Aplicativos

Microsoft amplia restauração de configurações no Windows 11 para empresas

A Microsoft anunciou uma nova funcionalidade que permite a mais usuários corporativos restaurar suas configurações pessoais e aplicativos da Microsoft Store de dispositivos anteriores ao fazer login em um novo dispositivo com Windows 11. Essa funcionalidade, chamada de ’experiência de restauração no primeiro login’, faz parte do Windows Backup for Organizations, uma ferramenta de backup voltada para empresas que facilita a migração para o Windows 11. Agora, usuários que se conectam a dispositivos Windows 11 com uma conta Microsoft Entra ID podem restaurar suas configurações e lista de aplicativos mesmo que tenham perdido a opção durante a configuração inicial do dispositivo. A atualização expande o suporte para ambientes híbridos e configurações de dispositivos multiusuários, aumentando a flexibilidade para cenários de implantação empresarial. A funcionalidade é gerenciada por políticas existentes do Windows Backup for Organizations e pode ser configurada via Microsoft Intune ou Group Policy, permitindo que administradores de TI a implementem sem a necessidade de aprender novas ferramentas. Essa novidade é especialmente útil para organizações que estão migrando para o Windows 11 ou que realizam atualizações frequentes de hardware.

Aplicativo legítimo da Play Store é usado por criminosos para fraudes

Cibercriminosos estão utilizando um aplicativo legítimo da Play Store, chamado Supremo, para realizar fraudes digitais, especialmente na Argentina e no Brasil. A ESET identificou que os golpistas se passam por funcionários de bancos nas redes sociais, enganando usuários para que baixem o aplicativo, que oferece suporte técnico e administrativo à distância. Após a instalação, as vítimas são induzidas a compartilhar um código de acesso, permitindo que os criminosos assumam o controle remoto de seus dispositivos. Isso possibilita o acesso a informações sensíveis, como dados bancários, resultando em roubos de dinheiro e contratações fraudulentas de empréstimos. Desde maio de 2024, esse golpe tem se intensificado, com anúncios direcionados a idosos nas redes sociais, prometendo descontos em serviços. A situação é preocupante, pois, entre 2024 e 2025, o número de fraudes digitais desse tipo cresceu significativamente no Brasil, com mais de 10 mil ocorrências registradas, gerando grandes prejuízos financeiros. Especialistas alertam para a importância de campanhas educativas sobre segurança digital e recomendam que os usuários nunca instalem aplicativos de acesso remoto a partir de orientações de terceiros.

Cuidado com a privacidade ao usar apps de compras na Black Friday

Nesta Black Friday, cerca de 50% dos consumidores utilizarão smartphones para aproveitar as ofertas, com 27% preferindo aplicativos de varejistas. No entanto, uma análise de 101 aplicativos populares para Android revelou que, em média, cada app solicita quase 29 permissões, sendo 8 delas consideradas ‘perigosas’ pelo Android. Essas permissões incluem acesso à câmera, microfone, localização e armazenamento. Embora algumas permissões sejam necessárias para o funcionamento do aplicativo, muitas delas são solicitadas sem justificativa clara nas políticas de privacidade. Em 27 casos, aplicativos pediram acesso à câmera e/ou arquivos de mídia sem mencionar isso em suas políticas. Além disso, 23% dos aplicativos analisados podem violar os padrões de privacidade do Google. A média de rastreadores por aplicativo é de 7, com um aplicativo apresentando 17 rastreadores. A falta de transparência sobre o uso de dados pessoais levanta preocupações sobre a privacidade dos usuários, especialmente em um contexto onde a proteção de dados é cada vez mais relevante, como na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) no Brasil.

Google sinaliza apps que consomem muita bateria na Play Store

O Google anunciou que começará a sinalizar aplicativos na Play Store que apresentam consumo excessivo de bateria em dispositivos Android. Essa iniciativa visa informar os usuários sobre o impacto que determinados aplicativos podem ter na performance da bateria de seus dispositivos. A sinalização será feita na página do aplicativo, destacando um aviso para aqueles que ultrapassarem um limite de 5% de consumo em segundo plano, medido ao longo de 28 dias. Essa medida é parte de um esforço maior do Google para aprimorar a experiência do usuário e a qualidade técnica dos aplicativos disponíveis na loja. Embora a empresa tenha sido questionada sobre a possibilidade de a nova métrica detectar spyware e malware, ela esclareceu que o foco é apenas na performance da bateria. No entanto, o consumo excessivo de bateria pode ser um indicativo de que um dispositivo está infectado por software malicioso, já que esses programas frequentemente operam em segundo plano, drenando a energia do aparelho. Essa nova diretriz pode servir como um alerta para os usuários sobre a segurança de seus dispositivos, especialmente em um cenário onde o cibercrime está em ascensão.

Sapphos, aplicativo lésbico brasileiro, tem falha de segurança grave

O Sapphos, um aplicativo de relacionamento voltado exclusivamente para mulheres, foi retirado do ar após apenas 48 horas de funcionamento devido a uma grave falha de segurança. A vulnerabilidade, identificada por um usuário no Twitter, permitia o acesso não autorizado a dados pessoais das usuárias, incluindo CPF e data de nascimento. A falha, classificada como IDOR (Insecure Direct Object Reference), expôs identificadores diretos sem a devida verificação de permissão. As desenvolvedoras do aplicativo, que era operado por uma equipe feminina, admitiram o erro e garantiram que todos os dados das usuárias foram deletados, além de prometerem reembolsos para assinantes. O aplicativo, que chegou a ter 17 mil usuárias, estava em versão beta e não teve dados vazados, mas acessados indevidamente. As responsáveis abriram boletins de ocorrência e planejam desenvolver uma nova versão do aplicativo com segurança aprimorada.

Google exige aprovação oficial para desenvolvedores de aplicativos de criptomoeda

O Google implementou novas exigências regulatórias para desenvolvedores de aplicativos de criptomoeda que desejam distribuir suas aplicações na Google Play Store. Agora, é necessário que esses desenvolvedores obtenham licenciamento oficial do governo antes de publicar seus aplicativos em várias jurisdições ao redor do mundo. Essa atualização de política reflete a resposta da empresa ao panorama regulatório em rápida evolução em relação a ativos digitais e serviços financeiros.

Os requisitos de licenciamento variam significativamente entre regiões. Nos Estados Unidos, por exemplo, os desenvolvedores devem se registrar como Empresas de Serviços Monetários (MSBs) e obter licenças estaduais, enquanto na União Europeia, é necessário autorização como Prestadores de Serviços de Criptoativos (CASP) sob a regulamentação MiCA. O Japão e a Coreia do Sul têm suas próprias exigências específicas, como registro com a Agência de Serviços Financeiros e relatórios à Unidade de Inteligência Financeira, respectivamente.