Chatgpt

Cibercriminosos Usam ChatGPT para Driblar Antivírus

Um novo ataque de ameaça persistente avançada (APT) atribuído ao grupo Kimsuky, vinculado à Coreia do Norte, destaca o uso de ferramentas de IA generativa, como o ChatGPT, para aprimorar campanhas de spear-phishing. Em julho de 2025, a campanha explorou imagens deepfake de crachás de funcionários militares sul-coreanos para infiltrar entidades relacionadas à defesa. Os atacantes enviaram e-mails de phishing que imitavam domínios de instituições de defesa da Coreia do Sul, contendo arquivos maliciosos disfarçados. A análise revelou que o ChatGPT foi manipulado para gerar documentos falsificados, contornando restrições de replicação de ID. Os arquivos maliciosos, uma vez executados, utilizavam scripts ofuscados para se conectar a servidores de comando e controle, permitindo o roubo de dados e o controle remoto de dispositivos infectados. A campanha ilustra uma tendência crescente de atores patrocinados por estados que utilizam IA para engenharia social e entrega de malware, destacando a ineficácia das soluções antivírus tradicionais contra comandos ofuscados e conteúdo gerado por IA. A detecção e resposta em endpoints (EDR) foi identificada como essencial para neutralizar essas ameaças, evidenciando a necessidade de monitoramento proativo para evitar que organizações sejam vítimas de estratégias APT habilitadas por IA.

Vazamentos de chats do ChatGPT revelam usuários como terapeutas e advogados

Recentemente, surgiram preocupações sobre a privacidade das conversas no ChatGPT, após a OpenAI cancelar a funcionalidade que tornava as interações buscáveis, resultando na exposição de dados sensíveis. Uma análise de 1.000 conversas, realizada pela SafetyDetective, revelou que muitos usuários compartilham informações pessoais e discutem questões delicadas, como saúde mental e problemas legais, com a IA, tratando-a como um terapeuta ou consultor. A pesquisa indicou que 60% das interações se enquadravam na categoria de ‘consulta profissional’, levantando questões sobre a confiança dos usuários na precisão das respostas da IA. Além disso, a falta de compreensão sobre o que significa tornar as conversas buscáveis e a possibilidade de vazamentos de dados pessoais expõem os usuários a riscos como phishing e roubo de identidade. Especialistas recomendam que as empresas de IA tornem seus avisos mais claros e ocultem informações pessoais antes de disponibilizar as conversas na internet. A situação destaca a necessidade de cautela ao compartilhar informações sensíveis com chatbots, independentemente da percepção de privacidade da tecnologia.

Microsoft alerta sobre ChatGPT falso que espalha ransomware

Um relatório da Microsoft revelou que hackers estão utilizando uma versão modificada do aplicativo desktop do ChatGPT para disseminar um trojan de acesso remoto conhecido como Pipemagic. Este malware, desenvolvido pelo grupo de cibercriminosos Storm-2460, tem como alvo setores como imobiliário, financeiro e tecnológico em várias regiões, incluindo América do Sul, América do Norte, Europa e Oriente Médio. A gravidade da situação é acentuada pela combinação de um backdoor modular, que permite acesso direto aos sistemas comprometidos, e uma vulnerabilidade zero-day (CVE-2025-29824) no Windows, que ainda não possui correção. A Kaspersky também alertou sobre a campanha, destacando casos na Arábia Saudita e na Ásia. Os ataques podem resultar no vazamento de dados pessoais, credenciais e informações financeiras, além da instalação de ransomware que criptografa arquivos e exige pagamento para recuperação. A recomendação é que os usuários evitem baixar arquivos ou executar programas de fontes desconhecidas, especialmente aqueles que imitam softwares populares como o ChatGPT.

Malware PipeMagic se disfarça de ChatGPT para espalhar ransomware

A Microsoft Threat Intelligence revelou uma campanha de malware sofisticada, onde criminosos cibernéticos disfarçam um software malicioso como a popular aplicação de desktop ChatGPT para implantar ransomware em diversos setores ao redor do mundo. O malware, denominado PipeMagic, combina engenharia social com capacidades técnicas avançadas, visando organizações nos setores de TI, financeiro e imobiliário, especialmente nos Estados Unidos, Europa, América do Sul e Oriente Médio.

O PipeMagic explora uma vulnerabilidade crítica do Windows (CVE-2025-29824) para obter privilégios elevados. Os atacantes utilizam a ferramenta certutil para baixar arquivos MSBuild maliciosos de sites legítimos previamente comprometidos. Esses arquivos parecem ser a aplicação ChatGPT, mas contêm código malicioso que ativa o PipeMagic diretamente na memória, dificultando a detecção.