Abuso Infantil

Membro de coletivo cibercriminoso é condenado por extorsão sexual

Justin Swaddle, um jovem de 20 anos de Leeds, foi condenado a dois anos de prisão por crimes de extorsão e abuso sexual infantil, afetando quase 120 vítimas em todo o mundo. Conhecido por seus apelidos nas redes sociais, como ‘Epstein’ e ‘Rugen’, Swaddle foi preso em outubro de 2023 e se declarou culpado em julho de 2024. Ele será incluído no Registro Nacional de Agressores Sexuais e ficará sob uma ordem de prevenção de danos sexuais por 10 anos. A investigação da Agência Nacional de Crime do Reino Unido (NCA) revelou que Swaddle manipulou suas vítimas, coletando informações privadas para ameaçá-las com a divulgação de imagens íntimas. Entre as vítimas, 117 eram meninas com idades entre 13 e 17 anos. A NCA também encontrou imagens de crianças, algumas com ferimentos autoinfligidos, e mensagens que indicavam tentativas de incitar uma criança a abusar de outra. O coletivo ‘The Com’, do qual Swaddle fazia parte, é conhecido por recrutar e manipular jovens em plataformas online, forçando-os a se envolver em atividades de autolesão e produção de material de abuso sexual infantil. A operação ‘Project Compass’, liderada pela Europol, resultou em 30 prisões e a identificação de 4.340 URLs relacionadas ao grupo.

Novo processo acusa Roblox de facilitar crimes e abusos infantis

O Condado de Los Angeles processou a plataforma de jogos Roblox, alegando que a empresa falhou em proteger crianças contra comportamentos predatórios. O processo destaca que jogadores infantis têm sido expostos a conteúdo sexual, exploração e grooming, com o sistema de moderação da plataforma sendo considerado insuficiente. Segundo a ação, adultos têm conseguido se passar por crianças, criando relações de confiança que facilitam abusos. O condado afirma que teve que redirecionar recursos para lidar com o aumento de casos de exploração sexual e traumas relacionados, desviando fundos de serviços públicos essenciais. O Roblox, por sua vez, nega as acusações e se compromete a combater a ação legal, ressaltando que a segurança é uma prioridade e que medidas como a proibição de envio de mensagens e imagens por chat foram implementadas recentemente. A empresa já enfrentou acusações semelhantes na Austrália e, apesar das novas medidas de segurança, a comunidade de usuários continua a expressar preocupações sobre a proteção infantil na plataforma.