Botnets

FBI desativa 4 botnets que afetaram mais de 3 milhões de redes

O FBI, em colaboração com o Departamento de Justiça dos EUA e autoridades internacionais, desativou quatro botnets conhecidas como Aisuru, KimWolf, JackSkid e Mossad, que impactaram mais de 3 milhões de dispositivos domésticos com ataques de Negação de Serviço Distribuído (DDoS). Esses ataques, considerados sem precedentes, conseguiram transferir até 30 terabits de dados por segundo, o que poderia paralisar a infraestrutura da internet. As botnets operavam sob um modelo de Crime como Serviço (CaaS), comercializando ferramentas ilegais para hackers, o que ampliou a escala dos ataques. A operação incluiu a apreensão de domínios e servidores, interrompendo a comunicação entre os hackers e os dispositivos infectados. Especialistas alertam que os danos financeiros decorrentes desses ataques podem ser significativos, especialmente na recuperação dos sistemas afetados.

IAs aumentam a sofisticação dos ataques DDoS Brasil é o principal alvo

Um relatório da NETSCOUT, divulgado em 4 de março de 2026, revela um aumento alarmante na sofisticação dos ataques DDoS (Negação de Serviço Distribuídos) em todo o mundo, com o Brasil se destacando como o principal alvo na América Latina. No segundo semestre de 2025, foram registrados mais de oito milhões de ataques em 203 países, com picos de até 30 Tbps. Os pesquisadores identificaram que 42% dos ataques utilizaram múltiplos vetores, dificultando a detecção. Além disso, houve um aumento significativo na utilização de botnets e ferramentas de inteligência artificial por cibercriminosos, que agora colaboram com IAs para otimizar suas operações. O Brasil sofreu mais de 470 mil ataques DDoS, representando quase metade dos incidentes na América Latina, afetando setores críticos como telecomunicações e serviços financeiros. A situação é preocupante, pois a sobrecarga nos sistemas de defesa pode comprometer serviços essenciais, como portais governamentais e financeiros.

Ataque DDoS de 22,2 Tbps estabelece novo recorde global

A Cloudflare anunciou a mitigação do maior ataque DDoS já registrado, que atingiu picos de 22,2 terabits por segundo (Tbps) e 10,6 bilhões de pacotes por segundo (Bpps). Este ataque, que mais que dobrou o recorde anterior de 11,5 Tbps, durou apenas 40 segundos e utilizou uma estratégia de múltiplos vetores, combinando inundações volumétricas e exploração de protocolos. A rapidez e a intensidade do ataque destacam a crescente capacidade dos atores maliciosos e suas botnets, levantando questões sobre a resiliência da infraestrutura da internet. A Cloudflare conseguiu neutralizar o ataque sem intervenção humana, utilizando detecção de anomalias baseada em aprendizado de máquina e mecanismos automatizados de filtragem. A magnitude deste evento exige que as organizações reavaliem suas estratégias de segurança, considerando se seus provedores têm a capacidade de suportar ataques em velocidade de máquina. Com a evolução das táticas de ataque, a adoção de defesas automatizadas e entregues na borda se torna essencial para garantir a continuidade dos negócios.

Ferramentas de IA desonestas potencializam desastres de DDoS

O cenário de ataques DDoS (Distributed Denial of Service) evoluiu drasticamente, com mais de oito milhões de incidentes registrados globalmente na primeira metade de 2025, segundo pesquisa da NetScout. Esses ataques, que antes eram considerados anomalias raras, agora ocorrem em uma escala quase rotineira, com picos de até 3,12 Tbps na Holanda e 1,5 Gbps nos Estados Unidos. A crescente automação e o uso de botnets, que frequentemente exploram dispositivos comprometidos, como roteadores e dispositivos IoT, têm facilitado a execução desses ataques. A pesquisa destaca que disputas políticas, como as entre Índia e Paquistão e entre Irã e Israel, têm sido catalisadores significativos para essas campanhas de agressão digital. O grupo hacktivista NoName057(16) se destaca, realizando mais de 475 ataques em março de 2025, principalmente contra portais governamentais. A utilização de modelos de linguagem de IA por atacantes tem reduzido as barreiras para novos invasores, permitindo ataques de alta capacidade com conhecimento técnico mínimo. A situação exige que as organizações reavaliem suas defesas tradicionais, que já não são suficientes diante da evolução das táticas de ataque.