Índia proíbe Telegram após venda de materiais de exame vazados
O governo indiano impôs uma proibição temporária ao aplicativo Telegram até 22 de junho, após o uso da plataforma para a venda de acesso a materiais de exames vazados, especificamente o NEET, um dos maiores exames de admissão médica do país. A decisão foi tomada pelo Ministério da Eletrônica e Tecnologia da Informação, com base na Seção 69A da Lei de TI, após recomendações da Agência Nacional de Testes (NTA). Além da proibição, o Telegram foi obrigado a desativar sua função de edição de mensagens até 30 de junho. O CEO do Telegram, Pavel Durov, acusou a operadora de telecomunicações Reliance de realizar um ‘sequestro de BGP’ para aplicar a proibição, afetando usuários fora da Índia, como nos Emirados Árabes Unidos. Especialistas em tecnologia contestaram a alegação de Durov, sugerindo que a interrupção foi resultado de uma configuração incorreta, e não de sabotagem intencional. A proibição gerou críticas de grupos de direitos digitais, que a consideram desproporcional e prejudicial a milhões de usuários legítimos que dependem do Telegram para estudos e materiais de preparação. A situação destaca a complexidade da regulação de plataformas digitais e os desafios de lidar com fraudes sem impactar usuários inocentes.
