivos são frequentemente usados em ambientes corporativos para conectar sistemas remotos, mas têm sido explorados por grupos de hackers, como o APT29, para roubar dados e credenciais. Com as atualizações cumulativas de abril de 2026 para Windows 10 e 11, a Microsoft introduziu um aviso educativo que aparece na primeira vez que um usuário abre um arquivo RDP, alertando sobre os riscos associados. Além disso, ao tentar abrir arquivos RDP, os usuários agora verão um diálogo de segurança que informa se o arquivo é assinado por um editor verificado e lista as redireções de recursos locais, todas desativadas por padrão. Se o arquivo não for assinado, um aviso de ‘Cuidado: Conexão remota desconhecida’ será exibido. Essas medidas visam proteger os usuários de acessos não autorizados e roubo de informações. A Microsoft recomenda que administradores mantenham essas proteções ativadas, dada a história de abusos associados a arquivos RDP.

Vulnerabilidades críticas no Composer podem permitir execução de comandos

Duas vulnerabilidades de alta severidade foram identificadas no Composer, um gerenciador de pacotes para PHP, que podem permitir a execução arbitrária de comandos. As falhas, classificadas como CVE-2026-40176 e CVE-2026-40261, afetam o driver do Perforce VCS (software de controle de versão). A primeira vulnerabilidade (CVE-2026-40176) resulta de uma validação inadequada de entrada, permitindo que um atacante controle a configuração de um repositório malicioso para injetar comandos. A segunda (CVE-2026-40261) é causada por uma falta de escape adequado, permitindo a injeção de comandos através de referências de origem manipuladas. Ambas as falhas podem ser exploradas mesmo que o Perforce VCS não esteja instalado. As versões afetadas incluem Composer >= 2.3 e < 2.9.6, além de >= 2.0 e < 2.2.27, com correções disponíveis nas versões 2.9.6 e 2.2.27, respectivamente. Recomenda-se que os usuários inspecionem os arquivos composer.json antes de executar o Composer e utilizem apenas repositórios confiáveis. Embora a Composer tenha verificado o Packagist.org e não encontrado evidências de exploração ativa, a publicação de metadados de origem do Perforce foi desativada como precaução.

Aplicativo malicioso do Ledger Live drena US 9,5 milhões em cripto

Um aplicativo malicioso do Ledger Live para macOS, disponível na Apple App Store, causou perdas de aproximadamente US$ 9,5 milhões em criptomoedas para 50 vítimas em poucos dias. Os usuários que baixaram o aplicativo falso foram enganados a inserir suas frases de recuperação, permitindo que os atacantes acessassem totalmente suas carteiras e transferissem ativos digitais para endereços externos sob seu controle. O investigador de blockchain ZachXBT relatou que os atacantes utilizaram diversos endereços de carteira para receber fundos em várias blockchains, incluindo Bitcoin, Ethereum, Tron, Solana e Ripple. Os valores roubados foram lavados através de mais de 150 endereços de depósito na KuCoin, uma plataforma de câmbio, que está sob suspeita de violar leis de combate à lavagem de dinheiro. Embora a Apple tenha removido o aplicativo após múltiplos relatos de usuários, 50 pessoas já haviam perdido suas criptomoedas. É importante ressaltar que a Ledger oferece um aplicativo para Mac em seu site, mas não na App Store, onde apenas uma versão compatível com iOS está disponível. Esse incidente destaca a vulnerabilidade dos usuários a aplicativos maliciosos e a necessidade de cautela ao baixar softwares relacionados a criptomoedas.

Novo trojan de acesso remoto Mirax ataca países de língua espanhola

O trojan de acesso remoto (RAT) Mirax, direcionado a dispositivos Android, tem sido identificado em campanhas que visam países de língua espanhola, alcançando mais de 220 mil contas em plataformas como Facebook e Instagram. Segundo a empresa de prevenção a fraudes online Cleafy, o Mirax permite que atacantes interajam em tempo real com dispositivos comprometidos, além de transformar esses dispositivos em nós de proxy residenciais, utilizando o protocolo SOCKS5. Essa funcionalidade permite que os criminosos contornem restrições geográficas e aumentem sua anonimidade durante atividades fraudulentas.

Fraude publicitária utiliza IA e envenenamento de busca

Pesquisadores de cibersegurança revelaram um novo esquema de fraude publicitária que utiliza técnicas de envenenamento de busca (SEO) e conteúdo gerado por inteligência artificial (IA) para disseminar notícias enganosas no feed do Google Discover. Nomeada de Pushpaganda pela equipe de pesquisa da HUMAN, a campanha tem como alvo usuários de Android e Chrome, enganando-os para que ativem notificações de navegador que levam a scareware e fraudes financeiras. Durante seu pico, cerca de 240 milhões de solicitações de lances foram associadas a 113 domínios relacionados à campanha, que inicialmente focou na Índia, mas se expandiu para regiões como EUA, Austrália, Canadá, África do Sul e Reino Unido. Os pesquisadores destacam que os golpistas atraem usuários para histórias falsas, forçando-os a habilitar notificações que enviam ameaças legais falsas e fraudes. Essa técnica não é nova, mas a combinação com IA a torna mais eficaz. A HUMAN também identificou uma rede de mais de 3.000 domínios e 63 aplicativos Android que constituem um dos maiores mercados de lavagem de fraude publicitária já descobertos, reforçando a necessidade de monitoramento contínuo e inteligência de ameaças para mitigar esses riscos.

Google integra parser DNS baseado em Rust para aumentar segurança

O Google anunciou a integração de um parser DNS baseado em Rust no firmware do modem, como parte de suas iniciativas para aumentar a segurança dos dispositivos Pixel, especialmente o Pixel 10. Essa mudança visa mitigar uma classe inteira de vulnerabilidades associadas a linguagens de programação não seguras, como C, que podem levar a acessos indevidos à memória e execução remota de código. Jiacheng Lu, engenheiro de software da equipe Pixel, destacou que essa implementação não só reduz os riscos de segurança, mas também estabelece um precedente para a adoção de código seguro em outras áreas. O parser DNS é crucial, pois sustenta as comunicações celulares modernas, e sua implementação em Rust diminui as superfícies de ataque relacionadas à segurança da memória. O Google utilizou a biblioteca ‘hickory-proto’ para essa implementação e desenvolveu ferramentas personalizadas para gerenciar dependências. Embora o crate Rust não seja otimizado para sistemas com restrições de memória, a empresa planeja otimizações futuras. Essa iniciativa é parte de um esforço contínuo para fortalecer a segurança do modem contra ataques, especialmente aqueles que exploram vulnerabilidades de segurança de memória, como os buffer overflows.

CISA adiciona novas vulnerabilidades exploradas ativamente ao catálogo

A Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA (CISA) incluiu recentemente seis novas vulnerabilidades em seu catálogo de Vulnerabilidades Conhecidas Exploited (KEV), destacando a exploração ativa dessas falhas. Entre as vulnerabilidades, a CVE-2026-21643, com uma pontuação CVSS de 9.1, refere-se a uma falha de injeção SQL no Fortinet FortiClient EMS, permitindo que atacantes não autenticados executem comandos não autorizados. Outras vulnerabilidades significativas incluem a CVE-2023-21529, que afeta o Microsoft Exchange Server e pode permitir a execução remota de código por atacantes autenticados. A CISA alertou que agências federais devem aplicar correções até 27 de abril de 2026, devido à natureza crítica dessas falhas. A detecção de tentativas de exploração da CVE-2026-21643 desde março de 2026 e o uso da CVE-2023-21529 por um grupo de ameaças conhecido como Storm-1175 para disseminar ransomware Medusa, ressaltam a urgência da situação. Embora três das vulnerabilidades listadas não tenham relatos públicos de exploração, a situação exige atenção imediata das organizações para evitar possíveis comprometimentos.

Vulnerabilidade crítica no ShowDoc é explorada ativamente

Uma vulnerabilidade crítica, identificada como CVE-2025-0520, afeta o ShowDoc, um serviço de gerenciamento e colaboração de documentos amplamente utilizado na China. Com uma pontuação CVSS de 9.4, a falha permite o upload irrestrito de arquivos, possibilitando que atacantes façam upload de arquivos PHP maliciosos e executem código remotamente. A vulnerabilidade foi descoberta em versões anteriores à 2.8.7 do ShowDoc, que foi corrigida em outubro de 2020. No entanto, novas informações indicam que a exploração ativa dessa falha começou recentemente, com ataques observados em um honeypot nos EUA. Dados da VulnCheck mostram que existem mais de 2.000 instâncias do ShowDoc online, a maioria delas na China. Diante disso, é altamente recomendável que os usuários atualizem para a versão mais recente do software, a 3.8.1, para garantir proteção adequada contra essa ameaça.

Campanha de Extensões Maliciosas do Chrome Rouba Dados de Usuários

Pesquisadores de cibersegurança descobriram uma nova campanha envolvendo 108 extensões do Google Chrome que se comunicam com a mesma infraestrutura de comando e controle (C2) para coletar dados de usuários e permitir abusos no navegador. Essas extensões, publicadas sob cinco identidades distintas, acumulam cerca de 20.000 instalações na Chrome Web Store. A análise revelou que 54 extensões roubam identidades de contas do Google via OAuth2, enquanto 45 possuem uma porta dos fundos universal que abre URLs arbitrárias ao iniciar o navegador. Além disso, algumas extensões exfiltram sessões do Telegram a cada 15 segundos e injetam anúncios e scripts maliciosos em páginas visitadas. As extensões se disfarçam como ferramentas legítimas, como clientes do Telegram e jogos, mas na verdade capturam informações de sessão e injetam códigos maliciosos. Os usuários são aconselhados a remover essas extensões imediatamente e a desconectar suas sessões do Telegram. A análise de código revelou comentários em russo, sugerindo uma possível origem russa para os operadores.

Análise revela aumento alarmante em vulnerabilidades críticas em 2026

Um estudo recente da OX Security analisou 216 milhões de descobertas de segurança em 250 organizações ao longo de 90 dias, revelando um aumento significativo nas vulnerabilidades críticas. O volume de alertas cresceu 52% em relação ao ano anterior, enquanto os riscos críticos aumentaram quase 400%. Essa disparidade é atribuída ao uso crescente de ferramentas de desenvolvimento assistidas por inteligência artificial (IA), que geram um ‘gap de velocidade’, onde a complexidade das falhas de segurança aumenta mais rapidamente do que os fluxos de trabalho de remediação conseguem acompanhar.

OpenAI revoga certificados de assinatura após ataque à cadeia de suprimentos

A OpenAI anunciou a rotação de seus certificados de assinatura de código para macOS após um ataque à cadeia de suprimentos que comprometeu um pacote Axios. No dia 31 de março de 2026, um fluxo de trabalho legítimo da empresa baixou e executou uma versão comprometida do pacote Axios (1.14.1), que foi utilizada para implantar malware em dispositivos. Embora a investigação não tenha encontrado evidências de que o certificado de assinatura foi comprometido, a OpenAI decidiu tratá-lo como potencialmente vulnerável e revogá-lo por precaução. Os usuários de macOS devem atualizar seus aplicativos OpenAI para versões assinadas com o novo certificado, pois as versões antigas podem parar de funcionar a partir de 8 de maio de 2026. O ataque foi atribuído a atores de ameaças da Coreia do Norte, que usaram engenharia social para comprometer a conta de um mantenedor do projeto e publicar versões maliciosas do pacote. A OpenAI está colaborando com a Apple para garantir que nenhum software futuro possa ser notariado com o certificado antigo.

Hackers acessam dados de 1 milhão de clientes da Basic-Fit na Europa

A Basic-Fit, uma das maiores redes de academias da Europa, sofreu uma violação de segurança que comprometeu informações pessoais de aproximadamente um milhão de seus clientes. A empresa, que opera mais de 1.700 clubes em 12 países, incluindo Países Baixos, Bélgica, França, Espanha e Alemanha, confirmou que os dados acessados incluem endereços físicos, e-mails, números de telefone, datas de nascimento e detalhes bancários. A empresa notificou a autoridade de proteção de dados e afirmou que o acesso não autorizado foi detectado rapidamente, sendo contido em minutos. No entanto, uma investigação revelou que os dados foram extraídos antes da contenção. A Basic-Fit assegurou que os dados dos clientes das franquias não foram expostos, pois estão armazenados em sistemas separados. A empresa também destacou que não houve acesso a documentos de identificação ou senhas de contas. Embora a investigação não tenha encontrado evidências de que os dados tenham sido vazados online, a Basic-Fit continuará monitorando a situação com a ajuda de especialistas externos. Este incidente levanta preocupações sobre a segurança de dados e a conformidade com a legislação de proteção de dados na União Europeia.

Instituições financeiras da América Latina sob ataque do JanelaRAT

O malware JanelaRAT, uma variante modificada do BX RAT, tem se tornado uma ameaça crescente para bancos e instituições financeiras na América Latina, especialmente no Brasil e no México. Este trojan é projetado para roubar dados financeiros e de criptomoedas, monitorar entradas do mouse, registrar teclas digitadas, capturar telas e coletar metadados do sistema. A Kaspersky reportou que, em 2025, foram registrados 14.739 ataques no Brasil e 11.695 no México, embora o número de compromissos bem-sucedidos ainda seja desconhecido. O JanelaRAT utiliza um mecanismo de detecção de barra de título personalizado para identificar sites de interesse nos navegadores das vítimas e executar ações maliciosas. A distribuição do malware ocorre principalmente através de arquivos MSI falsificados que se disfarçam como software legítimo. Após a execução, o malware estabelece comunicação com um servidor de comando e controle (C2) e monitora as atividades da vítima, visando interações bancárias sensíveis. O JanelaRAT é capaz de realizar uma série de ações, como capturar telas, simular cliques e até mesmo manipular o Gerenciador de Tarefas do Windows para evitar detecção. Dada a sofisticação e a evolução contínua das campanhas de JanelaRAT, a ameaça representa um risco significativo para a segurança cibernética das instituições financeiras na região.

Golpistas usam cobrança falsa para enganar eleitores em 2026

Em um cenário de eleições em 2026 no Brasil, golpistas estão utilizando mensagens fraudulentas para enganar cidadãos, simulando cobranças para regularização eleitoral. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) alertou sobre campanhas de phishing que se aproveitam da urgência do processo eleitoral. As mensagens, que chegam principalmente pelo WhatsApp, informam sobre supostas irregularidades no título de eleitor, exigindo um pagamento para regularização. Os criminosos se passam pelo TSE, utilizando uma linguagem alarmante e links fraudulentos que levam a armadilhas financeiras. O TSE reforça que não realiza cobranças por mensagens e que a regularização é um serviço gratuito, acessível apenas por canais oficiais. Para se proteger, os cidadãos devem evitar clicar em links desconhecidos e nunca fornecer dados pessoais ou financeiros. A consulta sobre a situação eleitoral deve ser feita exclusivamente através do site ou do aplicativo e-Título, garantindo assim a segurança das informações pessoais.

OpenAI descobre vulnerabilidade que afeta aplicativos em dispositivos Apple

A OpenAI anunciou a descoberta de uma vulnerabilidade em seu fluxo de trabalho do GitHub Actions, que comprometeu diversos aplicativos para macOS, incluindo o ChatGPT Desktop e Codex. A falha permitiu que hackers explorassem um pacote malicioso chamado Axios, que corrompia os aplicativos da empresa. Apesar do incidente, a OpenAI garantiu que não houve exposição de dados de usuários nem danos aos seus sistemas internos. Como medida de precaução, a empresa está revogando e substituindo o certificado de segurança dos aplicativos afetados, que agora serão bloqueados pelas proteções do macOS. O incidente ocorreu em um contexto de crescente preocupação com ataques de supply chain, especialmente após um ataque atribuído a um grupo hacker norte-coreano. A OpenAI está implementando medidas adicionais para proteger seus processos de certificação de aplicativos, destacando a importância de segurança em fluxos de trabalho de desenvolvimento de software.

Novo infostealer Storm representa ameaça crescente à segurança digital

O infostealer Storm, que surgiu em redes de cibercrime em 2026, marca uma nova fase na evolução do roubo de credenciais. Por menos de mil dólares mensais, operadores podem acessar um software que coleta credenciais de navegadores, cookies de sessão e dados de carteiras de criptomoedas, enviando tudo para servidores controlados pelos atacantes. A mudança na abordagem se deve à introdução da App-Bound Encryption no Chrome, dificultando a decriptação local e levando os desenvolvedores a optar pela decriptação em servidores. O Storm é capaz de lidar com navegadores baseados em Chromium e Gecko, coletando dados essenciais para restaurar sessões comprometidas e acessar plataformas SaaS sem alertar sobre a violação. A coleta de dados inclui senhas salvas, cookies de sessão e informações de contas, permitindo que um único navegador comprometido forneça acesso a múltiplos serviços. O artigo destaca a automação do processo de restauração de sessões, que torna o ataque ainda mais eficiente. Com um modelo de assinatura acessível, o Storm representa uma ameaça significativa, especialmente para empresas que utilizam serviços amplamente adotados como Google e Microsoft 365.

Modelo de IA da Anthropic descobre vulnerabilidades críticas

Recentemente, o modelo Mythos Preview da Anthropic foi restringido após descobrir e explorar vulnerabilidades zero-day em todos os principais sistemas operacionais e navegadores. Especialistas, como Wendi Whitmore da Palo Alto Networks, alertam que capacidades semelhantes podem se proliferar em breve. O relatório global de ameaças da CrowdStrike de 2026 revela que o tempo médio de exploração de crimes cibernéticos é de apenas 29 minutos, enquanto a Mandiant aponta que o tempo de transferência entre adversários caiu para 22 segundos.

Vulnerabilidades críticas e ataques cibernéticos em destaque

O cenário de cibersegurança apresenta uma série de ameaças críticas, incluindo uma vulnerabilidade zero-day no Adobe Acrobat Reader, identificada como CVE-2026-34621, que permite a execução de código malicioso ao abrir PDFs manipulados. Essa falha, com um CVSS de 8.6, está sendo ativamente explorada desde dezembro de 2025, levando a Adobe a lançar atualizações de emergência. Além disso, um grupo de hackers ligado ao Irã tem atacado sistemas de controle industrial nos EUA, causando interrupções operacionais significativas. Outro ponto alarmante é o uso de modelos de IA, como o Mythos da Anthropic, que podem gerar exploits de forma autônoma, aumentando a capacidade de ataque de grupos maliciosos. A operação de desmantelamento do botnet APT28, que explorava vulnerabilidades em roteadores, também destaca a complexidade das ameaças atuais. Por fim, um ataque sofisticado de um grupo norte-coreano resultou no roubo de $285 milhões em ativos digitais, evidenciando a crescente habilidade de atores estatais em realizar operações de espionagem e roubo. Esses eventos ressaltam a necessidade urgente de vigilância e atualização das defesas cibernéticas.

Comprometimento de biblioteca Axios afeta segurança de aplicativos macOS

Recentemente, a OpenAI revelou que um fluxo de trabalho do GitHub Actions utilizado para assinar seus aplicativos macOS resultou no download da biblioteca maliciosa Axios, embora não tenha havido comprometimento de dados de usuários ou sistemas internos. O incidente ocorreu em 31 de março e foi atribuído a um grupo de hackers norte-coreano conhecido como UNC1069, que comprometeu a conta de um mantenedor do pacote npm para inserir versões contaminadas da biblioteca. Essas versões continham uma dependência maliciosa chamada ‘plain-crypto-js’, que implantava um backdoor cross-platform chamado WAVESHAPER.V2, afetando sistemas Windows, macOS e Linux.

Grupo de hackers norte-coreano APT37 lança campanha de engenharia social

O grupo de hackers norte-coreano APT37, também conhecido como ScarCruft, foi identificado em uma nova campanha de engenharia social que utiliza o Facebook como plataforma de ataque. Os cibercriminosos criaram contas falsas para se conectar com alvos, estabelecendo uma relação de confiança antes de mover a conversa para o Messenger. A estratégia inclui o uso de um software malicioso disfarçado de visualizador de PDF, alegando ser necessário para acessar documentos militares criptografados. O software comprometido é uma versão adulterada do Wondershare PDFelement, que, ao ser executado, ativa um código malicioso que permite o controle remoto do dispositivo da vítima. Além disso, a campanha utiliza uma infraestrutura legítima, mas comprometida, para comandos e controle, aproveitando um site de serviços imobiliários japonês. O malware, chamado RokRAT, é disfarçado como uma imagem JPG e permite que os atacantes capturem informações do sistema e realizem comandos remotamente, enquanto evita a detecção por programas de segurança. Essa abordagem sofisticada e evasiva destaca a evolução das táticas de ataque do APT37, que continua a adaptar suas estratégias de entrega e execução.

Novas regras da FCC podem deixar milhões com roteadores obsoletos

As novas regras da FCC (Comissão Federal de Comunicações dos EUA) visam aumentar a segurança das redes ao exigir que todos os novos roteadores não fabricados nos EUA obtenham uma autorização antes de serem vendidos. Essa medida surge em resposta a vulnerabilidades de segurança em roteadores estrangeiros, que têm sido alvo de ciberataques recentes. No entanto, 71% dos lares americanos utilizam roteadores fornecidos por provedores de internet (ISPs), que geralmente não atualizam o hardware a menos que seja estritamente necessário. Isso significa que muitos consumidores não têm a opção de adquirir roteadores mais seguros, pois dependem do equipamento fornecido pelos ISPs. A falta de uma cadeia de suprimentos para roteadores fabricados nos EUA complica ainda mais a situação, pois os ISPs não têm incentivos para substituir equipamentos antigos e vulneráveis. Além disso, a nova regra pode atrasar a adoção de tecnologias mais recentes, como Wi-Fi 6E e Wi-Fi 7, uma vez que os provedores enfrentam dificuldades para cumprir as novas exigências. Assim, a intenção da FCC de melhorar a segurança pode, paradoxalmente, resultar em um aumento do uso de roteadores obsoletos e inseguros.

8 sinais para identificar um deepfake quando ferramentas falham

Com o avanço das ferramentas de inteligência artificial, a identificação de deepfakes se tornou uma tarefa desafiadora. O artigo do Canaltech apresenta oito sinais que podem ajudar os usuários a reconhecer conteúdos manipulados. O primeiro passo é analisar o contexto da imagem ou vídeo, verificando a origem e a credibilidade da fonte. Em seguida, é importante observar movimentos humanos estranhos, sincronia facial e inconsistências na iluminação e textura da pele. O áudio também deve ser analisado, pois deepfakes frequentemente apresentam vozes artificiais e mecânicas. Além disso, recomenda-se realizar buscas reversas para confirmar a autenticidade do conteúdo. O artigo alerta que apelos emocionais, como urgência ou medo, são frequentemente utilizados em fraudes com deepfakes. Por fim, o uso de ferramentas de detecção pode ser útil, mas deve ser combinado com a análise humana. A conscientização sobre esses sinais é essencial para evitar enganos em um ambiente digital cada vez mais complexo.

Vulnerabilidade crítica no Marimo permite execução remota de código

Uma vulnerabilidade crítica foi descoberta na plataforma de notebooks reativos Marimo, permitindo a execução remota de código sem autenticação. A falha, identificada como CVE-2026-39987, afeta as versões 0.20.4 e anteriores e recebeu uma pontuação crítica de 9.3 de 10 pela GitHub. A exploração começou apenas 10 horas após a divulgação pública da falha, com atacantes utilizando informações do aviso do desenvolvedor para realizar operações de exfiltração de dados sensíveis. A vulnerabilidade se origina do endpoint WebSocket ‘/terminal/ws’, que expõe um terminal interativo sem as devidas verificações de autenticação, permitindo que qualquer cliente não autenticado se conecte e execute comandos. O Marimo é amplamente utilizado por cientistas de dados e desenvolvedores, com 20.000 estrelas no GitHub. Os desenvolvedores lançaram a versão 0.23.0 para corrigir a falha, recomendando que os usuários atualizem imediatamente e monitorem as conexões WebSocket. Caso a atualização não seja viável, a recomendação é bloquear o acesso ao endpoint vulnerável.

Grupo de hackers compromete site da CPUID para distribuir malware

Um grupo de hackers desconhecidos comprometeu o site da CPUID, conhecido por hospedar ferramentas de monitoramento de hardware como CPU-Z e HWMonitor, por menos de 24 horas. O ataque ocorreu entre 9 e 10 de abril de 2026, quando os links para download dos instaladores foram substituídos por URLs maliciosas. A CPUID confirmou a violação, que foi atribuída a uma falha em uma API secundária, permitindo que o site exibisse links maliciosos. O malware distribuído incluía um trojan de acesso remoto chamado STX RAT, que possui capacidades de roubo de informações e controle remoto. Os atacantes utilizaram uma técnica de side-loading de DLL, onde um executável legítimo foi combinado com uma DLL maliciosa chamada ‘CRYPTBASE.dll’. A Kaspersky identificou mais de 150 vítimas, principalmente indivíduos, mas também organizações em setores como varejo e telecomunicações, com a maioria das infecções ocorrendo no Brasil, Rússia e China. O uso de uma cadeia de infecção já conhecida pelos atacantes foi considerado um erro grave, facilitando a detecção do comprometimento.

O que fazer se sua chave Pix vazar guia para agir rápido e se proteger

O Pix, sistema de pagamento instantâneo implementado pelo Banco Central em 2020, trouxe agilidade nas transações financeiras, mas também aumentou a vulnerabilidade a fraudes digitais. O vazamento de chaves Pix pode ocorrer devido a violações de segurança em sistemas de empresas, expondo dados como nome, CPF, instituição bancária e informações da conta. Embora a exposição não signifique que a conta foi invadida, aumenta o risco de fraudes, como golpes de engenharia social e solicitações de devolução de valores indevidos. Para se proteger, é crucial agir rapidamente: acompanhar comunicações oficiais do banco, ignorar contatos não oficiais, revisar senhas e monitorar movimentações da conta. Além disso, recomenda-se o uso de chaves aleatórias, revisão de limites de transação e ativação de notificações para detectar atividades suspeitas. O artigo destaca a importância de estar atento a sinais de golpes, como urgência exagerada e pedidos de confirmação de dados, para evitar prejuízos financeiros.

Operação internacional identifica 20 mil vítimas de fraudes com criptomoedas

Uma ação internacional de combate à fraude, liderada pela Agência Nacional do Crime do Reino Unido (NCA), revelou mais de 20.000 vítimas de fraudes com criptomoedas no Canadá, Reino Unido e Estados Unidos. A operação, chamada ‘Operação Atlantic’, ocorreu no mês passado e envolveu a NCA, o Serviço Secreto dos EUA, a Polícia Provincial de Ontário e a Comissão de Valores Mobiliários de Ontário, além de parceiros do setor privado. Durante a operação, foram congelados mais de 12 milhões de dólares em lucros criminosos provenientes de ataques de ‘phishing de aprovação’, onde golpistas enganam as vítimas para obter acesso às suas carteiras de criptomoedas. Também foram identificados mais de 45 milhões de dólares em criptomoedas roubadas relacionadas a esquemas de fraude em todo o mundo. A NCA destacou que a colaboração entre o setor público e privado foi fundamental para o sucesso da operação, que ajudou a proteger milhares de vítimas e interromper redes de fraude. Além disso, o FBI, em uma operação paralela chamada ‘Operação Level Up’, identificou mais de 8.000 vítimas de fraudes de investimento em criptomoedas, com perdas estimadas em mais de 511 milhões de dólares. O relatório de crimes na internet de 2025 do FBI revelou um aumento significativo nas queixas relacionadas a fraudes com criptomoedas, totalizando 61.559 reclamações e perdas de 7,228 bilhões de dólares em 2024.

Sistema de Vigilância Global Baseado em Publicidade é Revelado

Um novo relatório do Citizen Lab revela que o sistema de vigilância global Webloc, desenvolvido pela empresa israelense Cobwebs Technologies e agora vendido pela Penlink, está sendo utilizado por diversas agências de segurança, incluindo a polícia nacional de El Salvador e departamentos de polícia nos EUA. O Webloc permite o monitoramento de até 500 milhões de dispositivos móveis, coletando dados de localização, identificadores de dispositivos e informações pessoais através de aplicativos móveis e publicidade digital. A ferramenta é vendida como um complemento ao sistema de inteligência de mídia social Tangles e pode rastrear a localização e os movimentos de indivíduos por até três anos. A Penlink, que afirma seguir as leis de privacidade dos EUA, foi acusada de operar sem mandados, levantando preocupações sobre a legalidade e a ética do uso dessa tecnologia. O relatório também destaca a conexão da Cobwebs com o fornecedor de spyware Quadream, aumentando as preocupações sobre a privacidade e a segurança de dados em um contexto global. O uso de sistemas de vigilância desse tipo pode ter implicações significativas para a conformidade com a LGPD no Brasil, especialmente considerando a coleta de dados sem consentimento explícito.

OpenAI lança nova assinatura Pro para ChatGPT a 100

A OpenAI anunciou a introdução de uma nova assinatura Pro para o ChatGPT, com custo de $100, alinhando-se ao modelo de preços da Anthropic. Anteriormente, a OpenAI oferecia três níveis de assinatura: Go a aproximadamente $8, Plus a $20 e uma opção mais cara a $200. A nova assinatura Pro visa atender profissionais que utilizam a inteligência artificial para trabalhos complexos e de alto risco, oferecendo limites de uso significativamente maiores em comparação ao plano Plus. A estrutura atual de preços da OpenAI agora inclui: Plus a $20 para uso leve, Pro a $100 para projetos reais com limites cinco vezes maiores que o Plus, e Pro a $200 para cargas de trabalho intensivas, com limites 20 vezes superiores. Todos os planos Pro oferecem acesso a recursos avançados, como pesquisa aprofundada, criação de imagens e upload de arquivos. Embora a OpenAI afirme que o plano Pro inclui acesso ilimitado ao GPT-5 e modelos legados, isso é condicionado às políticas típicas de ‘Termos de Uso’, que incluem restrições sobre compartilhamento de contas. Essa mudança reflete uma estratégia da OpenAI para atrair codificadores e empresas, semelhante à abordagem da Anthropic.

Google disponibiliza criptografia de ponta a ponta no Gmail para dispositivos móveis

O Google anunciou que a criptografia de ponta a ponta (E2EE) para o Gmail agora está disponível em todos os dispositivos Android e iOS. Essa nova funcionalidade permite que usuários empresariais leiam e compõem e-mails de forma segura, sem a necessidade de ferramentas adicionais. A partir desta semana, mensagens criptografadas serão entregues como e-mails normais nas caixas de entrada dos destinatários que utilizam o aplicativo Gmail. Para aqueles que não possuem o aplicativo, é possível acessar as mensagens em um navegador, independentemente do dispositivo ou serviço de e-mail utilizado.

Grupo de cibercriminosos rouba salários de funcionários canadenses

O grupo de cibercriminosos conhecido como Storm-2755 está realizando ataques direcionados a funcionários canadenses, roubando seus pagamentos salariais após sequestrar suas contas. Os atacantes utilizam páginas de login maliciosas do Microsoft 365 para roubar tokens de autenticação e cookies de sessão, redirecionando as vítimas para domínios que hospedam formulários falsos. Essa técnica permite que eles contornem a autenticação multifatorial (MFA) ao reproduzir tokens de sessão roubados, evitando a necessidade de reautenticação. Após acessar as contas, os criminosos criam regras de caixa de entrada para ocultar mensagens de recursos humanos relacionadas a depósitos diretos, dificultando a percepção das vítimas. Em seguida, enviam e-mails fraudulentos para a equipe de RH, solicitando a atualização das informações bancárias. Caso as táticas de engenharia social falhem, os atacantes acessam diretamente plataformas de software de RH, como o Workday, para alterar manualmente os dados de depósito. Para mitigar esses ataques, a Microsoft recomenda bloquear protocolos de autenticação legados e implementar MFA resistente a phishing. O FBI registrou mais de 24.000 queixas de fraudes relacionadas a compromissos de e-mail empresarial (BEC) no ano passado, resultando em perdas superiores a US$ 3 bilhões, evidenciando a gravidade dessa ameaça.

Hackers comprometem API do CPUID e distribuem malware

Recentemente, hackers conseguiram acessar a API do projeto CPUID, alterando os links de download no site oficial para direcionar usuários a executáveis maliciosos das populares ferramentas CPU-Z e HWMonitor. Essas utilidades, utilizadas por milhões para monitorar a saúde do hardware do computador, foram afetadas por um ataque que redirecionava downloads para uma versão trojanizada do HWiNFO, um software de diagnóstico de outro desenvolvedor. O arquivo malicioso, chamado HWiNFO_Monitor_Setup, apresenta um instalador russo, o que levanta suspeitas. Embora os arquivos originais ainda estivessem disponíveis através de URLs diretas, os links de distribuição estavam comprometidos. Pesquisadores confirmaram que o malware é sofisticado, utilizando técnicas avançadas para evitar detecções de antivírus e sistemas de resposta a incidentes. O CPUID informou que a violação ocorreu por cerca de seis horas entre 9 e 10 de abril, durante a ausência do desenvolvedor principal. Após a descoberta, a empresa corrigiu o problema e agora fornece versões limpas das ferramentas. Este incidente destaca a vulnerabilidade de softwares amplamente utilizados e a necessidade de vigilância constante na segurança cibernética.

Modelo de Defesa em Cibersegurança Precisa de Mudanças Urgentes

Um novo estudo da Qualys revela que o modelo operacional de segurança cibernética está falhando em proteger as organizações. A análise de vulnerabilidades exploradas pela CISA nos últimos quatro anos mostra que 63% das vulnerabilidades críticas permanecem abertas após sete dias, um aumento em relação a 56%. Apesar de um esforço significativo das equipes de segurança, que fecharam 400 milhões de eventos de vulnerabilidade a mais anualmente, a velocidade de exploração das falhas está superando a de remediação. O estudo destaca que 88% das vulnerabilidades armadas foram corrigidas mais lentamente do que foram exploradas, com exemplos como o Spring4Shell, que foi explorado dois dias antes de sua divulgação, enquanto a média de remediação levou 266 dias. A pesquisa sugere que a verdadeira métrica de risco deve ser a exposição cumulativa, não apenas a contagem de CVEs. Para enfrentar essa nova realidade, as organizações precisam adotar operações de risco autônomas e fechadas, que integrem inteligência artificial para acelerar a resposta a ameaças. O artigo conclui que o tempo para exploração não voltará a números positivos e que o volume de vulnerabilidades continuará a crescer, exigindo uma reavaliação urgente das estratégias de defesa.

Hackers iranianos atacam infraestrutura crítica dos EUA

Hackers vinculados ao Irã têm como alvo redes de infraestrutura crítica dos EUA, focando em controladores lógicos programáveis (PLCs) da Rockwell Automation. Um aviso conjunto de agências federais dos EUA revelou que esses ataques, que começaram em março de 2026, resultaram em interrupções operacionais e perdas financeiras significativas. A atividade maliciosa inclui a extração de arquivos de projeto e manipulação de dados em displays HMI e SCADA. A empresa de cibersegurança Censys identificou que 74,6% dos mais de 5.200 sistemas de controle industrial expostos online são de origem americana, com 3.891 dispositivos vulneráveis. Para mitigar esses riscos, recomenda-se que os defensores de rede utilizem firewalls, desconectem os PLCs da Internet e implementem autenticação multifatorial. Essa campanha de ataques segue um padrão de ações semelhantes de grupos de hackers iranianos, que anteriormente comprometeram sistemas de tecnologia operacional nos EUA. A crescente escalada das campanhas de ataque está ligada a tensões geopolíticas entre o Irã, os EUA e Israel.

Vulnerabilidade crítica no Marimo é explorada rapidamente após divulgação

Uma vulnerabilidade de segurança crítica foi identificada no Marimo, um notebook Python de código aberto voltado para ciência de dados, e foi explorada em menos de 10 horas após sua divulgação pública. A falha, classificada como CVE-2026-39987 com um escore CVSS de 9.3, permite a execução remota de código sem autenticação em todas as versões do Marimo até a 0.20.4. A vulnerabilidade reside no endpoint WebSocket /terminal/ws, que não valida a autenticação, permitindo que atacantes obtenham um shell interativo completo e executem comandos do sistema. A Sysdig observou a primeira tentativa de exploração apenas 9 horas e 41 minutos após a divulgação, onde um ator desconhecido acessou um sistema honeypot e começou a explorar o sistema, buscando dados sensíveis como chaves SSH e o arquivo .env. A rapidez com que as falhas recém-divulgadas estão sendo exploradas indica que os atacantes monitoram atentamente as divulgações de vulnerabilidades, o que reduz o tempo disponível para que os defensores respondam. Isso ressalta que qualquer aplicação exposta à internet com uma vulnerabilidade crítica é um alvo, independentemente de sua popularidade.

Extensões de Navegador de IA Uma Ameaça Ignorada à Segurança

Um novo relatório da LayerX destaca a crescente ameaça representada por extensões de navegador de inteligência artificial (IA) nas redes corporativas. Embora a segurança em IA tenha se concentrado em aplicações SaaS e APIs, as extensões de navegador, que não são monitoradas por controles tradicionais, representam um risco significativo. O estudo revela que 99% dos usuários corporativos utilizam pelo menos uma extensão, e mais de 25% têm mais de dez instaladas. As extensões de IA são 60% mais propensas a ter vulnerabilidades e têm acesso elevado a dados sensíveis, como cookies e scripts remotos. Além disso, muitas dessas extensões mudam suas permissões ao longo do tempo, criando um alvo móvel que as listas de permissões tradicionais não conseguem acompanhar. A falta de visibilidade e governança sobre essas ferramentas torna-as uma superfície de ataque emergente e crítica. O relatório recomenda que as equipes de segurança realizem auditorias contínuas das extensões utilizadas, apliquem controles de segurança direcionados e analisem o comportamento das extensões para mitigar riscos. Com a rápida adoção dessas ferramentas, é essencial que as organizações implementem políticas rigorosas para proteger seus dados e usuários.

Campanha GlassWorm evolui com novo malware para IDEs

Pesquisadores de cibersegurança identificaram uma nova evolução da campanha GlassWorm, que utiliza um dropper Zig para infectar ambientes de desenvolvimento integrados (IDEs) em máquinas de desenvolvedores. A técnica foi encontrada em uma extensão do Open VSX chamada ‘specstudio.code-wakatime-activity-tracker’, que se disfarça como uma ferramenta legítima, WakaTime, usada para monitorar o tempo de programação. A extensão, que já não está disponível para download, inclui um binário nativo compilado em Zig que, ao ser executado, busca IDEs compatíveis no sistema, como Microsoft Visual Studio Code e suas variantes.

Plugin do WordPress é comprometido com backdoor por atacantes desconhecidos

Um incidente de segurança cibernética recente revelou que atacantes desconhecidos comprometeram o sistema de atualização do plugin Smart Slider 3 Pro, utilizado em sites WordPress e Joomla. A versão afetada, 3.5.1.35, foi lançada em 7 de abril de 2026 e, em um intervalo de aproximadamente seis horas, permitiu que uma versão maliciosa fosse instalada em mais de 800 mil sites. O malware incluía um backdoor que possibilitava a criação de contas de administrador ocultas e a execução remota de comandos no servidor. A empresa Nextend, responsável pelo plugin, agiu rapidamente para desativar seus servidores de atualização e remover a versão comprometida. Os usuários afetados foram aconselhados a atualizar para a versão 3.5.1.36 e realizar uma série de etapas de limpeza, incluindo a remoção de contas suspeitas e arquivos persistentes. Este incidente destaca a vulnerabilidade das cadeias de suprimento de software, onde um ataque pode ocorrer através de canais de atualização confiáveis, tornando as defesas tradicionais ineficazes.

Google lança credenciais de sessão vinculadas a dispositivos no Chrome

O Google anunciou a disponibilidade geral das Credenciais de Sessão Vinculadas a Dispositivos (DBSC) para usuários do Windows no navegador Chrome, após meses de testes em beta aberto. Essa funcionalidade, que visa combater o roubo de sessões, é especialmente relevante em um cenário onde o roubo de cookies de sessão se tornou uma ameaça comum. Os cookies de sessão, que permitem acesso a contas online, podem ser furtados por malwares que coletam informações do sistema, como os da família Infostealer. Com o DBSC, a autenticação é criptograficamente ligada a um dispositivo específico, utilizando módulos de segurança de hardware, como o Trusted Platform Module (TPM) no Windows. Isso significa que, mesmo que um cookie seja roubado, ele se tornará rapidamente inútil para os atacantes, pois a chave privada necessária para a autenticação não pode ser extraída do dispositivo. O Google observou uma redução significativa no roubo de sessões desde a implementação dessa tecnologia. A expansão para macOS está prevista para lançamentos futuros, e a empresa planeja integrar o DBSC em uma gama mais ampla de dispositivos, reforçando a segurança em ambientes corporativos.

Patentes esquecidas da BlackBerry ressurgem em processo contra a Brother

Um processo judicial movido por Malikie Innovations e Key Patent Innovations contra a Brother Industries destaca a ressurreição de patentes da BlackBerry, que alegam que impressoras e dispositivos multifuncionais da Brother utilizam tecnologias desenvolvidas originalmente para smartphones BlackBerry. As patentes em questão incluem métodos de codificação de dados, interfaces de toque e links sem fio seguros. O processo alega que a Brother infringiu essas patentes de forma intencional, o que pode resultar em penalidades financeiras significativas e até mesmo em uma liminar permanente que obrigaria a empresa a redesenhar seus produtos. Este caso é um alerta para toda a indústria de impressão, pois pode estabelecer precedentes para outras fabricantes, como HP e Canon, que também podem ser alvo de ações semelhantes. A BlackBerry, que já foi uma potência no mercado de smartphones, agora vê suas patentes se tornarem ativos valiosos nas mãos de entidades de afirmação de patentes, que geram receita por meio de licenciamento e litígios. O desfecho deste caso pode ter implicações significativas para a conformidade e a operação de empresas no setor de impressão, especialmente no Brasil, onde a tecnologia é amplamente utilizada.

Funcionários federais recuperam acesso ao Claude após decisão judicial

Funcionários federais dos EUA conseguiram restaurar o acesso ao modelo de inteligência artificial Claude, da Anthropic, após um juiz federal da Califórnia bloquear a designação do governo Trump que considerava a empresa um risco à cadeia de suprimentos. A juíza Rita Lin emitiu uma liminar preliminar, permitindo que os trabalhadores do governo, incluindo aqueles do Departamento de Saúde e Serviços Humanos, voltassem a usar o serviço, que inclui histórico de conversas e dados anteriores. O conflito começou em 2026, quando a Anthropic se recusou a permitir que seu modelo fosse utilizado para desenvolver armas autônomas letais ou para vigilância em massa. Em resposta, a administração Trump designou a empresa como um risco à cadeia de suprimentos, uma ação considerada por muitos como uma retaliação inconstitucional. A juíza Lin criticou a administração, afirmando que a designação era uma violação da Primeira Emenda. Embora o acesso tenha sido restaurado, a batalha legal continua, com a Anthropic buscando uma suspensão de emergência da designação. O Departamento de Defesa apelou da decisão, mas não solicitou uma suspensão imediata da liminar, permitindo que ela entre em vigor.

Grupo de ransomware Anubis ataca hospital em Massachusetts

O grupo de ransomware Anubis reivindicou um ataque cibernético contra a Signature Healthcare, resultando em sérias interrupções no Brockton Hospital, em Massachusetts. Em um comunicado de 6 de abril de 2026, a Signature Healthcare informou que um incidente de segurança cibernética levou o hospital a adotar procedimentos de emergência, incluindo a desvio de ambulâncias e o cancelamento de consultas de quimioterapia. Anubis alegou ter roubado 2 TB de dados sensíveis de pacientes e deu um prazo de sete dias para que a instituição pagasse um resgate, caso contrário, os dados seriam divulgados. Embora a Signature Healthcare não tenha confirmado a reivindicação do grupo, a situação destaca a crescente ameaça de ataques de ransomware no setor de saúde, onde a proteção de dados é crucial. Até agora, em 2026, Anubis já reivindicou 27 ataques, com seis deles confirmados em organizações de saúde. Os ataques de ransomware podem comprometer a segurança e a privacidade dos pacientes, além de causar danos financeiros significativos às instituições afetadas.

Google implementa proteção contra malware no Chrome para Windows

A Google anunciou a implementação da proteção Device Bound Session Credentials (DBSC) na versão 146 do Chrome para Windows, com o objetivo de impedir que malwares que roubam informações, como os infostealers, capturem cookies de sessão. Essa nova funcionalidade, que será disponibilizada para usuários de macOS em uma versão futura ainda não anunciada, vincula criptograficamente a sessão do usuário ao hardware específico do dispositivo, utilizando chips de segurança como o Trusted Platform Module (TPM) no Windows e o Secure Enclave no macOS. Com isso, as chaves públicas e privadas geradas pelo chip de segurança não podem ser exportadas, tornando os dados de sessão roubados inúteis para os atacantes. A Google destaca que, sem a chave privada correspondente, qualquer cookie de sessão exfiltrado expira rapidamente, reduzindo significativamente o risco de acesso não autorizado. A empresa também observou uma diminuição notável nos eventos de roubo de sessão durante um ano de testes com o protocolo DBSC, desenvolvido em parceria com a Microsoft e outras plataformas da web. Os desenvolvedores web podem implementar essa nova proteção em seus sistemas, garantindo maior segurança sem comprometer a compatibilidade com as interfaces existentes.

Fornecedor de software de saúde na Holanda sofre ataque de ransomware

A ChipSoft, uma importante fornecedora de sistemas de Registro Eletrônico de Saúde (EHR) na Holanda, foi alvo de um ataque de ransomware que resultou na desativação de seu site e serviços digitais para pacientes e prestadores de saúde. O incidente foi confirmado por um memorando interno que alertou instituições de saúde sobre ‘possível acesso não autorizado’. A empresa recomendou que os operadores de centros de saúde desconectassem seus sistemas até que a situação fosse normalizada. O Z-CERT, equipe de resposta a emergências de cibersegurança na saúde, está colaborando com a ChipSoft e as instituições afetadas para avaliar o impacto e auxiliar na recuperação. Embora alguns sistemas voltados para pacientes estejam operando normalmente, relatos indicam que vários hospitais, como o Sint Jans Gasthuis e o Flevo Hospital, enfrentam interrupções. Ataques cibernéticos a provedores de TI na saúde podem ser extremamente prejudiciais, dado que essas empresas gerenciam grandes volumes de dados sensíveis. O incidente destaca a vulnerabilidade do setor de saúde a ataques cibernéticos, que podem ter consequências graves para a privacidade e a continuidade dos serviços.