Ataque Cibernético

Pokémon Center sofre vazamento de dados na Europa

O Pokémon Center notificou seus clientes no Reino Unido e na Alemanha sobre um vazamento de dados que ocorreu devido a um ataque cibernético ao provedor logístico CEVA Logistics. Os hackers conseguiram acessar informações pessoais e de pedidos de clientes que realizaram compras no site. Embora os sistemas da CEVA tenham sido comprometidos, os dados expostos pertencem a clientes do Pokémon Center que compartilharam suas informações para o envio de produtos. A CEVA, que é uma subsidiária do grupo CMA CGM, é uma das maiores empresas de logística do mundo e, recentemente, sofreu um ataque que afetou vários varejistas na Europa. O incidente, que ocorreu entre 29 de julho e 1 de agosto, também impactou a Valve, que notificou seus clientes da Steam sobre o roubo de informações pessoais. O Pokémon Center informou que os dados comprometidos incluem nomes, endereços, números de telefone e e-mails, mas garantiu que informações de pagamento não foram acessadas. Além disso, muitos pedidos foram cancelados, embora não esteja claro por que isso ocorreu em vez de apenas atrasos nas entregas. A empresa está enfrentando atrasos na entrega de pedidos e cancelamentos, afetando produtos muito esperados pelos consumidores.

Ataque cibernético desativa usina de energia na Polônia

Um ataque cibernético em dezembro de 2025 comprometeu uma usina de cogeração de energia na Polônia, afetando o sistema de tratamento de água e a turbina a vapor. O ataque foi realizado através de uma rede celular privada utilizada pelo operador da rede elétrica, permitindo que os invasores se movessem de uma rede de parque eólico comprometida para o controlador da usina. Apesar da gravidade do incidente, a usina conseguiu manter o fornecimento de calor e eletricidade para cerca de 50.000 residentes. O CERT Polska, que investigou o caso, destacou que esta foi a primeira vez que esse vetor de ataque foi observado em um ataque cibernético real. O controlador WAGO da usina ainda utilizava credenciais padrão, e a configuração da rede permitia comunicação entre dispositivos, o que facilitou a invasão. O ataque culminou na desativação de controladores Siemens e na redefinição de dispositivos de rede, sem a necessidade de malware. O relatório sugere que as organizações polonesas frequentemente permitem que qualquer dispositivo na rede privada se comunique com outros, um problema que pode ser comum em outros países. O CERT recomenda uma auditoria das configurações de APN e a implementação de isolamento de clientes.

Hackers comprometem usina de energia na Polônia com ataque cibernético

Um grupo de hackers comprometeu uma usina de cogeração de energia na Polônia, afetando o fornecimento de calor para cerca de 50 mil residentes. O ataque, que ocorreu em dezembro de 2025, foi realizado por um ator ligado ao grupo de ameaças russo Electrum e utilizou um ponto de acesso privado (APN) para acessar a rede de tecnologia operacional da usina. A Polônia CERT revelou que a configuração inadequada do APN permitiu que dispositivos se comunicassem entre si, facilitando a invasão. O atacante desativou controladores lógicos programáveis (PLCs) e interrompeu operações críticas, mas a equipe da usina conseguiu restaurar os sistemas rapidamente, evitando impactos significativos na população. Este incidente é considerado o primeiro ataque cibernético real conhecido em que um invasor acessou uma rede de tecnologia operacional através de um APN privado. A CERT recomenda tratar APNs privados como redes externas não confiáveis e implementar isolamento entre clientes conectados para evitar futuros ataques.

Ataque cibernético afeta portos da Carolina do Norte

A Autoridade Portuária da Carolina do Norte confirmou que um ataque cibernético interrompeu os sistemas de TI e atrasou as operações nos Portos de Wilmington, Morehead City e no Porto Interior de Charlotte. O Porto de Wilmington, o mais significativo dos três, possui nove berços e uma capacidade anual de 600.000 TEUs, movimentando em média 5.000 contêineres por semana. O ataque foi detectado em 4 de agosto, levando a autoridade a ativar seu plano de contingência de cibersegurança e iniciar a recuperação na manhã do dia 5. A interrupção causou um apagão geral dos sistemas, forçando a abertura dos portões às 8h do dia 5 e atrasando as operações. Embora a autoridade não tenha atribuído o ataque a um ator específico nem confirmado o roubo de dados sensíveis, as operações estão gradualmente voltando ao normal, com atrasos ainda esperados. O último comunicado indica que as atividades de embarcações seguirão conforme programado a partir de 7 de agosto, mas a equipe de TI continua avaliando os sistemas afetados. Até o momento, nenhum grupo de ameaças assumiu a responsabilidade pelo ataque.

Hackers comprometem servidores do governo suíço via SharePoint

O Escritório Federal de Tecnologia da Informação e Telecomunicações da Suíça (BIT) confirmou que hackers exploraram vulnerabilidades em seus servidores Microsoft SharePoint, comprometendo cerca de 200 contas. O ataque foi detectado em 28 de julho, quando especialistas de segurança notaram atividades incomuns. Após a confirmação da violação, o BIT bloqueou o acesso externo ao SharePoint, corrigiu as vulnerabilidades suspeitas e redefiniu as senhas das contas afetadas. Acredita-se que os atacantes tenham explorado falhas divulgadas pela Microsoft em meados de julho, que foram corrigidas nas atualizações de Patch Tuesday. Entre as vulnerabilidades mencionadas estão a CVE-2026-56164, que permite escalonamento de privilégios, e a CVE-2026-50522, uma falha crítica de execução remota de código. Até o momento, não há evidências de que dados além das credenciais de login tenham sido roubados, e informações confidenciais não eram armazenadas na plataforma afetada. O BIT está reinstalando os servidores comprometidos como precaução e o acesso externo permanecerá bloqueado até a conclusão desse processo. Não houve reivindicação de responsabilidade por parte de grupos de ransomware até o momento.

Ciberataque atinge sistemas de água em Minnesota e gera alerta

A agência Minnesota IT Services (MNIT) ativou suas capacidades de resposta a incidentes de cibersegurança após um ataque coordenado que afetou mais de 30 sistemas de água comunitários. Os ataques ocorreram nos dias 26 e 27 de julho, visando sistemas de tecnologia operacional (OT) em utilidades de água locais. A cidade de Braham relatou que sua planta de água ficou offline devido a um ataque cibernético, mas foi rapidamente restaurada. Outras comunidades também enfrentaram falhas temporárias e tiveram que adotar operações manuais. A MNIT está colaborando com diversas entidades para investigar o incidente e reforçar a segurança da infraestrutura crítica de Minnesota. A CISA (Agência de Cibersegurança e Segurança de Infraestrutura dos EUA) recomendou que organizações de infraestrutura crítica isolem sistemas OT essenciais para garantir a continuidade dos serviços em caso de ataques. Embora o autor do ataque permaneça desconhecido, há preocupações sobre hackers patrocinados por estados visando infraestruturas críticas para espionagem ou atividades disruptivas. O incidente destaca a vulnerabilidade de sistemas essenciais e a necessidade de medidas de segurança robustas.

Ciberataque coordenado afeta sistemas de água em Minnesota

Nos dias 26 e 27 de julho de 2026, mais de 30 sistemas de água comunitários em Minnesota foram alvo de um ciberataque coordenado, resultando em falhas operacionais e interrupções em várias localidades, incluindo Braham, Plymouth, South St. Paul e Maple Plain. O ataque afetou o controle automatizado e as comunicações, levando algumas cidades a declarar estado de emergência e solicitar que os residentes reduzissem o uso de água. A Minnesota IT Services (MNIT) confirmou que a natureza e a extensão do impacto variaram entre os sistemas, mas todos compartilharam características comuns, como o método de acesso e o tipo de infraestrutura atacada. Embora a investigação ainda esteja em andamento, as semelhanças observadas com atividades de grupos cibernéticos associados ao Irã levantam preocupações sobre a segurança de infraestruturas críticas. A MNIT está coordenando esforços de contenção e recuperação com várias agências, incluindo a CISA e o FBI, enquanto recomendações de segurança foram emitidas para proteger sistemas de controle industrial. O incidente destaca a necessidade de uma resposta governamental coordenada a ataques cibernéticos que visam infraestruturas essenciais.

Atividade cibernética maliciosa com origem na Ásia atinge governos do Oriente Médio

Pesquisadores de cibersegurança identificaram uma nova campanha de ataques cibernéticos, atribuída a um ator de ameaças com vínculos na Ásia Oriental, que está visando entidades governamentais no Oriente Médio. A empresa Zscaler ThreatLabz detectou a atividade maliciosa, que utiliza três novas famílias de malware: TELESHIM, MIXEDKEY e BINDCLOAK. O ataque começa com um arquivo ISO que contém um executável legítimo, que é usado para carregar uma DLL maliciosa, TELESHIM, que se comunica via API do Telegram para evitar detecção.

Agente de IA Hermes automatiza ataque ao Ministério da Fazenda da Tailândia

Um agente de IA de código aberto chamado Hermes foi utilizado por um ator de ameaças em modo ‘YOLO’ para automatizar atividades pós-exploração durante uma suposta violação no Ministério da Fazenda da Tailândia. A empresa de inteligência de ameaças Hunt.io e o pesquisador de segurança Bob Diachenko descobriram diretórios web expostos contendo centenas de arquivos relacionados à operação. Embora o ministério não tenha confirmado a violação, os arquivos recuperados indicam que múltiplos sistemas foram alvo dos atacantes. Entre os arquivos, estavam códigos de exploração, shells web e credenciais roubadas. O Hermes, que opera como um serviço persistente, foi configurado para executar comandos sem a necessidade de aprovação humana, permitindo que o agente realizasse tarefas como elevação de privilégios e varredura de vulnerabilidades. A descoberta destaca o uso crescente de agentes de IA autônomos em ciberataques, levantando preocupações sobre a segurança de sistemas governamentais e a necessidade de vigilância contínua.

Assistente de IA usado em ataque cibernético ao Ministério da Fazenda da Tailândia

Um assistente de IA popular foi instalado em um servidor alugado e utilizado para atacar o Ministério da Fazenda da Tailândia, que gerencia a tesouraria e a arrecadação de impostos do país. O operador desativou a configuração que exige permissão antes de executar comandos arriscados, permitindo que o assistente, chamado Hermes, navegasse pela rede do ministério em busca de acesso root e explorasse registros de pessoal. A investigação revelou que o operador já estava dentro da rede antes do uso do assistente, tendo recuperado um shell web oculto e scripts maliciosos. O ataque explorou vulnerabilidades em um serviço de banco de dados Hadoop, que aceita qualquer senha por padrão. Embora não tenha havido evidências de dados sendo extraídos da rede, a situação destaca a importância de monitorar e proteger sistemas críticos contra o uso indevido de ferramentas de automação. A análise sugere que o operador pode ser fluente em chinês, dada a origem do servidor e os detalhes dos scripts utilizados.

Coreia do Sul alerta diplomatas sobre riscos após ataque cibernético

O governo sul-coreano revelou um ataque cibernético que durou dez meses contra o sistema de educação online da Academia Diplomática Nacional, afetando dados de pelo menos 6.000 indivíduos, incluindo funcionários atuais e antigos do Ministério das Relações Exteriores. O ataque ocorreu entre abril de 2025 e fevereiro de 2026, durante o qual foram roubados IDs de usuários, nomes, e-mails e senhas criptografadas. Embora informações sensíveis, como números de telefone e endereços, não tenham sido comprometidas, a gravidade do incidente levou o Ministério a fechar sua infraestrutura de TI e implementar medidas de segurança adicionais. A divulgação do ataque foi atrasada em cinco meses devido à natureza sensível do incidente, que exigiu uma análise cuidadosa antes de ser tornada pública. O porta-voz do Ministério, Park Il, destacou a necessidade de cautela em relação a questões diplomáticas e de segurança.

Grupo de ransomware Anubis ataca subsidiária da Coca-Cola

O grupo de ransomware Anubis reivindicou a responsabilidade pelo ataque cibernético à subsidiária Fairlife da Coca-Cola, ameaçando divulgar dados corporativos supostamente roubados caso a empresa não pague um resgate. A Fairlife, conhecida por seus produtos lácteos, teve suas operações interrompidas em 16 de julho devido ao ataque, que resultou na suspensão da produção em suas instalações nos EUA. A Coca-Cola confirmou que os atacantes acessaram sistemas relacionados à produção, mas garantiu que a qualidade e a segurança dos produtos não foram comprometidas. O Anubis alegou ter roubado cerca de um terabyte de dados e que a empresa não teria como recuperar seus sistemas sem a chave de criptografia que eles possuem. O ataque foi realizado uma semana antes do anúncio público da Coca-Cola, e a gangue de ransomware, que opera como um serviço (RaaS), combina roubo de dados com criptografia de arquivos para pressionar as vítimas a pagarem. A Coca-Cola não comentou sobre as alegações do grupo, e a situação permanece sob investigação.

Hugging Face confirma ataque cibernético impulsionado por agente de IA

A Hugging Face, uma das principais plataformas de inteligência artificial e aprendizado de máquina, revelou ter sofrido um ataque cibernético inédito, conduzido inteiramente por um agente de IA autônomo. Os atacantes esconderam um código malicioso dentro de um conjunto de dados que foi processado pela plataforma, explorando falhas em seu sistema para executar o código em um de seus servidores. O ataque permitiu que os invasores escalassem privilégios, roubassem credenciais de autenticação e se movessem lateralmente por sua infraestrutura. O que torna este incidente particularmente alarmante é que a operação foi realizada sem intervenção humana, com o agente de IA decidindo quais sistemas explorar e quais vulnerabilidades atacar. Apesar da gravidade do ataque, a Hugging Face afirmou que não houve comprometimento de dados de clientes ou modelos públicos. Este evento destaca a crescente preocupação com o cenário de ‘atacantes agentes’, uma ameaça emergente que a indústria de cibersegurança já previa. O ataque foi caracterizado por uma infraestrutura de comando e controle que se movia constantemente, dificultando a defesa contra as ações do agente malicioso.

Hugging Face sofre ataque cibernético por agente de IA autônomo

A plataforma de inteligência artificial de código aberto Hugging Face revelou que foi alvo de um ataque cibernético realizado por um sistema de agente autônomo de IA. O incidente, detectado na semana passada, resultou em acesso não autorizado a um conjunto limitado de dados internos e credenciais de serviços. A investigação ainda está em andamento, mas a empresa afirmou que não há evidências de que o agente de IA tenha comprometido modelos públicos ou a cadeia de suprimentos de software da Hugging Face.

Coca-Cola enfrenta ataque de ransomware em sua subsidiária Fairlife

A Coca-Cola Company anunciou hoje que um ataque de ransomware afetou sua subsidiária Fairlife, responsável pela produção de laticínios, resultando na suspensão temporária da produção de seus produtos nos Estados Unidos. Em um comunicado à SEC, a empresa informou que a Fairlife detectou acesso não autorizado a alguns de seus sistemas, incluindo aqueles relacionados à produção. Após a detecção do problema, a Coca-Cola ativou rapidamente seus protocolos de resposta a incidentes e continuidade de negócios. A investigação sobre o impacto do ataque está em andamento, com a ajuda de consultores externos e especialistas em cibersegurança, e a empresa também notificou as autoridades policiais. Embora a qualidade e a segurança dos produtos não tenham sido comprometidas, a produção nas instalações dos EUA foi suspensa enquanto a empresa trabalha para restaurar os sistemas afetados. A produção no Canadá não foi impactada. Até o momento, não há informações sobre a possível extorsão ou se dados foram roubados durante o ataque, e nenhum grupo de ransomware reivindicou a responsabilidade pelo incidente.

Dois hackers são condenados por ataque cibernético ao TfL

O Woolwich Crown Court condenou Owen Flowers, 18 anos, e Thalha Jubair, 20 anos, a cinco anos e meio de prisão por um ataque cibernético ao Transport for London (TfL) em 2024. O ataque deixou 148 sistemas da TfL inoperáveis e forçou 27 mil funcionários a redefinirem suas senhas pessoalmente, resultando em perdas estimadas em £29 milhões. Ambos se declararam culpados sob a Seção 3ZA da Lei de Abuso de Computadores de 1990, que trata de danos significativos à segurança pública. O ataque ocorreu entre 31 de agosto e 3 de setembro de 2024, afetando serviços essenciais, incluindo o sistema de transporte que realiza cerca de 9 milhões de viagens diárias. Durante a invasão, dados pessoais de clientes, como nomes e endereços de e-mail, foram acessados. Flowers foi preso enquanto tentava atacar organizações de saúde nos EUA. A NCA considera essa a maior acusação de cibercrime já vista nos tribunais britânicos. O caso levanta preocupações sobre a segurança de infraestruturas críticas e a necessidade de medidas preventivas, especialmente em um contexto onde ataques cibernéticos estão se tornando cada vez mais comuns.

Membros do coletivo Scattered Spider são condenados por ataque à TfL

Dois membros do coletivo de cibercrime Scattered Spider foram condenados a cinco anos e seis meses de prisão por invadir a Transport for London (TfL) em agosto de 2024. O ataque comprometeu a rede da TfL, que atende mais de 8,4 milhões de londrinos, causando interrupções em serviços essenciais como o Dial-a-Ride, cartões de viagem e pagamentos digitais. A TfL reportou perdas de £29 milhões, mas as autoridades estimaram que o impacto econômico poderia ter chegado a £56 bilhões se a rede de transporte tivesse sido totalmente paralisada. Além disso, dados de clientes, incluindo nomes e endereços, foram roubados. Os atacantes, Thalha Jubair e Owen Flowers, foram presos após investigações que revelaram que Flowers estava também hackeando empresas de saúde nos EUA. Ambos se declararam culpados sob a Lei de Uso Indevido de Computadores. O caso destaca a importância da colaboração entre organizações e autoridades para mitigar ataques cibernéticos, conforme enfatizado pelo diretor adjunto da NCA, Paul Foster.

Universidade de Mount Royal sofre ataque cibernético e dados são deletados

A Mount Royal University (MRU), localizada em Calgary, foi alvo de um ataque cibernético em 17 de junho, resultando no roubo e subsequente exclusão de dados de seus sistemas de armazenamento. A universidade, que possui mais de 11 mil alunos, informou que a violação afetou diversos sistemas, incluindo serviços online e acesso à internet. Dados armazenados em uma unidade designada como ‘H drive’, que continha informações de alunos e funcionários, foram acessados e deletados por um ator não autorizado. Além disso, uma segunda unidade, rotulada como ‘J drive’, que armazenava dados departamentais, também foi apagada, embora não haja evidências de que esses dados tenham sido copiados antes da exclusão. O grupo de hackers CMD Organization reivindicou a responsabilidade pelo ataque, exigindo um resgate de 30 BTC (cerca de R$ 1,9 milhão) e ameaçando vazar informações se a universidade não atender à demanda. A MRU está colaborando com especialistas em cibersegurança para investigar o incidente e recuperar os dados perdidos, além de oferecer monitoramento de crédito e proteção contra roubo de identidade aos afetados. O incidente foi reportado às autoridades competentes, incluindo o Comissário de Informação e Privacidade de Alberta.

Grupo cibercriminoso CMD reivindica ataque a universidade canadense

O grupo cibercriminoso CMD Organization assumiu a responsabilidade por um ataque cibernético à Mount Royal University (MRU), em Calgary, Alberta, ocorrido em 17 de junho de 2026. A universidade confirmou a ocorrência de um incidente cibernético que afetou seus sistemas, incluindo folha de pagamento e registro de acomodações estudantis. CMD afirma ter roubado 10 TB de dados da MRU e está exigindo um resgate de 1,9 milhão de dólares em uma semana. Para corroborar sua reivindicação, o grupo publicou amostras de documentos que alegam ter sido roubados. A MRU ainda não confirmou a autenticidade da reivindicação e está em fase inicial de investigação, sem determinar se informações pessoais foram acessadas. CMD Organization, que opera um esquema de ransomware como serviço, já reivindicou 32 ataques desde sua fundação em maio de 2026, com um resgate médio de 580 mil dólares. O ataque à MRU é parte de uma tendência crescente de ataques de ransomware a instituições educacionais, que podem causar interrupções significativas nas operações diárias e riscos de fraude para alunos e funcionários.

DHS investiga ataque cibernético à rede de informações de segurança

O Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS) está investigando um ataque cibernético que comprometeu a Homeland Security Information Network (HSIN), uma plataforma sensível de compartilhamento de informações utilizada por parceiros do governo e do setor privado. O ataque, realizado por um ator de ameaça desconhecido, ocorreu entre o final de maio e início de junho de 2023. A investigação ainda não atribuiu a responsabilidade a nenhum ator específico ou governo estrangeiro, e não está claro se documentos foram roubados do sistema. Os invasores miraram servidores do HSIN e um sistema SharePoint usado para colaboração. O HSIN é crucial para a comunicação em tempo real e a gestão de incidentes, especialmente em um momento em que os EUA estão supervisionando a segurança de eventos como a Copa do Mundo. O DHS confirmou que sistemas classificados não foram afetados e que ações imediatas foram tomadas para isolar os sistemas comprometidos e mitigar a vulnerabilidade. Este incidente segue um problema anterior em 2023, onde uma configuração inadequada expôs dados restritos dentro do HSIN-Intel, a seção de inteligência da plataforma.

Grupo de ransomware Blackfield exige US 2 milhões da Nidec Corporation

O grupo de ransomware Blackfield está exigindo um resgate de US$ 2 milhões da Nidec Corporation, uma importante fabricante japonesa de componentes eletrônicos. A Nidec, que possui uma receita anual de US$ 17,2 bilhões e opera em mais de 40 países, confirmou que sua subsidiária em Taiwan, a Nidec Chaun Choung Technology, foi alvo de um ataque de ransomware. O incidente, que ocorreu em 22 de junho de 2026, resultou em danos a parte do servidor da subsidiária, levando a empresa a tomar medidas emergenciais, como o desligamento do servidor afetado. Embora a Nidec tenha mencionado a possibilidade de vazamento de informações, não há confirmação de que dados pessoais ou confidenciais tenham sido expostos. O grupo Blackfield deu um prazo de mais de 15 dias para que a Nidec respondesse e negociasse, ameaçando publicar ou vender os dados supostamente roubados. O ataque anterior à Nidec ocorreu em outubro de 2024, quando sua divisão no Vietnã foi comprometida, expondo mais de 50.000 arquivos sensíveis. A situação destaca a crescente ameaça de ransomware às empresas globais, especialmente em setores críticos como o de tecnologia e automotivo.

Polymarket reembolsa clientes após ataque cibernético de 3 milhões

A plataforma Polymarket, um dos maiores mercados de previsão baseado em criptomoedas, anunciou que reembolsará totalmente os clientes que perderam cerca de $3 milhões devido a um ataque cibernético. O incidente ocorreu após a injeção de um script malicioso na interface do usuário, resultado de um ataque à cadeia de suprimentos que afetou um fornecedor terceirizado. Durante o ataque, usuários desavisados foram enganados a aprovar transações fraudulentas no site oficial da Polymarket, embora os servidores e a infraestrutura de backend da empresa não tenham sido comprometidos. A empresa de segurança blockchain PeckShield identificou o ataque como uma campanha de phishing, onde os fundos roubados foram convertidos em Ether. O impacto foi limitado a menos de 15 contas, segundo análises de empresas de inteligência em blockchain. A Polymarket, fundada em 2020 e avaliada em $9 bilhões, oferece previsões sobre diversos eventos, incluindo esportes e resultados políticos, e é uma fonte influente de informações sobre expectativas de mercado.

Gigante do mercado de previsões Polymarket sofre ataque cibernético

A plataforma de previsões Polymarket foi alvo de um ataque cibernético que resultou no roubo de aproximadamente US$ 3 milhões em criptomoedas de cerca de 11 usuários. O ataque ocorreu devido à exploração de uma vulnerabilidade em um fornecedor terceirizado, que permitiu a injeção de scripts maliciosos na interface da plataforma. A Polymarket confirmou o incidente em uma postagem na rede social X, informando que já tomou medidas para conter a situação e removeu a dependência afetada, embora não tenha revelado qual fornecedor foi comprometido. A empresa está reembolsando integralmente os usuários afetados, mas não divulgou o número total de vítimas ou o montante exato perdido por cada uma. A reação da comunidade foi crítica, com alguns usuários sugerindo que a Polymarket havia provocado os hackers anteriormente. O ataque destaca a importância da segurança em plataformas que lidam com transações financeiras e a necessidade de vigilância constante em relação a fornecedores terceirizados.

Tata Electronics confirma ataque cibernético em sua infraestrutura

A Tata Electronics, uma divisão do conglomerado indiano Tata Group, confirmou que foi alvo de um ataque cibernético que afetou parte de sua infraestrutura de TI. Apesar do incidente, a empresa assegurou que suas operações continuaram normalmente e não foram impactadas. Em uma declaração ao BleepingComputer, um porta-voz da Tata Electronics informou que os protocolos de resposta foram acionados imediatamente após a identificação do incidente. Embora a identidade do grupo responsável pelo ataque não tenha sido divulgada, o grupo de ameaças World Leaks reivindicou a responsabilidade, alegando ter vazado dados que incluem informações de fabricação de produtos da Apple, como esquemas internos de componentes e especificações de materiais. O World Leaks é considerado uma rebrand do grupo de ransomware Hunters International, que encerrou suas operações em julho de 2025. Ao contrário do Hunters, o World Leaks opera exclusivamente como um grupo de extorsão de dados, ameaçando vazar arquivos roubados. A Tata Electronics, que começou suas atividades em 2020, é uma das maiores fabricantes de tecnologia da Índia, produzindo componentes para iPhones. O incidente levanta preocupações sobre a segurança de dados em empresas que lidam com informações sensíveis, especialmente em um contexto de crescente vigilância sobre a conformidade com a LGPD no Brasil.

Operação FortiBleed Broker de Acesso Inicial Ataca Firewalls FortiGate

Um broker de acesso inicial de língua russa, motivado por ganhos financeiros, está por trás de uma operação de coleta de credenciais em larga escala chamada FortiBleed, que já afetou mais de 430.000 firewalls FortiGate em todo o mundo desde fevereiro de 2026. A campanha envolve a coleta de listas de credenciais, busca por serviços expostos e ataques de força bruta em sistemas acessíveis. Os atacantes utilizam uma ferramenta chamada FortigateSniffer, que captura credenciais em texto claro e hashes de senhas de tráfego que passa por dispositivos comprometidos. A operação é focada em pequenas e médias empresas, especialmente nos setores de TI, nos Estados Unidos e na Índia. Além disso, a FortiBleed faz parte de uma operação mais ampla que também visa dispositivos de outros fornecedores, como Synology e Sophos. Até agora, os atacantes identificaram mais de 110 milhões de credenciais, incluindo 14,8 milhões de credenciais RADIUS e 89 milhões de tokens de autenticação MySQL. A campanha é caracterizada por um ciclo de 300 minutos de operações, com uma taxa de validação de 90% nas primeiras tentativas. A situação é crítica, pois os atacantes estão utilizando métodos sofisticados e automatizados para explorar vulnerabilidades em dispositivos amplamente utilizados.

Membros do grupo Scattered Spider se declaram culpados por ataque cibernético ao TfL

Dois membros do grupo de cibercrime ‘Scattered Spider’, Thalha Jubair (20) e Owen Flowers (18), se declararam culpados por invadir os sistemas do Transport for London (TfL) entre 31 de agosto e 3 de setembro de 2024, resultando em perdas financeiras significativas. Inicialmente, ambos negaram envolvimento, mas mudaram suas declarações no primeiro dia do julgamento no Woolwich Crown Court. O ataque comprometeu o sistema de reembolso do TfL, atrasando a devolução de valores a clientes e resultando no roubo de dados de usuários. A National Crime Agency (NCA) do Reino Unido confirmou que o ataque causou danos financeiros de £29 milhões (aproximadamente R$ 230 milhões) e forçou 28 mil funcionários a redefinir suas senhas. As investigações revelaram que Flowers estava também ligado a invasões em organizações de saúde nos EUA. O caso destaca a importância da colaboração entre empresas e autoridades para mitigar ataques cibernéticos e proteger infraestruturas críticas.

Ex-funcionário de escola nos EUA é condenado por ciberataques

Ezekiel Dean Potter, um ex-especialista em TI do distrito escolar Saydel, em Iowa, foi condenado a 21 meses de prisão por realizar uma série de ciberataques que causaram sérios danos à instituição. Após sua demissão, Potter manteve acesso não autorizado aos sistemas da escola e, ao longo de 21 meses, deletou contas de funcionários, desativou plataformas educacionais e comprometeu a operação das aulas. Os ataques começaram logo após sua saída, com a exclusão da página do Facebook da escola e se estenderam a contas de gerenciamento de dispositivos Apple, dificultando o acesso dos funcionários. Além disso, ele acessou o sistema de gerenciamento de aprendizagem Schoology, impactando as aulas por cerca de duas horas. O custo total dos danos foi estimado em dezenas de milhares de dólares. Potter foi condenado a pagar quase 60 mil dólares em restituição e terá sua liberdade supervisionada após a prisão, com restrições em relação ao uso de tecnologia. Este caso destaca a importância da segurança cibernética em instituições educacionais e a necessidade de monitoramento rigoroso de acessos a sistemas críticos.

Grupo cibercriminoso SafePay reivindica ataque a comissão de Harrison County

O grupo cibercriminoso SafePay reivindicou um ataque cibernético ocorrido em 23 de abril de 2026, que afetou os sistemas da Comissão do Condado de Harrison, na Virgínia Ocidental. O ataque resultou na interrupção do atendimento ao público no dia seguinte, quando cidadãos tentaram pagar seus impostos sobre propriedade. Embora a maioria dos sistemas tenha sido restaurada mais de uma semana depois, alguns ainda estavam fora do ar em 6 de maio. SafePay, que utiliza um esquema de extorsão dupla, exigiu um pagamento em resgate em troca da recuperação dos dados e da exclusão das informações roubadas. A Comissão do Condado não confirmou a reivindicação do grupo, e detalhes sobre a quantidade de dados comprometidos ou o valor do resgate permanecem desconhecidos. SafePay é um grupo de ransomware que começou a operar em 2024 e já reivindicou 479 ataques, com 68 confirmados. Em 2026, o grupo já reivindicou 56 ataques, sendo seis confirmados. Este incidente destaca a crescente ameaça de ataques de ransomware a entidades governamentais nos EUA, que podem comprometer dados sensíveis e interromper serviços essenciais.

West Pharmaceutical Services sofre ataque cibernético com vazamento de dados

A West Pharmaceutical Services, uma empresa americana de fabricação farmacêutica, revelou que foi alvo de um ataque cibernético que resultou em exfiltração de dados e criptografia de sistemas. O incidente foi detectado em 4 de maio de 2026, e a empresa ativou rapidamente seus protocolos de resposta a incidentes, incluindo a desativação global de sistemas para contenção e notificação às autoridades. A investigação em andamento busca determinar a natureza e a extensão do ataque, bem como os dados que foram roubados. Embora a empresa tenha restaurado parcialmente seus sistemas principais, a recuperação total ainda não foi alcançada, e não há previsão para a conclusão desse processo. A West Pharmaceutical Services, que possui receitas anuais superiores a US$ 3 bilhões e mais de 10.800 funcionários, não divulgou estimativas sobre o impacto financeiro do ataque. A empresa também não especificou as medidas tomadas para mitigar a disseminação dos dados exfiltrados, mas confirmou que está trabalhando com especialistas externos para lidar com a situação. Até o momento, nenhum grupo de ransomware reivindicou a responsabilidade pelo ataque.

Foxconn retoma operações após ataque cibernético em fábricas da América do Norte

A Foxconn, maior fabricante de eletrônicos do mundo, anunciou que algumas de suas fábricas na América do Norte estão retomando as operações normais após um ataque cibernético. O incidente foi confirmado por um porta-voz da empresa, que relatou que a equipe de cibersegurança ativou imediatamente um mecanismo de resposta e implementou medidas operacionais para garantir a continuidade da produção. O grupo de ransomware Nitrogen reivindicou a responsabilidade pelo ataque, alegando ter roubado 8 TB de dados, incluindo documentos confidenciais de grandes clientes como Apple, Intel e Google. Este não é o primeiro ataque do tipo que a Foxconn enfrenta; a empresa já foi alvo de outras gangues de ransomware, como LockBit e DoppelPaymer, nos últimos anos. A situação destaca a crescente ameaça de ataques cibernéticos a grandes corporações e a importância de medidas robustas de segurança cibernética para proteger informações sensíveis e garantir a continuidade dos negócios.

Grupo de ransomware Lynx ataca escola católica no Reino Unido

No final de semana, o grupo de ransomware Lynx reivindicou um ataque ocorrido em março de 2026 na St Anne’s Catholic School, em Southampton, Reino Unido. O grupo afirma ter roubado informações confidenciais, dados financeiros e contratos da instituição. Em um comunicado enviado aos pais no dia 22 de março, a escola confirmou o ataque e permaneceu fechada por quatro dias, reabrindo em 27 de março. O diretor, Julian Waterfield, afirmou que não há evidências de que dados tenham sido comprometidos, ressaltando que o impacto foi a perda temporária de controle sobre a rede da escola. O Lynx, que opera sob um modelo de Ransomware-as-a-Service (RaaS), realiza ataques em duas etapas: primeiro, criptografa os sistemas e exige um resgate, e segundo, mantém os dados roubados como moeda de troca. Até o momento, a St Anne’s não confirmou as alegações do Lynx sobre o roubo de dados ou se um resgate foi pago. Este é o primeiro ataque confirmado a uma instituição educacional pelo grupo, que tem como alvo principal organizações governamentais e empresas. Até agora, em 2026, foram registrados 120 ataques de ransomware no Reino Unido, com seis confirmados pelas vítimas.

Homem é condenado por destruir bancos de dados do governo dos EUA

Um homem de 34 anos da Virgínia foi condenado por conspirar para destruir dezenas de bancos de dados do governo após ser demitido de seu trabalho como contratado federal. Sohaib Akhter e seu irmão gêmeo, Muneeb Akhter, já haviam sido condenados em 2016 por acessar sistemas do Departamento de Estado dos EUA sem autorização e roubar informações pessoais de colegas e de um agente da lei. Após cumprirem suas penas, os irmãos foram recontratados, mas foram demitidos em fevereiro de 2025 ao serem descobertos. Após a demissão, eles tentaram prejudicar a empresa acessando computadores sem autorização, escrevendo proteção em bancos de dados e deletando informações. Em um ataque coordenado, eles apagaram cerca de 96 bancos de dados do governo, incluindo documentos sensíveis de várias agências federais. Além disso, tentaram ocultar suas atividades criminosas, limpando seus laptops e discutindo como evitar a detecção. Sohaib Akhter enfrenta uma pena máxima de 21 anos, enquanto Muneeb pode ser condenado a até 45 anos por múltiplas acusações, incluindo roubo de informações do governo e fraude computacional.

Grupo cibercriminoso Interlock reivindica ataque a governo de Minnesota

O grupo cibercriminoso Interlock assumiu a responsabilidade por um ataque de ransomware que ocorreu em abril de 2026, afetando o governo local do Condado de Winona, em Minnesota. Em 9 de abril, o condado anunciou que havia retirado seus sistemas do ar após detectar a invasão, alertando os residentes sobre possíveis atrasos nos serviços. Interlock afirmou ter roubado mais de 2 milhões de arquivos e publicou amostras de documentos supostamente extraídos. Até o momento, o condado não confirmou a alegação e não se sabe se um resgate foi pago ou como a rede foi comprometida. Este foi o segundo ataque de ransomware ao Condado de Winona em 2026, sendo que em janeiro o condado já havia declarado estado de emergência devido a um ataque anterior. O grupo Interlock, que começou a reivindicar ataques em 2024, já foi responsável por 16 incidentes em 2026, incluindo ataques a instituições educacionais e organizações sem fins lucrativos. Os ataques de ransomware a entidades governamentais nos EUA têm se tornado cada vez mais frequentes, resultando em sérios riscos de perda de dados e interrupção de serviços essenciais.

Itron revela acesso não autorizado a sistemas internos em ciberataque

A empresa de tecnologia para utilidades Itron, Inc. confirmou que um terceiro não autorizado acessou alguns de seus sistemas internos durante um ciberataque. A detecção da atividade ocorreu em abril de 2026, levando a empresa a ativar seu plano de resposta a incidentes de cibersegurança, notificar as autoridades policiais e envolver consultores externos para investigar e conter a situação. A Itron, que fornece produtos e serviços para gestão de recursos de energia e água, afirmou que a atividade não causou interrupções significativas em suas operações e que não espera impactos futuros. A empresa também indicou que a maioria dos custos relacionados ao incidente deverá ser coberta por seguros. Embora a investigação ainda esteja em andamento, a Itron assegurou que a atividade não afetou seus clientes. Até o momento, nenhum grupo de ransomware reivindicou a responsabilidade pelo ataque. A empresa, com sede em Washington, é listada na NASDAQ e atende a 7.700 clientes em 100 países, gerenciando 112 milhões de pontos finais.

Grupo de ransomware Qilin ataca governo de Rusk County, Wisconsin

O grupo de ransomware Qilin reivindicou a responsabilidade por um ataque cibernético ocorrido em março de 2026 contra o governo local de Rusk County, Wisconsin. Os oficiais do condado relataram um ‘incidente de cibersegurança’ no início de março, que ainda está sob investigação. A confirmação do ataque foi feita pelo Qilin em seu site de vazamento de dados em 21 de abril de 2026, embora o condado não tenha reconhecido oficialmente a reivindicação. O grupo Qilin, baseado na Rússia, é conhecido por suas táticas de phishing e opera um modelo de ransomware como serviço, permitindo que afiliados utilizem seu malware para realizar ataques. Até agora, em 2026, o Qilin já reivindicou 411 ataques, sendo que 27 organizações confirmaram as invasões. O ataque a Rusk County é o quarto contra entidades governamentais neste ano, destacando uma tendência preocupante de ataques a governos nos EUA. Esses incidentes podem resultar em roubo de dados e paralisação de sistemas, obrigando as autoridades a pagar resgates para restaurar o funcionamento normal. O caso de Rusk County se junta a outros ataques recentes, como os ocorridos em Tulsa, Oklahoma, e Seal Beach, Califórnia.

Exchange de criptomoedas Grinex suspende operações após ataque cibernético

A exchange de criptomoedas Grinex, incorporada no Quirguistão e sancionada pelo Reino Unido e pelos EUA, anunciou a suspensão de suas operações após um ataque cibernético que resultou no roubo de 13,74 milhões de dólares. A empresa afirmou que o ataque, ocorrido em 15 de abril de 2026, possui características que sugerem a participação de agências de inteligência estrangeiras, visando desestabilizar a soberania financeira da Rússia. O ataque resultou na perda de mais de 1 bilhão de rublos em fundos de usuários. Grinex é considerada uma rebranding da Garantex, que já havia sido sancionada por lavagem de dinheiro. O roubo foi realizado através de uma série de transações que evitaram a detecção e o congelamento dos ativos. A análise de blockchain revelou que os fundos roubados foram rapidamente convertidos em tokens não congeláveis, uma tática comum entre criminosos para lavar dinheiro. A situação levanta questões sobre a segurança das exchanges de criptomoedas e a possibilidade de operações de bandeira falsa, dada a natureza do ataque e o histórico da Grinex.

Ataque cibernético rouba US 3,665 milhões da Bitcoin Depot

A Bitcoin Depot, que opera uma das maiores redes de caixas eletrônicos de Bitcoin, sofreu um ataque cibernético que resultou no roubo de aproximadamente 50,903 Bitcoins, avaliados em cerca de US$ 3,665 milhões. O incidente foi descoberto em 23 de março de 2026, quando a empresa detectou atividades suspeitas em seus sistemas de TI. Apesar de ter ativado rapidamente seus protocolos de resposta a incidentes e notificado as autoridades, os atacantes conseguiram roubar credenciais de contas de liquidação de ativos digitais antes que o acesso fosse bloqueado. A empresa afirmou que o incidente foi contido ao seu ambiente corporativo e não afetou as plataformas ou dados dos clientes. Embora a Bitcoin Depot tenha cobertura de seguro para ataques cibernéticos, a empresa alertou que isso pode não cobrir todas as perdas resultantes do ataque. Este não é o primeiro incidente de segurança da empresa; em 2024, quase 26,000 pessoas foram notificadas sobre um vazamento de dados que expôs informações pessoais. O ataque à Bitcoin Depot destaca a crescente vulnerabilidade das empresas no setor de criptomoedas e a necessidade de medidas de segurança robustas.

Galerias Uffizi confirmam ataque cibernético, mas nada foi roubado

As Galerias Uffizi, um dos museus mais renomados da Itália, localizado em Florença, confirmou ter sido alvo de um ataque cibernético em fevereiro de 2026. Durante o incidente, hackers acessaram os servidores do museu e supostamente roubaram um arquivo fotográfico completo. No entanto, a instituição afirmou que possuía backups adequados, permitindo a restauração rápida dos dados perdidos. Relatos indicam que os atacantes também teriam acessado informações sensíveis, como códigos, senhas e mapas internos, mas o museu negou essas alegações, afirmando que não há evidências de que esses dados tenham sido comprometidos. A Uffizi está atualmente substituindo seu hardware, uma atualização que já estava planejada antes do ataque, e tomou medidas adicionais para proteger suas coleções, incluindo o armazenamento de itens valiosos em um cofre no Banco da Itália. Os hackers tentaram extorquir o museu, ameaçando divulgar os arquivos roubados na dark web, mas até o momento, nada foi vazado. Este incidente destaca a crescente vulnerabilidade de instituições culturais a ataques cibernéticos e a importância de manter sistemas de segurança atualizados.

Grupo de ransomware Qilin ameaça vazar dados do partido Die Linke

O grupo de ransomware Qilin comprometeu a rede do partido político alemão Die Linke, que é uma organização socialista democrática, e está ameaçando vazar dados sensíveis. Em 27 de março, um dia após a invasão, o partido revelou um incidente cibernético, mas não confirmou um vazamento de dados. A organização, que possui 123 mil membros e 64 representantes no Bundestag, afirmou que os atacantes visam publicar informações internas e dados pessoais de funcionários, embora a base de dados de membros não tenha sido afetada. O Die Linke identificou os atacantes como criminosos cibernéticos de língua russa, motivados tanto financeiramente quanto politicamente, e destacou que o ataque não parece ser acidental. Em 1º de abril, o Qilin reivindicou publicamente a responsabilidade pelo ataque, adicionando o partido à sua lista de vítimas sem divulgar amostras de dados. O partido notificou as autoridades alemãs e está colaborando com especialistas em TI para restaurar seus sistemas. O uso de ransomware é frequentemente associado a guerras híbridas e ataques a infraestruturas críticas, o que levanta preocupações sobre a segurança cibernética em contextos políticos.

Protocolo Drift perde pelo menos 280 milhões em ataque cibernético

O Drift Protocol, uma plataforma de negociação DeFi baseada na blockchain Solana, sofreu um ataque cibernético que resultou na perda de pelo menos $280 milhões. O invasor conseguiu assumir o controle das funções administrativas do Conselho de Segurança da plataforma por meio de uma operação planejada e sofisticada, utilizando contas de nonce duráveis e transações pré-assinadas. O ataque foi preparado entre 23 e 30 de março, quando o hacker configurou as contas e obteve aprovações de 2/5 dos membros do Conselho de Segurança, permitindo a assinatura de transações maliciosas que não foram executadas imediatamente. No dia 1º de abril, o invasor realizou uma transação legítima e, em seguida, executou as transações maliciosas pré-assinadas, transferindo o controle administrativo para si em questão de minutos. Após o ataque, a Drift emitiu um alerta público, suspendendo depósitos e congelando funções da plataforma. A empresa está colaborando com firmas de segurança e autoridades para rastrear os fundos roubados e promete divulgar um relatório detalhado sobre o incidente em breve.

Stryker retoma operações após ataque cibernético de grupo hacktivista

A Stryker Corporation, uma das principais empresas de tecnologia médica do mundo, anunciou que está totalmente operacional três semanas após um ciberataque que comprometeu muitos de seus sistemas. O ataque, reivindicado pelo grupo hacktivista Handala, vinculado ao Irã, ocorreu em 11 de março, quando os invasores alegaram ter roubado 50 terabytes de dados e apagado quase 80 mil dispositivos. A empresa, que possui mais de 53 mil funcionários e reportou vendas globais de 22,6 bilhões de dólares em 2024, conseguiu restaurar seus sistemas e retomar a produção em níveis pré-ataque. A Stryker destacou que a disponibilidade de produtos permanece saudável e que está trabalhando em parceria com especialistas em cibersegurança e agências governamentais para garantir a proteção do ecossistema de saúde. Embora inicialmente se acreditasse que os atacantes não usaram ferramentas maliciosas, a investigação revelou a presença de um arquivo malicioso que ajudou a ocultar as atividades dos invasores na rede da empresa. O grupo Handala, que surgiu em dezembro de 2023, é conhecido por atacar organizações israelenses e está vinculado ao Ministério da Inteligência e Segurança do Irã.

Grupo de ransomware Payouts King ataca UFP Technologies em 2026

O grupo de ransomware Payouts King reivindicou a responsabilidade por um ataque cibernético à UFP Technologies, ocorrido em fevereiro de 2026. A UFP, uma fabricante americana de dispositivos médicos, revelou o incidente em um comunicado à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA, informando que um terceiro não autorizado acessou seus sistemas, resultando no roubo de arquivos e na interrupção de processos de faturamento e rotulagem. O grupo afirma ter roubado 620 GB de dados da empresa e listou a UFP em seu site de vazamento de dados. Até o momento, a UFP não confirmou a alegação do grupo, e detalhes sobre a natureza dos dados comprometidos, a forma como o ataque foi realizado, se um resgate foi pago ou o valor exigido permanecem desconhecidos. O Payouts King, que atua de forma independente e não como um serviço de ransomware, já reivindicou 56 ataques, com 12 confirmados por organizações-alvo. O grupo tem como foco fabricantes e empresas do setor de saúde, que lidam com grandes volumes de dados pessoais, tornando-se alvos atraentes para hackers. O impacto de tais ataques pode ser devastador, comprometendo a segurança e a privacidade de pacientes e clientes.

Cisco sofre ataque cibernético após violação de credenciais

A Cisco foi alvo de um ataque cibernético que resultou no roubo de código-fonte de seus produtos e de clientes, após a exploração de credenciais roubadas em um ataque à cadeia de suprimentos do Trivy. Os atacantes utilizaram um plugin malicioso do GitHub Action, comprometendo o ambiente de desenvolvimento interno da empresa. A violação afetou diversas estações de trabalho e sistemas de desenvolvimento, levando à clonagem de mais de 300 repositórios do GitHub, incluindo códigos de produtos de inteligência artificial. Embora a Cisco tenha contido a violação e isolado os sistemas afetados, a empresa está se preparando para as consequências de ataques subsequentes relacionados ao LiteLLM e Checkmarx. Além disso, chaves da AWS foram roubadas e utilizadas para atividades não autorizadas em algumas contas da Cisco. O ataque está vinculado ao grupo de ameaças TeamPCP, que já havia realizado ataques semelhantes em plataformas de desenvolvimento de código. A Cisco ainda não respondeu a solicitações de comentários sobre o incidente.

Ministério das Finanças da Holanda investiga ataque cibernético

O Ministério das Finanças da Holanda desativou alguns de seus sistemas, incluindo o portal digital de tesouraria, após detectar um ataque cibernético em 19 de março. Embora a violação de segurança tenha afetado alguns funcionários, não foram divulgados detalhes sobre o número de pessoas impactadas ou se dados sensíveis foram roubados. O ministro Eelco Heinen informou que a interrupção afetou cerca de 1.600 instituições públicas, impossibilitando-as de acessar seus saldos de contas online e realizar operações financeiras através do portal. No entanto, os participantes ainda têm acesso total aos seus fundos e os pagamentos continuam normalmente por canais bancários regulares. A investigação está sendo conduzida com o apoio do Centro Nacional de Segurança Cibernética da Holanda e especialistas forenses externos. O ministério também notificou a Autoridade de Proteção de Dados da Holanda e registrou um boletim de ocorrência com a polícia nacional. O impacto do incidente é significativo, pois envolve instituições governamentais e pode afetar a confiança pública na segurança dos sistemas digitais do governo.

Grupo cibercriminoso Inc ataca cidade de Meriden, Connecticut

O grupo cibercriminoso conhecido como Inc reivindicou a responsabilidade por um ataque cibernético à cidade de Meriden, em Connecticut, que resultou em várias interrupções nos sistemas da cidade, incluindo atrasos na emissão de contas de água. O ataque, que começou a ser relatado em 17 de fevereiro, afetou serviços essenciais, como os escritórios do cartório e da arrecadação de impostos, que ainda estavam sendo restaurados mais de um mês após o incidente. Inc, um grupo de ransomware que surgiu em julho de 2023, utiliza métodos como phishing direcionado e exploração de vulnerabilidades conhecidas para invadir redes. O grupo já reivindicou 704 ataques, com 175 confirmados, sendo 25 direcionados a entidades governamentais. Embora os oficiais de Meriden não tenham confirmado a reivindicação do grupo, a situação destaca a crescente ameaça de ataques de ransomware a entidades governamentais nos EUA, que podem resultar em roubo de dados e paralisação de serviços. O impacto potencial desses ataques é significativo, pois pode levar a perdas financeiras e riscos de conformidade, especialmente em relação à proteção de dados pessoais.

Grupo de ransomware Interlock ataca Goodwill Industries nos EUA

O grupo de ransomware Interlock adicionou a Goodwill Industries da Pensilvânia Central ao seu site de vazamento de dados após alegadamente roubar 80 GB de informações. O ataque, que ocorreu em março de 2026, gerou problemas técnicos em várias lojas, incluindo a interrupção de sistemas que forçaram clientes a pagar apenas em dinheiro. Funcionários relataram que o sistema foi hackeado, corroborando a situação com postagens nas redes sociais. A Goodwill Industries International afirmou não ter conhecimento de um ataque cibernético em seus sites, sugerindo que as informações sobre a Goodwill de Greater Grand Rapids deveriam ser verificadas diretamente com eles. O Interlock, que começou a registrar vítimas em outubro de 2024, já realizou 96 ataques, utilizando uma técnica de dupla extorsão, onde exige um resgate para descriptografar sistemas e também ameaça vender dados na dark web. Este incidente destaca a vulnerabilidade de organizações sem fins lucrativos e a crescente ameaça de ataques de ransomware nos Estados Unidos, que já contabilizam 41 ataques confirmados em 2026, afetando diversas instituições, incluindo escolas e organizações de saúde.

CISA alerta sobre vulnerabilidades no Microsoft Intune após ataque cibernético

A CISA (Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA) emitiu um alerta para organizações americanas sobre a necessidade de fortalecer as configurações do Microsoft Intune, após um ataque cibernético que comprometeu os sistemas da Stryker Corporation, uma gigante da tecnologia médica. O ataque, reivindicado pelo grupo hacktivista Handala, resultou no roubo de 50 terabytes de dados e na utilização do comando de limpeza do Intune para apagar quase 80 mil dispositivos. Os hackers conseguiram criar uma nova conta de Administrador Global após comprometer uma conta de administrador existente. A CISA recomenda que as organizações adotem uma abordagem de menor privilégio para funções administrativas, implementem autenticação multifator (MFA) e exijam aprovação de múltiplos administradores para ações sensíveis, como a limpeza de dispositivos. Essas práticas visam aumentar a resiliência das organizações contra ataques semelhantes. O grupo Handala, vinculado ao Irã, é conhecido por suas operações de hacktivismo e por vazar dados sensíveis de sistemas comprometidos. O alerta da CISA destaca a importância de medidas proativas para proteger ambientes de gerenciamento de endpoints.

Grupo cibercriminoso Medusa ataca o Condado de Passaic, NJ

O grupo cibercriminoso Medusa reivindicou um ataque de malware ao Condado de Passaic, em Nova Jersey, ocorrido em março de 2026. Em um comunicado, as autoridades do condado informaram que o ataque afetou seus sistemas de TI e linhas telefônicas. Medusa exigiu um resgate de $800.000, com prazo até o final do mês, e publicou imagens de documentos que alegam ter sido roubados dos servidores do governo local. Embora o Condado de Passaic tenha reconhecido a ocorrência de um incidente de segurança, não confirmou a responsabilidade do grupo. A investigação está em andamento para determinar a natureza e a extensão do acesso não autorizado aos dados. Medusa, que opera um esquema de ransomware como serviço, já reivindicou outros ataques em 2026, incluindo instituições educacionais e governamentais. Os ataques de ransomware a entidades governamentais nos EUA têm se tornado mais frequentes, resultando em riscos significativos, como perda de dados e interrupção de serviços essenciais. O Condado de Passaic abriga cerca de 524.000 pessoas e está localizado na área metropolitana de Nova York.

Grupo de ransomware Medusa ataca Centro Médico da Universidade do Mississippi

O grupo de ransomware Medusa reivindicou a responsabilidade pelo ataque cibernético ao Centro Médico da Universidade do Mississippi (UMMC), ocorrido entre 19 de fevereiro e 2 de março de 2026. O ataque resultou no fechamento das clínicas e no cancelamento de consultas, afetando gravemente o atendimento ao paciente, que teve que ser realizado com registros manuais e em centros de comando improvisados. A UMMC perdeu acesso a linhas telefônicas, e-mails e registros de pacientes, levando à transferência de alguns pacientes para outras instituições. Medusa exigiu um resgate de $800.000 em troca da restauração dos sistemas e da não divulgação de dados supostamente roubados, que foram demonstrados em seu site de vazamento de dados. Embora a UMMC tenha retomado suas operações normais após nove dias, a extensão dos dados comprometidos e se o resgate foi pago permanecem desconhecidos. O grupo Medusa, ativo desde 2019, já realizou 154 ataques confirmados, sendo 33 direcionados a prestadores de serviços de saúde, comprometendo cerca de 3,7 milhões de registros pessoais. Os ataques de ransomware a instituições de saúde nos EUA têm se tornado cada vez mais frequentes e disruptivos, colocando em risco a segurança e a privacidade dos pacientes.

Ciberataque à Stryker afeta dispositivos de funcionários, mas produtos estão seguros

Na semana passada, a Stryker, gigante da tecnologia médica, sofreu um ciberataque que afetou seu ambiente interno da Microsoft, resultando na remoção remota de dados de cerca de 80 mil dispositivos de funcionários. A empresa afirmou que todos os seus dispositivos médicos permanecem seguros, mas os sistemas de pedidos eletrônicos estão fora do ar, obrigando os clientes a realizarem pedidos manualmente. O ataque, reivindicado pelo grupo hacktivista Handala, supostamente ligado ao Irã, não envolveu ransomware nem a instalação de malware, embora os atacantes tenham alegado ter apagado mais de 200 mil sistemas e roubado 50 terabytes de dados. A investigação está sendo conduzida pela equipe DART da Microsoft, em colaboração com especialistas em cibersegurança da Palo Alto Unit 42. A Stryker está focada na recuperação de seus sistemas e na normalização do fluxo de pedidos e entregas. A empresa assegura que todos os produtos em seu portfólio global, incluindo tecnologias conectadas e de salvamento, estão seguros para uso.