América Latina

América Latina se torna o novo alvo preferido de hackers

A América Latina está enfrentando um aumento alarmante de ataques cibernéticos, tornando-se a região mais atacada do mundo, de acordo com dados da Check Point Research. Em 2025, a média de ataques semanais na região foi de 3.065, um crescimento de 26% em relação ao ano anterior. Essa escalada de incidentes fez com que a América Latina ultrapassasse a África em termos de riscos cibernéticos. Entre os tipos de ataques mais comuns, 76% das organizações afetadas relataram incidentes de extorsão por vazamento de dados, além de tentativas de execução remota de códigos maliciosos e violações de autenticação. Os ataques de ransomware, embora representem apenas 5% dos casos, ainda são uma preocupação significativa. Os países mais afetados incluem Paraguai, Peru, Brasil, México e Argentina, com a Jamaica também sendo mencionada devido à sua proximidade geográfica. Especialistas atribuem esse aumento à forte presença digital e às conexões comerciais internacionais na região, que atraem cibercriminosos em busca de vantagens financeiras.

Grupo hacker chinês retorna com backdoors atualizados na América Latina

O grupo de hackers chinês FamousSparrow, conhecido por suas atividades de ciberespionagem, está de volta com novas ameaças, visando a América Latina. Após um período de inatividade entre 2022 e 2024, o grupo executou três ataques distintos em 2024, atingindo uma associação comercial nos EUA, um instituto de pesquisa no México e uma instituição governamental em Honduras. Os ataques têm como objetivo a distribuição de dois backdoors, SparrowDoor e ShadowPad, que representam um avanço em relação às versões anteriores, permitindo a paralelização de comandos. Os ataques foram realizados através da inserção de um web shell em servidores do Internet Information Services (IIS) da Microsoft, explorando versões desatualizadas do Windows Server e do Microsoft Exchange Server. O FamousSparrow, que ganhou notoriedade em 2021, é conhecido por desenvolver suas próprias ferramentas de ataque e por roubar informações confidenciais de diversas instituições. A descoberta de suas atividades renovadas levanta preocupações sobre a segurança de dados sensíveis em um contexto global cada vez mais vulnerável.