Bitcoin

Campanha de phishing explora vulnerabilidade da carteira COLDCARD

Uma nova campanha de phishing está aproveitando o medo gerado pela vulnerabilidade recentemente divulgada da carteira COLDCARD e o roubo suspeito de 1.367 Bitcoins, avaliados em aproximadamente 88,6 milhões de dólares. A Proofpoint, que descobriu a campanha, relata que os atacantes estão enviando e-mails se passando pela COLDCARD, alegando que uma auditoria de segurança está sendo realizada em seus dispositivos de armazenamento a frio. Os e-mails, enviados de compliance@coldcardteamnews.com, solicitam que os usuários participem de uma verificação de segurança, direcionando-os para um site falso que imita a COLDCARD. Ao clicar em um botão para acessar a ferramenta de auditoria, os usuários baixam um arquivo que, na verdade, instala um software de acesso remoto, permitindo que os atacantes acessem seus dispositivos. A Proofpoint alerta que essa vulnerabilidade pode ser explorada para roubo de dados ou instalação de malware adicional. A situação é crítica, pois a exploração ativa dessa vulnerabilidade pode ter consequências severas para os usuários da COLDCARD e para a segurança das criptomoedas em geral.

Vulnerabilidade em carteira COLDCARD resulta em roubo de R 88,6 milhões

Pesquisadores identificaram uma vulnerabilidade no firmware da carteira de hardware COLDCARD, que pode ter sido explorada para roubar aproximadamente R$ 88,6 milhões em Bitcoin. A falha está relacionada a um gerador de números aleatórios (RNG) defeituoso, que permitiu que atacantes gerassem sementes de carteira de forma previsível. A empresa Galaxy Research relatou que, em um ataque de 41 minutos, cerca de 1.083 BTC foram drenados de 1.196 endereços, com transações que apresentavam uma taxa de taxa fixa e sem saída de troco, sugerindo o uso de uma ferramenta automatizada. A vulnerabilidade foi descoberta por equipes de engenharia e segurança da Block, que colaboraram com outros pesquisadores para analisar o firmware da COLDCARD. A falha foi comunicada à Coinkite, fabricante da carteira, em 30 de julho, e um novo firmware que corrige o problema já está disponível. Usuários afetados devem verificar seus backups, atualizar o firmware e gerar novas sementes para garantir a segurança de seus ativos.

Ataque drena 1.196 endereços Bitcoin em 41 minutos devido a falha de firmware

Em 30 de julho de 2026, um ataque cibernético resultou no esvaziamento de 1.196 endereços de Bitcoin, totalizando 1.082,65 BTC, equivalente a aproximadamente 70,2 milhões de dólares na época. A Galaxy Research identificou que a origem do ataque estava em uma falha de firmware na Coldcard, uma carteira de hardware exclusiva para Bitcoin fabricada pela Coinkite. Uma integração errônea de firmware em março de 2021 redirecionou a geração de sementes para um gerador de números pseudoaleatórios (PRNG) em vez de utilizar o gerador de números aleatórios (RNG) de hardware do dispositivo. Isso permitiu que um atacante, ao determinar ou restringir suficientemente o UID do dispositivo e o histórico de chamadas do RNG, pudesse reproduzir fluxos de saída candidatos offline. Embora a Coinkite tenha lançado um firmware de emergência em 31 de julho, a instalação não repara sementes já comprometidas. Os usuários afetados foram aconselhados a gerar novas sementes em firmware corrigido e transferir seus fundos. A falha foi atribuída à configuração de produção da Coldcard, que não habilitou corretamente o RNG de hardware, resultando em uma entropia efetiva muito abaixo do ideal. O ataque destaca a importância da segurança em dispositivos de armazenamento de criptomoedas e a necessidade de vigilância contínua sobre vulnerabilidades em firmware.

Apple processada por roubo de Bitcoin via aplicativo fraudulento

Três pessoas processaram a Apple após perderem cerca de $1,8 milhão em Bitcoin devido ao download de um aplicativo fraudulento chamado Sparrow Wallet, disponível na App Store. A queixa, apresentada em 24 de julho na Califórnia, alega que a Apple falhou em revisar adequadamente as aplicações distribuídas em sua loja, promovendo-a como um ambiente seguro. Os autores, James Ramirez, Christopher Ellis e Jalen Delgado, afirmam que o aplicativo malicioso se passou pelo legítimo Sparrow Wallet e solicitou que inserissem suas frases-semente, resultando na transferência de suas criptomoedas para carteiras controladas pelos golpistas. Apesar de alertas anteriores sobre aplicativos fraudulentos, a Apple não tomou medidas eficazes para removê-los. Os demandantes buscam reembolso, danos compensatórios e punitivos, além de melhorias nos procedimentos da Apple para detectar fraudes. A situação destaca a vulnerabilidade dos usuários de criptomoedas e a necessidade de maior vigilância por parte das plataformas de distribuição de aplicativos.

Profissionais de cibersegurança são condenados por ataques de ransomware

O Departamento de Justiça dos EUA anunciou a condenação de dois profissionais de cibersegurança, Ryan Goldberg e Kevin Martin, a quatro anos de prisão por sua participação em ataques de ransomware BlackCat em 2023. Ambos, junto com um terceiro cúmplice, Angelo Martino, foram acusados de extorquir vítimas em todo o país, utilizando suas habilidades em cibersegurança para facilitar os ataques. Os criminosos concordaram em pagar 20% dos resgates recebidos aos administradores do BlackCat em troca de acesso à plataforma de extorsão. Em um dos casos, conseguiram extorquir cerca de US$ 1,2 milhão em Bitcoin, que foi posteriormente lavado. O esquema de ransomware como serviço (RaaS) BlackCat já havia atacado mais de 1.000 vítimas globalmente. Martino, que também se declarou culpado, abusou de sua função como negociador para obter pagamentos maiores, revelando informações confidenciais sobre limites de apólices de seguro das vítimas. O caso destaca a grave ameaça que profissionais com conhecimento técnico podem representar quando desviam suas habilidades para atividades criminosas.

Ataque cibernético rouba US 3,665 milhões da Bitcoin Depot

A Bitcoin Depot, que opera uma das maiores redes de caixas eletrônicos de Bitcoin, sofreu um ataque cibernético que resultou no roubo de aproximadamente 50,903 Bitcoins, avaliados em cerca de US$ 3,665 milhões. O incidente foi descoberto em 23 de março de 2026, quando a empresa detectou atividades suspeitas em seus sistemas de TI. Apesar de ter ativado rapidamente seus protocolos de resposta a incidentes e notificado as autoridades, os atacantes conseguiram roubar credenciais de contas de liquidação de ativos digitais antes que o acesso fosse bloqueado. A empresa afirmou que o incidente foi contido ao seu ambiente corporativo e não afetou as plataformas ou dados dos clientes. Embora a Bitcoin Depot tenha cobertura de seguro para ataques cibernéticos, a empresa alertou que isso pode não cobrir todas as perdas resultantes do ataque. Este não é o primeiro incidente de segurança da empresa; em 2024, quase 26,000 pessoas foram notificadas sobre um vazamento de dados que expôs informações pessoais. O ataque à Bitcoin Depot destaca a crescente vulnerabilidade das empresas no setor de criptomoedas e a necessidade de medidas de segurança robustas.

Novo malware NodeCordRAT se disfarça em pacotes npm de bitcoin

Pesquisadores da Zscaler identificaram três pacotes npm maliciosos que distribuem um malware de acesso remoto chamado NodeCordRAT, disfarçado como bibliotecas relacionadas à criptomoeda Bitcoin. Os pacotes, bitcoin-main-lib, bitcoin-lib-js e bip40, foram removidos em novembro de 2025 após serem enviados por um usuário identificado como wenmoonx. Durante a instalação, os pacotes executam um script que instala o bip40, que contém o payload malicioso. O NodeCordRAT é um trojan que pode roubar dados sensíveis, como credenciais do Chrome e tokens de API, além de utilizar servidores do Discord para comunicação de comando e controle. O malware é capaz de executar comandos na máquina da vítima, tirar capturas de tela e enviar arquivos para o Discord. Embora os pacotes maliciosos tenham sido removidos, é essencial que os desenvolvedores permaneçam vigilantes ao baixar pacotes, verificando sua popularidade e comentários antes da instalação.

Hacker que invadiu conta de Obama é condenado a pagar R 28,8 milhões

Joseph James O’Connor, um hacker britânico de 26 anos, foi condenado a pagar aproximadamente R$ 28,8 milhões em Bitcoin por sua participação em um ataque ao Twitter (atualmente X) em 2020. O ataque comprometeu contas de várias figuras públicas, incluindo Barack Obama, Joe Biden e Elon Musk, e envolveu fraudes com criptomoedas. O’Connor foi extraditado da Espanha para os Estados Unidos, onde já cumpria uma pena de cinco anos de prisão por crimes como invasão de computadores e extorsão. O Serviço de Promotoria da Coroa Britânica obteve uma ordem de recuperação civil para apreender 42 bitcoins e outros ativos relacionados ao crime. O promotor Adrian Foster destacou a importância de garantir que criminosos não se beneficiem de suas ações, mesmo que não sejam condenados no Reino Unido. O incidente levantou preocupações sobre a segurança das contas verificadas no Twitter, levando a plataforma a restringir o acesso a essas contas até que a situação fosse resolvida.

China acusa EUA de roubar R 69 bilhões em bitcoin em ataque hacker

O Centro de Resposta Nacional de Emergência de Vírus de Computador da China (CVERC) acusou os Estados Unidos de terem roubado 127.272 bitcoins, equivalentes a aproximadamente R$ 69 bilhões, em um ataque hacker ocorrido em dezembro de 2020. O ataque teria sido direcionado à LuBian, uma das maiores mineradoras de criptomoedas do mundo. Segundo informações do site Nikkei Asia, os bitcoins subtraídos permaneceram inativos por mais de quatro anos, até que, em 2024, os EUA teriam movimentado os fundos após a acusação formal de Chen Zhi, um empresário ligado a centros de golpe no Camboja. O governo chinês sugere que a operação foi orquestrada por uma organização hacker nacional, e não por hackers comuns. Este incidente é o maior confisco de criptomoedas da história, superando o valor anteriormente confiscado pelo Reino Unido. A situação é complexa, pois as criptomoedas não têm jurisdição específica, o que dificulta a transparência nas operações. A recente divulgação da China sobre o caso levanta questões sobre a motivação por trás do comunicado, especialmente em um contexto de trégua comercial entre os dois países.