Aeternum C2

Maior botnet cresce dez vezes em um ano, sinalizando riscos de DDoS

Um novo relatório da Qrator Labs revela que a maior botnet já registrada cresceu de 1,33 milhão para 13,5 milhões de dispositivos infectados em apenas um ano, um aumento alarmante de dez vezes. A maioria dos dispositivos comprometidos está localizada nos Estados Unidos, Brasil e Índia, dificultando a eficácia de bloqueios baseados em país. Um dos ataques DDoS mais significativos, com pico de 2Tbps, ocorreu no primeiro trimestre de 2026, visando uma organização do setor de apostas e durou mais de 40 minutos, com múltiplos picos de intensidade. Os pesquisadores notaram uma mudança nas táticas dos atacantes, que agora utilizam métodos multi-vetoriais, combinando tráfego de rede e de aplicação. Além disso, um novo loader de botnet, conhecido como Aeternum C2, utiliza a blockchain Polygon para suas operações, tornando a desativação mais complexa. O aumento de tráfego automatizado e ataques prolongados, como um que durou mais de duas semanas contra um alvo de e-commerce, também foram observados, destacando a evolução das ameaças cibernéticas.

Novo botnet Aeternum C2 usa blockchain para resistência a derrubadas

Pesquisadores de cibersegurança revelaram um novo loader de botnet chamado Aeternum C2, que utiliza uma infraestrutura de comando e controle (C2) baseada em blockchain para resistir a tentativas de derrubada. Ao invés de depender de servidores tradicionais, o Aeternum armazena suas instruções na blockchain pública Polygon, tornando sua infraestrutura de C2 praticamente permanente. Essa abordagem já foi observada em outras botnets, como a Glupteba, que usava a blockchain do Bitcoin como mecanismo de backup.