Código Aberto

Framework de ataque Miasma compromete ecossistemas de código aberto

O framework de ataque Miasma, que visa ecossistemas de código aberto por meio de ataques à cadeia de suprimentos, foi brevemente disponibilizado como código aberto no GitHub. Miasma é uma evolução do worm Shai-Hulud e compartilha características e técnicas semelhantes. O malware infecta máquinas de desenvolvedores, rouba credenciais de ambientes de construção e nuvem, e compromete repositórios legítimos, publicando versões trojanizadas que infectam outros desenvolvedores. Essa propagação autônoma pode transformar uma única violação em um ataque de cadeia de suprimentos em larga escala. O código-fonte do Miasma foi vazado através de contas de desenvolvedores comprometidas, indicando uma liberação intencional. O malware não requer infraestrutura de comando e controle, utilizando o GitHub para operar. Ele coleta credenciais de provedores de nuvem e sistemas CI/CD, comprometendo pacotes npm, PyPI e RubyGems. Uma característica notável é um ‘interruptor de segurança’ que apaga arquivos do usuário caso um token do GitHub seja revogado. A liberação do código do Miasma pode levar a variantes mais avançadas e aumentar a taxa de ataques, o que representa um risco significativo para a segurança do ecossistema de código aberto.

Microsoft remove repositórios do GitHub após comprometimento de projetos

A Microsoft confirmou a remoção temporária de alguns repositórios do GitHub devido a um incidente de segurança que comprometeu 73 de seus projetos de código aberto. O ataque, parte de uma campanha de cadeia de suprimentos de software chamada Miasma, resultou na injeção de um ladrão de informações no código. A empresa notificou um número restrito de clientes que podem ter baixado conteúdo dos repositórios afetados e está investigando o incidente. Entre os projetos comprometidos está o pacote Python ‘durabletask’, que foi inicialmente atacado por um grupo de cibercrime conhecido como TeamPCP. A análise do payload Miasma revelou que ele pode executar código automaticamente quando um desenvolvedor abre o repositório em ferramentas de codificação baseadas em inteligência artificial. Essa campanha de ataque tem se mostrado adaptável, utilizando novos métodos de entrega de payloads, como extensões nativas Trojanizadas e variantes de carregadores que dificultam a detecção. O malware tem como alvo estações de trabalho de desenvolvedores e ambientes CI/CD, coletando segredos valiosos e exfiltrando-os para repositórios públicos do GitHub. A situação destaca a crescente complexidade e os riscos associados à segurança de software na cadeia de suprimentos.

Campanha de malware ligada à Coreia do Norte atinge ecossistemas de código aberto

Uma campanha persistente de malware conhecida como Contagious Interview, associada à Coreia do Norte, está se expandindo ao publicar pacotes maliciosos que visam os ecossistemas Go, Rust e PHP. Os pacotes maliciosos, que se disfarçam como ferramentas legítimas para desenvolvedores, atuam como carregadores de malware, permitindo que a campanha realize operações coordenadas de cadeia de suprimentos. Os pacotes identificados incluem nomes como ‘dev-log-core’ e ’logutilkit’, que, uma vez instalados, buscam carregar cargas úteis específicas para cada plataforma, com capacidades de roubo de informações e acesso remoto. Um dos pacotes, ’license-utils-kit’, apresenta um implante completo que pode executar comandos de shell, registrar teclas, roubar dados de navegadores e gerenciar acesso remoto. A descoberta de mais de 1.700 pacotes maliciosos desde janeiro de 2025 indica que a campanha é bem financiada e persistentemente projetada para infiltrar ambientes de desenvolvedores. Além disso, a Microsoft alertou sobre a evolução das táticas de grupos de hackers norte-coreanos, que utilizam engenharia social para comprometer contas e distribuir malware através de links falsos de reuniões online. Essa situação representa um risco significativo para a segurança de desenvolvedores e empresas que utilizam essas tecnologias.

Crescimento do uso de AI e suas implicações na segurança de software

O relatório “The State of Trusted Open Source” de dezembro de 2025 revelou um aumento significativo na adoção de tecnologias de código aberto, especialmente em ambientes de desenvolvimento impulsionados por inteligência artificial (IA). A análise de mais de 2.200 projetos de imagens de contêiner e 33.931 instâncias de vulnerabilidades entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026 destacou a popularidade crescente do Python, utilizado por 72,1% dos clientes, e do PostgreSQL, que teve um crescimento de 73% em uso. A padronização das pilhas de tecnologia está se intensificando, com mais de 50% das imagens mais populares sendo ecossistemas de linguagem. O Chainguard Base, uma imagem base minimalista, se tornou uma ferramenta essencial para desenvolvedores, permitindo personalizações seguras. Além disso, a descoberta de vulnerabilidades aumentou drasticamente, com um aumento de 145% em CVEs, refletindo a velocidade com que a IA está transformando o desenvolvimento de software e a identificação de falhas de segurança. A maioria das vulnerabilidades (96%) foi encontrada fora dos 20 projetos mais populares, indicando riscos reais no uso de tecnologias menos conhecidas.

ZAST.AI recebe investimento e promete revolucionar segurança de aplicações

A ZAST.AI, uma startup de segurança cibernética, anunciou a conclusão de uma rodada de financiamento pré-A de US$ 6 milhões, totalizando quase US$ 10 milhões em investimentos. A empresa, reconhecida por sua inovação em ferramentas de segurança, visa reduzir drasticamente as altas taxas de falsos positivos que afligem as equipes de segurança. Em 2025, a ZAST.AI identificou centenas de vulnerabilidades zero-day em projetos de código aberto populares, resultando em 119 atribuições de CVE. A abordagem da ZAST.AI combina geração automatizada de Proof-of-Concept (PoC) e validação automatizada, permitindo que as equipes de segurança se concentrem em vulnerabilidades reais, em vez de perder tempo com alertas falsos. A empresa já atende a clientes de grande porte, incluindo empresas da lista Fortune Global 500, e planeja usar os novos fundos para expandir sua tecnologia e presença no mercado global. A ZAST.AI promete transformar a análise de segurança de código, oferecendo uma solução que não apenas identifica vulnerabilidades, mas também as valida de forma eficaz, garantindo que as equipes de segurança possam agir com confiança.

AdGuard torna seu protocolo VPN TrustTunnel de código aberto

A AdGuard anunciou que seu protocolo VPN personalizado, TrustTunnel, agora é de código aberto. Este protocolo utiliza HTTP/2 e HTTP/3 sobre TLS para simular tráfego web normal, dificultando a detecção e o bloqueio por parte de provedores de internet e governos. Com o aumento da adoção de VPNs, as medidas de censura e bloqueio têm se tornado mais sofisticadas, levando provedores a aprimorar suas funcionalidades de resistência à censura. O TrustTunnel já está em uso nos aplicativos VPN da AdGuard e, ao ser disponibilizado como código aberto, permite que desenvolvedores auditem, modifiquem e integrem o protocolo em seus próprios projetos, aumentando a transparência e a confiança dos usuários. Além disso, o protocolo promete conexões mais rápidas e ininterruptas, permitindo que os usuários definam regras de roteamento específicas para diferentes aplicativos e sites. A AdGuard também lançou um aplicativo cliente para iOS e Android, permitindo que usuários avançados se conectem a seus servidores domésticos utilizando o TrustTunnel. Essa iniciativa é especialmente relevante em um contexto global de crescente censura, onde países como a Rússia criminalizam o uso de VPNs para contornar restrições.