Austrália

Origin Energy confirma vazamento de dados de clientes na Austrália

A Origin Energy, maior fornecedora de energia da Austrália, confirmou um vazamento de dados que expôs informações pessoais identificáveis de seus clientes, afetando cerca de 4,8 milhões de usuários. A empresa está investigando a extensão do impacto e notificando os clientes afetados. Os dados expostos incluem endereços físicos, datas de nascimento, números de telefone, informações de conta, além de partes dos dados financeiros, como os últimos quatro dígitos do cartão de crédito e os últimos três dígitos da conta bancária. A empresa assegurou que as informações financeiras expostas são incompletas e não podem ser usadas para fraudes. O CEO da Origin, Frank Calabria, pediu desculpas aos clientes e afirmou que medidas estão sendo tomadas para evitar novos acessos não autorizados. Além disso, a empresa notificou as autoridades competentes, incluindo a Polícia Federal Australiana e o Centro de Cibersegurança da Austrália. Um hacker, autodenominado ‘John Doe’, reivindicou a responsabilidade pelo ataque e ameaçou divulgar os dados de 2 milhões de clientes se não houver negociação. Este incidente destaca a vulnerabilidade das empresas em proteger dados sensíveis e a necessidade de medidas de segurança robustas.

Austrália registra aumento recorde de ciberataques e alerta para 2026

A Austrália enfrenta um aumento alarmante de ciberataques, com um crescimento de 50% em crimes cibernéticos em 2025, em comparação ao ano anterior. O governo australiano, com base na Lei de Segurança Cibernética de 2024, prevê que 2026 pode ser ainda mais desafiador, especialmente para setores corporativos e financeiros. Em 2024, cerca de 47 milhões de contas foram comprometidas, e em 2025, 5,7 milhões de acessos indevidos foram registrados. Os dados mais visados pelos hackers incluem nomes de usuário e endereços de e-mail, frequentemente encontrados em mercados clandestinos na dark web. As principais ameaças incluem campanhas de phishing e roubo de identidade. Para combater essa crescente onda de ataques, a Lei de Segurança Cibernética impõe obrigações às empresas, como a notificação de pagamentos de ransomware em até 72 horas e a criação de um Conselho de Revisão de Incidentes Cibernéticos. Além disso, penalidades severas podem ser aplicadas para o mau uso de dados sensíveis, com multas que podem chegar a AU$ 50 milhões.

Autoridades australianas revelam operações de grupos de ransomware

Um estudo abrangente realizado ao longo de três anos em Austrália, Canadá, Nova Zelândia e Reino Unido revelou tendências alarmantes nas operações de ransomware, com organizações australianas registrando 135 ataques documentados entre 2020 e 2022. A pesquisa analisou 865 incidentes de ransomware e destacou a evolução sofisticada das empresas cibernéticas, que agora adotam modelos de ransomware-as-a-service (RaaS). Nesse modelo, grupos principais desenvolvem o malware e gerenciam os pagamentos, enquanto afiliados realizam as invasões e negociações de resgate. O grupo Conti foi o mais ativo, com 141 ataques, seguido pelas variantes do LockBit, que contabilizaram 129 incidentes. O setor industrial foi o mais afetado, com o estudo utilizando inteligência artificial para classificar as organizações atacadas em 13 setores, alcançando 89% de precisão. Os resultados ressaltam a necessidade urgente de medidas de cibersegurança aprimoradas nas infraestruturas críticas australianas, à medida que os grupos de ransomware continuam a evoluir suas táticas e expandir suas capacidades operacionais.