Bug Bounty

Mudanças no programa de recompensas de bugs do GitHub

A partir de 27 de julho de 2026, o GitHub reduzirá os pagamentos de recompensas por bugs públicos em pelo menos 50% em todos os níveis de severidade. As recompensas para descobertas críticas cairão de $20.000-$30.000+ para um valor fixo de $10.000. O objetivo das mudanças é diminuir o ruído nas submissões, permitindo que pesquisadores estabelecidos recebam respostas mais rápidas e recompensas mais altas. As novas faixas de pagamento fixo incluem: $250 para baixa severidade, $2.000 para média, $5.000 para alta e $10.000 para crítica. Além disso, um novo programa VIP, acessível apenas por convite, pagará $30.000 ou mais para vulnerabilidades críticas. O GitHub também anunciou que está adotando controles mais rigorosos para as submissões, exigindo provas de conceito e validação antes da entrega. Essas mudanças ocorrem em um contexto onde a inteligência artificial está facilitando a identificação de vulnerabilidades, mas também gerando um aumento no número de relatórios de baixa qualidade. A empresa enfatiza que a qualidade do trabalho é mais importante do que a quantidade de relatórios enviados.

Meta lança ferramenta para pesquisadores de segurança do WhatsApp

A Meta anunciou a disponibilização do WhatsApp Research Proxy para pesquisadores de bug bounty, visando aprimorar a segurança da plataforma de mensagens. A iniciativa busca facilitar a pesquisa em tecnologias específicas do WhatsApp, que continua sendo um alvo atrativo para atores patrocinados por estados e fornecedores de spyware. Nos últimos 15 anos, a Meta pagou mais de US$ 25 milhões em recompensas a mais de 1.400 pesquisadores, com mais de US$ 4 milhões pagos apenas neste ano. Entre as vulnerabilidades descobertas, destaca-se uma falha de validação incompleta em versões anteriores do WhatsApp, que poderia permitir que um usuário processasse conteúdo de URLs arbitrárias em dispositivos de outros usuários, embora não haja evidências de exploração dessa falha. Além disso, a Meta implementou proteções contra scraping após a descoberta de um método que poderia expor dados de 3,5 bilhões de usuários do WhatsApp. A empresa reafirmou que as mensagens dos usuários permanecem seguras devido à criptografia de ponta a ponta. A pesquisa também revelou números significativos de contas do WhatsApp em países onde o aplicativo é banido, como China e Myanmar.