Bitfinex

Filho de contratante do governo dos EUA é preso por roubo de criptomoedas

John Daghita, filho de um contratante do governo dos EUA, foi preso na ilha de Saint Martin, acusado de roubar mais de 46 milhões de dólares em criptomoedas do Serviço de Marshals dos EUA. A prisão foi resultado de uma operação conjunta entre o FBI e a elite da Gendarmerie Nacional da França. Daghita, que usava o pseudônimo ‘Lick’, é filho de Dean Daghita, CEO da Command Services & Support, empresa que gerencia ativos digitais apreendidos pelo governo. As investigações revelaram que Daghita teria movimentado grandes quantias de criptomoedas, ligadas a um dos maiores roubos de criptomoedas da história, o hack da Bitfinex em 2016, que resultou no roubo de 120.000 bitcoins. O investigador ZachXBT foi crucial para a descoberta, rastreando os movimentos de carteiras digitais e expondo Daghita em um chat privado no Telegram. Após a divulgação, Daghita teria zombado do investigador, enviando pequenas quantias das criptomoedas roubadas como forma de provocação. A operação destaca a importância da cooperação internacional no combate a crimes cibernéticos.

Ilya Lichtenstein é liberado após condenação por lavagem de dinheiro

Ilya Lichtenstein, condenado por lavagem de dinheiro em conexão com o hack da exchange de criptomoedas Bitfinex em 2016, anunciou sua liberação antecipada. Em uma postagem nas redes sociais, ele atribuiu sua soltura ao First Step Act, uma legislação dos EUA que visa reformar o sistema de justiça criminal. Lichtenstein e sua esposa, Heather Morgan, foram presos em 2022 e se declararam culpados em 2023, após um ataque que resultou na transferência fraudulenta de 119.754 bitcoins, avaliados em cerca de 71 milhões de dólares na época. As autoridades recuperaram aproximadamente 94.000 bitcoins, totalizando cerca de 3,6 bilhões de dólares em 2022, tornando-se uma das maiores apreensões da história dos EUA. O ataque foi facilitado por uma vulnerabilidade no sistema de múltiplas assinaturas da Bitfinex, permitindo que Lichtenstein realizasse transações sem a aprovação necessária. O caso destaca a importância da segurança em exchanges de criptomoedas e a necessidade de vigilância contínua contra fraudes e ataques cibernéticos.