Apostas

Copa do Mundo aumenta fraudes de apostas e deepfakes no Brasil

A Copa do Mundo de 2026 trouxe um aumento significativo nos golpes relacionados a apostas e deepfakes no Brasil. Mais de 4,3 mil sites falsos foram identificados, com as casas de apostas sendo o principal vetor de fraude. Daniel Tupinambá, especialista em cibersegurança, destaca que a combinação do alto volume financeiro nas plataformas de apostas e o estado emocional dos torcedores cria um ambiente propício para os criminosos. Segundo dados do Banco Central, os brasileiros movimentam entre R$ 20 bilhões e R$ 30 bilhões mensalmente em apostas via Pix, o que atrai fraudes. Além disso, 34% dos brasileiros com acesso à internet relataram ter sido contatados por golpes relacionados a apostas nos últimos dois anos, um aumento considerável em relação a 2022. O cibercrime moderno é descrito como altamente organizado, utilizando inteligência artificial para otimizar ataques, como campanhas de phishing e deepfakes. Para se proteger, recomenda-se verificar a legitimidade das plataformas de apostas e desconfiar de promoções excessivas. O alerta também se estende a empresas, que devem estar atentas a ameaças internas que podem facilitar ataques.

Deepfakes e IA Protegendo Apostadores de Fraudes em Apostas

O mercado de apostas esportivas no Brasil tem crescido significativamente, mas enfrenta um aumento alarmante de fraudes, especialmente com o uso de deepfakes e inteligência artificial (IA). Um relatório da Sumsub revelou que o uso de deepfakes em golpes aumentou 126% em 2025, com 78% das operadoras de apostas relatando casos desse tipo. Os criminosos utilizam deepfakes de celebridades para criar anúncios fraudulentos, enganando apostadores e levando-os a baixar aplicativos maliciosos que parecem legítimos. A biometria surge como uma solução eficaz para combater essas fraudes, permitindo a verificação da identidade dos usuários e dificultando a criação de contas falsas. Apesar das regulamentações implementadas pelo governo, as operadoras ilegais ainda representam um desafio significativo, pois não estão sujeitas a monitoramento e penalidades. A situação exige que as operadoras legais adotem tecnologias avançadas para se manterem à frente dos criminosos, especialmente em um cenário onde a IA está cada vez mais acessível e utilizada para fraudes.