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Usuários de Android em alerta campanha de fraude atinge milhões globalmente

Pesquisadores de segurança cibernética descobriram uma grande campanha de fraude publicitária chamada Trapdoor, que afetou milhões de usuários de Android em todo o mundo. A operação utilizou 455 aplicativos disponíveis no Google Play Store, que pareciam inofensivos, como leitores de PDF, mas que, após a instalação, solicitavam uma atualização falsa. Essa atualização, na verdade, baixava um aplicativo oculto que gerava 659 milhões de solicitações de anúncios fraudulentos diariamente, resultando em perdas significativas para anunciantes e empresas que utilizam redes de anúncios. Os aplicativos maliciosos foram baixados mais de 24 milhões de vezes antes de serem removidos pelo Google após a notificação dos pesquisadores. A campanha destaca a interconexão entre malvertising e fraudes publicitárias, onde cada etapa do processo alimenta a próxima, criando um ciclo vicioso de exploração e lucro para os atacantes. Os usuários devem desinstalar qualquer aplicativo suspeito e manter vigilância sobre suas instalações para evitar serem vítimas dessa fraude.

Operação Trapdoor Fraude publicitária atinge usuários de Android

Pesquisadores de cibersegurança revelaram uma nova operação de fraude publicitária e malvertising chamada Trapdoor, que visa usuários de dispositivos Android. A operação, identificada pela equipe Satori Threat Intelligence da HUMAN, envolve 455 aplicativos maliciosos e 183 domínios de comando e controle (C2) controlados por criminosos. Os usuários baixam aplicativos que parecem ser utilitários, como visualizadores de PDF ou ferramentas de limpeza de dispositivos, sem saber que estão instalando um software malicioso. Esses aplicativos iniciam campanhas de malvertising, levando os usuários a baixar outros aplicativos maliciosos que carregam anúncios indesejados. A operação é autossustentável, transformando a instalação de um aplicativo em um ciclo de geração de receita ilícita. Em seu auge, a Trapdoor gerou 659 milhões de solicitações de lances por dia, com mais de 24 milhões de downloads de aplicativos associados. A campanha se destaca pelo uso de sites de cashout baseados em HTML5 e técnicas de ativação seletiva que evitam a detecção. Após a divulgação responsável, o Google removeu todos os aplicativos maliciosos identificados da Play Store, neutralizando a operação.

Google lança recurso de registro de intrusões para Android

O Google anunciou uma nova funcionalidade chamada Intrusion Logging, disponível no modo de proteção avançada do Android, que permite o registro forense de atividades em dispositivos para análise de ataques sofisticados de spyware. Desenvolvido em parceria com a Anistia Internacional e Repórteres Sem Fronteiras, o recurso registra atividades diárias do dispositivo, como comportamento de aplicativos, conexões de rede e transferências de arquivos. Os dados são criptografados de ponta a ponta e armazenados em servidores do Google, garantindo que nem mesmo a empresa tenha acesso a eles, exceto o proprietário do dispositivo. Os registros são mantidos por 12 meses e podem ser baixados offline, mas uma vez baixados, a segurança dos dados fica sob responsabilidade do usuário. A funcionalidade também registra eventos de navegação no Chrome em modo incógnito, o que pode levantar preocupações sobre privacidade. O objetivo é fornecer a indivíduos de alto risco, que possam ser alvos de ferramentas de vigilância, a capacidade de compartilhar logs de atividade com especialistas em segurança para investigação. Além disso, o Google anunciou melhorias em segurança e privacidade no Android, incluindo proteção contra fraudes em chamadas financeiras e detecção de ameaças em tempo real.

Nova variante do trojan TrickMo usa blockchain para controle remoto

Pesquisadores de cibersegurança identificaram uma nova versão do trojan bancário TrickMo, que utiliza a blockchain TON para suas comunicações de comando e controle. Observada entre janeiro e fevereiro de 2026, essa variante tem como alvo usuários de bancos e carteiras de criptomoedas na França, Itália e Áustria. O TrickMo, ativo desde 2019, é um malware que se aproveita dos serviços de acessibilidade do Android para sequestrar senhas de uso único (OTPs) e possui uma gama de funcionalidades, como phishing de credenciais, registro de teclas e interceptação de mensagens SMS. A nova versão, chamada TrickMo C, é distribuída por meio de aplicativos dropper que se disfarçam como versões de TikTok e Google Play Services. Uma mudança significativa na arquitetura do malware é a implementação de um proxy SOCKS5, que transforma dispositivos comprometidos em nós de saída de rede, permitindo que o tráfego malicioso seja roteado sem ser detectado. Além disso, o TrickMo inclui funcionalidades inativas que podem ser ativadas no futuro, indicando uma intenção de expandir suas capacidades. Essa evolução no malware representa um risco elevado, especialmente para instituições financeiras e usuários de criptomoedas, devido à sua capacidade de operar de forma furtiva e eficiente.

GrapheneOS corrige falha de VPN no Android que Google ignorou

O GrapheneOS, uma distribuição alternativa do Android focada em privacidade, lançou uma atualização para corrigir uma falha de segurança no Android 16, que permite que aplicativos comuns vazem dados fora de um túnel VPN ativo. Essa vulnerabilidade, conhecida como ‘Tiny UDP Cannon’, foi descoberta por um pesquisador de segurança e classificada pela equipe de segurança do Android do Google como ‘Não será corrigida’. O problema reside em uma funcionalidade do Android que não verifica se um aplicativo deve estar restrito a uma conexão VPN, permitindo que dados sejam enviados pela conexão padrão de internet. Embora a exploração exija que um aplicativo malicioso já esteja instalado no dispositivo, a falha representa um risco significativo para usuários que dependem de configurações de privacidade rigorosas, como o ‘Always-On VPN’. O GrapheneOS desativou a funcionalidade vulnerável, eliminando a superfície de ataque, mas isso pode resultar em uma leve perda de eficiência na rede. Para usuários do Android padrão, a solução temporária envolve desativar a função manualmente, mas isso não é permanente. A situação destaca a importância de manter aplicativos atualizados e de usar VPNs confiáveis, mesmo com a vulnerabilidade existente.

Malware para Android usa ícones em branco e telas falsas para roubar credenciais financeiras

Pesquisadores da Zimperium identificaram quatro campanhas de trojans bancários para Android, denominadas RecruitRat, SaferRat, Astrinox e Massiv, que visam mais de 800 aplicativos financeiros e de redes sociais. Esses malwares utilizam técnicas de engano e furtividade, como ocultar ícones de aplicativos e sobrepor telas falsas de login, para roubar credenciais financeiras dos usuários. Os atacantes direcionam as vítimas a sites falsos que imitam portais de emprego ou serviços de streaming, levando-as a instalar software malicioso. Uma vez instalado, o malware solicita permissões de acessibilidade, permitindo monitorar ações e capturar informações sem o conhecimento do usuário. Além disso, algumas variantes conseguem se esconder completamente, dificultando a remoção. Os ataques também incluem a transmissão ao vivo da tela do dispositivo para os servidores dos atacantes, permitindo a interceptação em tempo real das etapas de autenticação. A complexidade das técnicas de instalação e a evolução dos métodos de evasão tornam a detecção por ferramentas de segurança tradicionais cada vez mais difícil.

Nova botnet derivada do Mirai visa dispositivos Android expostos

Pesquisadores de cibersegurança revelaram a existência de uma nova botnet chamada xlabs_v1, derivada do Mirai, que se especializa em atacar dispositivos expostos à Internet que utilizam o Android Debug Bridge (ADB). A descoberta foi feita pela Hunt.io, que identificou um diretório exposto em um servidor na Holanda. A botnet é capaz de realizar ataques de negação de serviço distribuído (DDoS) e oferece 21 variantes de ataque, utilizando protocolos TCP, UDP e outros. O foco principal são dispositivos Android, como caixas de TV e roteadores, que têm o ADB habilitado por padrão. Além disso, a botnet é projetada para coletar informações sobre a largura de banda dos dispositivos comprometidos, permitindo que o operador classifique os dispositivos em diferentes faixas de preço para serviços de DDoS. A operação é considerada de médio porte, mais sofisticada que versões anteriores do Mirai, mas ainda assim acessível a criminosos. A situação é alarmante, especialmente para o setor de jogos, que já foi alvo de ataques semelhantes. A Hunt.io recomenda que operadores de servidores de jogos implementem medidas de mitigação adequadas para se proteger contra esses ataques.

Grupo hacker ScarCruft invade plataforma de jogos e infecta Android e Windows

O grupo hacker norte-coreano ScarCruft comprometeu a plataforma de jogos sqgame.net, utilizando um ataque de cadeia de suprimentos para disseminar o malware BirdCall, que transforma jogos em trojans. Inicialmente, o malware afetava apenas usuários do Windows, mas agora também impacta dispositivos Android, conforme relatado pela empresa de cibersegurança ESET. O foco principal dos ataques são coreanos residentes na China, especialmente desertores da Coreia do Norte, que utilizam a plataforma como um meio de comunicação e entretenimento. A campanha foi descoberta em outubro de 2025, mas os jogos infectados ainda estão disponíveis para download. O malware BirdCall permite que os hackers capturem telas, registrem teclas digitadas e acessem arquivos do dispositivo. Embora a versão para desktop não esteja infectada, os APKs disponíveis no site da plataforma estão comprometidos. A evolução do malware, que começou com o RokRAT, destaca a adaptação dos ataques para diferentes sistemas operacionais, incluindo macOS e Android. A situação é preocupante, pois qualquer jogador que tenha baixado os jogos pode estar em risco.

Google amplia Transparência Binária no Android para segurança de dados

O Google anunciou a expansão da Transparência Binária para o Android, uma iniciativa que visa proteger o ecossistema de ataques à cadeia de suprimentos. Essa nova abordagem, que se baseia na Transparência Binária do Pixel, introduz um registro público criptográfico que garante que os aplicativos do Google em dispositivos Android sejam exatamente o que a empresa pretende distribuir. A Transparência Binária é uma resposta a ataques que injetam código malicioso em canais de atualização de software, mantendo as assinaturas digitais intactas. Um exemplo recente é o comprometimento de instaladores do DAEMON Tools, que distribuíam um backdoor disfarçado. O Google enfatiza que confiar apenas na assinatura digital não é mais suficiente, pois ela não garante que o binário foi realmente o que o autor pretendia liberar. Com a nova medida, todos os aplicativos do Google lançados após 1º de maio de 2026 terão uma entrada criptográfica correspondente, permitindo que usuários e pesquisadores verifiquem a autenticidade do software. Essa iniciativa é um passo importante para aumentar a segurança e a privacidade dos usuários, especialmente em um cenário onde ataques à cadeia de suprimentos estão se tornando mais comuns.

Google reformula programas de recompensas por vulnerabilidades

O Google anunciou mudanças significativas em seus programas de recompensas por vulnerabilidades no Android e no Chrome, aumentando os prêmios para exploits mais complexos e reduzindo os valores para falhas que a inteligência artificial (IA) facilitou na identificação. O maior prêmio, de até US$ 1,5 milhão, é destinado a exploits completos de segurança do chip Pixel Titan M2 com persistência, enquanto exploits sem persistência podem receber até US$ 750 mil. Para o Chrome, os exploits de processos do navegador em sistemas operacionais e hardware atualizados agora têm recompensas de até US$ 250 mil, além de um bônus adicional de US$ 250.128 para a exploração bem-sucedida de alocações de memória protegidas pelo MiraclePtr. O Google enfatiza a importância de relatórios concisos que contenham apenas provas de bugs e artefatos essenciais, em vez de análises longas que podem ser geradas automaticamente por IA. Essa reestruturação segue um ano recorde em recompensas, com pagamentos totalizando US$ 17,1 milhões a 747 pesquisadores em 2025, um aumento de mais de 40% em relação a 2024. O total acumulado desde o início do programa em 2010 ultrapassa US$ 81,6 milhões, e o Google prevê que os pagamentos totais em 2026 continuarão a crescer, apesar da redução em alguns valores individuais.

Grupo de hackers da Coreia do Norte compromete plataforma de jogos

O grupo de hackers ScarCruft, alinhado ao governo da Coreia do Norte, realizou um ataque de espionagem na cadeia de suprimentos, comprometendo uma plataforma de jogos voltada para coreanos étnicos na China. O ataque envolveu a inserção de um backdoor chamado BirdCall, que agora afeta tanto usuários de Windows quanto de Android, ampliando seu alcance. A plataforma sqgame[.]net, utilizada por coreanos na região de Yanbian, foi especificamente visada, dada a sua importância como ponto de trânsito para desertores norte-coreanos. O malware BirdCall é uma evolução do RokRAT e possui funcionalidades avançadas, como captura de tela, registro de teclas e roubo de dados pessoais. A distribuição do malware foi feita através de APKs maliciosos disponíveis para download na plataforma, enquanto o cliente para Windows e jogos iOS permaneceram intactos. A análise sugere que o ataque está em andamento desde o final de 2024 e que o backdoor foi desenvolvido para se comunicar com serviços de nuvem legítimos, como Dropbox e pCloud. Este incidente destaca a crescente ameaça de espionagem cibernética direcionada a grupos específicos, como desertores e ativistas de direitos humanos.

Novo malware NGate ataca usuários brasileiros através do HandyPay

Pesquisadores de cibersegurança descobriram uma nova versão do malware NGate, que agora abusa de um aplicativo legítimo chamado HandyPay. O malware, que permite a transferência de dados NFC de cartões de pagamento para dispositivos dos atacantes, foi identificado como uma ameaça crescente, especialmente no Brasil. O ataque ocorre quando os usuários são enganados a baixar uma versão comprometida do HandyPay, disfarçada como um aplicativo de proteção de cartão ou um site de loteria. Após a instalação, o aplicativo solicita que o usuário defina o HandyPay como o aplicativo de pagamento padrão e insira o PIN do cartão, permitindo que o malware capture e retransmita os dados do cartão para os criminosos. Essa campanha, que começou em novembro de 2025, destaca a crescente utilização de inteligência artificial por cibercriminosos para desenvolver malware, mesmo sem experiência técnica avançada. A ESET, empresa de segurança que identificou a ameaça, alerta que a fraude NFC está em ascensão, e a escolha do HandyPay pelos atacantes pode estar relacionada ao seu custo mais baixo e à ausência de permissões suspeitas.

Nova variante do malware NGate rouba dados de pagamentos NFC no Android

Uma nova variante do malware NGate, que rouba dados de pagamentos NFC, está atacando usuários de Android ao se esconder em uma versão trojanizada do aplicativo HandyPay, uma ferramenta legítima de processamento de pagamentos móveis. Originalmente documentado em meados de 2024, o NGate utiliza o chip de comunicação de campo próximo (NFC) dos dispositivos móveis para capturar informações de cartões de pagamento, que são enviadas ao atacante para criar cartões virtuais usados em compras não autorizadas ou saques em caixas eletrônicos. A nova variante, descoberta pela ESET, foi injetada com código malicioso e contém emojis, sugerindo o uso de ferramentas de IA generativa em seu desenvolvimento. O HandyPay, disponível no Google Play desde 2021, permite transmissões de dados baseadas em NFC, que o NGate explora para exfiltrar informações de cartões. A campanha, ativa desde novembro de 2025, utiliza dois métodos de distribuição: um aplicativo falso chamado “Proteção Cartão” e um site de loteria falso que redireciona os usuários para o WhatsApp, onde são levados a baixar o APK malicioso. Após a instalação, o aplicativo solicita que o usuário o defina como o aplicativo de pagamento NFC padrão e pede o PIN do cartão, além de instruções para ler o cartão no telefone. As informações coletadas são enviadas para um e-mail do atacante codificado no aplicativo.

Hackers são contratados para roubar dados do iCloud e instalar malware

Três empresas de segurança digital identificaram um esquema criminoso que visa usuários de dispositivos Apple e Android, envolvendo o roubo de dados do iCloud e a instalação de spyware. Os hackers, contratados por uma empresa de vigilância indiana, criam páginas falsas de login para capturar credenciais do ID Apple, permitindo acesso a informações pessoais armazenadas na nuvem, como fotos e mensagens. Até agora, foram detectados cerca de 1.500 endereços falsos que imitam serviços da Apple. Para usuários de Android, o spyware chamado ProSpy é disseminado por meio de aplicativos populares como WhatsApp e Zoom, permitindo que os criminosos monitorem mensagens e acessem microfone e câmera. A situação é alarmante, pois os ataques estão direcionados a jornalistas, ativistas e autoridades em várias regiões, incluindo o Oriente Médio e os Estados Unidos, levantando preocupações sobre privacidade e segurança de dados.

Novo trojan de acesso remoto Mirax ataca países de língua espanhola

O trojan de acesso remoto (RAT) Mirax, direcionado a dispositivos Android, tem sido identificado em campanhas que visam países de língua espanhola, alcançando mais de 220 mil contas em plataformas como Facebook e Instagram. Segundo a empresa de prevenção a fraudes online Cleafy, o Mirax permite que atacantes interajam em tempo real com dispositivos comprometidos, além de transformar esses dispositivos em nós de proxy residenciais, utilizando o protocolo SOCKS5. Essa funcionalidade permite que os criminosos contornem restrições geográficas e aumentem sua anonimidade durante atividades fraudulentas.

Vulnerabilidade em SDK do Android expõe carteiras de criptomoedas

Uma vulnerabilidade crítica foi descoberta e já corrigida no EngageLab SDK, um kit de desenvolvimento de software amplamente utilizado em aplicativos Android, que poderia ter colocado em risco milhões de usuários de carteiras de criptomoedas. Segundo a equipe de pesquisa de segurança da Microsoft Defender, essa falha permitia que aplicativos no mesmo dispositivo contornassem a sandbox de segurança do Android, obtendo acesso não autorizado a dados privados. O EngageLab SDK, que oferece um serviço de notificações push, foi integrado em muitos aplicativos do ecossistema de criptomoedas, totalizando mais de 30 milhões de instalações. A vulnerabilidade, identificada na versão 4.5.4 do SDK, é classificada como uma vulnerabilidade de redirecionamento de intent, onde um aplicativo malicioso poderia manipular intents para acessar dados sensíveis de outros aplicativos. Embora não haja evidências de exploração maliciosa, a Microsoft recomenda que os desenvolvedores atualizem para a versão mais recente do SDK para evitar riscos futuros. Este caso destaca como falhas em SDKs de terceiros podem ter implicações de segurança em larga escala, especialmente em setores de alto valor como o gerenciamento de ativos digitais.

Novo malware no Android já foi baixado mais de 2,3 milhões de vezes

Um novo malware denominado ‘NoVoice’ está causando sérios problemas em dispositivos Android, tendo sido baixado mais de 2,3 milhões de vezes na Play Store. O malware se esconde em mais de 50 aplicativos falsos, que incluem plataformas de limpeza de sistemas e jogos, levando os usuários a instalá-los sem perceber a ameaça. Especialistas da McAfee descobriram que o NoVoice explora vulnerabilidades do sistema Android para coletar informações sensíveis, como logins, senhas e dados de cartões de crédito. Além disso, o malware tem a capacidade de instalar ou desinstalar aplicativos sem o conhecimento do usuário. Um dos aplicativos identificados na operação criminosa é o SwiftClean, que promete otimizar o desempenho do dispositivo. Embora o Google tenha garantido que dispositivos atualizados desde maio de 2021 estão protegidos, é essencial que os usuários mantenham atenção redobrada ao instalar novos aplicativos, uma vez que os criminosos conseguem burlar os sistemas de segurança da Play Store.

Malware SparkCat volta a atacar usuários de Android e iOS

O malware SparkCat, um infostealer focado em criptomoedas, está de volta com novas atualizações que dificultam sua detecção. Pesquisadores da Kaspersky identificaram aplicativos maliciosos disfarçados em plataformas populares como a Apple App Store e o Google Play Store. O SparkCat, que foi detectado pela primeira vez em 2025, tem como alvo as frases mnemônicas usadas para acessar carteiras de criptomoedas. Recentemente, o malware aprimorou suas técnicas, utilizando reconhecimento óptico de caracteres (OCR) para extrair essas informações de fotos e capturas de tela. Embora inicialmente focado em usuários asiáticos, a nova versão também busca alvos ocidentais, incluindo palavras-chave em inglês. As técnicas de ofuscação foram aprimoradas, tornando a detecção ainda mais desafiadora. A Kaspersky informou que algumas das aplicações maliciosas já foram removidas das lojas, mas o risco persiste, especialmente para usuários que não mantêm vigilância sobre os aplicativos que instalam.

Nova versão do malware SparkCat encontrada em lojas de aplicativos

Pesquisadores de cibersegurança descobriram uma nova versão do malware SparkCat nas lojas de aplicativos da Apple e Google, mais de um ano após sua primeira detecção. Este trojan se disfarça em aplicativos aparentemente inofensivos, como mensageiros corporativos e serviços de entrega de alimentos, enquanto escaneia silenciosamente as galerias de fotos das vítimas em busca de frases de recuperação de carteiras de criptomoedas. A empresa russa Kaspersky identificou dois aplicativos infectados na App Store e um no Google Play, com foco em usuários de criptomoedas na Ásia. A variante para iOS se destaca por buscar frases mnemônicas em inglês, o que amplia seu alcance potencial. A versão para Android, por sua vez, apresenta várias camadas de ofuscação e busca palavras-chave em japonês, coreano e chinês. O SparkCat utiliza um modelo de reconhecimento óptico de caracteres (OCR) para extrair imagens que contêm frases de recuperação de carteiras e enviá-las a servidores controlados por atacantes. As melhorias recentes indicam que o malware está em evolução contínua, reforçando a necessidade de soluções de segurança para dispositivos móveis.

Malware NoVoice no Android Rootkit persistente afeta 2,3 milhões de dispositivos

Um novo malware chamado NoVoice foi descoberto em mais de 50 aplicativos disponíveis na Google Play Store, afetando aproximadamente 2,3 milhões de dispositivos Android. Este malware é particularmente perigoso, pois se instala como um rootkit altamente persistente, o que significa que uma simples redefinição de fábrica não é suficiente para removê-lo. Os pesquisadores da McAfee identificaram que o NoVoice explora vulnerabilidades antigas no kernel do Android e em drivers de GPU, visando dispositivos que não recebem atualizações regulares.

Novo malware Android NoVoice encontrado no Google Play

Um novo malware para Android, chamado NoVoice, foi descoberto na Google Play, oculto em mais de 50 aplicativos que foram baixados mais de 2,3 milhões de vezes. Os aplicativos infectados incluíam ferramentas de limpeza, galerias de imagens e jogos, e não exigiam permissões suspeitas. Após o lançamento de um aplicativo infectado, o malware tentava obter acesso root ao dispositivo explorando vulnerabilidades antigas do Android que foram corrigidas entre 2016 e 2021. Pesquisadores da McAfee identificaram a operação NoVoice, que compartilha semelhanças com o trojan Android Triada. O malware oculta componentes maliciosos em pacotes legítimos do Facebook e utiliza esteganografia para extrair um payload criptografado. Ele evita infectar dispositivos em regiões específicas, como Beijing e Shenzhen, e realiza verificações para detectar emuladores e VPNs. Após a infecção, o malware coleta informações do dispositivo e se conecta a um servidor de comando e controle (C2) para baixar componentes adicionais. O NoVoice é capaz de roubar dados do WhatsApp, permitindo que atacantes clonar sessões de usuários. Embora os aplicativos maliciosos tenham sido removidos da Google Play, usuários que os instalaram devem considerar seus dispositivos comprometidos. Atualizar para dispositivos com patches de segurança mais recentes é recomendado para mitigar essa ameaça.

Google implementa verificação de desenvolvedores Android para segurança

O Google anunciou a implementação da verificação de desenvolvedores Android, visando combater a distribuição de aplicativos prejudiciais por agentes mal-intencionados que operam de forma anônima. A partir de setembro, essa verificação será obrigatória para desenvolvedores que distribuem aplicativos fora da Google Play em países como Brasil, Indonésia, Cingapura e Tailândia, com expansão global prevista para o próximo ano. Os desenvolvedores deverão criar uma conta no Android Developer Console para confirmar sua identidade. Para a maioria dos usuários, a instalação de aplicativos permanecerá inalterada, mas aqueles que tentarem instalar aplicativos não registrados precisarão passar por um fluxo avançado de autenticação. O Google também introduzirá um processo manual para registro de aplicativos que não puderem ser automaticamente verificados. Essa mudança busca aumentar a segurança da comunidade Android, ao mesmo tempo em que mantém a flexibilidade para usuários avançados. Além disso, a Apple atualizou seu Acordo de Licença do Programa de Desenvolvedores para reforçar regras de privacidade sobre o acesso de dispositivos de terceiros a atividades e notificações ao vivo, proibindo o uso de informações de encaminhamento para publicidade e monitoramento de localização.

Atualizações de Cibersegurança Ameaças e Inovações Emergentes

Nesta semana, o boletim de segurança destaca uma série de ameaças cibernéticas e inovações tecnológicas. A Google anunciou um cronograma acelerado para a migração para a criptografia pós-quântica (PQC), visando proteger dados contra futuros ataques de computadores quânticos. A atualização inclui a integração do algoritmo de assinatura digital ML-DSA no Android 17, aumentando a segurança durante o processo de inicialização. Além disso, o GitHub introduziu detecções de segurança impulsionadas por IA para identificar vulnerabilidades em códigos, melhorando a cobertura de segurança em diversas linguagens e frameworks.

Hackers podem roubar PINs e dados de carteiras de criptomoedas em Android

Um novo estudo da equipe Donjon da Ledger revelou uma vulnerabilidade crítica em smartphones Android que utilizam processadores MediaTek. Essa falha permite que hackers acessem dados sensíveis, como PINs e frases-semente de carteiras de criptomoedas, mesmo quando os dispositivos estão desligados. O ataque é realizado através de uma conexão USB, onde os invasores podem extrair chaves criptográficas antes que o sistema operacional seja carregado. Essa vulnerabilidade afeta cerca de um quarto dos smartphones Android no mundo, destacando a fragilidade da segurança em dispositivos móveis. O CTO da Ledger, Charles Guillemet, enfatizou que smartphones não foram projetados para serem cofres e que a atualização de segurança é crucial para mitigar esses riscos. A vulnerabilidade foi divulgada sob o processo padrão de 90 dias, e a MediaTek já começou a implementar patches para os fabricantes de dispositivos. Usuários são aconselhados a instalar atualizações de segurança imediatamente para proteger seus dados.

Google introduz mecanismo de segurança para instalação de APKs no Android

O Google anunciou uma nova funcionalidade chamada Advanced Flow, que permitirá a instalação de APKs de desenvolvedores não verificados de forma mais segura no Android. Programada para ser lançada em agosto, essa nova abordagem visa minimizar os riscos de infecções por malware e fraudes, que causaram perdas estimadas em US$ 442 bilhões no último ano, segundo a Global Anti-Scam Alliance (GASA). Para instalar aplicativos de desenvolvedores não verificados, os usuários precisarão passar por um processo único que inclui ativar o Modo Desenvolvedor, confirmar que não estão sendo orientados por agentes maliciosos, reiniciar o dispositivo e reautenticar. Após um dia, eles devem confirmar a legitimidade das modificações. O sistema foi projetado para dificultar táticas de golpe que exploram a urgência, evitando que os usuários instalem software malicioso sob pressão. O Google também está implementando um sistema de verificação de identidade para todos os desenvolvedores de aplicativos Android, que entrará em vigor em agosto de 2026. Essa medida é uma resposta à crescente sofisticação do malware e à necessidade de proteger os usuários em um ambiente digital cada vez mais arriscado.

Google implementa nova abordagem para instalação de apps no Android

O Google anunciou uma nova funcionalidade para o sistema Android que introduz um fluxo avançado para a instalação de aplicativos de desenvolvedores não verificados, exigindo um período de espera obrigatório de 24 horas. Essa mudança visa equilibrar a abertura da plataforma com a segurança dos usuários, especialmente em um contexto onde a verificação de desenvolvedores se tornou obrigatória. O objetivo é identificar rapidamente atores maliciosos e impedir a distribuição de malware. A nova abordagem permite que usuários experientes instalem aplicativos não verificados após habilitar o modo desenvolvedor, confirmar que estão agindo por conta própria, reiniciar o dispositivo e passar por uma autenticação biométrica ou PIN. Essa medida busca dificultar ataques cibernéticos, como os que envolvem a manipulação de permissões para desativar o Play Protect, a ferramenta anti-malware do Google. Apesar das intenções de segurança, a nova política gerou críticas de mais de 50 desenvolvedores e organizações, que expressaram preocupações sobre privacidade e barreiras de entrada. O Google também planeja oferecer contas de distribuição limitada para desenvolvedores amadores, permitindo que compartilhem aplicativos sem a necessidade de identificação oficial. Essas mudanças estão programadas para serem implementadas em agosto de 2026.

Novo golpe no Android busca seus segredos onde você menos imagina

Um novo malware chamado Perseus está causando preocupação entre especialistas em cibersegurança, pois se concentra na coleta de informações sensíveis armazenadas em aplicativos de notas no Android. Ao invés de focar em credenciais bancárias, o Perseus realiza uma varredura em busca de senhas e frases de recuperação, utilizando táticas de engenharia social para obter controle total do dispositivo da vítima. O malware é distribuído por meio de aplicativos disfarçados de serviços de IPTV, que são frequentemente baixados fora das lojas oficiais, facilitando a infecção. Uma vez instalado, o Perseus utiliza serviços de acessibilidade do Android para acessar e ler o conteúdo dos aplicativos de notas sem gerar alertas de segurança. Além disso, ele captura telas e simula toques, permitindo que os hackers monitorem as atividades em tempo real. A ameaça é considerada silenciosa e pode afetar aplicativos populares como Google Keep e Evernote, tornando-se um risco significativo para a privacidade dos usuários.

Nova família de malware Android chamada Perseus é descoberta

Pesquisadores de cibersegurança revelaram uma nova família de malware Android, chamada Perseus, que está sendo ativamente distribuída com o objetivo de realizar a tomada de controle de dispositivos (DTO) e fraudes financeiras. Baseado nas fundações de Cerberus e Phoenix, o Perseus se apresenta como uma plataforma mais flexível e capaz de comprometer dispositivos Android por meio de aplicativos dropper distribuídos em sites de phishing. O malware utiliza sessões remotas baseadas em acessibilidade, permitindo monitoramento em tempo real e interação precisa com dispositivos infectados, com foco em regiões como Turquia e Itália.

Novo malware Android Perseus rouba informações sensíveis de notas

Um novo malware para Android, chamado Perseus, está se espalhando por lojas não oficiais disfarçado como aplicativos de IPTV. Ele tem como alvo informações sensíveis armazenadas em notas pessoais, como senhas e dados financeiros. O malware permite o controle total do dispositivo, captura de telas e ataques de sobreposição. A ameaça se aproveita da familiaridade dos usuários com a instalação de APKs fora da Google Play Store, especialmente em busca de transmissões esportivas gratuitas. Pesquisadores da ThreatFabric identificaram que o Perseus foca principalmente em instituições financeiras na Turquia e na Itália, além de serviços de criptomoedas. O malware utiliza serviços de acessibilidade do Android para abrir e escanear aplicativos de notas, como Google Keep e Evernote, em busca de dados valiosos. O Perseus também realiza verificações extensivas para evitar detecção antes de executar suas atividades maliciosas. Para se proteger, os usuários devem evitar a instalação de aplicativos de fontes duvidosas e garantir que o Play Protect esteja ativo.

Google confirma invasão de Android por brecha da Qualcomm

A Google confirmou a exploração da vulnerabilidade de segurança CVE-2026-21385, que afeta dispositivos Android devido a uma falha em um componente da Qualcomm. Essa vulnerabilidade, classificada como de alta severidade, permite que hackers acessem dados sensíveis da memória dos aparelhos. A Qualcomm foi notificada sobre o problema em dezembro de 2025 e, embora tenha alertado os consumidores em fevereiro de 2026, a Google não forneceu detalhes técnicos sobre como a falha foi explorada. A vulnerabilidade se refere a uma leitura excessiva (over-read) no componente gráfico, que pode levar à corrupção de memória e, consequentemente, comprometer a segurança dos usuários. Apesar de a Google ter mencionado que a exploração foi limitada e direcionada, a falta de informações detalhadas gera preocupações sobre a segurança dos dispositivos Android. A última atualização do Android, lançada em março de 2026, abordou 120 vulnerabilidades, mas não incluiu um patch específico para a falha da Qualcomm, deixando os usuários em uma situação de incerteza até que novas atualizações sejam disponibilizadas.

Google corrige 129 vulnerabilidades de segurança no Android

O Google lançou atualizações de segurança para corrigir 129 vulnerabilidades no Android, incluindo uma falha zero-day criticamente explorada em um componente de display da Qualcomm, identificada como CVE-2026-21385. Essa vulnerabilidade, que pode estar sob exploração limitada e direcionada, é um estouro de inteiro que pode levar à corrupção de memória, afetando 235 chipsets da Qualcomm. Além disso, o Google corrigiu 10 vulnerabilidades críticas que poderiam permitir a execução remota de código, elevação de privilégios ou negação de serviço. As atualizações foram divididas em dois pacotes: 2026-03-01 e 2026-03-05, com o segundo incluindo todos os patches do primeiro e correções para subcomponentes de terceiros. Enquanto dispositivos Google Pixel recebem atualizações imediatamente, outros fabricantes podem demorar mais para implementá-las. A Qualcomm foi notificada sobre a vulnerabilidade em dezembro e alertou seus clientes em fevereiro. O artigo destaca a importância de que as empresas que utilizam dispositivos Android estejam cientes dessas vulnerabilidades e realizem as atualizações necessárias para mitigar riscos.

Falha crítica de segurança em componente Qualcomm afeta dispositivos Android

O Google revelou uma vulnerabilidade de alta severidade, identificada como CVE-2026-21385, que afeta um componente de código aberto da Qualcomm utilizado em dispositivos Android. Essa falha, classificada com um CVSS de 7.8, refere-se a um buffer over-read no componente gráfico, resultando em corrupção de memória ao adicionar dados fornecidos pelo usuário sem verificar o espaço disponível no buffer. A Qualcomm recebeu o relatório sobre essa vulnerabilidade em 18 de dezembro de 2025 e notificou seus clientes em 2 de fevereiro de 2026. Embora não haja detalhes sobre como a vulnerabilidade está sendo explorada, o Google indicou que há sinais de exploração direcionada e limitada. Além disso, a atualização de março de 2026 do Android inclui patches para 129 vulnerabilidades, incluindo uma falha crítica que pode permitir execução remota de código sem privilégios adicionais. A atualização oferece dois níveis de patch para que os parceiros do Android possam abordar rapidamente as vulnerabilidades comuns em diferentes dispositivos. Essa situação destaca a importância de manter os dispositivos atualizados para mitigar riscos de segurança.

Malware Oblivion sequestra dispositivos Android com facilidade

O malware Oblivion é um novo Trojan de Acesso Remoto (RAT) que afeta dispositivos Android, especialmente aqueles que operam entre as versões 8 e 16. Este software malicioso, que pode ser adquirido por assinatura a partir de US$ 300, permite que atacantes assumam o controle total dos dispositivos, interceptando mensagens SMS, notificações e códigos de autenticação de dois fatores sem que o usuário perceba. O Oblivion contorna as proteções do Android, utilizando a Accessibility Service de forma abusiva para automatizar a aprovação de permissões, o que facilita a instalação de aplicativos maliciosos fora das lojas oficiais. Uma vez ativo, o malware pode monitorar atividades em tempo real, lançar ou remover aplicativos remotamente e ocultar sua presença através de sobreposições enganosas. Os pesquisadores de segurança alertam que a instalação de aplicativos de fontes não confiáveis e a concessão desnecessária de permissões de acessibilidade aumentam o risco de infecção. Medidas de proteção incluem a realização de varreduras de segurança, uso de proteção de endpoint e auditoria regular das permissões de aplicativos.

Apps de saúde mental no Android expõem dados médicos dos usuários

Um estudo recente revelou que aplicativos de saúde mental disponíveis na Play Store do Android apresentam vulnerabilidades de segurança que podem comprometer informações sensíveis dos usuários. Com cerca de 14,7 milhões de downloads, esses aplicativos, que visam ajudar pessoas com condições como depressão e ansiedade, foram analisados pela empresa Oversecured. Os especialistas identificaram um total de 1.575 falhas de segurança, das quais 54 foram classificadas como de alta gravidade. Embora as vulnerabilidades não sejam críticas, elas podem permitir que cibercriminosos acessem credenciais de login, injetem código malicioso e até rastreiem a localização dos usuários. Além disso, alguns aplicativos falham em validar corretamente as URIs fornecidas, o que pode resultar no vazamento de informações médicas, como transcrições de sessões de terapia e horários de medicação. Apesar das alegações de criptografia por parte de algumas empresas, a realidade mostra que a segurança desses dados está em risco, levantando preocupações sobre a privacidade e a proteção das informações pessoais dos usuários.

Malware pré-instalado no Android pode acessar dados bancários do usuário

Especialistas da Kaspersky identificaram uma nova ameaça para usuários de dispositivos Android: um malware chamado Keenadu, que pode vir pré-instalado no sistema operacional. Este software malicioso é capaz de roubar dados sensíveis, como senhas e informações bancárias, sem que o usuário perceba. O Keenadu se infiltra no firmware dos dispositivos através de pacotes de atualização OTA e também pode ser instalado por meio de fontes não oficiais, incluindo a Play Store. A Kaspersky alerta que a remoção do malware é extremamente difícil e requer ajuda especializada. Até o momento, mais de 13 mil dispositivos foram afetados, com vítimas localizadas em países como Brasil, Japão, Rússia, Holanda e Alemanha. O Keenadu tem acesso completo aos dados do dispositivo, permitindo que atacantes realizem operações ilegais, como a instalação de aplicativos sem consentimento do usuário. A origem do malware ainda é desconhecida, mas ele tem sido utilizado principalmente para fraudes publicitárias.

Descoberto primeiro malware com IA generativa para Android

Pesquisadores da ESET identificaram o PromptSpy, o primeiro malware para Android que utiliza inteligência artificial generativa para aprimorar suas capacidades de ataque. Embora ainda seja uma prova de conceito, o malware é projetado para fornecer controle remoto sobre dispositivos infectados, utilizando um módulo de computação de rede virtual (VNC). O PromptSpy interage com o chatbot Gemini da Google, enviando comandos em linguagem natural para manipular o dispositivo atacado. Isso permite que os hackers adaptem seus ataques a diferentes versões do sistema operacional Android.

Aplicativos de IPTV estão sendo usados para entregar malwares

Pesquisadores da Threat Fabric identificaram um novo trojan bancário chamado Massiv, que está sendo distribuído por meio de aplicativos disfarçados de IPTV. Este malware tem sido utilizado em campanhas fraudulentas em diversos países, especialmente no sul da Europa. O Massiv possui funcionalidades avançadas, como overlay, keylogging e interceptação de SMS, permitindo que os hackers capturem credenciais e dados financeiros das vítimas. Um dos alvos do ataque foi o aplicativo gov.pt, utilizado em Portugal para autenticação digital, o que levanta preocupações sobre a segurança de informações sensíveis. Os hackers podem abrir contas em nome das vítimas e realizar transações fraudulentas, utilizando um canal WebSocket para controle remoto dos dispositivos infectados. A ameaça é particularmente atrativa para os usuários devido à promessa de serviços premium em aplicativos IPTV, levando-os a baixar APKs maliciosos. Embora o Massiv ainda não seja um malware-as-a-service, há indícios de que essa possibilidade possa surgir em breve, aumentando a disseminação do malware.

Mais de 1 bilhão de Androids vulneráveis como se proteger

Recentemente, foi identificado que mais de um bilhão de smartphones Android, representando cerca de 42% dos dispositivos ativos, estão vulneráveis a malwares devido a falhas de segurança que não serão corrigidas. Essa situação afeta principalmente aparelhos que operam com Android 12 ou versões anteriores, que não receberão mais atualizações de segurança. A fragmentação do sistema operacional entre diferentes fabricantes dificulta a aplicação de correções em massa, tornando esses dispositivos alvos fáceis para hackers.

Malware Android usa IA generativa para persistência em dispositivos

Pesquisadores da ESET identificaram o primeiro malware Android conhecido a utilizar IA generativa em sua execução, denominado ‘PromptSpy’. Este malware se aproveita do modelo Gemini da Google para adaptar sua persistência em diferentes dispositivos. A descoberta ocorreu em fevereiro de 2026, com a primeira versão, chamada VNCSpy, sendo detectada em janeiro do mesmo ano. O PromptSpy utiliza a IA para enviar comandos que permitem ’travar’ aplicativos na lista de aplicativos recentes, dificultando sua remoção. Essa técnica é especialmente eficaz, pois varia entre fabricantes, e a IA ajuda a automatizar o processo. Além de sua capacidade de persistência, o PromptSpy atua como spyware, permitindo acesso remoto completo aos dispositivos infectados, podendo capturar senhas, gravar a tela e interceptar informações sensíveis. Para dificultar a desinstalação, o malware sobrepõe botões invisíveis sobre a interface do usuário. Embora a ESET ainda não tenha observado o PromptSpy em sua telemetria, a presença de domínios dedicados para distribuição sugere que ele pode ter sido utilizado em ataques reais. Essa nova abordagem de malware destaca como a IA generativa pode ser utilizada para aprimorar a eficácia de ataques cibernéticos, representando uma preocupação crescente para a segurança digital.

Google bloqueia mais de 255 mil apps Android com acesso excessivo a dados

O Google anunciou que, até 2025, bloqueou mais de 255 mil aplicativos Android que tentavam obter acesso excessivo a dados sensíveis dos usuários e rejeitou mais de 1,75 milhão de aplicativos por violação de políticas. Em sua revisão anual de segurança do Android e Google Play, a empresa destacou a eficácia das medidas de proteção implementadas para manter um ecossistema seguro. Para isso, foram realizados mais de 10 mil checagens de segurança em aplicativos publicados, e a detecção de padrões maliciosos foi aprimorada com a integração de modelos de IA generativa. Entre as ações de proteção, o Google baniu mais de 80 mil contas de desenvolvedores considerados ruins e bloqueou 266 milhões de tentativas de instalação de aplicativos arriscados. O Play Protect, que verifica diariamente mais de 350 bilhões de aplicativos, identificou mais de 27 milhões de aplicativos maliciosos que foram instalados fora do Google Play. Além disso, novas proteções contra ataques de ’tapjacking’ foram adicionadas no Android 16. O Google continuará investindo em defesas baseadas em IA e expandindo a verificação de desenvolvedores para prevenir violações de políticas antes da publicação dos aplicativos.

Malware Android usa IA do Google para persistência e execução

Pesquisadores de cibersegurança identificaram o PromptSpy, o primeiro malware para Android que utiliza o chatbot de inteligência artificial Gemini, da Google, para executar suas funções maliciosas e garantir sua persistência no dispositivo. O PromptSpy é capaz de capturar dados da tela de bloqueio, bloquear tentativas de desinstalação, coletar informações do dispositivo, tirar capturas de tela e gravar a atividade da tela em vídeo. O malware se comunica com um servidor de comando e controle para receber instruções sobre como interagir com a interface do usuário, utilizando a IA para adaptar suas ações a diferentes dispositivos e versões do sistema operacional. O principal objetivo do PromptSpy é implantar um módulo VNC que permite acesso remoto ao dispositivo da vítima. A análise sugere que a campanha é motivada financeiramente e direcionada a usuários na Argentina, com indícios de que o malware foi desenvolvido em um ambiente de língua chinesa. O PromptSpy é distribuído por um site dedicado e não está disponível no Google Play, o que aumenta o risco de infecção para os usuários desavisados.

Novo malware bancário para Android se disfarça de app IPTV

Um novo malware bancário para Android, denominado Massiv, está se disfarçando como um aplicativo de IPTV para roubar identidades digitais e acessar contas bancárias online. O malware utiliza sobreposições de tela e keylogging para obter dados sensíveis e pode assumir o controle remoto de dispositivos comprometidos. Pesquisadores da ThreatFabric observaram uma campanha que visava um aplicativo do governo português, que se conecta ao sistema de autenticação digital Chave Móvel Digital. Os dados obtidos podem ser usados para contornar verificações de KYC e acessar serviços bancários e públicos. O Massiv permite que os operadores controlem remotamente o dispositivo infectado, utilizando modos de transmissão ao vivo e extração de dados estruturados. A pesquisa também destacou uma tendência crescente de uso de aplicativos IPTV como iscas para infecções por malware, especialmente em países como Portugal, Espanha, França e Turquia. Os usuários de Android são aconselhados a baixar apenas aplicativos de fontes confiáveis e a manter o Play Protect ativo para proteger seus dispositivos.

Novo trojan Android Massiv ameaça segurança bancária

Pesquisadores de cibersegurança revelaram detalhes sobre um novo trojan para Android chamado Massiv, que facilita ataques de tomada de controle de dispositivos (DTO) visando o roubo financeiro. O malware se disfarça como aplicativos IPTV inofensivos, atraindo usuários em busca de serviços de TV online. Segundo a ThreatFabric, o Massiv permite que os operadores controlem remotamente dispositivos infectados, realizando transações fraudulentas nas contas bancárias das vítimas.

Entre suas funcionalidades, o Massiv utiliza técnicas como streaming de tela, keylogging e sobreposições falsas em aplicativos financeiros, solicitando que os usuários insiram suas credenciais. Um dos alvos identificados foi o aplicativo gov.pt, que gerencia documentos de identificação em Portugal. Os criminosos têm usado as informações capturadas para abrir contas bancárias em nome das vítimas, facilitando atividades como lavagem de dinheiro.

Nova plataforma de spyware móvel ZeroDayRAT ameaça usuários no Brasil

Pesquisadores de cibersegurança revelaram detalhes sobre uma nova plataforma de spyware móvel chamada ZeroDayRAT, que está sendo promovida no Telegram como uma ferramenta para roubar dados sensíveis e facilitar a vigilância em tempo real em dispositivos Android e iOS. O malware é projetado para suportar versões do Android de 5 a 16 e do iOS até a versão 26, sendo distribuído principalmente por meio de engenharia social e marketplaces de aplicativos falsos.

Spyware no Telegram oferece acesso total à câmera e microfone de celulares

Um novo spyware, conhecido como ZeroDayRAT, está sendo comercializado no Telegram e visa dispositivos Android e iOS, permitindo que hackers tenham acesso remoto completo a câmeras, microfones e dados pessoais dos usuários. De acordo com a pesquisa da iVerify, o malware é capaz de gerenciar aparelhos comprometidos, coletando informações financeiras e espiando em tempo real. O spyware é descrito como um ‘kit de ferramentas completo’ que permite aos cibercriminosos monitorar as vítimas por meio de um painel de controle, que fornece dados sobre o modelo do dispositivo, versão do sistema operacional, status da bateria e localização geográfica. Além disso, o ZeroDayRAT pode ativar câmeras e microfones, registrar senhas e padrões de desbloqueio, e roubar informações de aplicativos financeiros, como Google Pay e Apple Pay. Especialistas alertam que a instalação de aplicativos fora das lojas oficiais aumenta o risco de infecção por esse tipo de malware.

Antivírus falso no Android rouba senhas bancárias em vez de proteger

Um novo malware disfarçado de aplicativo de antivírus, chamado ‘TrustBastion’, tem enganado usuários de dispositivos Android, oferecendo uma falsa sensação de segurança enquanto rouba informações sensíveis. Especialistas da Bitdefender alertam que o aplicativo, que se apresenta como uma solução de proteção, na verdade monitora o aparelho em tempo real, coletando senhas e credenciais de login de aplicativos de mensagens e bancos. O golpe começa com anúncios que alertam sobre uma suposta infecção no smartphone, levando o usuário a instalar o TrustBastion para ‘remover’ a ameaça. Após a instalação, o aplicativo solicita uma atualização que instala um arquivo APK malicioso, permitindo que os hackers monitorem a tela do dispositivo e capturem dados sensíveis, como PINs e padrões de desbloqueio. A situação é agravada pela capacidade dos criminosos de gerar novas variantes do malware a cada 15 minutos, dificultando sua detecção. Para se proteger, os especialistas recomendam que os usuários instalem aplicativos apenas na Play Store, a loja oficial do Google.

Mais de um bilhão de celulares Android vulneráveis após atualização

Um comunicado da Google revelou que mais de 40% dos celulares Android estão vulneráveis a ataques de malwares e spywares devido à recente atualização do sistema operacional, o Android 16. Isso representa mais de um bilhão de dispositivos sem atualizações de segurança críticas. Atualmente, apenas 7,5% dos celulares estão com o Android 16 instalado, enquanto a maioria ainda opera com versões anteriores, como Android 15, 14 e 13, que também não recebem suporte adequado. A fragmentação do sistema Android, causada pela diversidade de fabricantes, contribui para essa situação, já que muitos modelos mais antigos não recebem atualizações de segurança após dois ou três anos de uso. Isso gera uma vulnerabilidade de patch, onde falhas conhecidas são exploradas por hackers. A Google tenta mitigar esse problema com o Project Mainline, que atualiza componentes específicos do Android diretamente pela Play Store, mas essa solução é limitada. Para os usuários de dispositivos que não receberão mais suporte, a recomendação é considerar a troca de aparelho para evitar riscos de segurança, como ataques de ransomware e roubo de dados pessoais.

Nova plataforma de spyware móvel ZeroDayRAT ameaça usuários brasileiros

Uma nova plataforma de spyware móvel chamada ZeroDayRAT está sendo promovida em canais de cibercrime, como o Telegram, oferecendo controle remoto total sobre dispositivos Android e iOS comprometidos. O malware, que suporta versões do Android de 5 a 16 e iOS até a versão 26, não apenas rouba dados, mas também permite vigilância em tempo real e roubo financeiro. O painel de controle do ZeroDayRAT fornece informações detalhadas sobre os dispositivos infectados, como modelo, versão do sistema operacional, status da bateria e localização. Além do registro passivo de dados, o malware pode ativar câmeras e microfones, capturar senhas e até contornar autenticações de dois fatores (2FA) ao interceptar senhas temporárias. Um módulo específico para roubo de criptomoedas busca aplicativos como MetaMask e Binance, enquanto outro foca em aplicativos bancários. A entrega do malware não foi detalhada, mas especialistas alertam que um dispositivo comprometido pode resultar em brechas significativas para empresas. Para se proteger, recomenda-se que os usuários confiem apenas em lojas de aplicativos oficiais e considerem ativar modos de proteção avançados em seus dispositivos.

Por que TVs e TV Box são alvos preferidos de hackers?

As TVs conectadas à internet, especialmente aquelas com sistema Android, tornaram-se alvos preferidos de hackers devido à sua vulnerabilidade e à falta de medidas de segurança adequadas. Diferente de computadores e smartphones, as TVs geralmente não recebem atualizações de segurança regulares, o que as torna um terreno fértil para ataques cibernéticos. Um exemplo alarmante é a botnet Aisuru, que utilizou TVs Android hackeadas para realizar um dos maiores ataques DDoS da história, com 200 milhões de solicitações maliciosas por segundo.

Botnet AISURUKimwolf causa ataque DDoS recorde de 31,4 Tbps

A botnet AISURU/Kimwolf foi responsável por um ataque de negação de serviço distribuído (DDoS) que atingiu a marca recorde de 31,4 Terabits por segundo (Tbps) em novembro de 2025, durando apenas 35 segundos. A Cloudflare, que detectou e mitigou automaticamente a atividade, relatou um aumento significativo de ataques DDoS hipervolumétricos, com um crescimento de 121% em 2025, totalizando 47,1 milhões de ataques. Durante a campanha conhecida como ‘The Night Before Christmas’, que começou em 19 de dezembro de 2025, a média dos ataques foi de 4 Tbps, com picos de até 24 Tbps. A botnet comprometeu mais de 2 milhões de dispositivos Android, principalmente TVs Android de marcas não reconhecidas, utilizando redes de proxy residenciais para controlar esses dispositivos. Além disso, a Cloudflare observou que o setor de telecomunicações foi o mais atacado, com países como China, Brasil e EUA figurando entre os mais afetados. O aumento na sofisticação e no tamanho dos ataques representa um desafio crescente para as organizações, que devem reavaliar suas estratégias de defesa.