Ciberataque

Comissão Europeia confirma violação de dados em suas plataformas

A Comissão Europeia (CE) confirmou ter sido alvo de um ciberataque que resultou na perda de dados sensíveis. O incidente foi detectado em 24 de março de 2026, quando atacantes não identificados acessaram a infraestrutura em nuvem que hospeda o site Europa.eu. Embora a CE tenha afirmado ter respondido rapidamente e contido o risco, dados foram efetivamente extraídos. A CE está investigando o impacto total do incidente e notificando entidades da União Europeia que possam ter sido afetadas. A natureza dos dados roubados não foi especificada, mas a CE indicou que se tratam de informações organizacionais, não pessoais. Os atacantes teriam acessado uma conta da Amazon Web Services (AWS), resultando na extração de mais de 350 GB de dados. A CE implementou medidas adicionais de segurança para proteger seus serviços e dados, sem interromper o funcionamento do site.

PF solicita extradição de suspeitos de ciberataque que desviou R 813 milhões

A Polícia Federal (PF) do Brasil requisitou a extradição de oito indivíduos presos no exterior, envolvidos em um ciberataque que resultou no desvio de R$ 813 milhões através do sistema de pagamentos Pix. O ataque, que teve início em julho, foi direcionado à empresa C&M Software, responsável por serviços tecnológicos para instituições financeiras. A operação, denominada Magna Fraus, culminou na prisão de 21 pessoas, sendo que 13 foram detidas no Brasil e 8 no exterior, com a colaboração da Interpol. Os criminosos utilizaram técnicas avançadas para contornar os sistemas de segurança, dificultando o rastreamento das transações fraudulentas. Além das prisões, a PF apreendeu 15 veículos de luxo e bloqueou 26 imóveis, além de encontrar mais de R$ 1 milhão em criptomoedas. As autoridades consideram essa operação um marco no combate ao crime cibernético no Brasil, dada a magnitude do impacto no sistema de pagamentos instantâneos do país.

Ciberataque interrompe operações da Asahi, produção suspensa temporariamente

A Asahi Group Holdings, gigante japonesa do setor de bebidas, suspendeu as operações em suas 30 fábricas no Japão devido a um ciberataque severo. O ataque, detectado na noite de domingo, comprometeu sistemas críticos de planejamento de recursos empresariais (ERP) e de execução de manufatura (MES), resultando na paralisação das linhas de engarrafamento e embalagem. A empresa confirmou que não há evidências de vazamento de dados pessoais de clientes ou funcionários, mas está avaliando a extensão dos danos. Especialistas em cibersegurança foram contratados para realizar uma análise forense do incidente. A interrupção da produção afeta marcas icônicas como Asahi Super Dry e Nikka Whisky, e pode levar a escassez de produtos no mercado. A Asahi planeja implementar medidas de segurança aprimoradas, incluindo monitoramento avançado e gerenciamento acelerado de patches, para evitar futuros incidentes. Este evento destaca a vulnerabilidade das cadeias de suprimento e da infraestrutura digital no setor de manufatura japonês, que já enfrentou uma série de ataques cibernéticos de alto perfil neste ano.

Jaguar Land Rover adia reabertura de fábrica após ciberataque

A Jaguar Land Rover (JLR), pertencente ao grupo Tata, anunciou um novo adiamento na reabertura de suas fábricas no Reino Unido devido a um ciberataque sofisticado que interrompeu suas operações de manufatura. As plantas de Solihull, Castle Bromwich e Halewood permanecerão fechadas até 1º de outubro de 2025, enquanto a empresa intensifica sua investigação e análise forense, além de reforçar suas defesas contra possíveis novas ameaças. O ataque explorou uma vulnerabilidade zero-day em uma ferramenta de acesso remoto de terceiros, permitindo que os invasores penetrassem em sistemas críticos. Embora a JLR não tenha confirmado a violação de dados de clientes, padrões de tráfego anômalos indicam tentativas de exfiltração de dados. Durante a paralisação, equipes de cibersegurança internas e especialistas externos trabalharão para reconstruir a linha do tempo do ataque e validar a integridade dos sistemas. A empresa também está auditando as credenciais de seus fornecedores e reforçando as obrigações contratuais de cibersegurança. Apesar da interrupção, a rede de varejo global da JLR continua operando normalmente, e a empresa garantiu que os serviços de pós-venda e pedidos em andamento não serão afetados.