Bec

Polícia Espanhola desmantela organização de cibercrime e lavagem de dinheiro

A Polícia Espanhola desmantelou uma organização de cibercrime e lavagem de dinheiro que gerou €140 milhões (cerca de $160 milhões) por meio de fraudes de investimento e ataques de comprometimento de e-mail empresarial (BEC). A operação resultou na prisão de quatro indivíduos em Espanha, Portugal e Panamá. Os suspeitos gerenciaram uma rede de mais de 800 contas bancárias, recebendo grandes quantias de dinheiro ilícito de várias vítimas. Os fundos eram rapidamente dispersos e ocultados através de uma rede de contas, dificultando a rastreabilidade e permitindo a lavagem do dinheiro. A investigação revelou que €94 milhões foram canalizados através dessa rede, com outros €61 milhões relacionados a operações de BEC. A polícia identificou o uso de táticas de engenharia social, como a falsificação de executivos de alto escalão para desviar pagamentos. A operação incluiu buscas em seis locais e a apreensão de 15 computadores e mais de 170 smartphones, além do congelamento de €3 milhões em ativos. A polícia acredita que a rede de lavagem de dinheiro foi efetivamente desmantelada.

Comprometimento de E-mail Empresarial Uma Ameaça Organizada

O Comprometimento de E-mail Empresarial (BEC) é frequentemente visto como um simples golpe de e-mail, mas na verdade, é parte de uma operação organizada complexa. Os atacantes não apenas enviam e-mails fraudulentos, mas também realizam um extenso reconhecimento da organização alvo, analisando processos de compras e acessando contas de e-mail corporativas. Pesquisas recentes indicam que o uso de inteligência artificial (IA) está se tornando comum, permitindo a criação de e-mails mais convincentes e personalizados, o que dificulta a detecção. Os alvos preferidos incluem contas de SaaS, especialmente do setor financeiro, onde os atacantes buscam informações sobre contas a receber e a pagar. Além disso, call centers são utilizados para pressionar as empresas a realizarem pagamentos fraudulentos. A monetização do BEC enfrenta desafios, pois os hackers precisam encontrar contas bancárias confiáveis para transferir os fundos. A análise das discussões em fóruns underground revela que os atacantes estão cada vez mais sofisticados, utilizando IA para melhorar a eficácia de suas campanhas. Para se proteger, as empresas devem treinar seus funcionários, especialmente aqueles em posições financeiras, e estar atentas a comunicações que possam parecer legítimas, mas que na verdade são fraudulentas.

Comprometimento de e-mail corporativo uma ameaça crescente

O comprometimento de e-mail corporativo (BEC) continua a ser uma das ameaças cibernéticas mais dispendiosas para as organizações. Em vez de depender de malware, os atacantes estão cada vez mais utilizando a impersonificação convincente para enganar os funcionários, levando-os a enviar dinheiro, compartilhar informações sensíveis ou conceder acesso a sistemas corporativos. O webinar ‘Stop chasing alerts: Automating email security with behavioral AI’, que ocorrerá em 8 de julho de 2026, abordará como ataques modernos de phishing, BEC e tomada de conta (ATO) conseguem contornar as defesas tradicionais de e-mail. A apresentação, conduzida por especialistas da Abnormal AI e Novant Health, destacará o papel da inteligência artificial comportamental na detecção e resposta a essas ameaças sofisticadas. Os ataques BEC, que frequentemente se disfarçam como comunicações legítimas de colegas ou executivos, estão se tornando mais difíceis de identificar, especialmente com o avanço da geração de conteúdo por IA. O uso de IA comportamental pode ajudar as equipes de segurança a identificar padrões de comunicação incomuns e automatizar investigações, melhorando assim os tempos de resposta e reduzindo a carga de trabalho manual. O webinar promete oferecer abordagens práticas para fortalecer a segurança do e-mail e defender as organizações contra esses ataques cada vez mais convincentes.

Novo kit EvilTokens permite phishing de contas Microsoft

Um novo kit malicioso chamado EvilTokens foi identificado, integrando capacidades de phishing por código de dispositivo, permitindo que atacantes sequestrassem contas da Microsoft e realizassem ataques avançados de comprometimento de e-mail corporativo (BEC). Vendido a cibercriminosos via Telegram, o kit está em constante desenvolvimento, com planos de suporte para páginas de phishing do Gmail e Okta. Os ataques de phishing por código de dispositivo abusam do fluxo de autorização de dispositivo do OAuth 2.0, onde os atacantes enganam a vítima para autorizar um dispositivo malicioso. Pesquisadores da Sekoia observaram que as vítimas recebiam e-mails com documentos que continham QR codes ou links para templates de phishing do EvilTokens, disfarçados como conteúdo empresarial legítimo. Ao clicar, a vítima é redirecionada para uma página de phishing que imita serviços confiáveis, levando à autenticação em uma URL legítima da Microsoft. Isso permite que os atacantes obtenham tokens de acesso e refresh, garantindo acesso imediato aos serviços da conta da vítima. As campanhas têm um alcance global, com os Estados Unidos, Canadá e França entre os países mais afetados. O kit também oferece recursos avançados para automatizar ataques BEC, indicando que já está sendo utilizado em larga escala por atores de ameaças.