Api

Cisco corrige falha crítica no Secure Workload que expõe dados sensíveis

A Cisco lançou atualizações para uma vulnerabilidade de alta severidade no Secure Workload, identificada como CVE-2026-20223, com uma pontuação CVSS de 10.0. Essa falha permite que um atacante remoto e não autenticado acesse dados sensíveis devido à validação e autenticação insuficientes ao acessar endpoints da API REST. Segundo a Cisco, um atacante pode explorar essa vulnerabilidade enviando uma solicitação de API manipulada para um endpoint afetado, o que pode resultar na leitura de informações confidenciais e na realização de alterações de configuração com privilégios de administrador do site. A vulnerabilidade afeta o Cisco Secure Workload Cluster Software em implementações SaaS e locais, independentemente da configuração do dispositivo, e não há soluções alternativas disponíveis. As versões afetadas incluem o Cisco Secure Workload Release 3.9 e anteriores, com correções disponíveis nas versões 3.10.8.3 e 4.0.3.17. A Cisco identificou a falha durante testes internos de segurança e não há evidências de exploração ativa até o momento.

Segurança em Infraestruturas de IA em Risco O Caso ClawdBot

O rápido avanço da adoção de inteligência artificial (IA) está colocando em risco os progressos em segurança na indústria de software. Um estudo recente revelou que a infraestrutura de IA, especialmente após o fiasco do assistente virtual ClawdBot, apresenta vulnerabilidades alarmantes. A pesquisa identificou mais de 2 milhões de hosts, com 1 milhão de serviços expostos, muitos dos quais não possuem autenticação por padrão. Isso significa que dados reais de usuários e ferramentas empresariais estão acessíveis a qualquer um. Exemplos incluem chatbots que expõem conversas de usuários e plataformas de gerenciamento de agentes sem autenticação, permitindo que atacantes manipulem fluxos de trabalho e acessem informações sensíveis. Além disso, APIs da Ollama foram encontradas expostas, permitindo acesso sem autenticação a modelos de IA. A falta de práticas de segurança adequadas, como credenciais hardcoded e configurações inseguras, agrava a situação. A pressão para acelerar a entrega de soluções de IA está levando a um descuido com a segurança, o que pode resultar em danos significativos, incluindo compromissos de dados e danos à reputação das empresas.

Uma análise técnica das primeiras 24 horas como atacantes visam ativos expostos

O artigo de Topher Lyons, da Sprocket Security, destaca a rapidez com que atacantes identificam e exploram novos ativos expostos na internet. Assim que um ativo recebe um endereço IP público, um cronômetro começa a contar, e em minutos, ele já pode estar sendo sondado por scanners automatizados como Shodan e Censys. O processo se desenrola em etapas: em até uma hora, os scanners catalogam portas abertas e informações de serviços; em até seis horas, começa a enumeração ativa, onde ferramentas de ataque realizam tentativas de acesso. Após 12 horas, a probabilidade de comprometimento é alarmante, com 80% dos ativos testados sendo invadidos nesse período. O artigo também enfatiza a importância de ter visibilidade contínua sobre a superfície de ataque externa, destacando que muitos ativos expostos podem ser desconhecidos até mesmo para as equipes de segurança. Um exemplo prático ilustra como uma API oculta foi descoberta em um aplicativo web, expondo dados sensíveis sem autenticação. A Sprocket Security oferece uma solução que permite às organizações identificar e mitigar esses riscos antes que os atacantes o façam.

Hackers exploram vulnerabilidade crítica no LiteLLM para roubo de dados

Hackers estão atacando informações sensíveis armazenadas no modelo de linguagem de código aberto LiteLLM, explorando uma vulnerabilidade crítica identificada como CVE-2026-42208. Essa falha, uma injeção SQL, ocorre durante a verificação da chave da API do proxy do LiteLLM, permitindo que um invasor, sem necessidade de autenticação, envie um cabeçalho de autorização malicioso para qualquer rota da API do LLM. Isso possibilita a leitura e modificação de dados no banco de dados do proxy, incluindo chaves de API e credenciais. O mantenedor do projeto lançou uma correção na versão 1.83.7, substituindo a concatenação de strings por consultas parametrizadas. O LiteLLM é amplamente utilizado por desenvolvedores de aplicativos e plataformas de LLM, com 45 mil estrelas e 7,6 mil forks no GitHub. Pesquisadores da Sysdig relataram que a exploração da vulnerabilidade começou cerca de 36 horas após a divulgação pública do bug, com tentativas de exploração direcionadas a tabelas específicas que continham credenciais e dados sensíveis. As instâncias do LiteLLM que ainda estão em versões vulneráveis devem ser consideradas potencialmente comprometidas, e todas as chaves e credenciais devem ser rotacionadas. Para aqueles que não podem atualizar, recomenda-se desativar logs de erro para bloquear a entrada de dados maliciosos.

Vazamento de dados no Moltbook expõe 35 mil e-mails e 1,5 milhão de tokens

Em 31 de janeiro de 2026, pesquisadores revelaram que o Moltbook, uma rede social voltada para agentes de IA, deixou seu banco de dados exposto, resultando na divulgação de 35 mil endereços de e-mail e 1,5 milhão de tokens de API de agentes ativos. O problema se agrava com a presença de credenciais de terceiros em mensagens privadas, incluindo chaves da API do OpenAI, armazenadas em tabelas não criptografadas. Essa situação exemplifica uma combinação tóxica de permissões entre aplicações, onde um agente de IA atua como intermediário sem a devida autorização dos proprietários das plataformas. A falta de revisão de acessos entre aplicações contribui para essa vulnerabilidade, já que a maioria das auditorias de acesso ainda se concentra em uma única aplicação, ignorando as interações entre elas. Para mitigar esses riscos, é essencial revisar as concessões de escopo entre aplicativos, manter um inventário de identidades não humanas e monitorar continuamente as anomalias de escopo. Plataformas de segurança dinâmicas, como a Reco, podem ajudar a automatizar essa visão cruzada, permitindo que as organizações identifiquem e revoguem acessos arriscados antes que sejam explorados.

Problema de compartilhamento no Universal Print é causado por mudança de código

A Microsoft confirmou um problema em seu serviço Universal Print, que impede usuários de criar compartilhamentos de impressoras em determinadas situações. O erro, identificado como UP1287359, ocorre devido a uma alteração no código da API Microsoft Graph, que aumentou a latência de replicação do diretório Entra ID e expôs uma condição de corrida preexistente no fluxo de criação de compartilhamento do Universal Print. Como resultado, usuários podem ver erros intermitentes de “Falha ao Compartilhar Impressora” ao tentar criar compartilhamentos com a opção “Permitir todos os usuários da minha organização” ativada ou ao selecionar usuários ou grupos específicos. A Microsoft está implementando uma correção e forneceu um procedimento de mitigação em 13 etapas para ajudar os usuários afetados a contornar o problema até que a solução definitiva seja aplicada. Embora a empresa não tenha especificado quantos usuários ou quais regiões estão impactados, o incidente foi classificado como crítico, dada a sua relevância para os serviços de impressão em nuvem utilizados por clientes do Microsoft 365.

Identidades Fantasmas A Nova Ameaça à Segurança na Nuvem

Em 2024, 68% das violações de segurança na nuvem foram atribuídas a contas de serviço comprometidas e chaves de API esquecidas, superando métodos tradicionais como phishing e senhas fracas. O artigo destaca que, para cada funcionário, existem de 40 a 50 credenciais automatizadas, como contas de serviço e tokens de API, que permanecem ativas mesmo após a saída de colaboradores ou o término de projetos. Essas identidades não humanas, frequentemente não monitoradas, representam uma porta aberta para atacantes, que podem explorar essas credenciais para movimentação lateral em ambientes corporativos. O tempo médio de permanência de intrusões é alarmante, ultrapassando 200 dias. O artigo sugere que as soluções tradicionais de gerenciamento de identidade (IAM) não são suficientes, pois focam em pessoas e ignoram máquinas. Um webinar é oferecido para ensinar como descobrir e eliminar essas ‘Identidades Fantasmas’, além de apresentar um checklist de limpeza de identidade. A proposta é fornecer um guia prático para que as equipes de segurança possam agir rapidamente e evitar que credenciais não gerenciadas comprometam dados sensíveis.

Pesquisadores encontram milhares de chaves de API expostas em sites

Uma pesquisa realizada por acadêmicos da Universidade de Stanford, UC Davis e TU Delft revelou que cerca de 1.748 credenciais de API sensíveis estão expostas em aproximadamente 10.000 páginas da web, após a análise de 10 milhões de sites. Essas credenciais, que incluem chaves de acesso a plataformas de nuvem e serviços de pagamento, foram encontradas em códigos de sites públicos, destacando uma falha significativa na segurança. A maioria das chaves expostas estava em arquivos JavaScript, com 84% das credenciais identificadas nesse formato. O estudo sugere que a falta de controles rigorosos durante o desenvolvimento de software é uma das principais causas dessa exposição. Além disso, as credenciais podem permitir acesso direto a bancos de dados e sistemas críticos, aumentando o risco de manipulação de software e acesso não autorizado a dados sensíveis. Os pesquisadores alertam que a quantidade de credenciais expostas pode ser ainda maior do que a identificada, uma vez que a verificação foi limitada a um conjunto específico de provedores de serviços. Após a divulgação do problema, a quantidade de chaves expostas caiu pela metade em duas semanas, indicando a necessidade urgente de monitoramento e revisão de processos de segurança por parte dos desenvolvedores.

Vulnerabilidade no Google permite invasão do Gemini por hackers

Uma nova vulnerabilidade nas chaves de API da Google foi descoberta, permitindo que hackers utilizem essas chaves para invadir o assistente de IA Gemini e acessar dados privados. A pesquisa da TruffleSecurity revelou que cerca de 3.000 chaves de API estavam expostas em códigos de diversas organizações na internet. Essas chaves, que antes não eram consideradas sensíveis, passaram a ser um vetor de ataque após a introdução do Gemini, pois agora servem como credenciais de autenticação. A exposição dessas chaves pode resultar em dívidas significativas para os usuários, com potenciais perdas financeiras diárias na ordem de milhares de dólares. O problema foi reportado à Google, que reconheceu a falha como uma “escalada de privilégios de serviço único” e está trabalhando em soluções para mitigar o risco, como a detecção e bloqueio de chaves vazadas. Os desenvolvedores são aconselhados a auditar suas chaves de API e verificar a configuração de segurança de suas aplicações.

Chaves de API do Google expostas podem comprometer dados privados

Pesquisadores da TruffleSecurity descobriram que quase 3.000 chaves de API do Google, utilizadas em serviços como o Google Maps, estavam expostas em códigos acessíveis ao público. O problema surgiu após o lançamento do assistente de IA Gemini, que passou a utilizar essas chaves como credenciais de autenticação. Antes, as chaves de API do Google Cloud não eram consideradas dados sensíveis e podiam ser expostas sem riscos significativos. No entanto, com a introdução do Gemini, essas chaves agora permitem acesso a dados privados através da API do assistente. Os pesquisadores alertaram que um atacante poderia copiar uma chave de API do código-fonte de uma página da web e realizar chamadas à API, gerando custos que podem ultrapassar milhares de dólares por dia em contas de vítimas. A TruffleSecurity encontrou mais de 2.800 chaves de API do Google expostas em um conjunto de dados de novembro de 2025 e notificou a empresa, que classificou a falha como uma “elevação de privilégio de serviço único”. O Google afirmou que está implementando medidas proativas para detectar e bloquear chaves de API vazadas e recomendou que os desenvolvedores auditem suas chaves para evitar exposições.

Chaves de API vazadas um problema crescente em aplicações JavaScript

Um novo estudo da equipe de pesquisa da Intruder revelou que mais de 42.000 segredos, incluindo chaves de API e credenciais, estão expostos em aplicações JavaScript, representando um risco significativo para a segurança das organizações. A pesquisa analisou 5 milhões de aplicações e identificou 334 tipos diferentes de segredos, muitos dos quais eram credenciais ativas e críticas, que poderiam permitir acesso irrestrito a repositórios de código e serviços essenciais. Os scanners tradicionais falham em detectar esses segredos, pois não conseguem inspecionar adequadamente o código JavaScript que é incorporado durante o processo de construção. A análise revelou que tokens de plataformas como GitHub e GitLab, além de chaves de API de ferramentas de gerenciamento de projetos, estavam entre as exposições mais preocupantes. A pesquisa destaca a necessidade urgente de métodos de detecção que incluam a varredura de aplicações de página única (SPA) para evitar que segredos cheguem à produção. Com o aumento da automação e do uso de código gerado por IA, a situação pode se agravar, tornando essencial que as organizações adotem medidas proativas para proteger suas credenciais.

Microsoft encerrará API EWS do Exchange Online em 2027

A Microsoft anunciou que a API Exchange Web Services (EWS) para o Exchange Online será descontinuada em abril de 2027, após quase 20 anos de operação. A partir de 1º de outubro de 2026, o acesso ao EWS será bloqueado por padrão, embora administradores possam manter temporariamente o acesso por meio de uma lista de permissões. A desativação final ocorrerá em 1º de abril de 2027, sem exceções. A Microsoft recomenda que os desenvolvedores migrem para a Microsoft Graph API, que já possui paridade de recursos com o EWS em muitos cenários. É importante ressaltar que a desativação afetará apenas ambientes do Microsoft 365 e Exchange Online, enquanto o EWS continuará funcionando em instalações locais do Exchange Server. A Microsoft também realizará testes temporários para identificar dependências ocultas antes do desligamento final e manterá os administradores informados por meio de notificações mensais. Essa mudança reflete a necessidade de alinhar as APIs com os requisitos modernos de segurança e confiabilidade.

Mais de 10 mil imagens de contêineres Docker expõem segredos críticos

Uma análise abrangente realizada por pesquisadores da Flare em 2025 revelou que mais de 10.000 imagens de contêineres no Docker Hub continham segredos expostos, como chaves de API, tokens de nuvem e credenciais de CI/CD. Esses vazamentos, muitas vezes não intencionais, ocorrem em repositórios públicos e representam falhas estruturais na forma como o software moderno é construído e operado. Um exemplo alarmante foi o vazamento de credenciais que comprometeu 165 organizações durante o incidente da Snowflake em 2024, onde credenciais antigas foram utilizadas por atacantes para acessar dados sensíveis. Outro caso notável foi a exposição de um token do GitHub da Home Depot, que permaneceu ativo por mais de um ano, permitindo acesso a sistemas internos críticos. Esses incidentes destacam a necessidade urgente de monitoramento e governança de identidades não humanas (NHIs), que são essenciais para a automação e operação de serviços em nuvem. A falta de gestão adequada dessas credenciais pode resultar em acessos não autorizados e danos significativos às organizações. Portanto, a segurança das NHIs deve ser uma prioridade nas estratégias de cibersegurança das empresas.

Campanha maliciosa ataca serviços de IA expostos para acesso não autorizado

Uma campanha maliciosa, chamada ‘Bizarre Bazaar’, está visando endpoints de Modelos de Linguagem de Grande Escala (LLMs) expostos, com o objetivo de comercializar acesso não autorizado à infraestrutura de IA. Pesquisadores da Pillar Security registraram mais de 35.000 sessões de ataque em 40 dias, revelando uma operação de cibercrime em larga escala. Os atacantes exploram configurações inadequadas, como endpoints não autenticados, para roubar recursos computacionais para mineração de criptomoedas, revender acesso a APIs em mercados darknet e exfiltrar dados de conversas. Os vetores de ataque comuns incluem configurações de LLM auto-hospedadas e APIs de IA expostas. A operação é atribuída a um ator específico que utiliza os pseudônimos “Hecker”, “Sakuya” e “LiveGamer101”. Além disso, a Pillar Security está monitorando uma campanha separada focada em reconhecimento de endpoints de Model Context Protocol (MCP), que pode oferecer oportunidades adicionais de movimento lateral. A campanha ‘Bizarre Bazaar’ continua ativa, e o serviço associado, SilverInc, ainda está operacional.

Extensão maliciosa do Chrome rouba chaves API da MEXC

Pesquisadores de cibersegurança revelaram uma extensão maliciosa do Google Chrome, chamada MEXC API Automator, que tem a capacidade de roubar chaves API associadas à MEXC, uma exchange de criptomoedas centralizada disponível em mais de 170 países. Publicada em setembro de 2025, a extensão, que já conta com 29 downloads, se apresenta como uma ferramenta para automatizar operações de trading na plataforma. Ao ser instalada, ela cria programaticamente novas chaves API, habilita permissões de retirada e oculta essas permissões na interface do usuário. As chaves geradas são então enviadas para um bot do Telegram controlado pelo atacante.

Pacote malicioso no npm compromete contas do WhatsApp

Pesquisadores de cibersegurança revelaram um novo pacote malicioso no repositório npm, chamado ’lotusbail’, que se disfarça como uma API funcional do WhatsApp. Desde sua publicação em maio de 2025, o pacote foi baixado mais de 56.000 vezes, com 711 downloads apenas na última semana. O malware é capaz de interceptar mensagens, roubar credenciais do WhatsApp e instalar um backdoor persistente no dispositivo da vítima. Ele captura tokens de autenticação, histórico de mensagens, listas de contatos e arquivos de mídia, enviando esses dados para um servidor controlado pelo atacante de forma criptografada. Além disso, o pacote permite que o dispositivo do invasor se conecte à conta do WhatsApp da vítima, garantindo acesso contínuo mesmo após a desinstalação do pacote. A técnica utilizada envolve um wrapper malicioso de WebSocket que redireciona informações de autenticação e mensagens. O ’lotusbail’ também possui funcionalidades anti-debugging que dificultam a detecção. Este incidente destaca a crescente sofisticação dos ataques à cadeia de suprimentos, onde pacotes maliciosos se disfarçam como ferramentas legítimas, representando um risco significativo para desenvolvedores e usuários do WhatsApp.

Novo malware utiliza API do ChatGPT para roubo de dados

Pesquisadores da Equipe de Detecção e Resposta (DART) da Microsoft identificaram um novo malware chamado SesameOp, que utiliza a API Assistants da OpenAI como centro de comando e controle. Este malware foi detectado após uma série de ataques em julho de 2025 e é capaz de permanecer ativo em sistemas invadidos por meses, utilizando serviços em nuvem para comunicação. Os hackers enviam comandos criptografados à API, que os repassa ao malware, que por sua vez criptografa os dados roubados e os envia de volta. O SesameOp se destaca por não explorar vulnerabilidades da plataforma da OpenAI, mas sim por abusar de funcionalidades existentes. O malware é implementado através de um loader ofuscado e backdoor baseado em .NET, utilizando ferramentas do Microsoft Visual Studio para injeção. A Microsoft e a OpenAI estão colaborando nas investigações, que já resultaram na desativação de contas e chaves de API associadas aos cibercriminosos. Para mitigar riscos, recomenda-se que empresas auditem seus registros de firewall e monitorem atividades não autorizadas.

Vulnerabilidade crítica em servidor MCP expõe mais de 3.000 servidores

Pesquisadores de segurança da GitGuardian identificaram uma vulnerabilidade crítica de travessia de caminho na plataforma Smithery.ai, que hospeda servidores do Modelo de Protocolo de Contexto (MCP). Essa falha expôs mais de 3.000 servidores de IA e comprometeu milhares de chaves de API. A vulnerabilidade foi causada por um erro de configuração no processo de construção do servidor da Smithery, permitindo que atacantes especificassem locais arbitrários do sistema de arquivos como contexto de construção do Docker. Ao explorar essa falha, os pesquisadores conseguiram acessar arquivos sensíveis, incluindo credenciais de autenticação do Docker, que estavam severamente sobreprivilegiadas. Isso possibilitou a execução de código arbitrário em servidores comprometidos e a captura de tráfego de rede, expondo chaves de API e tokens de autenticação de milhares de clientes. A vulnerabilidade representa um cenário clássico de ataque à cadeia de suprimentos, onde a exploração de uma única plataforma confiável pode resultar em violações que afetam diversas organizações. A Smithery respondeu rapidamente à divulgação da vulnerabilidade, implementando correções em menos de 48 horas, sem evidências de exploração antes do patch.

Roubo de Tokens Uma Ameaça Crescente à Segurança de SaaS

Em 2025, o uso de aplicações de software como serviço (SaaS) é comum entre as empresas, mas a segurança dessas plataformas depende de pequenos dados chamados tokens, como tokens de acesso OAuth e chaves de API. O roubo de tokens tem se mostrado uma das principais causas de violações de segurança em ambientes SaaS, permitindo que cibercriminosos acessem sistemas sem a necessidade de senhas, mesmo contornando medidas como a autenticação multifator (MFA). Incidentes recentes, como os ataques à Slack e CircleCI, evidenciam como um único token comprometido pode resultar em acessos não autorizados e vazamentos de dados. A proliferação de SaaS, muitas vezes chamada de ‘SaaS sprawl’, contribui para a dificuldade em monitorar e gerenciar essas integrações, criando uma superfície de ataque não governada. Para mitigar esses riscos, as empresas devem adotar práticas de higiene de tokens, como manter um inventário de aplicativos OAuth, impor processos de aprovação para novas integrações e monitorar a atividade dos tokens. A falta de visibilidade e controle sobre tokens e integrações pode levar a consequências graves, tornando essencial que as equipes de segurança implementem medidas proativas para proteger suas infraestruturas SaaS.

Adobe alerta sobre falha crítica em plataformas de Comércio e Magento

A Adobe emitiu um alerta sobre uma vulnerabilidade crítica, identificada como CVE-2025-54236, que afeta suas plataformas Adobe Commerce e Magento Open Source. Com uma pontuação CVSS de 9.1, a falha é classificada como um problema de validação inadequada de entrada, permitindo que atacantes possam assumir o controle de contas de clientes através da API REST do Commerce. A vulnerabilidade impacta diversas versões do Adobe Commerce e Magento, incluindo versões anteriores a 2.4.9-alpha2 e 2.4.8-p2, entre outras. Embora a Adobe não tenha conhecimento de explorações ativas, a empresa lançou um hotfix e implementou regras de firewall de aplicação web (WAF) para proteger os ambientes contra tentativas de exploração. A empresa de segurança Sansec comparou essa vulnerabilidade a outras falhas significativas na história do Magento, como o Shoplift e o CosmicSting. Além disso, a Adobe também corrigiu uma vulnerabilidade crítica no ColdFusion, que poderia permitir gravações arbitrárias no sistema de arquivos. É essencial que os comerciantes que utilizam essas plataformas tomem medidas imediatas para mitigar os riscos associados a essa vulnerabilidade.

Ataque à cadeia de suprimentos compromete dados da Salesloft

A Salesloft confirmou um vazamento de dados relacionado ao seu aplicativo Drift, que teve início com a violação de sua conta no GitHub. A investigação conduzida pela Mandiant, subsidiária do Google, revelou que o ator de ameaças identificado como UNC6395 teve acesso à conta do GitHub da Salesloft entre março e junho de 2025. Durante esse período, o invasor conseguiu baixar conteúdos de múltiplos repositórios, adicionar um usuário convidado e estabelecer fluxos de trabalho. Além disso, foram realizadas atividades de reconhecimento nas aplicações Salesloft e Drift. Embora não haja evidências de atividades além do reconhecimento, os atacantes conseguiram acessar o ambiente da Amazon Web Services (AWS) do Drift e obter tokens OAuth, que foram utilizados para acessar dados de integrações tecnológicas de clientes do Drift. Em resposta ao incidente, a Salesloft isolou a infraestrutura do Drift e tomou medidas de segurança, como a rotação de credenciais e a melhoria do controle de segmentação entre as aplicações. A Salesforce, que havia suspenso temporariamente a integração com a Salesloft, reestabeleceu a conexão, exceto para o aplicativo Drift, que permanecerá desativado até nova ordem.

Hackers podem reprogramar robôs de comida para servir refeições erradas

Pesquisadores descobriram vulnerabilidades críticas nos robôs de serviço da Pudu Robotics, como BellaBot e KettyBot, que permitem que atacantes assumam o controle desses dispositivos em restaurantes, hospitais e hotéis. A falha está na autenticação das APIs de gerenciamento dos robôs, que não verificam se o portador do token de autenticação realmente possui autorização para controlar um robô específico. Isso possibilita que invasores criem ou cancelem tarefas, alterem configurações e até redirecionem robôs para locais não autorizados. Embora algumas ações possam parecer brincadeiras, como redirecionar um robô para entregar comida errada, as implicações em ambientes críticos, como hospitais, podem ser graves, colocando em risco a segurança dos pacientes. Após ser notificada sobre as falhas, a Pudu Robotics demorou a responder, o que levanta preocupações sobre a cultura de indiferença em relação à segurança cibernética na empresa. Especialistas alertam que é essencial implementar protocolos de segurança robustos para proteger a integridade dos serviços prestados por esses robôs.

As 10 Melhores Empresas de Teste de Segurança de API em 2025

Em 2025, as APIs se tornaram fundamentais para o funcionamento de aplicações modernas, abrangendo desde serviços bancários móveis até arquiteturas de microserviços. No entanto, essa popularidade também as torna alvos preferenciais para ataques cibernéticos, com violações relacionadas a APIs se destacando como uma das principais causas de exfiltração de dados. O artigo destaca a importância de um teste de segurança de API robusto, que vai além das soluções tradicionais, como firewalls de aplicativos web (WAFs) e scanners DAST, que muitas vezes falham em detectar ataques específicos de API, como a autorização de nível de objeto quebrada (BOLA) e abusos de lógica de negócios. As melhores empresas de teste de segurança de API em 2025 são aquelas que oferecem uma abordagem abrangente, cobrindo todo o ciclo de vida da segurança, desde o design até a execução. O artigo analisa empresas como Salt Security, Traceable AI e Wallarm, que se destacam por suas capacidades de descoberta automática de APIs, proteção em tempo real e uso de inteligência artificial para detectar ameaças sofisticadas. A segurança de APIs não é mais um luxo, mas uma necessidade crítica para prevenir violações e manter uma postura de segurança forte.

Vulnerabilidade Crítica na Conexão de API do Azure Expõe Compromissos Entre Tenants

Uma vulnerabilidade crítica na arquitetura de Conexão de API do Microsoft Azure permitiu a completa exploração de recursos em múltiplos tenants na nuvem. A falha, descoberta por um pesquisador, foi corrigida pela Microsoft em uma semana após sua divulgação. O problema estava relacionado à infraestrutura compartilhada do Azure, que processa trocas de tokens de autenticação entre aplicações e serviços de backend. A vulnerabilidade permitia que atacantes acessassem serviços conectados, como Azure Key Vaults e bancos de dados, em diferentes tenants. O exploit utilizou um endpoint não documentado chamado DynamicInvoke, que permitia chamadas arbitrárias em Conexões de API, possibilitando acesso administrativo a serviços conectados globalmente. A falha foi classificada como uma séria ameaça, especialmente para organizações que armazenam credenciais sensíveis no Azure Key Vault. A descoberta ressalta os riscos de segurança em arquiteturas de nuvem compartilhadas, onde sistemas multi-tenant podem criar vetores de ataque inesperados.