Call Centers

Autoridades da Ucrânia fecham 94 call centers fraudulentos

As autoridades ucranianas desmantelaram 94 call centers fraudulentos que enganavam cidadãos com esquemas de investimento e tentativas de acesso a contas bancárias. A operação, realizada esta semana, envolveu a polícia nacional, o Serviço de Segurança da Ucrânia, o Ministério Público e a polícia alemã, resultando em 411 buscas. Os golpistas se passavam por funcionários de bancos, ameaçando bloquear contas a menos que pagamentos fossem feitos, e persuadiam as vítimas a fornecer dados de cartões de crédito e a instalar softwares de acesso remoto. Durante as operações, foram apreendidos 1.794 estações de trabalho, 3.336 equipamentos de computação, 1.346 telefones, 5.200 cartões SIM, 90 cartões bancários, ferramentas de acesso a 20 carteiras de criptomoedas, além de veículos e dinheiro em espécie. A polícia identificou que alguns call centers também visavam cidadãos de outros países, especialmente na União Europeia, e que alguns produtos promovidos eram falsos tratamentos médicos. Os envolvidos podem enfrentar penas de até 12 anos de prisão. A investigação forense dos equipamentos apreendidos visa identificar vítimas e a extensão das perdas.

Polícia Holandesa desmantela esquema internacional de fraude financeira

A Polícia Holandesa anunciou a prisão de vários indivíduos suspeitos de integrar um esquema internacional de fraude de investimento, que teria causado prejuízos a dezenas de milhares de vítimas. O grupo operava 20 call centers, com mais de 700 pessoas se passando por consultores financeiros, e chegou a arrecadar mais de 100 milhões de euros por mês. O principal suspeito, um israelense-polaco de 46 anos, foi preso na Polônia e extraditado para a Holanda, onde aguarda julgamento. As investigações revelaram que os fraudadores construíam confiança com as vítimas ao longo do tempo, apresentando plataformas de investimento que mostravam lucros fictícios. Os criminosos persuadiam as vítimas a aumentar seus investimentos, geralmente por meio de transferências de criptomoedas, enquanto mantinham um painel falso de lucros. As autoridades holandesas ligaram pelo menos 550 denúncias de fraude a essa organização criminosa, que operou desde 2021 e utilizou pseudônimos e técnicas para ocultar suas identidades. A polícia acredita que o número de vítimas pode ser muito maior, com perdas médias superiores a 10 mil euros por pessoa.