Cibersegurança

Por que a pré-visualização de links se tornou um pesadelo de segurança?

O avanço das ferramentas de inteligência artificial (IA) trouxe à tona uma nova preocupação em cibersegurança: a pré-visualização de links em aplicativos de mensagens. Essa funcionalidade, conhecida como link unfurling, transforma URLs em cards interativos, mas também pode ser explorada por cibercriminosos para roubar dados sem que a vítima precise clicar em nada. O processo ocorre quando um hacker injeta um comando malicioso em uma IA, que então gera uma mensagem com um link aparentemente legítimo. Ao verificar o link para criar a pré-visualização, o aplicativo acessa um site comprometido, permitindo que informações sensíveis da vítima sejam extraídas automaticamente. Essa técnica de ataque, que não requer interação do usuário, representa um risco significativo, especialmente em ambientes corporativos, onde dados internos podem ser expostos. Para se proteger, especialistas recomendam adotar o conceito de ‘zero trust’ e desativar a pré-visualização de links. A conscientização sobre esses novos vetores de ataque é crucial para a segurança digital dos usuários e empresas.

Gerar senhas com IA é seguro? O que fazer e o que NUNCA fazer

Com a crescente popularidade de ferramentas de inteligência artificial (IA) como ChatGPT e Gemini, muitos usuários têm utilizado essas tecnologias para criar e armazenar senhas. No entanto, especialistas alertam que essa prática pode ser arriscada. Embora as senhas geradas possam parecer fortes, elas frequentemente seguem padrões repetitivos que podem ser facilmente decifrados por hackers. Além disso, armazenar senhas em assistentes de IA aumenta o risco de vazamentos, uma vez que esses dados sensíveis podem ser expostos em caso de ataques cibernéticos. A pesquisa da Irregular destaca que senhas criadas por essas ferramentas são vulneráveis devido à repetição de padrões comuns. Para garantir a segurança das credenciais, recomenda-se o uso de gerenciadores de senhas, que oferecem senhas longas e únicas, além de funcionalidades como autenticação de dois fatores (2FA). Embora a IA possa ser útil na organização e na escolha de gerenciadores de senhas, não deve ser utilizada como um cofre para armazenar informações sensíveis. O artigo enfatiza a importância de práticas seguras e alerta sobre o que nunca deve ser feito, como compartilhar senhas em chats de IA ou solicitar que a IA guarde credenciais.

Atores de ameaças abusam do domínio .arpa em campanhas de phishing

A recente análise da Infoblox revelou que criminosos cibernéticos estão explorando o domínio especial .arpa e o DNS reverso IPv6 em campanhas de phishing. O domínio .arpa é reservado para infraestrutura da internet e é utilizado para consultas de DNS reverso, permitindo que sistemas mapeiem endereços IP de volta a nomes de host. Os atacantes, ao obterem controle sobre um bloco de endereços IPv6, conseguem criar registros DNS que redirecionam para sites de phishing, utilizando subdomínios gerados aleatoriamente que dificultam a detecção. Os e-mails de phishing frequentemente contêm iscas que prometem prêmios ou recompensas, levando as vítimas a clicar em imagens que, ao serem resolvidas, direcionam para servidores controlados pelos atacantes. Essa técnica se aproveita da reputação de provedores de DNS como Cloudflare, dificultando a identificação das infraestruturas maliciosas. Além disso, a natureza do domínio .arpa, que não contém informações típicas de domínios registrados, torna mais desafiador para ferramentas de segurança detectar essas ameaças. A campanha observada é dinâmica, com links de phishing que permanecem ativos por poucos dias, complicando investigações e respostas de segurança.

Bancos devem reembolsar clientes por transações não autorizadas

O Advogado Geral do Tribunal de Justiça da UE, Athanasios Rantos, emitiu uma opinião formal afirmando que os bancos devem reembolsar imediatamente os clientes afetados por transações não autorizadas, mesmo que a culpa seja do próprio cliente. A declaração foi feita em resposta a um caso de fraude de phishing envolvendo um cliente do banco PKO BP S.A. na Polônia. O cliente, ao tentar vender um item em uma plataforma de leilão, foi enganado por um golpista que enviou um link malicioso que imitava a interface de login do banco. Após inserir suas credenciais, o golpista realizou uma transação não autorizada. Apesar de o cliente ter reportado o incidente ao banco e à polícia, a instituição financeira se recusou a reembolsar o valor perdido, alegando negligência do cliente. Rantos destacou que, segundo a Diretiva de Serviços de Pagamento da UE (PSD2), os bancos não podem negar reembolsos a menos que tenham motivos razoáveis para suspeitar de fraude por parte do cliente. Contudo, se o banco provar que o cliente agiu com negligência grave ou intenção, poderá buscar a recuperação dos valores. Essa opinião ainda não é uma decisão final do CJEU, mas indica a possível direção que o tribunal pode tomar. A questão é relevante para a segurança financeira e a proteção dos consumidores na UE e pode ter implicações para os bancos brasileiros em casos semelhantes.

PDFs também podem conter vírus como verificar anexos sem abrir

Os arquivos PDF, frequentemente considerados inofensivos, podem esconder perigos significativos, como malware e links maliciosos. Hackers utilizam PDFs para disseminar fraudes digitais, aproveitando a confiança que esses documentos transmitem. Entre as táticas comuns estão links camuflados que levam a páginas de phishing e JavaScript embutido que pode explorar vulnerabilidades do Adobe Reader. Para evitar cair em armadilhas, é crucial realizar o ’teste do mouse’, que consiste em passar o cursor sobre links para verificar a URL real. Ferramentas como VirusTotal e Dangerzone também são recomendadas para analisar a segurança de PDFs, permitindo detectar ameaças antes que causem danos. Caso um PDF suspeito chegue, é mais seguro abri-lo em navegadores como Google Chrome ou Microsoft Edge, que oferecem uma camada de proteção adicional. Sinais de alerta incluem solicitações de conexão com sites desconhecidos, PDFs que pedem a execução de scripts e mensagens de remetentes desconhecidos. A conscientização e a cautela são essenciais para proteger dados pessoais e corporativos contra fraudes digitais.

Funcionários acreditam estar corrigindo erro e infectam computadores

Um novo tipo de ataque cibernético tem explorado a ingenuidade dos funcionários, levando-os a infectar seus próprios computadores corporativos. Pesquisadores da Huntress relataram uma campanha em que atacantes provocam falhas em navegadores e, em seguida, se passam por suporte técnico para induzir os usuários a realizar ações que comprometem a segurança da rede. O ataque começa com mensagens de spam que geram confusão, seguidas por chamadas de indivíduos que se apresentam como membros da equipe de TI. Essa abordagem cria uma falsa urgência, levando os funcionários a permitir acesso remoto ou executar comandos prejudiciais. Os atacantes utilizam técnicas como o ‘DLL sideloading’ para ocultar o malware entre arquivos legítimos, permitindo que o código malicioso opere sem levantar suspeitas. O impacto pode ser significativo, com um caso documentado em que um invasor se espalhou para nove computadores em apenas 11 horas. Essa mudança de estratégia, que foca na manipulação do comportamento do usuário em vez de explorar vulnerabilidades técnicas, representa um desafio crescente para a segurança cibernética nas empresas.

Grupo Velvet Tempest usa técnicas avançadas para implantar malware

O grupo de cibercriminosos conhecido como Velvet Tempest, também identificado como DEV-0504, tem utilizado a técnica ClickFix e utilitários legítimos do Windows para implantar o malware DonutLoader e o backdoor CastleRAT. Pesquisadores da MalBeacon monitoraram as atividades do grupo em um ambiente simulado de uma organização sem fins lucrativos nos EUA, onde foram observadas ações como reconhecimento do Active Directory e coleta de credenciais armazenadas no Chrome. A invasão inicial ocorreu através de uma campanha de malvertising que direcionou as vítimas a inserir um comando ofuscado no diálogo de execução do Windows. Este comando ativou uma cadeia de comandos que buscou os primeiros carregadores de malware. Embora o Velvet Tempest seja conhecido por ataques de dupla extorsão, nesta intrusão específica não foi implantado o ransomware Termite, que já afetou vítimas de alto perfil. A técnica ClickFix tem sido adotada por outros grupos de ransomware, evidenciando uma tendência crescente de uso de engenharia social em ataques cibernéticos.

Anthropic descobre 22 vulnerabilidades no Firefox com IA

A empresa de inteligência artificial Anthropic anunciou a descoberta de 22 novas vulnerabilidades de segurança no navegador Firefox, em parceria com a Mozilla. Dentre essas falhas, 14 foram classificadas como de alta severidade, sete como moderadas e uma como baixa. As vulnerabilidades foram identificadas em um período de duas semanas em janeiro de 2026 e foram corrigidas na versão 148 do Firefox, lançada no mês anterior. O modelo de linguagem Claude Opus 4.6 da Anthropic foi responsável por detectar a maioria dessas falhas, incluindo um bug crítico de uso após liberação (use-after-free) no JavaScript, identificado em apenas 20 minutos de exploração. Embora o modelo tenha conseguido desenvolver um exploit para apenas duas das vulnerabilidades testadas, isso levanta preocupações sobre a capacidade de exploração automática de falhas de segurança. A Mozilla também confirmou que a abordagem assistida por IA resultou na identificação de 90 outros bugs, a maioria já corrigidos, demonstrando a eficácia da combinação de engenharia rigorosa com ferramentas de análise de nova geração. A empresa enfatizou que, embora os patches gerados pela IA não possam ser garantidos como prontos para implementação imediata, os verificadores de tarefa aumentam a confiança na eficácia das correções propostas.

OpenAI lança Codex Security para detectar vulnerabilidades

A OpenAI anunciou o lançamento do Codex Security, um agente de segurança baseado em inteligência artificial, que visa identificar, validar e sugerir correções para vulnerabilidades em sistemas. Disponível em pré-visualização para clientes do ChatGPT Pro, Enterprise, Business e Edu, o Codex Security promete melhorar a detecção de falhas complexas que outras ferramentas podem não captar, oferecendo resultados mais confiáveis e relevantes. Nos últimos 30 dias, a ferramenta analisou mais de 1,2 milhão de commits em repositórios externos, identificando 792 descobertas críticas e 10.561 de alta severidade, incluindo vulnerabilidades em projetos de código aberto como OpenSSH e GnuTLS. O Codex Security utiliza um modelo de raciocínio avançado para minimizar falsos positivos e validar as descobertas em um ambiente controlado, permitindo que as equipes de segurança tenham evidências mais concretas para remediação. Esta nova funcionalidade surge em um momento em que a segurança de software é cada vez mais crucial, especialmente com o aumento das ameaças cibernéticas.

Microsoft alerta sobre uso de IA em ciberataques

Um novo relatório de Inteligência de Ameaças da Microsoft revela que grupos de ameaças estão cada vez mais utilizando ferramentas de inteligência artificial (IA) para potencializar suas operações cibernéticas. A IA está sendo empregada em diversas etapas de ataques, como reconhecimento, phishing, desenvolvimento de infraestrutura e criação de malware. Os atacantes utilizam modelos de linguagem para redigir e-mails de phishing, traduzir conteúdos, resumir dados roubados e até depurar códigos maliciosos. Exemplos incluem grupos da Coreia do Norte, como Jasper Sleet, que criam identidades digitais falsas para se infiltrar em empresas ocidentais. Além disso, a Microsoft observa que a IA está sendo usada para desenvolver malware que pode se adaptar em tempo real. A empresa alerta que, à medida que as técnicas de ataque evoluem, as organizações devem reforçar suas defesas, focando na detecção de usos anômalos de credenciais e na proteção de sistemas de IA que podem ser alvos futuros. O uso crescente de IA por cibercriminosos representa um risco significativo, exigindo atenção especial dos profissionais de segurança da informação.

Câmera escondida é crime como detectar e se proteger

Recentemente, um caso alarmante de instalação de câmeras escondidas em banheiros de uma empresa em Içara, Santa Catarina, trouxe à tona a preocupação com a privacidade e a segurança no ambiente de trabalho. A descoberta de uma microcâmera sob uma pia, voltada para um vaso sanitário, resultou em uma ação policial que incluiu a apreensão de equipamentos e a aplicação de um termo circunstanciado por violação de intimidade. A legislação brasileira, através do artigo 216-B do Código Penal, considera crime filmar ou registrar conteúdos íntimos sem consentimento, com penas que variam de seis meses a um ano de prisão.

Vazamento de dados no escritório do xerife de Warren County, KY

O escritório do xerife do condado de Warren, Kentucky, confirmou um vazamento de dados ocorrido em dezembro de 2025, que comprometeu informações sensíveis, como números de Seguro Social, números de carteira de motorista e IDs de seguro de saúde. O grupo cibercriminoso RansomHouse reivindicou a responsabilidade pelo ataque, alegando ter roubado 743 GB de dados, incluindo licenças de armas e materiais investigativos que demonstram abuso de autoridade por parte de oficiais. O xerife não confirmou a alegação do grupo e não se sabe se um resgate foi pago. O ataque foi detectado em 20 de dezembro de 2025, quando atividades suspeitas foram identificadas na rede do escritório. O aviso enviado às vítimas não ofereceu monitoramento de crédito ou seguro contra roubo de identidade, práticas comuns após vazamentos desse tipo. RansomHouse, que opera um esquema de ransomware como serviço, já realizou 51 ataques em 2025, afetando entidades governamentais, incluindo o Supremo Tribunal Administrativo da Bulgária e o Conselho de Artes da Suécia. O aumento de ataques de ransomware a entidades governamentais nos EUA, com 85 incidentes confirmados em 2025, destaca a gravidade da situação.

TriZetto Provider Solutions sofre vazamento de dados de 3,4 milhões

A TriZetto Provider Solutions, uma empresa de tecnologia da informação na área da saúde, anunciou um vazamento de dados que afetou mais de 3,4 milhões de pessoas. A empresa, que opera sob o grupo Cognizant desde 2014, detectou atividades suspeitas em um de seus portais em 2 de outubro de 2025, iniciando uma investigação com especialistas em cibersegurança. A análise revelou que o acesso não autorizado começou em 19 de novembro de 2024. Durante esse período, informações sensíveis, como endereços físicos, datas de nascimento, números de Seguro Social e dados de seguradoras de saúde, foram acessadas. Embora a TriZetto tenha informado que dados financeiros não foram expostos e que não há evidências de uso indevido das informações, a empresa tomou medidas para reforçar a segurança de seus sistemas e notificou as autoridades competentes. Os afetados receberão 12 meses de monitoramento de crédito e serviços de proteção de identidade. A notificação aos clientes começou em fevereiro de 2026, após alertas enviados a provedores em dezembro de 2025. Até o momento, nenhum grupo de ransomware reivindicou a responsabilidade pelo ataque.

Funcionários do TikTok podem acessar suas mensagens privadas

Um recente artigo da BBC revelou que os funcionários do TikTok têm a capacidade de acessar mensagens privadas dos usuários, uma vez que a plataforma não utiliza criptografia ponta-a-ponta. Diferentemente de aplicativos como WhatsApp e Signal, que protegem as comunicações de forma que nem mesmo a empresa pode acessá-las, o TikTok opta por uma abordagem que permite o acesso a mensagens por parte de sua equipe de segurança. Essa decisão é justificada pela empresa como uma necessidade para cumprir a lei e garantir a segurança dos usuários. No entanto, essa prática levanta preocupações sobre a privacidade dos dados dos usuários, especialmente considerando que muitos usuários podem não estar cientes dessa vulnerabilidade. A falta de criptografia ponta-a-ponta significa que, embora as mensagens sejam criptografadas, elas podem ser acessadas por funcionários treinados, o que contrasta com a abordagem de outras plataformas que priorizam a privacidade do usuário. Essa situação é particularmente relevante em um contexto onde a proteção de dados é uma preocupação crescente, especialmente com a implementação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) no Brasil.

Navegadores com IA apresentam falha que pode roubar senhas

Pesquisadores da Zenity Labs identificaram falhas de segurança em navegadores que utilizam inteligência artificial, permitindo que hackers acessem informações sensíveis de forma discreta. Um exemplo é o navegador Comet, da Perplexity, que apresentava uma vulnerabilidade que permitia a injeção de comandos maliciosos através de convites enviados por aplicativos de calendário, como o Google Calendar. Ao aceitar um convite, o navegador executava ações sem o conhecimento do usuário, como acessar e exfiltrar dados do sistema. Além disso, outra falha permitia que atacantes acessassem o gerenciador de senhas do navegador, possibilitando a alteração de senhas e configurações sem que a vítima percebesse. Essas vulnerabilidades foram corrigidas em fevereiro de 2026, mas ressaltam a preocupação com a segurança em navegadores que incorporam IA, uma vez que a distinção entre comandos legítimos e maliciosos se torna cada vez mais difícil. A OpenAI já alertou que tais vulnerabilidades podem ser desafiadoras de mitigar completamente, dada a natureza permissiva dos assistentes pessoais. A situação destaca a necessidade de vigilância contínua e medidas de segurança robustas para proteger dados sensíveis.

Relatório da Cloudflare alerta sua rede pode estar sendo usada contra você

A Cloudflare divulgou seu Relatório Anual de Ameaças de 2026, destacando como hackers estão explorando fraquezas tecnológicas em um cenário onde a interconexão de sistemas é cada vez mais comum. Os cibercriminosos estão utilizando os próprios serviços das vítimas para realizar ataques, aproveitando a facilidade de acesso a dados e sistemas. A pesquisa revela que a barreira de entrada para ataques cibernéticos diminuiu, permitindo que atacantes usem identidades e tokens para explorar brechas em sistemas de nuvem. Blake Darché, diretor de inteligência de ameaças da Cloudflare, alerta que a situação tende a piorar, especialmente com o avanço das ferramentas de inteligência artificial. Os ataques baseados em identidade estão se tornando tão eficazes quanto malwares complexos, mudando a forma como a eficiência dos ataques é medida. A Cloudflare sugere que a eficiência deve ser avaliada pela relação entre o esforço do hacker e o objetivo alcançado, indicando uma nova era de ameaças digitais que requer atenção redobrada das organizações.

Novo golpe de engenharia social ameaça usuários de ferramentas CLI

Pesquisadores da Push Security identificaram uma nova técnica de engenharia social chamada InstallFix, que está sendo utilizada por cibercriminosos para induzir usuários a executar comandos maliciosos sob a falsa promessa de instalação de ferramentas legítimas de interface de linha de comando (CLI). Essa técnica explora a prática comum entre desenvolvedores de baixar e executar scripts de fontes online sem a devida verificação. O ataque utiliza páginas clonadas de ferramentas populares, como o Claude Code, que imitam o layout e a documentação do site oficial, mas fornecem instruções de instalação que entregam malware. O malware identificado é o Amatera Stealer, projetado para roubar dados sensíveis, como credenciais e carteiras de criptomoedas. Os atacantes promovem essas páginas por meio de campanhas de malvertising no Google Ads, levando usuários a clicar em anúncios maliciosos que aparecem nos resultados de busca. A Push Security alerta que, devido à confiança excessiva em domínios, essa técnica pode se tornar uma ameaça significativa, especialmente para usuários não técnicos. Os pesquisadores recomendam que os usuários sempre busquem instruções de instalação em sites oficiais e evitem resultados patrocinados nas buscas do Google.

Novas certificações em IA visam preparar força de trabalho nos EUA

O EC-Council, conhecido por suas credenciais em cibersegurança, lançou a Enterprise AI Credential Suite, que inclui quatro novas certificações focadas em Inteligência Artificial (IA) e uma atualização do programa Certified CISO v4. Essa iniciativa surge em um contexto de crescente adoção de IA, onde se estima que o risco global não gerenciado pode atingir US$ 5,5 trilhões e que 700 mil trabalhadores nos EUA necessitam de requalificação. As novas certificações são: Artificial Intelligence Essentials (AIE), Certified AI Program Manager (CAIPM), Certified Offensive AI Security Professional (COASP) e Certified Responsible AI Governance & Ethics (CRAGE). Essas credenciais visam preparar profissionais para adotar, defender e governar sistemas de IA de forma responsável e segura. O lançamento está alinhado com as prioridades de desenvolvimento da força de trabalho e educação em IA dos EUA, conforme delineado em ordens executivas recentes. A pressão por segurança também aumenta, com 87% das organizações relatando ataques impulsionados por IA, destacando a necessidade urgente de capacitação e governança na área.

CISA ordena correção de falhas de segurança em iOS após ataques

A Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA (CISA) emitiu uma ordem para que agências federais corrijam três vulnerabilidades de segurança no iOS, que estão sendo exploradas em ataques de ciberespionagem e roubo de criptomoedas, utilizando o kit de exploração Coruna. Pesquisadores do Google Threat Intelligence Group (GTIG) identificaram que o Coruna utiliza uma cadeia de exploits que ataca 23 vulnerabilidades do iOS, muitas das quais foram utilizadas em ataques zero-day. As falhas não afetam versões recentes do iOS e são bloqueadas se o usuário estiver em modo de navegação privada ou com o modo de bloqueio ativado. O Coruna permite que atacantes contornem a autenticação de código, escapem de sandbox e executem código remotamente no WebKit, elevando permissões a privilégios de Kernel. O kit foi observado em uso por diversos grupos de ameaças, incluindo um grupo suspeito de estar vinculado ao estado russo e um ator de ameaças da China. A CISA incluiu as vulnerabilidades em seu catálogo de Vulnerabilidades Conhecidas e ordenou que as agências federais protejam seus dispositivos até 26 de março. Embora a ordem se aplique apenas a agências federais, a CISA recomenda que todas as organizações, incluindo empresas do setor privado, priorizem a correção dessas falhas.

Grupo de hackers iraniano invade redes de empresas dos EUA

Uma nova pesquisa da Symantec e Carbon Black revelou que um grupo de hackers iraniano, conhecido como MuddyWater, está infiltrando-se em redes de várias empresas dos Estados Unidos, incluindo bancos e aeroportos. A campanha, que começou em fevereiro de 2026, coincide com ataques militares dos EUA e de Israel ao Irã. Os hackers estão utilizando uma nova backdoor chamada Dindoor, que opera com o runtime JavaScript Deno, e tentaram exfiltrar dados de uma empresa de software que fornece serviços para a indústria de defesa. Além disso, uma backdoor em Python chamada Fakeset foi encontrada em redes de um aeroporto e de uma organização sem fins lucrativos. O uso de certificados digitais comuns entre diferentes malwares sugere que o mesmo grupo está por trás dessas atividades. A pesquisa destaca a crescente sofisticação dos atores de ameaças iranianos, que têm demonstrado habilidades avançadas em engenharia social e ataques cibernéticos. O contexto de conflito militar no Oriente Médio tem intensificado as operações cibernéticas, com grupos hacktivistas pro-Palestina também realizando ataques. As organizações são aconselhadas a reforçar suas posturas de cibersegurança, implementando autenticação multifator e segmentação de rede.

Campanha de malware VOIDGEIST utiliza scripts para ataques furtivos

Pesquisadores de cibersegurança revelaram detalhes sobre uma campanha de malware em múltiplas etapas, chamada VOID#GEIST, que utiliza scripts em lote para entregar trojans de acesso remoto (RATs) como XWorm, AsyncRAT e Xeno RAT. O ataque começa com um script em lote ofuscado que é baixado de um domínio TryCloudflare e distribuído via e-mails de phishing. Este script inicial evita a elevação de privilégios e utiliza os direitos do usuário logado para estabelecer uma presença inicial no sistema, disfarçando suas atividades como operações administrativas comuns.

Grupo de hackers Transparent Tribe usa IA para criar malware

O grupo de hackers conhecido como Transparent Tribe, alinhado ao Paquistão, adotou ferramentas de codificação assistidas por inteligência artificial (IA) para desenvolver uma variedade de implantes maliciosos. Segundo a Bitdefender, essa nova abordagem resulta em uma produção em massa de malware, utilizando linguagens de programação menos conhecidas como Nim, Zig e Crystal. A estratégia, denominada ‘vibeware’, visa complicar a detecção ao inundar ambientes-alvo com binários descartáveis que utilizam diferentes protocolos de comunicação. Os ataques têm como alvo o governo indiano e suas embaixadas, além de empresas privadas e o governo afegão. Os métodos de infecção incluem e-mails de phishing com atalhos do Windows e iscas em PDFs. Após a execução, scripts PowerShell são utilizados para baixar backdoors e ferramentas de simulação de adversários, como Cobalt Strike. A Bitdefender alerta que essa industrialização de malware assistido por IA permite que os atacantes escalem suas atividades rapidamente, representando um risco crescente para a segurança cibernética.

TfL admite que ataque cibernético de 2024 pode ter afetado 10 milhões

O Transport for London (TfL) confirmou que um ataque cibernético ocorrido em agosto de 2024 comprometeu dados pessoais de aproximadamente 10 milhões de pessoas. Informações como nomes, endereços de e-mail, números de telefone fixo e celular, além de endereços físicos, foram roubadas por um grupo de hackers conhecido como Scatted Spider. Inicialmente, o TfL havia informado que apenas alguns clientes foram afetados, mas a nova estimativa revela que 7.113.429 usuários com e-mails registrados foram notificados, com uma taxa de abertura de apenas 58%. Isso significa que muitos afetados podem não estar cientes do roubo de dados. O ataque causou uma interrupção significativa nos serviços do TfL e resultou em danos estimados em £39 milhões. Embora o Information Commissioner’s Office (ICO) tenha isentado o TfL de responsabilidade, a empresa teve que gastar cerca de £30 milhões para remediar a situação, incluindo suporte de organizações de cibersegurança. O impacto desse incidente é alarmante, pois os dados roubados podem ser utilizados em fraudes futuras. Especialistas alertam que a transparência imediata sobre a escala de tais ataques é crucial para a segurança dos usuários.

FBI investiga violação em sistemas de vigilância e escuta telefônica

O FBI dos Estados Unidos confirmou na quinta-feira que está investigando uma violação de segurança que afetou sistemas utilizados para gerenciar mandados de vigilância e escuta telefônica. Embora a agência não tenha fornecido detalhes sobre a extensão e o impacto do incidente, afirmou que as atividades suspeitas foram identificadas e tratadas. Fontes anônimas indicam que a violação comprometeu sistemas críticos para a supervisão de escuta e vigilância de inteligência estrangeira. Além disso, há indícios de que hackers chineses, parte de um grupo apoiado pelo Estado chamado Salt Typhoon, também comprometeram sistemas do governo federal dos EUA em 2024, acessando redes de provedores de telecomunicações e as comunicações privadas de alguns oficiais do governo. O FBI já havia enfrentado incidentes anteriores, como o ataque a seus servidores de e-mail em 2021 e investigações sobre atividades cibernéticas maliciosas em 2023. Esses eventos ressaltam a crescente sofisticação das ameaças cibernéticas e a necessidade de vigilância constante.

Nacional ganense se declara culpado por fraude de US 100 milhões

Derrick Van Yeboah, um cidadão ganense de 40 anos, se declarou culpado por sua participação em um esquema de fraude que roubou mais de US$ 100 milhões de vítimas nos Estados Unidos, utilizando ataques de comprometimento de e-mail comercial e golpes românticos. Ele concordou em pagar mais de US$ 10 milhões em restituição. Van Yeboah era um membro de alto escalão de uma operação de fraude em larga escala baseada em Gana, que visava americanos entre 2016 e maio de 2023. Ele foi extraditado para os EUA em agosto de 2025, junto com outros cúmplices. Os golpistas, conhecidos como “game boys” ou “sakawa boys”, enganaram homens e mulheres vulneráveis, convencendo-os de que estavam em relacionamentos românticos online e induzindo-os a depositar dinheiro em contas bancárias de intermediários nos EUA. Os cúmplices americanos lavavam o dinheiro e enviavam o restante para os membros da quadrilha na África Ocidental. Van Yeboah foi ligado a perdas superiores a US$ 10 milhões e enfrenta até 20 anos de prisão. O caso destaca a necessidade de vigilância online, especialmente em sites de namoro, onde as vítimas são frequentemente exploradas.

CISA adiciona falhas críticas de segurança em produtos Hikvision e Rockwell

A Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA (CISA) incluiu duas vulnerabilidades críticas no catálogo de Vulnerabilidades Conhecidas e Exploradas (KEV), afetando produtos da Hikvision e da Rockwell Automation. A primeira, CVE-2017-7921, com uma pontuação CVSS de 9.8, refere-se a uma falha de autenticação inadequada em diversos produtos da Hikvision, permitindo que um usuário malicioso eleve privilégios e acesse informações sensíveis. A segunda, CVE-2021-22681, também com pontuação 9.8, diz respeito a credenciais insuficientemente protegidas em produtos da Rockwell, permitindo que um usuário não autorizado contorne mecanismos de verificação e altere configurações. A CISA recomenda que agências federais atualizem seus softwares até 26 de março de 2026, enfatizando que essas vulnerabilidades são vetores frequentes de ataque e representam riscos significativos. Embora a CVE-2017-7921 tenha sido associada a tentativas de exploração, não há relatos públicos sobre ataques relacionados à CVE-2021-22681. A CISA alerta que todas as organizações devem priorizar a remediação dessas vulnerabilidades como parte de suas práticas de gerenciamento de vulnerabilidades.

Campanha ClickFix usa Windows Terminal para distribuir malware

A Microsoft revelou detalhes sobre uma nova campanha de engenharia social chamada ClickFix, que utiliza o aplicativo Windows Terminal para ativar uma cadeia de ataques sofisticados e implantar o malware Lumma Stealer. Observada em fevereiro de 2026, a campanha orienta os usuários a abrir o Windows Terminal através do atalho Windows + X → I, criando um ambiente de execução de comandos que parece legítimo e confiável. Essa abordagem contorna detecções que normalmente sinalizariam abusos do diálogo de execução do Windows.

Grupo APT ligado à China ataca infraestrutura de telecomunicações na América do Sul

Desde 2024, um ator de ameaça persistente avançada (APT) vinculado à China, identificado como UAT-9244, tem como alvo a infraestrutura crítica de telecomunicações na América do Sul, atacando sistemas Windows e Linux, além de dispositivos de borda. A Cisco Talos, que monitora essa atividade, descreve UAT-9244 como associado ao grupo FamousSparrow, que também possui vínculos com o grupo Salt Typhoon, conhecido por suas ações contra provedores de serviços de telecomunicações.

Grupo de Ameaça Avançada da China Ataca Telecomunicações na América do Sul

Um grupo de ameaça persistente avançada, identificado como UAT-9244 e vinculado à China, tem como alvo provedores de serviços de telecomunicações na América do Sul desde 2024. Pesquisadores da Cisco Talos relataram que o grupo utiliza três novas famílias de malware: TernDoor, um backdoor para Windows; PeerTime, um backdoor para Linux que utiliza o protocolo BitTorrent; e BruteEntry, um scanner de força bruta que transforma dispositivos comprometidos em nós de escaneamento.

Cibersegurança Riscos do uso de autenticação em ambientes Windows

O artigo destaca que, apesar da implementação de autenticação multifator (MFA) em ambientes Windows, muitas organizações ainda enfrentam riscos significativos devido a caminhos de autenticação que não acionam MFA. Os atacantes continuam a comprometer redes usando credenciais válidas, especialmente em logons interativos e acessos diretos via RDP, que não são protegidos por controles de MFA. O uso de protocolos legados como NTLM e Kerberos também é explorado, permitindo ataques como ‘pass-the-hash’ e ‘pass-the-ticket’. Para mitigar esses riscos, o artigo sugere a adoção de políticas de senhas mais rigorosas, bloqueio de senhas comprometidas e auditoria de contas de serviço. Ferramentas como Specops Secure Access são mencionadas como soluções para reforçar a segurança em logons do Windows, VPN e RDP, dificultando o acesso não autorizado. A análise enfatiza a necessidade de uma abordagem proativa para proteger a autenticação no Windows, considerando a crescente sofisticação dos ataques cibernéticos.

Grupo chinês usa Google Drive para espionagem de dados governamentais

Pesquisadores da Check Point Research alertaram sobre uma campanha de ciberespionagem, denominada ‘Silver Dragon’, que visa instituições governamentais na Europa e no Sudeste Asiático. O grupo hacker APT41, associado à China, utiliza um backdoor chamado GearDoor, que explora a API do Google Drive para roubar dados. Os atacantes empregam táticas de phishing, enviando documentos maliciosos que simulam comunicações oficiais. Após a instalação do malware, ele cria uma pasta na nuvem para ocultar suas atividades, enviando arquivos comuns para não levantar suspeitas. Além disso, o malware utiliza um sistema de monitoramento chamado SilverScreen para capturar imagens da tela das vítimas sem sobrecarregar o sistema. A operação se aproveita de recursos legítimos do Windows para garantir sua permanência e dificultar a detecção por redes governamentais. Essa situação representa um risco significativo para a segurança de dados sensíveis, especialmente considerando a crescente dependência de plataformas de armazenamento em nuvem por entidades governamentais.

Spyware dos EUA vaza e é usado por hackers para invadir iPhones

Um novo exploit, denominado Coruna, foi identificado pelo Grupo de Inteligência de Ameaças da Google, visando iPhones. Este kit hacker, que contém 23 exploits, foi desenvolvido a partir de um framework do governo dos Estados Unidos e acabou sendo utilizado por cibercriminosos da China e Rússia. O Coruna é notável por sua complexidade, permitindo ataques em massa a dispositivos iOS, algo inédito até então. A vulnerabilidade abrange iPhones com iOS desde a versão 13.0 até a 17.2.1. A descoberta ocorreu após um hacker chinês utilizar o kit em sites de apostas e criptomoedas, levando à sua análise pela iVerify, que destacou que a documentação do malware foi redigida em inglês nativo. Para mitigar os riscos, usuários são aconselhados a atualizar seus dispositivos ou ativar o Modo Isolamento. O caso levanta preocupações sobre a segurança de dados pessoais e financeiros, especialmente em um contexto onde o uso de spyware por governos é comum, mas sua exposição a cibercriminosos é alarmante.

Filho de contratante do governo dos EUA é preso por roubo de criptomoedas

John Daghita, filho de um contratante do governo dos EUA, foi preso na ilha de Saint Martin, acusado de roubar mais de 46 milhões de dólares em criptomoedas do Serviço de Marshals dos EUA. A prisão foi resultado de uma operação conjunta entre o FBI e a elite da Gendarmerie Nacional da França. Daghita, que usava o pseudônimo ‘Lick’, é filho de Dean Daghita, CEO da Command Services & Support, empresa que gerencia ativos digitais apreendidos pelo governo. As investigações revelaram que Daghita teria movimentado grandes quantias de criptomoedas, ligadas a um dos maiores roubos de criptomoedas da história, o hack da Bitfinex em 2016, que resultou no roubo de 120.000 bitcoins. O investigador ZachXBT foi crucial para a descoberta, rastreando os movimentos de carteiras digitais e expondo Daghita em um chat privado no Telegram. Após a divulgação, Daghita teria zombado do investigador, enviando pequenas quantias das criptomoedas roubadas como forma de provocação. A operação destaca a importância da cooperação internacional no combate a crimes cibernéticos.

Google confirma invasão de Android por brecha da Qualcomm

A Google confirmou a exploração da vulnerabilidade de segurança CVE-2026-21385, que afeta dispositivos Android devido a uma falha em um componente da Qualcomm. Essa vulnerabilidade, classificada como de alta severidade, permite que hackers acessem dados sensíveis da memória dos aparelhos. A Qualcomm foi notificada sobre o problema em dezembro de 2025 e, embora tenha alertado os consumidores em fevereiro de 2026, a Google não forneceu detalhes técnicos sobre como a falha foi explorada. A vulnerabilidade se refere a uma leitura excessiva (over-read) no componente gráfico, que pode levar à corrupção de memória e, consequentemente, comprometer a segurança dos usuários. Apesar de a Google ter mencionado que a exploração foi limitada e direcionada, a falta de informações detalhadas gera preocupações sobre a segurança dos dispositivos Android. A última atualização do Android, lançada em março de 2026, abordou 120 vulnerabilidades, mas não incluiu um patch específico para a falha da Qualcomm, deixando os usuários em uma situação de incerteza até que novas atualizações sejam disponibilizadas.

Apenas 1 das falhas de segurança é explorado, mas danos são severos

Um estudo da VulnCheck revelou que, embora milhares de falhas de segurança sejam registradas anualmente, apenas 1% delas é explorado por hackers, resultando em danos significativos. Em 2025, foram identificadas 48 mil vulnerabilidades, mas apenas algumas foram alvo de ciberataques, com destaque para o React2Shell, que permitiu a violação de sistemas de segurança em plataformas online. Além disso, vulnerabilidades no Microsoft SharePoint e no SAP NetWeaver também foram frequentemente exploradas. A pesquisa indicou que 56,4% das falhas estão relacionadas a ataques de ransomware, um dado alarmante para a segurança digital. O uso crescente de inteligência artificial (IA) para gerar códigos maliciosos tem contribuído para um aumento de 16,5% nos exploits em comparação ao ano anterior, tornando os ataques mais rápidos e eficazes. A situação exige atenção redobrada das empresas, especialmente em um cenário onde a maioria das falhas ainda é considerada de dia zero, aumentando o risco antes que correções sejam implementadas.

Hackers usam Telegram como central de crimes para venda de dados

O aplicativo de mensagens Telegram tem se tornado um ponto central para atividades criminosas, com hackers utilizando a plataforma para vender acessos corporativos, dados roubados e serviços de malware. Pesquisadores da CYFIRMA identificaram um aumento na utilização do Telegram para operações ilegais, que antes eram realizadas principalmente em fóruns da dark web. Essa mudança se deve à facilidade de uso e à resistência da plataforma a desativações frequentes por parte das autoridades. Os grupos criminosos no Telegram operam como um ‘shopping center automatizado’, utilizando bots para encontrar senhas roubadas e processar pagamentos rapidamente. Além disso, o Telegram serve como um canal de suporte para esses criminosos, oferecendo ferramentas e recursos para facilitar suas atividades. Apesar de o Telegram ter colaborado com autoridades, atendendo a 900 solicitações de dados nos EUA, essa ação não tem sido suficiente para conter o crescimento desses grupos. A situação exige uma resposta mais robusta, já que a simples vigilância após incidentes não tem se mostrado eficaz para mitigar os danos causados por essas comunidades criminosas.

Epic Games alerta sobre golpe que rouba V-bucks no Fortnite

A Epic Games emitiu um alerta sobre um golpe que está afetando jogadores de Fortnite, onde bots de terceiros estão manipulando contas para roubar V-bucks, a moeda do jogo. Desde que a empresa permitiu transações em Ilhas Criativas, surgiram problemas, incluindo um mapa polêmico que facilitava jogos de azar. Jogadores relataram perdas significativas de V-bucks, mesmo sem terem jogado na ilha envolvida. Tim Sweeney, CEO da Epic, mencionou que bots de Discord estão por trás do problema, realizando compras automáticas e ações em nome dos usuários. Apesar das recomendações da Epic para desconectar contas e habilitar autenticação em duas etapas, alguns jogadores ainda enfrentam dificuldades para se livrar dos bots. O suporte do Fortnite ainda não se manifestou sobre a restituição das moedas perdidas, mas orienta os afetados a reportar as compras indevidas. Este incidente destaca a vulnerabilidade das contas de jogos online e a necessidade de medidas de segurança mais robustas.

Desmantelada rede criminosa que explorava mulheres ucranianas na Espanha

Autoridades de segurança da Espanha e da Ucrânia desmantelaram uma rede criminosa que explorava mulheres ucranianas deslocadas pela guerra para operar um esquema de apostas online que lavou cerca de €4,75 milhões em lucros ilícitos. O grupo recrutava jovens mulheres de áreas em conflito, financiando sua viagem para a Espanha, onde as mantinham sob controle rigoroso. Após a chegada, as vítimas eram orientadas a abrir contas bancárias e cartões de crédito, que eram imediatamente controlados pelos criminosos. As contas eram utilizadas em uma operação de fraude automatizada, que realizava milhares de apostas simultâneas em plataformas de jogos online, utilizando identidades roubadas de mais de 5.000 cidadãos de 17 nacionalidades. A investigação conjunta resultou na prisão de 12 suspeitos e na apreensão de diversos equipamentos e propriedades, além do bloqueio de contas em 11 países. Este caso destaca a vulnerabilidade das mulheres em situações de conflito e a utilização de tecnologia para fraudes financeiras.

Relatório de Segurança dos Navegadores 2026 Desafios e Riscos

O Relatório de Segurança dos Navegadores 2026 revela que os navegadores se tornaram o ponto de controle mais crítico e menos protegido nas empresas. Com a evolução dos navegadores nativos de IA, que passaram de ferramentas experimentais para plataformas de negócios, a forma como os usuários interagem com dados e aplicações mudou drasticamente. Em 2025, 41% dos usuários finais utilizaram pelo menos uma ferramenta de IA, mas a governança não acompanhou essa adoção, resultando em um uso fragmentado e inseguro. O relatório destaca que 54% das entradas sensíveis em aplicativos web foram enviadas para contas corporativas, enquanto 46% foram para contas pessoais, evidenciando a vulnerabilidade na proteção de dados. Além disso, ataques baseados em navegadores, como phishing e extensões maliciosas, estão se tornando mais comuns, enquanto as soluções tradicionais de segurança falham em detectar essas ameaças. O uso de extensões de navegador, muitas vezes consideradas inofensivas, representa um risco significativo, com 13% delas classificadas como de alto ou crítico risco. O relatório conclui que as estratégias de segurança precisam evoluir para incluir visibilidade e controle nativos dos navegadores, a fim de mitigar esses riscos emergentes.

Aumento de Exploração de Vulnerabilidades Zero-Day em 2025

O Google Threat Intelligence Group (GTIG) identificou 90 vulnerabilidades zero-day ativamente exploradas em 2025, um aumento de 15% em relação a 2024, mas abaixo do recorde de 100 em 2023. Quase metade dessas falhas afetou software e dispositivos empresariais. As vulnerabilidades zero-day são falhas de segurança em produtos de software que são exploradas por atacantes antes que o fornecedor tome conhecimento e desenvolva um patch. Em 2025, 47 zero-days visaram plataformas de usuários finais e 43, produtos empresariais. Os tipos de falhas exploradas incluem execução remota de código, escalonamento de privilégios e corrupção de memória, com problemas de segurança de memória representando 35% das vulnerabilidades exploradas. O relatório destaca que a Microsoft foi o fornecedor mais visado, com 25 zero-days explorados. Além disso, pela primeira vez, fornecedores de spyware comerciais superaram grupos de espionagem patrocinados pelo estado em termos de uso de falhas não documentadas. O uso de ferramentas de IA para automatizar a descoberta de vulnerabilidades pode manter a exploração de zero-days alta em 2026. O GTIG recomenda a redução da superfície de ataque e a monitorização contínua para detectar e conter essas explorações.

Grupo de ameaças iraniano ataca autoridades do Iraque com malware inédito

Um grupo de ameaças ligado ao Irã, identificado como Dust Specter, está sendo responsabilizado por uma campanha de ciberataques direcionada a autoridades governamentais do Iraque. A campanha, observada pela Zscaler ThreatLabz em janeiro de 2026, utiliza técnicas de engenharia social para se passar pelo Ministério das Relações Exteriores do Iraque e distribuir um conjunto de malwares inéditos, incluindo SPLITDROP, TWINTASK, TWINTALK e GHOSTFORM.

Os ataques começam com um arquivo RAR protegido por senha, que contém um dropper .NET chamado SPLITDROP. Este dropper carrega o módulo TWINTASK, que é um DLL malicioso que se infiltra em um processo legítimo do VLC Media Player para executar comandos a partir de um arquivo de texto. O módulo TWINTALK, por sua vez, atua como um orquestrador de comando e controle (C2), permitindo a comunicação com o servidor C2.

Novas ameaças cibernéticas e mudanças no cenário de segurança

Recentes desenvolvimentos em cibersegurança revelam uma rápida evolução no cenário de ameaças. A equipe de resposta a emergências cibernéticas da Ucrânia (CERT-UA) alertou sobre uma campanha de phishing que visa instituições governamentais, utilizando e-mails maliciosos para disseminar malwares como SHADOWSNIFF e SALATSTEALER. Além disso, um novo serviço de malware como serviço (MaaS) chamado TrustConnect está sendo utilizado para distribuir um RAT (Remote Access Trojan) disfarçado de ferramenta legítima de gerenciamento remoto.

Cisco revela vulnerabilidades ativas no Catalyst SD-WAN Manager

A Cisco divulgou que duas vulnerabilidades críticas no Catalyst SD-WAN Manager estão sendo ativamente exploradas. As falhas, identificadas como CVE-2026-20122 e CVE-2026-20128, têm pontuações CVSS de 7.1 e 5.5, respectivamente. A primeira permite que um atacante remoto autenticado sobrescreva arquivos arbitrários no sistema, enquanto a segunda possibilita que um atacante local obtenha privilégios de usuário do Data Collection Agent (DCA). Para mitigar os riscos, a Cisco lançou patches para diversas versões do software, recomendando que os usuários atualizem imediatamente para versões corrigidas e adotem medidas de segurança adicionais, como restringir o acesso a redes não seguras e monitorar o tráfego de logs. A empresa também alertou sobre uma falha crítica anterior (CVE-2026-20127) que foi explorada por um ator de ameaças sofisticado, destacando a necessidade urgente de atenção à segurança em ambientes corporativos. As vulnerabilidades afetam um produto amplamente utilizado, o que aumenta a relevância para empresas que dependem da tecnologia da Cisco.

A importância da criptografia pós-quântica na proteção de dados

Organizações frequentemente acreditam que dados criptografados estão seguros, mas a realidade é que muitos atacantes estão se preparando para um futuro em que a criptografia atual poderá ser quebrada, especialmente com o advento da computação quântica. A técnica conhecida como ‘colher agora, decifrar depois’ implica que dados sensíveis transmitidos hoje podem ser acessíveis anos depois, quando a capacidade quântica se tornar mais avançada. Para mitigar esse risco, é essencial que as empresas adotem práticas de criptografia pós-quântica, como a criptografia híbrida, que combina algoritmos tradicionais com algoritmos resistentes a quânticos, como o ML-KEM. O webinar ‘Segurança Preparada para o Futuro’ abordará como implementar essas estratégias e a importância de manter a visibilidade sobre os algoritmos criptográficos utilizados. As organizações devem identificar dados sensíveis, entender onde a criptografia é aplicada e começar a adotar essas novas estratégias de proteção. Além disso, a arquitetura de Zero Trust é fundamental para garantir o controle sobre o tráfego criptografado. Preparar-se para a era quântica é crucial para proteger informações críticas, especialmente em setores que exigem confidencialidade a longo prazo.

Microsoft e Europol desmantelam rede global de phishing como serviço

A Europol, em colaboração com forças policiais de vários países, incluindo Portugal e o Reino Unido, desmantelou a Tycoon 2FA, uma das maiores plataformas de phishing como serviço (PhaaS) do mundo. Essa operação, que ocorreu em agosto de 2023, conseguiu desativar 330 domínios que formavam a infraestrutura central da plataforma, que permitia a cibercriminosos contornar a autenticação de dois fatores (2FA) com facilidade. A Tycoon 2FA operava como um ataque de adversário no meio (AiTM), interceptando credenciais de login e cookies de sessão, permitindo acesso não autorizado a contas de usuários, mesmo aquelas protegidas por múltiplas camadas de segurança. A plataforma era bastante popular no submundo digital, gerando cerca de 400 mil dólares em criptomoedas em menos de um ano e enviando milhões de e-mails de phishing mensalmente, afetando quase 100 mil organizações globalmente, incluindo instituições educacionais e de saúde. A operação contou com o apoio de empresas como Microsoft e Cloudflare, que ajudaram a identificar e desativar os domínios utilizados pelos atacantes.

Nacional russo se declara culpado por fraude em operação de ransomware

Evgenii Ptitsyn, um cidadão russo de 43 anos, se declarou culpado por um esquema de fraude eletrônica relacionado à operação de ransomware Phobos, que afetou centenas de vítimas em todo o mundo. O Phobos, uma operação de ransomware como serviço (RaaS) ligada à família Crysis, foi responsável por mais de 39 milhões de dólares em pagamentos de resgate de mais de 1.000 entidades públicas e privadas. Ptitsyn foi extraditado da Coreia do Sul em novembro de 2024 e acusado de supervisionar a venda e distribuição do ransomware. Os afiliados do Phobos invadiam redes de alvos, incluindo escolas e hospitais, utilizando credenciais roubadas, criptografando dados sensíveis e exigindo pagamento sob ameaça de vazamento. A operação Aether, coordenada pela Europol, resultou em detenções e apreensões de equipamentos relacionados ao Phobos, destacando a colaboração internacional no combate a esse tipo de crime cibernético. Ptitsyn enfrenta até 20 anos de prisão e sua sentença está marcada para 15 de julho de 2025.

Operação conjunta desmantela LeakBase, fórum de cibercriminosos

Uma operação conjunta de agências de segurança desmantelou o LeakBase, um dos maiores fóruns online para cibercriminosos, que contava com mais de 142 mil membros e 215 mil mensagens. O fórum, que estava ativo desde junho de 2021, era um mercado para a compra e venda de dados roubados e ferramentas de cibercrime, incluindo credenciais de contas e informações financeiras. O FBI e a Europol lideraram a operação, que ocorreu nos dias 3 e 4 de março de 2026, resultando em buscas, prisões e a apreensão de dados dos usuários, como contas, mensagens privadas e logs de IP. O LeakBase tinha uma política que proibia a venda de bancos de dados russos, possivelmente para evitar a atenção das autoridades. A operação foi parte de um esforço internacional para combater o cibercrime, com ações em vários países, incluindo EUA, Austrália e Reino Unido. O impacto da operação é significativo, pois o LeakBase era uma plataforma central para a troca de informações que poderiam ser usadas em fraudes e invasões de contas.

Desmantelamento do Tycoon 2FA um golpe de phishing em larga escala

O Tycoon 2FA, um dos principais kits de phishing como serviço (PhaaS), foi desmantelado por uma coalizão de agências de segurança e polícia. Lançado em agosto de 2023, o kit permitiu que cibercriminosos realizassem ataques de coleta de credenciais em larga escala, afetando quase 100 mil organizações globalmente, incluindo escolas e hospitais. O kit, que era vendido por meio de plataformas como Telegram e Signal, oferecia um painel de administração web para configurar e monitorar campanhas de phishing, permitindo o acesso a informações sensíveis, como credenciais e códigos de autenticação multifatorial (MFA). O desmantelamento resultou na remoção de 330 domínios associados ao serviço criminoso, que gerava dezenas de milhões de e-mails de phishing mensalmente. A Europol e a Microsoft relataram que o Tycoon 2FA foi responsável por 62% de todas as tentativas de phishing bloqueadas pela Microsoft até meados de 2025. A análise geográfica revelou que os EUA tinham a maior concentração de vítimas, seguidos pelo Reino Unido e Canadá. O impacto desses ataques é significativo, pois pode levar a sequestros de contas e perda de dados sensíveis.

Bitwarden permite login no Windows 11 com passkeys

A Bitwarden anunciou uma nova funcionalidade que permite o login em dispositivos com Windows 11 utilizando passkeys armazenadas em seu cofre, oferecendo uma autenticação resistente a phishing. Essa nova opção está disponível para todos os planos, incluindo o gratuito, e funciona ao selecionar a opção de chave de segurança e escanear um código QR com um dispositivo móvel para confirmar o acesso à passkey. Para utilizar essa funcionalidade, é necessário que os dispositivos estejam conectados ao Entra ID, que a autenticação via chave de segurança FIDO2 esteja habilitada e que a passkey esteja registrada no cofre da Bitwarden. A Bitwarden atua como provedora de passkeys no fluxo de autenticação do Windows, permitindo que as credenciais sejam armazenadas em um cofre sincronizado, ao invés de estarem vinculadas a um único dispositivo. Essa abordagem reduz significativamente o risco de exposição de credenciais a ataques de phishing, uma vez que elimina a necessidade de inserir senhas durante o processo de login. A Microsoft planeja implementar essa funcionalidade ainda este mês, dependendo da configuração do Entra ID. Essa inovação representa um avanço significativo na segurança de autenticação em sistemas operacionais.

Google se apressa para proteger Chrome contra ataques quânticos

O Google está desenvolvendo soluções para tornar os certificados HTTPS resistentes a ataques de computadores quânticos, sem comprometer a usabilidade da internet. A computação quântica apresenta novas vulnerabilidades à criptografia clássica, especialmente com a possibilidade do algoritmo de Shor, que pode forjar assinaturas digitais e quebrar chaves em logs de certificados. Para mitigar esses riscos, o Google propõe a integração de algoritmos criptográficos pós-quânticos, como o ML-DSA, e a utilização de Certificados de Árvore de Merkle (MTCs), que condensam a verificação de milhões de certificados em provas compactas. Essa abordagem visa garantir que forjamentos só sejam bem-sucedidos se os atacantes quebrarem simultaneamente a criptografia clássica e a resistente a quântica. No entanto, o aumento no tamanho dos dados criptografados pode impactar a velocidade das conexões, o que é uma preocupação para a experiência do usuário. O Google já implementou MTCs no Chrome e está colaborando com a Cloudflare para testar a performance de cerca de 1.000 certificados. A Internet Engineering Task Force (IETF) também está trabalhando em padrões para essa nova era de segurança.