Submundo no Telegram ensina homens a vigiar e assediar mulheres
Um estudo recente revelou que grupos e canais no Telegram estão sendo utilizados por homens para vender ferramentas de hacking e espionagem com o objetivo de assediar mulheres. Pesquisadores do grupo AI Forensics analisaram 2,8 milhões de mensagens em 16 grupos italianos e espanhóis, identificando a troca de aproximadamente 82 mil conteúdos ilegais, incluindo imagens e vídeos de mulheres, muitas vezes sem o seu consentimento. As publicações variam desde ataques a celebridades até assédios a mulheres comuns, como amigas e esposas. Além disso, a pesquisa destacou a prática de doxing, onde informações pessoais são coletadas e utilizadas para intimidar as vítimas. O Telegram, por sua vez, afirmou que remove milhões de conteúdos nocivos diariamente, embora a eficácia dessas ações esteja sob questionamento, especialmente em meio a investigações sobre seu fundador na França. A situação levanta preocupações sobre a segurança digital e a proteção da privacidade das mulheres, além de implicações legais significativas, especialmente no contexto da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) no Brasil.
