Canadá

Incidente de vazamento de dados afeta 750 mil investidores canadenses

A Canadian Investment Regulatory Organization (CIRO) confirmou que um vazamento de dados ocorrido no ano passado afetou cerca de 750 mil investidores no Canadá. O incidente foi revelado em 18 de agosto, após a identificação de uma ameaça cibernética em 11 de agosto, levando a CIRO a desativar sistemas não críticos e iniciar uma investigação. A análise forense, concluída em 14 de janeiro, revelou que informações pessoais de membros e funcionários registrados foram comprometidas, incluindo datas de nascimento, números de telefone, renda anual e números de contas de investimento. Embora as credenciais de login não tenham sido afetadas, a CIRO não encontrou evidências de que os dados roubados tenham sido utilizados de forma indevida ou publicados na dark web. Para mitigar riscos, a organização oferecerá monitoramento de crédito e proteção contra roubo de identidade por dois anos aos investidores afetados. Este incidente é considerado um dos piores vazamentos de dados no Canadá em 2022, ao lado de outros casos em empresas como Nova Scotia Power e WestJet.

Governo canadense afirma que hacktivistas atacam instalações de água e energia

O governo canadense emitiu um alerta de segurança sobre ataques realizados por hacktivistas a Sistemas de Controle Industrial (ICS), que incluem infraestruturas críticas como abastecimento de água, petróleo e agricultura. O relatório do Centro Cibernético e da Real Polícia Montada do Canadá menciona incidentes em que atacantes manipularam válvulas de pressão em uma instalação de água, causando degradação no serviço. Além disso, um sistema de medição de tanques de uma empresa de petróleo e gás foi comprometido, gerando alarmes falsos, e um silo de secagem de grãos teve seus níveis de temperatura e umidade alterados, o que poderia ter gerado condições inseguras. O governo canadense destaca que as vulnerabilidades nos ICS decorrem de uma divisão de responsabilidades pouco clara e da falta de proteção adequada dos ativos. Para mitigar esses riscos, recomenda-se a implementação de redes privadas virtuais (VPNs), autenticação em dois fatores (2FA) e sistemas de detecção de ameaças. A comunicação eficaz e a colaboração entre as empresas que operam ICS também são essenciais para proteger esses sistemas críticos.