Cibersegurança

Nova família de ransomware GodDamn utiliza driver malicioso PoisonX

Pesquisadores de cibersegurança identificaram uma nova família de ransomware chamada GodDamn, que utiliza o driver malicioso PoisonX para desativar softwares de segurança, dificultando a detecção e resposta a ataques. O ransomware foi avistado pela primeira vez em 21 de maio de 2026 e é considerado uma rebrand do ransomware Beast, que por sua vez era uma versão aprimorada do Monster, surgido em março de 2022. A empresa Broadcom está investigando o grupo por trás dessas ameaças, conhecido como Hyadina.

A Nova Era dos Clearinghouses de Vulnerabilidades em Cibersegurança

Recentemente, diversas empresas anunciaram a criação de clearinghouses para vulnerabilidades, incluindo a Athena, que se destaca por já estar em operação antes do anúncio. No entanto, o artigo enfatiza que a criação de um clearinghouse é a parte menos importante do processo de segurança. O verdadeiro desafio reside na capacidade de transformar dados de vulnerabilidades em correções efetivas e aplicáveis. O autor argumenta que, embora esses clearinghouses reúnam dados sobre vulnerabilidades pré-divulgação, a verdadeira questão é como essas informações são utilizadas para proteger aplicações em tempo real. A crescente quantidade de vulnerabilidades privadas em código aberto é um subproduto de métodos de teste que expõem falhas em dependências de terceiros. Além disso, a velocidade de exploração de vulnerabilidades tem diminuído drasticamente, com ataques ocorrendo antes mesmo da divulgação de patches. O artigo conclui que, para proteger eficazmente as aplicações, é necessário um esforço coordenado e em larga escala, onde a colaboração entre diferentes equipes de segurança se torna essencial.

Grupo Lurking Lizard opera rede de proxies maliciosos

Pesquisadores de cibersegurança revelaram a atuação de um novo ator de ameaças, denominado Lurking Lizard, que opera um negócio de proxies residenciais maliciosos. Desde agosto de 2022, o grupo tem utilizado mais de 230 domínios semelhantes para recrutar dispositivos comprometidos como nós de proxy. Uma das campanhas observadas envolveu a distribuição de um instalador trojanizado do 7-Zip, hospedado em um domínio que imitava o original. O Lurking Lizard também se faz passar por provedores de proxy renomados e utiliza sites de revisão falsos para direcionar tráfego para suas plataformas fraudulentas. A análise sugere que o grupo é baseado na China e emprega técnicas como o ‘drop-catching’, adquirindo domínios expirados para herdar sua legitimidade. Além disso, a infraestrutura utilizada para a campanha do 7-Zip também serve para distribuir instaladores falsos de outros aplicativos populares. O impacto dessa operação é significativo, pois pode transformar dispositivos comuns em parte de uma botnet, expondo os usuários a riscos de segurança e possíveis ações maliciosas. A situação é agravada pelo fato de que a Google recentemente desmantelou outra rede de proxies residenciais, destacando a gravidade do problema.

Falha em assistentes de codificação AI pode comprometer segurança

Pesquisadores da Wiz descobriram uma vulnerabilidade em seis assistentes de codificação AI populares, que permite que um projeto de código malicioso assuma o controle silenciosamente do computador de um desenvolvedor. A falha, chamada GhostApproval, ocorre quando o assistente solicita permissão para editar um arquivo aparentemente inofensivo, mas na verdade escreve em um arquivo sensível. Os assistentes afetados incluem Amazon Q Developer, Claude Code da Anthropic, Augment, Cursor, Google Antigravity e Windsurf. A vulnerabilidade explora um recurso antigo do Unix chamado link simbólico (symlink), que não é verificado pelos assistentes. Um repositório malicioso pode redirecionar a escrita de um arquivo para o arquivo de login SSH do usuário, permitindo que um invasor acesse o sistema sem senha. Embora não haja evidências de que essa técnica tenha sido usada em ataques reais, a Wiz recomenda que os desenvolvedores adotem práticas de segurança, como executar os assistentes com acesso limitado a arquivos e verificar os arquivos de configuração após trabalhar em repositórios desconhecidos. Três dos seis fornecedores já corrigiram a falha, enquanto dois ainda estão trabalhando em soluções, e a Anthropic contesta a classificação como um bug.

Vulnerabilidade em agentes de IA pode permitir execução de código malicioso

Um novo estudo do AI Now Institute revelou uma vulnerabilidade crítica em agentes de codificação de IA, como Claude Code da Anthropic e Codex da OpenAI, que pode permitir que código malicioso seja executado em máquinas dos usuários. Denominado ‘Friendly Fire’, o ataque ocorre quando esses agentes operam em modo autônomo, onde eles aprovam seus próprios comandos. Os pesquisadores demonstraram que, ao solicitar uma verificação de segurança em código de terceiros, o agente pode inadvertidamente executar um código malicioso disfarçado como um arquivo inofensivo. O ataque se aproveita da confiança que os agentes têm em arquivos README.md, que são comuns em repositórios de código. Embora não haja um patch disponível, a solução proposta envolve mudanças nos fluxos de trabalho para evitar que código não confiável seja analisado por esses agentes. A pesquisa destaca a necessidade urgente de cautela ao utilizar ferramentas de IA para auditoria de segurança, especialmente em ambientes onde a segurança de dados sensíveis é crítica.

Grupo de ameaças ligado à China explora servidores Roundcube em universidades

Um novo grupo de ameaças, identificado como UNK_MassTraction, está explorando servidores vulneráveis do Roundcube em universidades dos Estados Unidos e Canadá, visando principalmente departamentos de física e engenharia, além de organizações de pesquisa em astrofísica e segurança nacional. Desde maio, a campanha tem sido rastreada pela empresa de cibersegurança Proofpoint, que relata que os ataques começam com e-mails maliciosos enviados de contas comprometidas ou domínios falsificados. Ao abrir esses e-mails em um cliente webmail Roundcube vulnerável, os usuários são afetados por uma falha de cross-site scripting (CVE-2024-42009), que executa um código JavaScript e carrega um payload chamado IceCube. Este malware é capaz de roubar credenciais, dados de autenticação de dois fatores e informações do navegador. Além disso, o malware tenta explorar uma falha de desserialização (CVE-2025-49113) para instalar um webshell PHP, SquareShell, que permite execução remota de código. A Proofpoint sugere que o UNK_MassTraction é um ator de espionagem alinhado à China, dado o uso de infraestrutura associada a grupos chineses e a tática de atacar servidores de e-mail. A empresa recomenda que administradores de sistemas Roundcube apliquem atualizações de segurança para mitigar essas vulnerabilidades.

Pacotes maliciosos no npm e PyPI visam aplicativos de pagamento

Recentemente, pacotes maliciosos foram identificados no Node Package Manager (npm) e no Python Package Index (PyPI), direcionados a desenvolvedores e usuários dos aplicativos de pagamento Paysafe, Skrill e Neteller. Os atacantes publicaram pelo menos 17 pacotes maliciosos simultaneamente, com a finalidade de exfiltrar credenciais e tokens de acesso para um servidor de comando e controle hospedado na Amazon Web Services (AWS). Esses pacotes se disfarçam como SDKs legítimos de pagamento, mas na verdade retornam respostas falsas de sucesso, enquanto buscam por segredos como tokens, senhas e chaves de API. A análise da empresa de segurança Socket revela que os pacotes npm publicaram quatro versões maliciosas, enquanto os pacotes PyPI apresentaram apenas uma. Os dados exfiltrados incluem chaves de API do Paysafe, chaves da AWS e tokens do GitHub. Os desenvolvedores que instalaram esses pacotes são aconselhados a rotacionar imediatamente todas as credenciais em qualquer máquina que tenha importado ou executado esses pacotes. A capacidade do atacante de transitar entre diferentes ecossistemas pode dificultar a defesa, especialmente se houver visibilidade limitada em um único ecossistema.

Universidade de Mount Royal sofre ataque cibernético e dados são deletados

A Mount Royal University (MRU), localizada em Calgary, foi alvo de um ataque cibernético em 17 de junho, resultando no roubo e subsequente exclusão de dados de seus sistemas de armazenamento. A universidade, que possui mais de 11 mil alunos, informou que a violação afetou diversos sistemas, incluindo serviços online e acesso à internet. Dados armazenados em uma unidade designada como ‘H drive’, que continha informações de alunos e funcionários, foram acessados e deletados por um ator não autorizado. Além disso, uma segunda unidade, rotulada como ‘J drive’, que armazenava dados departamentais, também foi apagada, embora não haja evidências de que esses dados tenham sido copiados antes da exclusão. O grupo de hackers CMD Organization reivindicou a responsabilidade pelo ataque, exigindo um resgate de 30 BTC (cerca de R$ 1,9 milhão) e ameaçando vazar informações se a universidade não atender à demanda. A MRU está colaborando com especialistas em cibersegurança para investigar o incidente e recuperar os dados perdidos, além de oferecer monitoramento de crédito e proteção contra roubo de identidade aos afetados. O incidente foi reportado às autoridades competentes, incluindo o Comissário de Informação e Privacidade de Alberta.

Agentes de IA disparam alarmes de segurança em sistemas corporativos

Um estudo da Sophos revelou que agentes de codificação baseados em IA, como Claude Code e OpenAI Codex, estão gerando alarmes de segurança em sistemas Windows ao realizar atividades que se assemelham a ataques cibernéticos. Durante uma análise de uma semana, 56,2% das atividades bloqueadas estavam relacionadas ao acesso a credenciais, enquanto 28,8% diziam respeito à execução de comandos. A Sophos identificou que ações como a descriptografia de credenciais de navegador e a enumeração de dados do Gerenciador de Credenciais do Windows, realizadas por assistentes de IA, foram interpretadas como tentativas de roubo de dados. Embora essas ações sejam benignas no contexto de automação de tarefas, elas levantam preocupações sobre a segurança das credenciais armazenadas. A Sophos sugere que as regras de detecção sejam ajustadas para distinguir entre comportamentos normais de agentes de IA e atividades maliciosas. O relatório também destaca que a evolução das táticas de ataque, onde 82% das detecções em 2025 foram livres de malware, exige uma reavaliação das estratégias de defesa. Para os defensores, é crucial manter um controle rigoroso sobre o acesso a credenciais, mesmo quando realizado por agentes de IA, e considerar a implementação de configurações que limitem permissões excessivas.

ANPD investiga ataque que comprometeu dados de 500 mil pacientes no Brasil

A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) iniciou um processo de sanção contra o Instituto de Saúde e Cidadania (ISAC) após um ataque de ransomware que afetou cerca de 500 mil pacientes em várias unidades de saúde no Brasil. O incidente, que ocorreu em 2025, resultou no sequestro de dados sensíveis, incluindo informações de identificação e dados de saúde, como prontuários e diagnósticos. A ANPD investiga se houve infrações à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), como a falta de medidas de segurança adequadas e a comunicação inadequada aos afetados. O ISAC alegou que não houve risco significativo, mas a ANPD contestou essa afirmação, destacando a falta de comprovação. A organização tem dez dias úteis para apresentar sua defesa, e as sanções podem incluir multas de até 2% do faturamento e a suspensão de atividades de tratamento de dados. Este caso destaca a importância da conformidade com a LGPD e a necessidade de medidas robustas de segurança da informação em instituições de saúde.

Relatório da IBM revela uso de IA em ataques cibernéticos

O Relatório de Custo de uma Violação de Dados da IBM de 2025 revelou que 16% das violações analisadas envolveram o uso de ferramentas de inteligência artificial (IA) por atacantes, principalmente para ataques de phishing e de impersonação com deepfake. O serviço de atendimento ao cliente (service desk) se torna um alvo natural para engenharia social, pois um atacante que convence um agente de que é um usuário legítimo pode contornar controles técnicos. A IA facilita essa tarefa, tornando as abordagens mais personalizadas e convincentes. O processo de integração de novos funcionários é especialmente vulnerável, já que os agentes de suporte podem não ter familiaridade com os novos colaboradores. Para mitigar esses riscos, é essencial que os agentes tenham métodos mais robustos de verificação de identidade antes de conceder acesso a credenciais ou aprovar mudanças sensíveis. O uso de soluções como o Specops Secure Onboarding pode ajudar a proteger o processo de integração, garantindo que os novos funcionários criem senhas seguras sem que credenciais sejam enviadas diretamente, além de implementar verificações biométricas para evitar impersonações. Com a crescente sofisticação dos ataques, a proteção do service desk se torna uma prioridade crítica para as organizações.

Grupo de cibercriminosos usa chamadas para phishing em Microsoft 365

Um grupo de cibercriminosos tem atacado organizações de diversos setores com solicitações de segurança falsas, utilizando chamadas telefônicas para persuadir usuários do Microsoft 365 a se inscreverem em uma nova chave de acesso Entra. Essa técnica, conhecida como vishing, explora uma funcionalidade recém-lançada pela Microsoft que permite campanhas de registro de chaves de acesso. Os atacantes direcionam as vítimas para sites de phishing que imitam o processo legítimo de registro, coletando credenciais e códigos de autenticação multifatorial (MFA). O grupo, identificado como O-UNC-066 e associado à operação de extorsão chamada Pink, tem como alvo setores como alimentos e bebidas, tecnologia, saúde, automotivo, construção e aviação. Após obter acesso às contas, os criminosos rapidamente exfiltram dados de serviços como SharePoint e OneDrive, utilizando um painel PHP controlado pelo operador para guiar as vítimas em tempo real. A Okta recomenda que as organizações implementem métodos de verificação mais rigorosos para a identidade de pessoal de suporte ao cliente e neguem solicitações de locais onde a empresa não opera.

Falha em commits assinados do Git pode comprometer segurança

Uma nova pesquisa revela que o hash de um commit assinado no Git não é tão único quanto se pensava. Um atacante pode criar um segundo commit com os mesmos arquivos, autor e data, além de uma assinatura válida, fazendo com que o GitHub ainda o classifique como ‘Verificado’. Isso representa um risco significativo, pois sistemas que bloqueiam commits ruins por hash podem ser contornados, permitindo que um conteúdo malicioso seja reintroduzido sob um novo hash. O estudo, conduzido por Jacob Ginesin da Carnegie Mellon University, destaca a ‘maleabilidade de hash’, onde a assinatura de um commit pode ser alterada sem modificar o código. O GitHub não normaliza as assinaturas antes de verificá-las, o que permite essa vulnerabilidade. Embora não haja um CVE ou uma recomendação imediata para desenvolvedores, a pesquisa sugere que as forges devem implementar a normalização das assinaturas para garantir a segurança. Essa questão é relevante para a segurança do software e a integridade do código, especialmente em ambientes que dependem de commits verificados para garantir a autenticidade do código.

Fraude bancária no México utiliza iscas ClickFix para atacar clientes

Um novo esquema de fraude bancária está atacando clientes de bancos, fintechs e exchanges de criptomoedas no México, utilizando iscas ClickFix. A operação, identificada como REF6045 pelo Elastic Security Labs, envolve a infecção de vítimas através de páginas falsas de verificação CAPTCHA, que induzem os usuários a executar um comando malicioso que instala um toolkit PowerShell chamado SCMBANKER. Este malware é projetado especificamente para o ecossistema financeiro mexicano e possui capacidades como monitoramento de sessões bancárias, captura de telas e manipulação de área de transferência. O ataque começa com uma verificação CAPTCHA falsa que leva as vítimas a copiar e colar um comando malicioso. Após a instalação, o operador pode monitorar a atividade bancária da vítima, redirecionar navegadores e até mesmo bloquear a tela com avisos falsos. Os pesquisadores notaram que o SCMBANKER utiliza um modelo de linguagem para desenvolver suas ferramentas, evidenciando a utilização de inteligência artificial na criação do malware. A operação representa um risco significativo, pois já existem vítimas reais sendo monitoradas em tempo real pelos operadores. A descoberta de um diretório aberto permitiu a recuperação de informações detalhadas sobre a infraestrutura do ataque, revelando falhas de segurança operacional por parte dos criminosos.

Campanha EvilTokens expõe nova vulnerabilidade em segurança de e-mails

Uma recente campanha de phishing chamada EvilTokens está atacando empresas nos EUA e na Europa, revelando uma nova vulnerabilidade na segurança de e-mails. A técnica, conhecida como ‘ghost phishing’, mantém a página maliciosa oculta até que seja decifrada e se torne visível no navegador da vítima. O ataque utiliza um método de phishing que não requer o roubo direto de senhas, mas sim a autorização involuntária do acesso às contas do Microsoft 365. Isso representa um risco significativo, pois verificações tradicionais de URL podem não detectar o ataque, resultando em maior exposição a invasões de contas e acesso não autorizado a dados sensíveis. A análise do ataque foi realizada na sandbox interativa ANY.RUN, que permitiu visualizar o fluxo completo do ataque, destacando a importância de ter visibilidade no nível do navegador para detectar e conter essas ameaças antes que causem danos financeiros. Os setores mais afetados incluem tecnologia, manufatura, educação e serviços financeiros, onde a exposição ao phishing atingiu níveis alarmantes, como 75,6% no setor de consultoria. Para mitigar esses riscos, é crucial que as equipes de segurança adotem ferramentas que permitam a inspeção de dados no navegador e a detecção de comportamentos maliciosos.

Ubiquiti lança atualizações para falhas críticas em UniFi

A Ubiquiti lançou atualizações para corrigir várias falhas de segurança críticas em suas aplicações UniFi Connect, UniFi Talk, UniFi Access, UniFi Protect e UniFi OS. As vulnerabilidades, que variam de um CVSS de 9.0 a 10.0, incluem problemas de controle de acesso inadequado, injeção de comandos e injeção SQL. Por exemplo, a CVE-2026-50746 permite que um atacante execute injeções de comandos na aplicação UniFi Connect, enquanto a CVE-2026-50747 envolve injeções SQL na UniFi Talk, ambas podendo resultar em escalonamento de privilégios. Embora não haja evidências de exploração ativa dessas falhas, a CISA já havia alertado sobre vulnerabilidades semelhantes que foram utilizadas em ataques reais. Além disso, um botnet chamado MooBot, que utilizava roteadores Ubiquiti Edge OS comprometidos, foi desmantelado em uma operação de aplicação da lei. As atualizações estão disponíveis e é crucial que os usuários implementem os patches para mitigar os riscos associados a essas vulnerabilidades.

HalluSquatting nova ameaça de botnet via assistentes de IA

Um novo tipo de ataque cibernético, denominado HalluSquatting, explora as falhas de assistentes de programação baseados em inteligência artificial (IA) que frequentemente geram informações fictícias. Pesquisadores descobriram que, ao registrar nomes de projetos que a IA tende a inventar, os atacantes podem induzir o assistente a buscar e executar códigos maliciosos. O ataque combina duas características da IA: a ‘alucinação’, onde a IA cria informações falsas, e a ‘injeção de prompt’, que manipula a IA para seguir instruções do atacante. O processo começa com o atacante identificando um recurso popular, repetindo solicitações à IA até que ela produza um nome falso, que é então registrado. Quando um usuário legítimo solicita o recurso, a IA pode acabar puxando a versão maliciosa. Este método é particularmente perigoso, pois não requer senhas ou exploração de rede, tornando-o difícil de detectar por firewalls. O estudo, realizado por pesquisadores de universidades israelenses, destaca a necessidade urgente de melhorias na segurança desses assistentes, como a verificação de nomes antes da execução de comandos. A pesquisa sugere que a combinação de nomes inventados, marketplaces abertos e a capacidade da IA de executar comandos cria um novo vetor de ataque que pode afetar uma ampla gama de dispositivos e sistemas operacionais.

KDDI revela vazamento de dados de milhões de clientes no Japão

A KDDI, uma das maiores operadoras de telecomunicações do Japão, anunciou que milhões de endereços de e-mail e senhas de clientes foram expostos após um ataque a uma plataforma de e-mail utilizada por cinco provedores de serviços de internet no país. O incidente, descoberto em 17 de junho, afetou até 14,2 milhões de clientes, incluindo contas ativas e inativas. A empresa informou que algumas senhas estavam armazenadas de forma criptografada, mas não especificou quantas estavam em texto simples. O ataque ocorreu em 16 de maio, explorando uma vulnerabilidade zero-day em um software de terceiros, que não havia sido reconhecida pelo fornecedor até então. A KDDI já implementou medidas de segurança, como a mudança obrigatória de senhas para os clientes afetados e a instalação de software de detecção de ameaças. A empresa também notificou as autoridades japonesas sobre o incidente e está colaborando com os provedores de internet para mitigar os riscos decorrentes do vazamento.

Grupo de Ameaça Chinês Refinando Malware para Expandir Rede ORB

O grupo de ameaças avançadas persistentes (APT) conhecido como UAT-7810, vinculado à China, está aprimorando seu malware personalizado para expandir sua rede de Operational Relay Box (ORB). De acordo com a Cisco Talos, o UAT-7810 é responsável pela manutenção e proliferação do LapDogs, uma rede ORB identificada pela primeira vez em junho de 2025. O objetivo do grupo é estabelecer redes ORB que possam ser utilizadas por outros atores de ameaças para realizar ataques cibernéticos a alvos de alto valor. Recentemente, o UAT-7810 desenvolveu uma nova versão de seu malware, chamada LONGLEASH, além de outras ferramentas como DOGLEASH e LEASHTEST, que são utilizadas para explorar vulnerabilidades em dispositivos de rede, como roteadores Ruckus e ASUS. As campanhas do grupo têm se concentrado em explorar falhas conhecidas, como CVE-2020-22653 e CVE-2023-25717, para comprometer dispositivos e estabelecer acesso persistente. A evolução do malware indica um ciclo ativo de desenvolvimento, com novas funcionalidades sendo testadas em dispositivos MIPS. A situação representa um risco significativo para a segurança de redes, especialmente para infraestruturas críticas.

Hackers chineses evoluem malware para comprometer roteadores Ruckus

Hackers chineses identificados como ‘UAT-7810’ estão aprimorando seu malware para expandir sua rede de infraestrutura de relé operacional (ORB), focando principalmente em dispositivos de rede expostos à internet, como roteadores Ruckus não atualizados. De acordo com pesquisadores da Cisco Talos, essa rede ORB serve como uma infraestrutura de relé segura para outras ameaças persistentes avançadas (APTs) alinhadas à China. O malware LONGLEASH, uma versão aprimorada do backdoor SHORTLEASH, foi identificado, oferecendo novas funcionalidades, como redirecionamento de tráfego e suporte a TLS. Além disso, foram descobertos outros malwares, como DOGLEASH, um backdoor leve para Linux, e JARLEASH, uma ferramenta administrativa em Java. Os pesquisadores destacam que UAT-7810 explora vulnerabilidades conhecidas em roteadores, como CVE-2020-22653 e CVE-2023-25717, para obter acesso inicial. A continuidade da expansão da infraestrutura ORB e a substituição do SHORTLEASH pelo LONGLEASH indicam um aumento na capacidade operacional dos atacantes. A lista completa de indicadores de comprometimento (IoCs) relacionados à atividade do UAT-7810 está disponível no relatório da Cisco Talos.

Accenture confirma violação de segurança e roubo de dados

A gigante de serviços de TI, Accenture, confirmou ter sofrido uma violação de segurança após um ator de ameaças afirmar ter roubado 35 GB de código-fonte e outros dados da empresa. Em uma declaração ao BleepingComputer, a Accenture afirmou que está ciente do incidente isolado e que já remediou a situação, garantindo que não houve impacto nas operações e na entrega de serviços. O ator de ameaças, conhecido como ‘888’, começou a oferecer os dados roubados para venda em um fórum de cibercrime, alegando que a violação ocorreu em julho de 2026 e que os dados incluem chaves RSA, chaves SSH, tokens de acesso pessoal do Azure e arquivos de configuração. Embora a Accenture tenha confirmado a violação, não forneceu detalhes sobre como os atacantes conseguiram acesso ou se dados de clientes foram afetados. Este incidente se soma a um histórico de violações da Accenture, incluindo um ataque do grupo de ransomware LockBit em 2021. A situação destaca a importância da segurança cibernética em um ambiente corporativo cada vez mais vulnerável a ataques.

Falha crítica no Google Dialogflow CX expõe dados de usuários

Uma falha crítica no Google Dialogflow CX, identificada pela empresa de segurança Varonis e nomeada de Rogue Agent, permitia que um atacante com permissões de edição em um agente habilitado para Code Block comprometesse outros agentes no mesmo projeto do Google Cloud. A vulnerabilidade possibilitava a leitura de conversas em tempo real, o roubo de dados compartilhados pelos usuários e o envio de mensagens escritas pelo atacante, como solicitações para reentrada de senhas. A falha afetou apenas organizações que utilizavam Playbooks e Code Blocks personalizados, que permitem a adição de código Python. Para explorar a vulnerabilidade, o atacante precisava da permissão dialogflow.playbooks.update, limitando o risco a insiders maliciosos ou contas de desenvolvedores comprometidas. O ambiente compartilhado onde o código é executado não apresentava isolamento adequado entre os agentes, permitindo que um único Code Block malicioso substituísse um arquivo crítico, comprometendo todos os agentes no projeto. Embora a Google tenha corrigido a falha e não haja indícios de exploração real, a situação destaca a necessidade de controles rigorosos de acesso e monitoramento em ambientes de desenvolvimento de IA.

Novo malware RedWing ameaça segurança bancária em dispositivos Android

Um novo malware para Android, denominado RedWing, está sendo comercializado no Telegram como um serviço de fraude bancária acessível até para criminosos de baixa habilidade. De acordo com a Zimperium, que identificou a operação, o RedWing é uma variante do malware Oblivion, e é oferecido em pacotes de assinatura que incluem descontos por indicação, guias e vídeos explicativos, permitindo que qualquer comprador crie um aplicativo personalizado sob demanda.

O processo de infecção começa com um link de phishing que direciona a vítima a uma página falsa de loja de aplicativos. O malware solicita permissões de forma gradual, utilizando técnicas enganosas para obter acesso total ao dispositivo. Uma vez instalado, o RedWing pode criar telas de login falsas, ler mensagens de texto para capturar códigos de autenticação e redirecionar chamadas, além de permitir o controle remoto do dispositivo.

Ransomware com IA acelera ataques, mas ainda depende de ação humana

Pesquisadores da Sysdig identificaram um ataque de ransomware inovador, atribuído ao operador JadePuffer, que utiliza inteligência artificial para automatizar etapas do sequestro de dados. Embora o ataque tenha sido facilitado pela IA, ele ainda requer a intervenção humana para configuração e direcionamento. O ataque começou com a exploração de uma vulnerabilidade no Langflow, uma ferramenta para criar aplicações com modelos de linguagem, e culminou em um ataque a um servidor de produção com banco de dados MySQL. Durante a operação, o agente de IA executou mais de 600 ações, adaptando-se a falhas e ajustando comandos em tempo real. O resultado foi a criptografia de aproximadamente 1.300 itens de configuração e a criação de um usuário administrador malicioso, seguido de uma mensagem de resgate. Notavelmente, a chave de criptografia gerada não foi preservada, o que pode inviabilizar a recuperação dos dados mesmo que o resgate seja pago. Este incidente destaca a crescente sofisticação dos ataques cibernéticos e a necessidade de vigilância constante por parte das empresas.

Grupo cibercriminoso CMD reivindica ataque a universidade canadense

O grupo cibercriminoso CMD Organization assumiu a responsabilidade por um ataque cibernético à Mount Royal University (MRU), em Calgary, Alberta, ocorrido em 17 de junho de 2026. A universidade confirmou a ocorrência de um incidente cibernético que afetou seus sistemas, incluindo folha de pagamento e registro de acomodações estudantis. CMD afirma ter roubado 10 TB de dados da MRU e está exigindo um resgate de 1,9 milhão de dólares em uma semana. Para corroborar sua reivindicação, o grupo publicou amostras de documentos que alegam ter sido roubados. A MRU ainda não confirmou a autenticidade da reivindicação e está em fase inicial de investigação, sem determinar se informações pessoais foram acessadas. CMD Organization, que opera um esquema de ransomware como serviço, já reivindicou 32 ataques desde sua fundação em maio de 2026, com um resgate médio de 580 mil dólares. O ataque à MRU é parte de uma tendência crescente de ataques de ransomware a instituições educacionais, que podem causar interrupções significativas nas operações diárias e riscos de fraude para alunos e funcionários.

Pipeline verde não é governado vulnerabilidades em CICD

Em junho de 2026, a Novee Security revelou uma nova classe de vulnerabilidades em pipelines de CI/CD, chamada Cordyceps, que afeta repositórios de alto impacto em ecossistemas como npm, PyPI, crates.io e Go. A pesquisa analisou cerca de 30.000 repositórios e identificou 654 vulnerabilidades, das quais mais de 300 eram totalmente exploráveis. O problema reside na forma como os workflows do GitHub Actions são configurados, permitindo que um atacante, com apenas uma conta gratuita do GitHub, execute código malicioso em contextos privilegiados. A vulnerabilidade se origina da interação entre workflows, onde um código aparentemente seguro pode ser manipulado para executar comandos não autorizados. Exemplos de exploração incluem o repositório Azure Sentinel da Microsoft, onde um simples comentário em um pull request permitiu o roubo de uma chave de aplicativo do GitHub, e o repositório do Google Cloud, onde um pull request poderia conceder acesso de proprietário a um projeto. A análise destaca a necessidade urgente de governança e revisão de segurança em pipelines, especialmente com o aumento da automação e do uso de ferramentas de IA, que podem replicar padrões inseguros em larga escala.

Polícia da Espanha prende suspeito de hacktivismo pró-Rússia

A Polícia Nacional da Espanha prendeu um homem suspeito de ser membro ativo do grupo hacktivista pró-Rússia conhecido como CyberArmy of Russia Reborn (CARR) e Z-Pentest. Esses grupos têm sido associados a vários ataques cibernéticos direcionados a infraestruturas críticas nos Estados Unidos e na Europa. Um dos ataques mais preocupantes, revelado em uma acusação recente, visou instalações de água e processamento de alimentos, colocando em risco a segurança pública. O governo dos EUA já impôs sanções a outros membros do CARR, que também foram implicados em ataques a sistemas SCADA de empresas de energia. O suspeito, residente em Palência, teria fornecido apoio logístico a um hacker ucraniano do CARR e tentado facilitar sua fuga para a Rússia. A investigação, que começou em agosto de 2025 com informações do FBI, resultou em uma operação policial em março de 2026, onde foram apreendidos dispositivos de armazenamento de criptomoedas e computadores. Embora ainda não haja acusações formais, o homem é investigado por associação a organização terrorista e danos computacionais.

Backdoor de autenticação oculta em roteadores Tenda expõe riscos

Uma vulnerabilidade crítica foi identificada em várias versões de firmware de roteadores Tenda, permitindo que atacantes obtenham acesso administrativo ao painel de gerenciamento web do dispositivo. O problema, rastreado como CVE-2026-11405, é causado por um mecanismo de autenticação não documentado na função ’login()’ do servidor web ‘/bin/httpd’. Quando um usuário tenta fazer login, o firmware do roteador realiza uma autenticação padrão baseada em MD5. Se essa falha, o sistema recupera uma senha alternativa da configuração ‘sys.rzadmin.password’ e a compara diretamente com a senha em texto claro fornecida pelo usuário remoto. Se as senhas coincidirem, o dispositivo concede acesso administrativo, independentemente do nome de usuário inserido. Isso significa que qualquer nome de usuário é aceito, desde que a senha da backdoor seja fornecida. O CERT/CC alerta que essa falha não está documentada em nenhum lugar, deixando os usuários inconscientes do risco. A exploração bem-sucedida pode permitir que um atacante reconfigure o dispositivo, altere configurações de rede e desative recursos de segurança, comprometendo ainda mais a rede local. Atualmente, não há correção disponível e recomenda-se que os usuários desativem o painel de gerenciamento remoto e mudem o endereço IP LAN padrão para mitigar riscos. A vulnerabilidade foi descoberta por um pesquisador anônimo e, embora não haja relatos de exploração ativa, a possibilidade de ataques por botnets é alta.

Vulnerabilidade crítica no Writer permite comprometimento entre inquilinos

Pesquisadores de cibersegurança revelaram uma vulnerabilidade crítica de isolamento de sessão na plataforma de inteligência artificial generativa Writer, que já foi corrigida. Batizada de WriteOut pela equipe de Sand Security Research, a falha permite que um atacante, com apenas um link, consiga acessar e tomar controle de contas de usuários de diferentes organizações. Isso significa que um invasor pode acessar chats privados, documentos e dados sensíveis, dependendo do papel do usuário atacado. O ataque ocorre quando um usuário logado clica em um link de pré-visualização compartilhado por um agente malicioso, que então captura o cookie de sessão do usuário. A vulnerabilidade quebra as proteções de isolamento entre inquilinos, permitindo que o atacante atue como um usuário legítimo em diferentes contas. Após a divulgação responsável, a Writer implementou correções para evitar que cookies de sessão sejam enviados para pré-visualizações de sandbox. A falha destaca a importância de uma análise rigorosa de segurança em plataformas de IA, especialmente em ambientes corporativos.

Hacker ligado a roubo de dados de joalheria de luxo nos EUA é preso

Um hacker, identificado como Peter Stokes, de 19 anos, foi preso e acusado de envolvimento em um ataque cibernético a uma joalheria de luxo nos Estados Unidos. O ataque ocorreu entre 12 e 15 de maio de 2025, quando os invasores se passaram por funcionários da empresa e conseguiram redefinir senhas e acessar contas críticas. Utilizando ferramentas como ngrok e Teleport, os hackers transferiram pelo menos 77 gigabytes de dados para armazenamento em nuvem. Embora tenham tentado implantar ransomware, a equipe de segurança da joalheria conseguiu bloquear a ação. O ataque resultou em um custo de aproximadamente 2 milhões de dólares para a empresa. A investigação levou à identificação de Stokes através de um identificador de dispositivo da Microsoft, que estava ligado à conta usada para o ataque. Apesar da prisão, especialistas alertam que o grupo Scattered Spider, do qual Stokes faz parte, é uma rede descentralizada e que a captura de um único membro não é suficiente para mitigar a ameaça. O caso destaca a importância de processos rigorosos de verificação de identidade em help desks e a adoção de autenticação multifatorial resistente a phishing.

Vulnerabilidade no GitHub pode expor repositórios privados

Pesquisadores da Noma Security revelaram uma vulnerabilidade crítica no GitHub, que pode permitir que agentes de automação, conhecidos como GitHub Agentic Workflows, exponham conteúdos de repositórios privados. A técnica, chamada GitLost, permite que um atacante crie um problema aparentemente inofensivo em um repositório público, levando o agente a acessar e vazar informações privadas. Isso ocorre devido à ineficácia do agente em distinguir entre instruções legítimas e maliciosas, resultando em uma injeção de prompt indireta. A vulnerabilidade é particularmente preocupante porque não requer credenciais roubadas ou acesso direto à organização, apenas a criação de um problema público. Embora o GitHub tenha implementado medidas de segurança, como tokens de acesso somente leitura e detecção de ameaças, um simples ajuste na redação de um comando malicioso conseguiu contornar essas proteções. A Noma Security alerta que a combinação de acesso a dados privados, leitura de conteúdo não confiável e capacidade de postagem pública cria um caminho claro para vazamentos de dados. As organizações devem restringir o escopo dos tokens de acesso e revisar as saídas dos agentes antes da publicação para mitigar esses riscos.

Campanha de phishing com código de dispositivo do Microsoft 365 em alta

Uma nova campanha de phishing utilizando códigos de dispositivo do Microsoft 365 foi identificada entre o final de junho e início de julho de 2026. A técnica, conhecida como ‘device code phishing’, explora um fluxo legítimo de autenticação OAuth 2.0, permitindo que atacantes contornem a autenticação multifator (MFA) e acessem contas sem precisar roubar senhas. Ao invés de criar páginas falsas, os criminosos manipulam usuários a completarem um prompt de autenticação real, inserindo um código que, na verdade, autoriza o acesso do invasor. A campanha observada pela ZeroBEC utiliza iscas relacionadas a colaborações e pagamentos, levando as vítimas a um site legítimo, mas comprometido, que orquestra o desafio de código do dispositivo. Essa abordagem é similar a uma campanha anterior, Storm-2372, e utiliza uma infraestrutura reutilizável chamada DEBULL, que permite a personalização das iscas sem alterar a base de identidade. O aumento desses ataques representa um risco significativo, facilitando a tomada de controle de contas, roubo de informações e fraudes. A situação exige atenção especial dos profissionais de segurança, especialmente em um cenário onde a autenticação legítima é explorada para fins maliciosos.

Automatizando a segurança de e-mails com IA comportamental

As organizações continuam a investir em soluções de segurança como gateways de e-mail seguros e autenticação multifatorial, mas ataques de phishing, comprometimento de e-mail corporativo (BEC) e tomada de conta (ATO) permanecem como ameaças persistentes. Um webinar promovido pela BleepingComputer, intitulado ‘Stop chasing alerts: Automating email security with behavioral AI’, abordará como a inteligência artificial comportamental pode ajudar as empresas a identificar padrões de comunicação anormais, automatizar investigações e acelerar respostas a ataques de e-mail. Os ataques modernos têm se tornado mais sofisticados, utilizando identidades confiáveis e comunicações empresariais normais, o que dificulta a detecção por controles tradicionais de segurança. O evento contará com especialistas que compartilharão insights práticos sobre como reduzir a fadiga de alertas e melhorar a eficiência das investigações. O webinar também discutirá as estratégias para detectar esses ataques de forma mais eficaz, aliviando a carga operacional das equipes de segurança. Os participantes aprenderão sobre as táticas que os atacantes usam e como a IA pode ser uma aliada na defesa contra essas ameaças.

Vulnerabilidade em firmware da Tenda permite acesso não autorizado

O CERT Coordination Center (CERT/CC) alertou sobre uma vulnerabilidade crítica em várias versões de firmware da fabricante chinesa Tenda, que permite a exploração de uma backdoor de autenticação não documentada. Essa falha, identificada como CVE-2026-11405, possibilita que atacantes contornem o processo de verificação de senha e obtenham controle administrativo total sobre os dispositivos, sem a necessidade de credenciais válidas. A vulnerabilidade afeta diversos modelos de firmware, incluindo US_FH1201V1.0BR_V1.2.0.14(408)_EN_TD e US_AC10V1.0re_V15.03.06.46_multi_TDE01. O problema reside na função “login()” do binário do servidor web, onde uma comparação direta de senhas pode ser realizada, permitindo acesso administrativo ao fornecer um nome de usuário qualquer junto com a senha da backdoor. Até o momento, a Tenda não lançou um patch para corrigir essa falha. Os usuários são aconselhados a desativar a gestão remota e alterar o endereço IP padrão da LAN para mitigar riscos de exploração.

Grupo ligado à China explora falhas em software de e-mail universitário

Um novo grupo de ameaças, identificado como UNK_MassTraction, está explorando vulnerabilidades críticas no software de webmail Roundcube, utilizado por departamentos de física e engenharia em universidades dos EUA e Canadá. A atividade maliciosa, detectada pela primeira vez em maio de 2026, visa principalmente administradores e professores de áreas relacionadas à segurança nacional e estudos avançados em física. Os atacantes utilizam falhas de segurança, como a CVE-2024-42009, para roubar credenciais e implantar ferramentas de acesso remoto, como VShell e SquareShell. Os e-mails maliciosos são enviados a partir de remetentes comprometidos ou domínios vulneráveis, aproveitando políticas DMARC fracas. O ataque é facilitado por um exploit de cross-site scripting (XSS), que permite a execução de código JavaScript no navegador da vítima. Após a exploração, um payload chamado IceCube coleta informações sensíveis, como dados de autenticação de dois fatores (2FA) e cookies, e tenta obter acesso persistente ao servidor de e-mail. A campanha destaca a necessidade de uma defesa robusta para servidores de e-mail, que são frequentemente alvos de ataques cibernéticos, especialmente por grupos patrocinados por estados, como os da China.

Atualizações críticas da BeyondTrust para falhas de segurança em produtos

A BeyondTrust divulgou atualizações para corrigir duas falhas de segurança críticas em seus produtos de Suporte Remoto (RS) e Acesso Remoto Privilegiado (PRA). As vulnerabilidades, identificadas como CVE-2026-40138 e CVE-2026-40139, possuem uma pontuação CVSS de 9.2, permitindo que atacantes não autenticados contornem controles de acesso e obtenham acesso não autorizado a dispositivos vulneráveis, incluindo contas com privilégios elevados. Ambas as falhas estão relacionadas a problemas na validação de dados de autenticação. Além disso, outras vulnerabilidades, como CVE-2026-40140 e CVE-2026-40141, apresentam riscos adicionais, como negação de serviço e acesso não intencional a recursos. A BeyondTrust não relatou exploração ativa dessas falhas, mas enfatizou a importância de aplicar as correções rapidamente, especialmente considerando que falhas anteriores em seus produtos foram exploradas para implantar shells web e backdoors. As versões afetadas são RS 25.3.2 ou inferiores e PRA 25.3.2 ou inferiores, com correções disponíveis nas versões 25.3.3 e superiores.

Autoridades vietnamitas prendem operadores do HiAnime, serviço de pirataria

As autoridades do Vietnã prenderam sete suspeitos envolvidos na operação do HiAnime, a maior plataforma de streaming de anime pirata, que foi encerrada em junho de 2023. O HiAnime oferecia uma vasta biblioteca de animes legendados e dublados em inglês sem taxas de assinatura, atraindo centenas de milhões de visitantes mensais e superando temporariamente serviços legais como Disney+ e Crunchyroll em tráfego na web entre 2024 e 2025. A plataforma foi lançada no domínio Zoro.to, rebatizada como Aniwatch e, posteriormente, como HiAnime/H!Anime. Após sua popularidade, o HiAnime foi incluído na lista de Pirataria e Contrafação da Comissão Europeia e na lista de Mercados Notórios do Representante de Comércio dos EUA. Os sete réus enfrentam acusações de violação de direitos autorais e lavagem de dinheiro, com quatro deles detidos e três sob prisão domiciliar. Eles são acusados de criar mais de 100 sites para hospedar mais de 26.000 filmes de anime piratas, gerando cerca de 12,85 milhões de dólares em receita publicitária ilegal entre 2020 e abril de 2026. A Aliança para Criatividade e Entretenimento (ACE) confirmou a ação das autoridades e expressou gratidão ao apoio dos EUA durante a investigação que levou às prisões.

Atores de ameaças abusam de chamadas do Microsoft Teams para instalar malware

A Palo Alto Networks, através da sua unidade Unit 42, revelou uma nova campanha de ciberataques que explora chamadas de voz do Microsoft Teams. Os atacantes se passam por funcionários de suporte técnico para induzir colaboradores a instalar o malware EtherRAT, que concede acesso remoto a redes corporativas. O ataque começa com um e-mail de phishing disfarçado de ‘Pesquisa de Funcionários’, contendo um PDF malicioso. Após abrir o documento, a vítima recebe uma chamada de voz do Teams de uma conta externa que se faz passar por um ‘Administrador de Sistema’. Os pesquisadores notaram que a sessão do Teams exibia o rótulo ‘Externo desconhecido’, indicando que o chamador pertencia a um locatário diferente do Microsoft 365. Após convencer a vítima a conceder controle remoto, o atacante orienta a instalação de ferramentas legítimas de acesso remoto, como HopToDesk e AnyDesk, antes de baixar e executar um instalador MSI malicioso que carrega o EtherRAT. Este trojan de acesso remoto, escrito em Node.js, permite que os atacantes executem comandos, manipulem arquivos e roubem dados. A campanha destaca a crescente preocupação com a segurança do Microsoft Teams, levando a empresa a implementar novas proteções contra ataques de phishing e vishing.

Campanha de phishing finge ser marcas famosas para roubar credenciais

Uma nova campanha de phishing está se passando por mais de 30 marcas conhecidas, como Adobe, Netflix e Coca-Cola, visando profissionais de marketing para roubar credenciais de contas do Google. Os atacantes utilizam a plataforma legítima PeopleForce e um domínio associado ao Salesforce Marketing Cloud para redirecionar as vítimas a uma página de captura maliciosa. Para aumentar a credibilidade, os e-mails de phishing usam nomes e fotos de recrutadores reais das empresas impersonadas. A análise de Will Thomas, da Team Cymru, revelou que a campanha utiliza pelo menos 34 domínios, abrangendo setores como aviação, alimentos, vestuário e tecnologia. Os e-mails, que inicialmente usavam endereços do Outlook, solicitam que as vítimas agendem entrevistas, levando-as a uma página que imita o login do Google. Embora não esteja claro como os atacantes acessaram as plataformas legítimas, a possibilidade de criação de contas genuínas ou uso de logins comprometidos é considerada. A operação já está em andamento há pelo menos cinco meses, destacando a necessidade de vigilância constante contra esse tipo de ameaça.

Vulnerabilidade Januscape no KVM do Linux pode comprometer hosts

Uma nova vulnerabilidade, identificada como ‘Januscape’ e registrada como CVE-2026-53359, foi descoberta no hipervisor KVM do Linux. Essa falha, que se trata de um bug do tipo use-after-free, pode ser explorada a partir de uma máquina virtual convidada para corromper o estado da página sombra do kernel do host. O problema reside no código da MMU sombra que o KVM compartilha entre processadores Intel e AMD e, segundo o pesquisador Hyunwoo Kim, pode levar a uma execução de código completo no host. A vulnerabilidade ficou sem ser detectada por cerca de 16 anos e requer que o atacante tenha acesso root na VM, uma condição comum em instâncias de nuvem alugadas. A falha foi utilizada como uma submissão de zero-day no programa de recompensas kvmCTF do Google, que oferece até $250.000 por escapes completos de convidado para host. A correção foi implementada em junho de 2026, mas os administradores de sistemas devem agir rapidamente para aplicar o patch, especialmente em ambientes x86 que hospedam convidados não confiáveis com virtualização aninhada habilitada.

Grupo de hackers iranianos utiliza novo malware contra Israel

Um grupo de hackers iranianos, vinculado ao Ministério da Inteligência e Segurança do Irã, tem utilizado um novo framework modular de comando e controle (C2) chamado Cavern, visando principalmente organizações israelenses, especialmente no setor de TI e governo. A pesquisa da Check Point identificou que o Cavern Manticore, como é conhecido o grupo, apresenta semelhanças táticas com outros grupos como MuddyWater e Lyceum. O framework é construído sobre uma base .NET e utiliza múltiplos formatos de compilação, dificultando a análise por parte de especialistas em segurança.

A Revolução da Inteligência Artificial na Segurança de Software

O artigo de Morey J. Haber discute a evolução do desenvolvimento de software, destacando a transição do modelo Waterfall para metodologias mais ágeis, como Agile e DevOps, e, mais recentemente, para o que é chamado de Vibe Coding, impulsionado pela inteligência artificial generativa. Essa nova abordagem permite que qualquer pessoa, independentemente de experiência técnica, crie aplicações rapidamente, simplesmente descrevendo suas intenções em linguagem natural. No entanto, essa velocidade de desenvolvimento traz novos desafios de segurança, pois o código gerado pode conter vulnerabilidades e falhas que não eram previstas nas metodologias anteriores. O autor enfatiza que, apesar das vantagens do Vibe Coding, as práticas tradicionais de engenharia de software seguro, como modelagem de ameaças e testes de vulnerabilidade, continuam essenciais. A democratização da criação de software não garante a democratização do julgamento de engenharia necessário para garantir a segurança e a confiabilidade das aplicações. Portanto, as organizações devem estar atentas ao aumento da superfície de risco que essa nova era de desenvolvimento pode trazer.

Como Avaliar Plataformas de SOC com Inteligência Artificial

A avaliação de plataformas de Centro de Operações de Segurança (SOC) que utilizam Inteligência Artificial (IA) pode ser desafiadora, uma vez que diferentes fornecedores apresentam soluções com características semelhantes. Um SOC com IA é uma plataforma onde agentes de IA realizam tarefas essenciais, como detecção, triagem, investigação e resposta, sob supervisão humana. A eficácia de uma plataforma não está apenas em seu nome, mas em sua capacidade de melhorar resultados, como tempo de investigação e volume de falsos positivos. Para garantir a confiabilidade, é crucial que os agentes tenham acesso a um contexto abrangente, que inclui dados de identidade, configuração e comportamento normal. O artigo destaca seis capacidades essenciais a serem testadas durante uma prova de conceito, como a correlação de dados em tempo real e a cobertura de detecção além do SIEM. A plataforma Exaforce é mencionada como um exemplo que atende a essas capacidades, demonstrando resultados significativos, como a redução do tempo de investigação em 95%. A luta entre IA e IA continua, e a confiança nas decisões automatizadas depende da qualidade dos dados utilizados pelos agentes.

Ameaça crítica em imagens Docker do Gitea vulnerabilidade CVE-2026-20896

Pesquisadores de segurança alertaram sobre uma vulnerabilidade crítica (CVE-2026-20896) em imagens Docker do Gitea, uma plataforma de DevOps. Com uma pontuação CVSS de 9.8, a falha permite que um cliente da internet não autenticado obtenha acesso elevado ao confiar no cabeçalho ‘X-WEBAUTH-USER’ de qualquer endereço IP. A configuração padrão do arquivo ‘app.ini’ da imagem Docker define ‘REVERSE_PROXY_TRUSTED_PROXIES’ como ‘*’, permitindo que qualquer IP que consiga acessar a porta do Gitea se autentique como qualquer usuário, incluindo administradores. Essa vulnerabilidade afeta versões do Gitea até a 1.26.2, mas foi corrigida na versão 1.26.3, onde o wildcard foi removido e a autenticação por proxy reverso se tornou opcional. A Sysdig detectou tentativas de exploração 13 dias após a divulgação pública da falha, destacando a urgência de aplicar os patches disponíveis para proteger as instâncias do Gitea, que somam cerca de 6.200 expostas na internet.

Falha em app da Mottu expõe dados de usuários, incluindo CPF

Um incidente de segurança na plataforma de aluguel de motos Mottu resultou na exposição de dados pessoais de usuários, incluindo nomes, CPFs, endereços e informações de contato. O vazamento não comprometeu dados financeiros, como informações de pagamento ou senhas. A empresa identificou a falha em 29 de junho e tomou medidas corretivas, como revogação de acessos e reforço na autenticação. A Mottu notificou a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) sobre o incidente, conforme exigido pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Apesar de não haver comprometimento de dados financeiros, a empresa alertou os usuários sobre possíveis tentativas de golpe e engenharia social, recomendando atenção redobrada. O número total de usuários afetados não foi divulgado, mas a situação destaca a importância da segurança de dados em plataformas digitais, especialmente em um cenário onde a proteção de informações pessoais é cada vez mais crítica.

Alibaba proíbe uso do Claude Code em meio à disputa de IA EUA-China

A Alibaba anunciou a proibição do uso do Claude Code por seus funcionários, a partir de 10 de julho de 2026, classificando a ferramenta como de alto risco para a segurança organizacional. Essa decisão segue uma tendência observada entre gigantes da tecnologia dos EUA, que também têm banido ferramentas chinesas em suas operações internas. A proibição foi motivada por preocupações de segurança levantadas pela Anthropic, desenvolvedora do Claude Code, que identificou que a ferramenta continha códigos para rastrear usuários na China. Esses códigos incluíam verificações de fusos horários, servidores proxy e características de rede, o que levantou questões sobre privacidade e segurança. A Alibaba, por sua vez, incentivou seus funcionários a utilizarem seu assistente de IA interno, o Qoder, como alternativa. A situação é um reflexo das crescentes tensões geopolíticas entre os EUA e a China, onde empresas chinesas estão promovendo ferramentas de IA locais em resposta a essas preocupações. Embora a Alibaba e a Anthropic ainda não tenham comentado publicamente sobre a situação, o incidente destaca a complexidade da segurança cibernética em um ambiente de crescente rivalidade tecnológica.

Análise do antivírus MacPaw Moonlock

O MacPaw Moonlock é um novo software antivírus que se destaca no mercado por sua interface amigável e um conjunto abrangente de funcionalidades. Lançado em outubro de 2025, o Moonlock não apenas oferece proteção contra malware, mas também inclui um VPN, um inspetor de rede e um conselheiro de segurança. O software foi testado e certificado pelo AV-Test, obtendo notas altas em proteção e usabilidade. Apesar de suas qualidades, o preço de $54 por ano para um único dispositivo pode ser um obstáculo para alguns usuários, especialmente quando comparado a concorrentes mais baratos. Além disso, a necessidade de um cartão de crédito para iniciar o teste gratuito e a falta de suporte ao vivo são pontos negativos. A pesquisa da MacPaw indica que 66% dos usuários de Mac enfrentaram pelo menos uma ameaça cibernética no último ano, reforçando a importância de soluções de segurança como o Moonlock. O software é ideal para quem busca uma proteção mais robusta e educativa, mas pode não ser a melhor escolha para todos devido ao custo e à concorrência.

Novo trojan QuimaRAT ameaça sistemas Windows, Linux e macOS

Pesquisadores de cibersegurança identificaram um novo trojan de acesso remoto, denominado QuimaRAT, que opera em ambientes Windows, Linux e macOS. Este malware é oferecido sob um modelo de malware como serviço (MaaS), com preços que variam de $150 a $1.200, dependendo do período de assinatura. O QuimaRAT possui uma arquitetura modular, permitindo a expansão dinâmica de suas capacidades por meio de plugins criptografados. Os criadores do malware também disponibilizam um construtor que gera arquivos em diversos formatos, facilitando a personalização para diferentes ambientes. Embora o QuimaRAT prometa total furtividade em Windows e Linux, no macOS, algumas funcionalidades exigem permissões administrativas do usuário. O malware é projetado para executar uma variedade de ações maliciosas, incluindo execução remota de comandos, roubo de credenciais e vigilância por webcam. Além disso, ele utiliza técnicas avançadas para evitar detecções, como a execução de shellcode sem arquivos e um framework de comunicação resiliente. A análise sugere que o QuimaRAT é uma plataforma modular, o que representa um desafio significativo para a segurança cibernética, especialmente em um cenário onde a proteção de dados é crucial.

TrojPix Nova técnica de exfiltração de dados de computadores isolados

Pesquisadores da Universidade de Shandong desenvolveram uma nova técnica chamada TrojPix, que permite a extração de dados de computadores desconectados de redes. A técnica modifica pixels na tela de forma imperceptível, fazendo com que o cabo de vídeo emita um sinal de rádio que pode ser decodificado por um receptor próximo. Embora TrojPix exija que o malware já esteja presente na máquina alvo, sua capacidade de transferir dados a uma taxa de até 8,1 Mbps representa um avanço significativo em relação a métodos anteriores, que operavam em velocidades muito mais lentas. A técnica pode transmitir arquivos de 100 MB em menos de dois minutos, o que transforma a ameaça de vazamento de senhas em uma possibilidade de transferência de arquivos inteiros enquanto o monitor parece desligado. Os pesquisadores testaram a técnica em nove marcas de monitores e quinze tipos de cabos de vídeo, demonstrando sua versatilidade. Apesar de ser uma inovação promissora, a técnica ainda enfrenta desafios práticos, como a necessidade de superar barreiras físicas e interferências. As medidas de mitigação incluem o uso de cabos de fibra óptica e a proteção física de ambientes sensíveis, além da prevenção de infecções por malware.

Grupo de ameaças ligado à China ataca contribuintes indianos

Um novo grupo de ameaças cibernéticas, supostamente ligado à China, está atacando contribuintes, profissionais de contabilidade e equipes financeiras corporativas na Índia. A campanha, chamada de Operação DragonReturn, foi identificada pela Seqrite Labs e começou em 18 de maio de 2026, coincidindo com a temporada de declaração de impostos no país. Os ataques utilizam e-mails de phishing que se disfarçam como comunicações do Departamento de Impostos da Índia, induzindo os usuários a clicarem em links maliciosos. O objetivo final é implantar um trojan de acesso remoto para roubar dados sensíveis. A técnica envolve o uso de documentos falsos, citações legais reais e conteúdo bilíngue para aumentar a credibilidade. Após a infecção, o malware garante acesso persistente ao sistema, utilizando técnicas de ocultação e injeção de payloads. A análise da infraestrutura sugere que os atacantes estão utilizando endereços IP associados à China, levantando suspeitas sobre a origem da operação. Essa ameaça representa um risco significativo, especialmente considerando a possibilidade de roubo de dados financeiros e credenciais. A situação é um alerta para empresas e profissionais que lidam com informações fiscais e financeiras, destacando a necessidade de vigilância e proteção contra ataques cibernéticos.