Canisterworm

Grupo de hackers TeamPCP ataca clusters Kubernetes com script destrutivo

O grupo de hackers TeamPCP está direcionando ataques a clusters Kubernetes com um script malicioso que apaga todos os dados de máquinas configuradas para o Irã. Este grupo é responsável por um recente ataque à cadeia de suprimentos no scanner de vulnerabilidades Trivy e por uma campanha baseada em NPM chamada ‘CanisterWorm’, que começou em 20 de março. A nova campanha utiliza o mesmo código de comando e controle (C2) e o mesmo caminho de instalação do backdoor que foram observados nos incidentes anteriores do CanisterWorm, mas com uma diferença significativa: um payload destrutivo que visa especificamente sistemas iranianos. O malware é projetado para destruir qualquer máquina que corresponda ao fuso horário e à localidade do Irã, independentemente da presença do Kubernetes. Em sistemas identificados como iranianos, o script apaga todos os diretórios principais do sistema, enquanto em outros locais, ele instala um backdoor. A Aikido, empresa de segurança de aplicações, destaca que a nova versão do malware também utiliza propagação via SSH, buscando credenciais válidas em logs de autenticação. Os pesquisadores identificaram indicadores de atividade maliciosa, como conexões SSH de saída com configurações específicas e conexões ao Docker API. Este cenário representa uma ameaça significativa, especialmente para organizações que operam em ambientes Kubernetes.

Ataque de malware compromete pacotes npm com CanisterWorm

Um ataque à cadeia de suprimentos visando o popular scanner Trivy resultou na infecção de diversos pacotes npm por um novo malware chamado CanisterWorm. Este worm se propaga automaticamente e utiliza um canister da Internet Computer blockchain como ponto de controle. O ataque foi atribuído ao grupo criminoso TeamPCP, que publicou versões maliciosas do Trivy contendo um ladrão de credenciais. A infecção ocorre através de um hook postinstall que executa um loader, instalando um backdoor em Python que se conecta ao canister para buscar novos payloads. O malware é projetado para ser resiliente, utilizando um serviço systemd que reinicia automaticamente o backdoor. Além disso, uma nova variante do CanisterWorm foi identificada, que se propaga sem intervenção manual, coletando tokens npm do ambiente do desenvolvedor. A situação é crítica, pois cada desenvolvedor que instala pacotes infectados pode se tornar um vetor de propagação, ampliando o alcance do ataque. Este incidente destaca a vulnerabilidade dos sistemas de gerenciamento de pacotes e a necessidade urgente de medidas de segurança mais robustas.