Gangue de ransomware NightSpire vende dados roubados da rede Hyatt

O grupo de ransomware NightSpire atacou o hotel Hyatt Place Chelsea, em Nova York, e roubou 48,5 GB de dados sensíveis, que incluem recibos, registros de gastos e informações pessoais de funcionários e parceiros. Os hackers disponibilizaram esses dados em um site da dark web, onde oferecem amostras para potenciais compradores. Especialistas da Cybernews analisaram os arquivos e identificaram que as informações podem ser utilizadas para ataques de phishing, aumentando o risco de novos vazamentos de dados. A Hyatt Hotels Corporation, que opera mais de 1.350 hotéis globalmente, ainda não se pronunciou oficialmente sobre o incidente. A indústria hoteleira é frequentemente alvo de ciberataques, e a falta de informações claras sobre a extensão do ataque levanta preocupações sobre a segurança dos dados de clientes e parceiros. O impacto potencial desse vazamento pode ser significativo, considerando a natureza sensível das informações envolvidas e a possibilidade de acesso a sistemas internos da empresa.

Campanha de phishing ataca executivos no LinkedIn com convites falsos

Uma nova campanha de phishing no LinkedIn, identificada pela ReliaQuest, está direcionada a executivos da plataforma, utilizando anúncios falsos de emprego para enganá-los. Os hackers empregam táticas sofisticadas, combinando projetos legítimos de testes de intrusão em Python com o carregamento lateral de DLLs para disseminar ofertas de trabalho fraudulentas. As vítimas são cuidadosamente selecionadas e recebem convites que parecem legítimos, levando-as a clicar em links que instalam um arquivo autoextraível do WinRAR. Ao abrir o arquivo, a vítima extrai arquivos maliciosos que, ao serem acessados, ativam um documento PDF corrompido. Isso permite o carregamento de uma DLL comprometida que executa um código malicioso sem gerar alertas de segurança. O ataque resulta na instalação de um trojan de acesso remoto (RAT) que se comunica com um servidor de comando e controle para roubar dados. O LinkedIn está ciente da situação e trabalha para mitigar as ações criminosas. Especialistas recomendam cautela ao lidar com links e downloads suspeitos em mensagens privadas.

GitLab corrige falha crítica de segurança - saiba mais

O GitLab anunciou a correção de uma vulnerabilidade crítica, identificada como CVE-2026-0723, que permitia a invasores contornar a autenticação de dois fatores (2FA) e potencialmente assumir contas de usuários. Essa falha afetava tanto a versão Community Edition (CE) quanto a Enterprise Edition (EE) do GitLab. A vulnerabilidade foi causada por um valor de retorno não verificado nos serviços de autenticação do GitLab, permitindo que atacantes, com conhecimento prévio do ID de credencial da vítima, enviassem respostas forjadas de dispositivos para contornar a 2FA. Além disso, o GitLab também corrigiu outras duas vulnerabilidades que poderiam ser exploradas para realizar ataques de negação de serviço (DoS) em pontos de autenticação, endpoints da API, documentos Wiki e requisições SSH. O GitLab recomendou que todos os usuários atualizassem suas instâncias imediatamente, uma vez que cerca de 6.000 instâncias CE estão expostas online, representando um grande risco. As versões corrigidas são 18.8.2, 18.7.2 e 18.6.4.

Dispositivos Fortinet FortiGate são alvo de ataques automatizados

Dispositivos Fortinet FortiGate estão sendo alvo de ataques automatizados que criam contas não autorizadas e roubam dados de configuração do firewall, conforme relatado pela empresa de cibersegurança Arctic Wolf. A campanha começou em 15 de janeiro, com os atacantes explorando uma vulnerabilidade desconhecida na funcionalidade de login único (SSO) dos dispositivos, permitindo a criação de contas com acesso VPN e a exportação de configurações de firewall em questão de segundos. Esses ataques são semelhantes a incidentes documentados em dezembro, após a divulgação de uma vulnerabilidade crítica de bypass de autenticação (CVE-2025-59718) nos produtos da Fortinet. Embora a Fortinet tenha lançado patches, relatos indicam que a versão mais recente do FortiOS (7.4.10) não resolve completamente a falha de autenticação. Para mitigar os riscos, a Arctic Wolf recomenda que os administradores desativem temporariamente o recurso de login SSO do FortiCloud até que um patch completo seja disponibilizado. A CISA também incluiu a CVE-2025-59718 em seu catálogo de falhas exploradas em ataques, exigindo que agências federais realizem correções em uma semana.

Pwn2Own Automotive 2026 R 2,3 milhões em prêmios após 29 zero-days

Durante o segundo dia do Pwn2Own Automotive 2026, realizado em Tóquio, pesquisadores de segurança arrecadaram US$ 439.250 (cerca de R$ 2,3 milhões) ao explorar 29 vulnerabilidades zero-day. O evento, que ocorre de 21 a 23 de janeiro, foca em tecnologias automotivas, incluindo sistemas de infotainment e carregadores de veículos elétricos. A equipe Fuzzware.io lidera a competição com US$ 213.000 em prêmios, destacando-se ao hackear o controlador de carregamento Phoenix Contact CHARX SEC-3150 e o carregador ChargePoint Home Flex. Outros participantes, como Sina Kheirkhah e Rob Blakely, também conseguiram exploits significativos, totalizando até agora US$ 955.750 em prêmios após dois dias. O evento é uma plataforma importante para a identificação de falhas de segurança, com um prazo de 90 dias para que os fornecedores lancem correções para as vulnerabilidades exploradas. O Pwn2Own Automotive de 2026 já demonstrou um aumento no número de zero-days em comparação aos anos anteriores, o que levanta preocupações sobre a segurança das tecnologias automotivas em um mercado em rápida evolução.

Novos recursos de IA no Notepad e Paint do Windows 11

A Microsoft está implementando novas funcionalidades de inteligência artificial nas aplicações Notepad e Paint para usuários do Windows 11 que fazem parte do programa Insider. As atualizações, disponíveis nas versões Canary e Dev, trazem melhorias significativas. O Notepad, agora na versão 11.2512.10.0, introduz ferramentas de escrita, reescrita e resumo que geram resultados de forma mais rápida, permitindo que os usuários vejam prévias sem esperar pela resposta completa. Para acessar essas funcionalidades, é necessário fazer login com uma conta Microsoft. Além disso, o Notepad expande seu suporte a formatação leve com novas opções de sintaxe Markdown, como listas aninhadas e texto riscado.

Como o trabalho híbrido aumentou problemas de redefinição de senhas

O trabalho híbrido trouxe novos desafios para a gestão de senhas nas empresas, especialmente em relação às redefinições de senhas. Antes, quando todos trabalhavam no escritório, um funcionário que esquecesse suas credenciais poderia rapidamente resolver o problema com a equipe de TI. No entanto, com a mudança para um modelo híbrido, onde 51% dos trabalhadores remotos nos EUA atuam dessa forma, as redefinições de senhas se tornaram um fardo significativo. Estudos indicam que 40% das chamadas ao helpdesk são relacionadas a senhas, e a situação se agravou com a necessidade de mudanças mais frequentes de senhas por questões de segurança. Isso resulta em custos elevados para as organizações, estimados em cerca de $65.000 anuais apenas em redefinições de senhas. Além disso, a produtividade dos funcionários é severamente impactada, pois muitos ficam impossibilitados de trabalhar enquanto aguardam assistência. A solução proposta é a implementação de ferramentas de autoatendimento para redefinição de senhas, permitindo que os funcionários resolvam esses problemas de forma rápida e segura, sem depender da equipe de TI. Essa abordagem não só melhora a eficiência operacional, mas também reduz os custos associados às redefinições de senhas.

Falha de segurança no SmarterMail permite acesso não autorizado

Uma nova vulnerabilidade no software de e-mail SmarterTools SmarterMail está sendo ativamente explorada, apenas dois dias após a liberação de um patch. A falha, que ainda não possui um identificador CVE, é rastreada como WT-2026-0001 pela watchTowr Labs e foi corrigida em 15 de janeiro de 2026. Trata-se de uma falha de bypass de autenticação que permite a qualquer usuário redefinir a senha do administrador do sistema SmarterMail através de uma requisição HTTP manipulada. Os pesquisadores destacam que essa vulnerabilidade não só permite a alteração da senha, mas também possibilita a execução remota de comandos do sistema operacional. O problema reside na função ‘ForceResetPassword’, que pode ser acessada sem autenticação, permitindo que um invasor que conheça o nome de usuário de um administrador altere sua senha. Além disso, a falta de clareza nas notas de versão da SmarterTools sobre as correções realizadas aumenta a preocupação, pois pode ter permitido que atacantes revertessem as correções e explorassem a falha. A situação é crítica, especialmente após um incidente anterior que já havia revelado uma falha severa no SmarterMail, destacando a necessidade de vigilância e ações rápidas por parte dos administradores de sistemas.

Pacote malicioso no PyPI mina criptomoedas em sistemas Linux

Um novo pacote malicioso, identificado como sympy-dev, foi descoberto no Python Package Index (PyPI) e se disfarça como uma versão de desenvolvimento da popular biblioteca de matemática simbólica, SymPy. Desde sua publicação em 17 de janeiro de 2026, o pacote já foi baixado mais de 1.100 vezes, sugerindo que alguns desenvolvedores podem ter sido enganados. O pacote modificado atua como um downloader para um minerador de criptomoedas XMRig, ativando seu comportamento malicioso apenas quando certas funções polinomiais são chamadas, o que ajuda a evitar a detecção. O pesquisador de segurança Kirill Boychenko explicou que, ao serem invocadas, essas funções alteradas recuperam uma configuração JSON remota e baixam um payload ELF controlado por um ator de ameaça. Este método visa minimizar os artefatos deixados em disco, utilizando técnicas como memfd_create e /proc/self/fd. O objetivo final é minerar criptomoedas em sistemas Linux, utilizando configurações que priorizam mineração por CPU e desativam backends de GPU. A presença contínua do pacote no PyPI representa um risco significativo para desenvolvedores que podem não estar cientes da ameaça.

Segurança de E-mail Desafios e Soluções para Empresas em Crescimento

As equipes de segurança em empresas ágeis e em rápido crescimento enfrentam o desafio de proteger os negócios sem comprometer a agilidade. O Google Workspace oferece uma base sólida de segurança, mas suas ferramentas nativas têm limitações, especialmente em relação a ataques direcionados, como o Business Email Compromise (BEC) e phishing. O e-mail continua sendo o principal vetor de ataque, e a proteção nativa do Gmail pode falhar em detectar ameaças sofisticadas. Para melhorar a segurança do Gmail, recomenda-se ativar a varredura avançada, implementar protocolos de autenticação como SPF, DKIM e DMARC, e adotar a autenticação multifatorial (MFA). Além disso, é crucial desativar protocolos legados que não suportam MFA e gerenciar o acesso a aplicativos de terceiros. A plataforma Material Security complementa o Google Workspace, oferecendo proteção avançada contra e-mails e segurança contextual das contas, além de descobrir e proteger dados sensíveis. Com a crescente complexidade das ameaças, é vital que as empresas adotem uma abordagem proativa para garantir a segurança de suas informações e operações.

Ameaças cibernéticas confiança mal colocada e novas táticas de ataque

Nesta semana, as ameaças cibernéticas destacaram-se pela utilização de sistemas comuns que, embora funcionem conforme o esperado, foram manipulados por atacantes. As campanhas de phishing, como a ‘Operação Nomad Leopard’, visam entidades governamentais no Afeganistão, utilizando documentos administrativos falsos para distribuir um backdoor chamado FALSECUB. Além disso, grupos hacktivistas alinhados à Rússia estão realizando ataques de negação de serviço (DoS) contra a infraestrutura crítica do Reino Unido. Outra técnica alarmante é o uso de side-loading de DLLs, onde aplicativos confiáveis são explorados para carregar códigos maliciosos. Pesquisadores também relataram campanhas de malware disfarçadas de ferramentas de conversão de arquivos, que instalam trojans de acesso remoto (RATs) em sistemas de usuários desavisados. A nova legislação da Comissão Europeia visa fortalecer a segurança cibernética na cadeia de suprimentos de tecnologia, exigindo a remoção de fornecedores de alto risco. Essas tendências revelam uma mudança significativa na forma como os atacantes operam, enfatizando a importância da vigilância e da confiança nas ferramentas utilizadas pelas organizações.

NordVPN alerta seu smartphone compartilha dados enquanto você dorme

Um alerta da NordVPN destaca que, mesmo quando inativos, os smartphones continuam a compartilhar dados em segundo plano, o que pode representar riscos à privacidade dos usuários. Durante a noite, enquanto os dispositivos parecem estar parados, eles realizam trocas de dados para atualizações de sistema, notificações e sincronização de mensagens. Embora algumas dessas atividades sejam necessárias para o funcionamento adequado do aparelho, outras podem expor informações pessoais sem o consentimento do usuário. Isso inclui a transmissão de identificadores de dispositivos e dados de localização, mesmo com o GPS desativado. Para mitigar esses riscos, a NordVPN recomenda revisar permissões de aplicativos, desativar a atualização em segundo plano e limitar backups automáticos. O uso de uma VPN com proteção contra rastreadores também é sugerido como uma forma eficaz de proteger a privacidade. A conscientização sobre essas práticas é crucial, especialmente em um cenário onde a proteção de dados é cada vez mais relevante, especialmente com a vigência da LGPD no Brasil.

Nova atividade maliciosa afeta dispositivos Fortinet FortiGate

A empresa de cibersegurança Arctic Wolf alertou sobre um novo cluster de atividades maliciosas automatizadas que envolvem mudanças não autorizadas nas configurações de firewall de dispositivos Fortinet FortiGate. Essa atividade teve início em 15 de janeiro de 2026 e apresenta semelhanças com uma campanha anterior de dezembro de 2025, onde logins SSO maliciosos foram registrados em contas administrativas, explorando as vulnerabilidades CVE-2025-59718 e CVE-2025-59719. Essas falhas permitem a bypass não autenticada da autenticação SSO através de mensagens SAML manipuladas, afetando FortiOS, FortiWeb, FortiProxy e FortiSwitchManager.

Novos trojans de cliques no Android usam aprendizado de máquina

Uma nova família de trojans de cliques para Android está utilizando modelos de aprendizado de máquina do TensorFlow para detectar e interagir automaticamente com elementos publicitários específicos. Ao contrário dos trojans tradicionais que dependem de rotinas de clique em JavaScript, essa nova abordagem realiza uma análise visual baseada em aprendizado de máquina. Os pesquisadores da Dr.Web identificaram que esses malwares estão sendo distribuídos através da loja oficial GetApps de dispositivos Xiaomi, operando em um modo chamado ‘fantasma’, que utiliza um navegador oculto para carregar páginas de anúncios e scripts JavaScript que automatizam ações sobre os anúncios exibidos. Além disso, um segundo modo, denominado ‘sinalização’, permite que os atacantes transmitam um feed de vídeo ao vivo da tela do navegador virtual, possibilitando ações em tempo real. Os trojans são frequentemente incorporados em jogos inicialmente benignos, recebendo funcionalidades maliciosas em atualizações subsequentes. Os pesquisadores alertam que a instalação de aplicativos fora do Google Play, especialmente versões modificadas de aplicativos populares, deve ser evitada, pois isso aumenta o risco de infecção. Embora a fraude de cliques não represente uma ameaça imediata à privacidade dos usuários, ela pode resultar em drenagem da bateria e custos adicionais de dados móveis.

Cisco corrige vulnerabilidade crítica em Unified Communications e Webex

A Cisco anunciou a correção de uma vulnerabilidade crítica de execução remota de código, identificada como CVE-2026-20045, que estava sendo explorada ativamente como um zero-day. Essa falha afeta diversos produtos da Cisco, incluindo o Unified Communications Manager e o Webex Calling. A vulnerabilidade se origina de uma validação inadequada de entradas fornecidas pelo usuário em requisições HTTP, permitindo que um atacante envie requisições manipuladas para a interface de gerenciamento web de dispositivos afetados. O sucesso na exploração pode conceder acesso ao sistema operacional subjacente e, posteriormente, privilégios de root. Com uma pontuação CVSS de 8.2, a Cisco classificou a vulnerabilidade como crítica, dada a possibilidade de acesso root em servidores. A empresa disponibilizou atualizações de software e patches específicos para diferentes versões dos produtos afetados. A Cisco também alertou que não existem soluções alternativas para mitigar a falha sem a instalação das atualizações. A CISA dos EUA incluiu a CVE-2026-20045 em seu catálogo de vulnerabilidades conhecidas exploradas, estabelecendo um prazo até 11 de fevereiro de 2026 para que agências federais realizem as atualizações necessárias.

Vulnerabilidades graves no Chainlit expõem dados sensíveis

Pesquisadores da Zafran Labs descobriram duas vulnerabilidades de alta gravidade no Chainlit, um framework open-source amplamente utilizado para desenvolver aplicações de IA conversacional. As falhas, conhecidas como ‘ChainLeak’, permitem que atacantes leiam qualquer arquivo no servidor, expondo informações sensíveis. A primeira vulnerabilidade, CVE-2026-22218, permite a leitura arbitrária de arquivos através do endpoint /project/element, onde um atacante pode enviar um elemento personalizado com um campo ‘path’ controlado, acessando arquivos como chaves de API e credenciais de contas em nuvem. A segunda, CVE-2026-22219, envolve uma falsificação de requisição do lado do servidor (SSRF), onde um atacante pode manipular o campo ‘url’ para forçar o servidor a buscar dados de URLs externas, que podem incluir serviços REST internos. Ambas as vulnerabilidades podem ser combinadas para comprometer completamente o sistema e permitir movimentos laterais em ambientes de nuvem. As falhas foram corrigidas na versão 2.9.4 do Chainlit, lançada em 24 de dezembro de 2025, e as organizações afetadas são aconselhadas a atualizar imediatamente para evitar exploração. Com 700 mil downloads mensais, o Chainlit é utilizado em diversas indústrias, tornando a situação ainda mais crítica.

Spam em massa atinge usuários de sistemas Zendesk inseguros

Uma onda massiva de spam está afetando usuários em todo o mundo, originada de sistemas de suporte Zendesk não seguros. Desde 18 de janeiro, vítimas relatam o recebimento de centenas de e-mails com assuntos estranhos e alarmantes. Embora os e-mails não contenham links maliciosos ou tentativas óbvias de phishing, a quantidade e a natureza caótica das mensagens têm gerado confusão e preocupação entre os destinatários. Os atacantes estão explorando a capacidade do Zendesk de permitir que usuários não verificados enviem tickets de suporte, que geram automaticamente e-mails de confirmação. Empresas como Discord, Tinder e Dropbox foram identificadas como afetadas. Os assuntos dos e-mails incluem pedidos de ordem de apreensão e ofertas de serviços gratuitos, escritos em fontes Unicode para aumentar a confusão. A Zendesk afirmou que está implementando novas funcionalidades de segurança para detectar e interromper esse tipo de spam. A empresa recomenda que as organizações restrinjam a criação de tickets apenas a usuários verificados para evitar abusos futuros.

Cisco lança patches para vulnerabilidade crítica em produtos de comunicação

A Cisco divulgou novos patches para corrigir uma vulnerabilidade de segurança classificada como “crítica”, afetando diversos produtos de Comunicações Unificadas e o Webex Calling Dedicated Instance. Identificada como CVE-2026-20045, a falha possui uma pontuação CVSS de 8.2 e permite que um atacante remoto não autenticado execute comandos arbitrários no sistema operacional subjacente de dispositivos vulneráveis. A vulnerabilidade decorre de uma validação inadequada de entradas fornecidas pelo usuário em requisições HTTP. Um atacante pode explorar essa falha enviando requisições HTTP manipuladas para a interface de gerenciamento web do dispositivo afetado, obtendo acesso ao sistema operacional e podendo elevar privilégios a root. A Cisco já está ciente de tentativas de exploração dessa vulnerabilidade e recomenda que os clientes atualizem para versões corrigidas até 11 de fevereiro de 2026, conforme exigido pela CISA. A falha impacta produtos como Unified CM Session Management Edition, Unified CM IM & Presence Service, Unity Connection e Webex Calling Dedicated Instance. Não há soluções alternativas disponíveis no momento.

Plugin popular do WordPress permite que hackers invadam 50.000 sites

Uma vulnerabilidade crítica foi identificada no plugin Advanced Custom Fields: Extended (ACF Extended), utilizado em sites WordPress, que permite a hackers obterem permissões de administrador sem autenticação. Essa falha, classificada como CVE-2025-14533, está relacionada ao abuso de privilégios através do formulário de ação ‘Insert User / Update User’ nas versões 0.9.2.1 e posteriores. A vulnerabilidade se origina da falta de restrições adequadas durante a criação ou atualização de usuários, permitindo que qualquer hacker escolha o papel de um novo usuário. O pesquisador Andrea Bocchetti reportou a falha à empresa de segurança Wordfence em 10 de dezembro de 2025, e uma atualização foi disponibilizada quatro dias depois. Apesar de cerca de 50.000 sites estarem potencialmente vulneráveis, até o momento, não foram registrados ataques explorando essa falha. Contudo, a GreyNoise observou campanhas de hackers que visam falhas em plugins do WordPress, indicando um risco crescente para os usuários que ainda não atualizaram seus sistemas.

VoidLink malware nativo à nuvem criado com inteligência artificial

Pesquisadores da Check Point Research (CPR) identificaram um novo malware chamado VoidLink, que opera em ambientes Linux e foi desenvolvido quase que inteiramente com o auxílio de inteligência artificial (IA). O malware possui uma estrutura complexa, incluindo loaders, módulos de rootkit e uma variedade de plugins. A criação do VoidLink foi realizada em apenas uma semana, utilizando a TRAE SOLO, um assistente de IA que ajudou o desenvolvedor a gerar um código-fonte de 88.000 linhas. Embora o hacker não tenha conseguido ocultar completamente suas atividades, falhas em sua implementação permitiram que os pesquisadores acessassem o código e a documentação do projeto. O VoidLink é considerado o primeiro exemplo documentado de um malware avançado gerado por IA, o que levanta preocupações sobre a capacidade de indivíduos com conhecimentos técnicos limitados de criar ameaças cibernéticas sofisticadas. Essa nova era de desenvolvimento de malware pode alterar significativamente o cenário da cibersegurança, tornando mais fácil para cibercriminosos desenvolverem ferramentas complexas sem a necessidade de grandes equipes de desenvolvimento.

Hackers norte-coreanos atacam programadores com projetos maliciosos no VS Code

Especialistas da Jamf Threat Labs identificaram uma nova campanha de hackers norte-coreanos, chamada Contagious Interview, que visa programadores através de ofertas de emprego atrativas. Os atacantes direcionam as vítimas a repositórios no GitHub, GitLab ou BitBucket, onde projetos maliciosos são apresentados. Ao abrir esses projetos no Microsoft Visual Studio Code (VS Code), os usuários ativam uma backdoor que permite acesso contínuo aos seus computadores. Essa técnica utiliza arquivos de configuração de tarefas do VS Code para executar códigos maliciosos, como os malwares BeaverTail e InvisibleFerret, sempre que um arquivo da pasta do projeto é aberto. Os hackers têm como alvo principal engenheiros de software que trabalham com criptomoedas e fintechs, buscando acesso a bens financeiros e carteiras digitais. A evolução rápida dos malwares e a utilização de métodos sofisticados de infecção tornam esses ataques ainda mais perigosos, dificultando a detecção por antivírus e outras medidas de segurança. A Jamf alerta que a confiança concedida ao autor do repositório facilita a execução do código malicioso, representando uma ameaça significativa para a segurança digital dos programadores.

LastPass alerta sobre nova campanha de phishing disfarçada

A LastPass emitiu um alerta sobre uma nova campanha de phishing que se apresenta como uma notificação de manutenção do serviço, solicitando que os usuários façam backup de seus cofres em um prazo de 24 horas. Os e-mails maliciosos contêm links que supostamente direcionam os usuários para um site onde poderiam criar um backup criptografado, mas na verdade visam roubar senhas mestras e sequestrar contas. A empresa enfatiza que não está solicitando backups e que essa tática é comum em ataques de engenharia social. A campanha foi identificada pela equipe de Inteligência de Ameaças da LastPass e começou em 19 de janeiro, com mensagens enviadas de endereços como ‘support@lastpass[.]server8’ e ‘support@sr22vegas[.]com’. Os e-mails, que imitam comunicações legítimas da LastPass, criam um senso de urgência para enganar os usuários. A LastPass recomenda que os usuários nunca compartilhem suas senhas mestras e que relatem incidentes suspeitos. A campanha foi lançada durante um feriado nos EUA, visando uma resposta menos ágil dos usuários. O site de phishing, ‘mail-lastpass[.]com’, estava fora do ar no momento da reportagem.

Vulnerabilidade crítica da Fortinet ainda não corrigida afeta firewalls

Clientes da Fortinet estão enfrentando ataques que exploram uma vulnerabilidade crítica de autenticação em firewalls FortiGate, identificada como CVE-2025-59718. Apesar de um patch ter sido lançado em dezembro, administradores relataram que a versão mais recente do FortiOS (7.4.10) não resolveu completamente o problema. Um administrador afetado observou um login malicioso em sua conta de administrador local, que foi criado a partir de um login SSO (Single Sign-On) malicioso. Os logs mostraram que a conta foi criada a partir de um endereço de e-mail suspeito e um IP que já havia sido associado a ataques anteriores. Fortinet planeja lançar novas versões do FortiOS para corrigir a falha, mas até que isso aconteça, recomenda-se que os administradores desativem temporariamente a funcionalidade de login FortiCloud SSO. Embora essa funcionalidade não esteja habilitada por padrão, mais de 25.000 dispositivos Fortinet ainda estão expostos online. A CISA incluiu essa vulnerabilidade em sua lista de falhas ativamente exploradas, exigindo que agências federais a corrigissem em uma semana.

PcComponentes nega vazamento, mas confirma ataque de credential stuffing

A PcComponentes, um importante varejista de tecnologia na Espanha, negou alegações de um vazamento de dados que afetaria 16 milhões de clientes, mas confirmou ter sofrido um ataque de credential stuffing. O ataque ocorreu quando um ator de ameaças, identificado como ‘daghetiaw’, publicou uma suposta base de dados de clientes da empresa, contendo 16,3 milhões de registros, e vazou 500 mil deles. Os dados expostos incluem informações pessoais como nomes, endereços, números de telefone e mensagens de suporte ao cliente. A empresa afirmou que não houve acesso não autorizado a seus sistemas e que os números de contas ativas são significativamente menores do que os alegados. A PcComponentes também revelou que o ataque foi realizado utilizando credenciais de login de outros vazamentos, coletadas de computadores infectados por malware. Em resposta, a empresa implementou medidas de segurança, como CAPTCHA nas páginas de login e a ativação obrigatória da autenticação de dois fatores (2FA) para todos os usuários. A PcComponentes recomenda que seus clientes utilizem senhas fortes e únicas e permaneçam atentos a possíveis tentativas de phishing.

Campanha de Espionagem Cibernética da Coreia do Norte Alvo de Empresas Globais

Uma nova campanha de espionagem cibernética, conhecida como Contagious Interview, foi identificada, envolvendo 3.136 endereços IP associados a 20 organizações-alvo em setores como inteligência artificial, criptomoedas e serviços financeiros. A pesquisa, realizada pelo Insikt Group da Recorded Future, revela que a atividade ocorreu entre agosto de 2024 e setembro de 2025, com alvos localizados na Europa, Sul da Ásia, Oriente Médio e América Central. Os atacantes, associados ao grupo PurpleBravo, utilizam táticas como a criação de perfis falsos no LinkedIn e a distribuição de projetos maliciosos no GitHub para infiltrar sistemas corporativos. A campanha destaca a vulnerabilidade da cadeia de suprimentos de software, onde candidatos a emprego podem inadvertidamente comprometer dispositivos corporativos ao executar códigos maliciosos. Além disso, a PurpleBravo opera em conjunto com outra campanha chamada Wagemole, que busca emprego não autorizado por meio de identidades fraudulentas. A utilização de servidores de comando e controle (C2) gerenciados via VPN e a exploração de fluxos de trabalho de desenvolvedores confiáveis são preocupações crescentes para a segurança cibernética global.

Novo malware se disfarça de editor de PDF para acessar PCs

Pesquisadores da empresa Resecurity identificaram uma nova cepa de malware chamada PDFSIDER, que visa obter acesso furtivo e contínuo a sistemas comprometidos. O ataque começa com um e-mail de spear-phishing que contém um arquivo ZIP com um executável legítimo, chamado ‘PDF24 App’, que imita um software conhecido de criação de PDFs. Ao ser executado, o malware não apresenta interface visível, mas instala uma backdoor encriptada no sistema.

O PDFSIDER utiliza uma técnica de carregamento lateral de DLLs, explorando fraquezas no aplicativo legítimo para carregar uma biblioteca maliciosa, contornando assim a detecção de antivírus e soluções de segurança mais robustas. O malware se conecta a um canal de comando e controle (C2) para receber instruções e enviar dados de volta aos atacantes, utilizando criptografia AES-256-GCM para proteger a comunicação.

Plataforma global reúne dados sobre vulnerabilidades de cibersegurança

Uma nova iniciativa europeia, chamada Global Cybersecurity Vulnerability Enumeration (GCVE), foi lançada como uma alternativa ao programa americano Common Vulnerabilities and Exposures (CVE). O GCVE visa criar um banco de dados abrangente sobre vulnerabilidades de cibersegurança, reunindo informações de mais de 25 fontes públicas. O objetivo principal é reduzir os pontos de falha e promover a inovação na gestão de vulnerabilidades, permitindo que profissionais e pesquisadores de todo o mundo analisem dados de forma mais eficiente. A criação do GCVE surge em um contexto de incerteza em relação ao CVE, especialmente após a crise enfrentada em 2025, quando o governo dos EUA cancelou contratos significativos com a MITRE, a organização que administra o CVE. Especialistas, como William Wright, CEO da Closed Door Security, destacam que o GCVE pode se tornar uma alternativa confiável caso o programa americano seja encerrado, facilitando um processo de documentação mais ágil em meio a ameaças cibernéticas. Essa iniciativa é bem recebida pela comunidade de cibersegurança, que busca alternativas descentralizadas para enfrentar os desafios globais do setor.

LastPass alerta sobre campanha de phishing que rouba senhas mestras

A LastPass, plataforma de gerenciamento de senhas, emitiu um alerta sobre uma nova campanha de phishing que visa roubar as credenciais mestras dos usuários. Os cibercriminosos estão enviando e-mails fraudulentos que se passam pela LastPass, alegando a necessidade de uma manutenção iminente no sistema. A mensagem falsa cria um senso de urgência, incentivando os usuários a realizar um backup local de suas senhas em um prazo de 24 horas. Essa estratégia de engenharia social é projetada para enganar as vítimas e levá-las a um site de phishing, que redireciona para um domínio comprometido, onde as chaves mestras podem ser capturadas. A LastPass enfatizou que nunca solicitará a senha mestra ou exigirá ações imediatas com prazos apertados. A empresa está colaborando com um parceiro para desmantelar a campanha antes que mais usuários sejam afetados. Este incidente destaca a importância da conscientização sobre segurança digital e a necessidade de vigilância constante contra tentativas de phishing.

Hackers russos intensificam ataques a instituições do Reino Unido

O Centro de Ciber Segurança Nacional do Reino Unido (NCSC) alertou sobre um aumento nos ataques cibernéticos direcionados a instituições britânicas, incluindo órgãos governamentais e operadores de infraestrutura crítica. Esses ataques, principalmente de negação de serviço (DoS), têm como objetivo derrubar sites e serviços essenciais, impactando diretamente a população, especialmente em áreas como saúde. O grupo hacktivista NoName057(16), ativo desde março de 2022, é um dos principais responsáveis por essas ações, utilizando plataformas como Telegram e GitHub para coordenar seus ataques e compartilhar ferramentas. A motivação por trás desses ataques é ideológica, relacionada ao apoio ocidental à Ucrânia no atual conflito. Apesar de sua baixa sofisticação técnica, os ataques DoS podem causar interrupções significativas, exigindo tempo e recursos para recuperação. A NCSC recomenda que as organizações revisem suas defesas e fortaleçam a resiliência cibernética para mitigar esses riscos.

DOGE pode ter usado dados da Previdência Social, admite governo Trump

Funcionários da DOGE, equipe de Elon Musk, estão sob investigação por supostas violações da Lei Hatch, que proíbe o uso de informações governamentais para fins políticos. O Departamento de Justiça dos EUA revelou que membros da DOGE mantiveram contato secreto com um grupo de defesa que buscava reverter resultados eleitorais em alguns estados. O grupo teria solicitado a análise de listas de eleitores estaduais, alegando a busca por evidências de fraude eleitoral. Além disso, informações privadas, possivelmente compartilhadas através de servidores de terceiros não autorizados, podem ter sido acessadas. Um assessor sênior da DOGE foi incluído em um e-mail que continha dados pessoais de cerca de 1.000 indivíduos, levantando preocupações sobre a segurança e a privacidade dos dados. O caso destaca a necessidade de rigor na proteção de informações sensíveis e a conformidade com as leis de privacidade, especialmente em um contexto onde a manipulação de dados pode ter implicações significativas para a integridade eleitoral e a confiança pública.

Pesquisadores hackeiam sistema da Tesla e ganham US 516 mil

Durante a competição Pwn2Own Automotive 2026, realizada em Tóquio, o time Synacktiv conseguiu explorar 37 vulnerabilidades zero-day no sistema de infotainment da Tesla, resultando em um prêmio de US$ 516.500. O ataque foi realizado através de uma combinação de falhas, incluindo um vazamento de informações e uma falha de escrita fora dos limites, que permitiram ao time obter permissões de root. Além disso, o time Fuzzware.io arrecadou US$ 118.000 ao hackear estações de carregamento e receptores de navegação. No segundo dia da competição, mais equipes se preparam para atacar dispositivos como o Grizzl-E Smart 40A e o ChargePoint Home Flex, com recompensas de até US$ 50.000 por cada sucesso. Os fornecedores têm um prazo de 90 dias para corrigir as falhas antes que sejam divulgadas publicamente. A competição destaca a vulnerabilidade crescente em tecnologias automotivas, especialmente em sistemas de infotainment e carregadores de veículos elétricos, que são cada vez mais alvo de ataques cibernéticos.

GitLab corrige falha crítica de autenticação em suas plataformas

O GitLab lançou correções para uma vulnerabilidade crítica de bypass na autenticação de dois fatores, afetando tanto as edições comunitária quanto empresarial de sua plataforma de desenvolvimento de software. Identificada como CVE-2026-0723, essa falha permite que atacantes que conhecem o ID da conta de um alvo contornem a autenticação de dois fatores ao enviar respostas forjadas de dispositivos. Além disso, a empresa corrigiu outras duas falhas de alta gravidade que poderiam permitir que atores mal-intencionados não autenticados provocassem condições de negação de serviço (DoS) ao enviar solicitações malformadas. Para mitigar essas vulnerabilidades, o GitLab lançou as versões 18.8.2, 18.7.2 e 18.6.4, recomendando que os administradores atualizem suas instalações imediatamente. O GitLab, que possui mais de 30 milhões de usuários registrados, é amplamente utilizado por empresas de grande porte, incluindo a Nvidia e a Goldman Sachs. A empresa já havia corrigido problemas de segurança semelhantes anteriormente, destacando a importância de manter as versões atualizadas para evitar riscos de segurança.

Ameaça de cibersegurança Aplicações web mal configuradas em risco

Um novo relatório da empresa de testes de penetração automatizados Pentera revela que atores maliciosos estão explorando aplicações web mal configuradas, como DVWA e OWASP Juice Shop, para acessar ambientes de nuvem de grandes empresas, incluindo várias da lista Fortune 500. Essas aplicações, que são intencionalmente vulneráveis para fins de treinamento, representam um risco significativo quando expostas na internet pública e associadas a contas de nuvem privilegiadas. A pesquisa identificou 1.926 aplicações vulneráveis expostas, frequentemente ligadas a funções de IAM (Gerenciamento de Identidade e Acesso) excessivamente privilegiadas. Os hackers têm utilizado esses pontos de entrada para implantar mineradores de criptomoedas, webshells e mecanismos de persistência em sistemas comprometidos. A investigação revelou que cerca de 20% das instâncias do DVWA analisadas continham artefatos implantados por atacantes, com atividades de mineração de criptomoedas sendo realizadas em segundo plano. Os pesquisadores recomendam que as organizações mantenham um inventário abrangente de todos os recursos em nuvem e adotem práticas de segurança como a mudança de credenciais padrão e a aplicação do princípio do menor privilégio. As empresas afetadas, como Cloudflare e Palo Alto Networks, já foram notificadas e corrigiram as falhas identificadas.

Phishing A Ameaça que Pode Atingir Qualquer Um

O phishing é uma técnica de engenharia social que visa enganar usuários para que revelem informações sensíveis, como dados de pagamento e credenciais. O artigo destaca que mesmo profissionais experientes em cibersegurança podem ser vítimas desse tipo de ataque, especialmente em momentos de distração ou estresse emocional. As mensagens de phishing, que podem chegar por e-mail, SMS ou aplicativos de mensagens, frequentemente imitam interações digitais comuns, como notificações de pacotes ou alertas de segurança, tornando-se cada vez mais convincentes. Além disso, a pesquisa revela que o phishing se transformou em uma economia industrializada, com plataformas de phishing como serviço (PhaaS) que permitem a qualquer pessoa, independentemente de habilidade técnica, realizar ataques sofisticados. O uso de inteligência artificial para gerar mensagens personalizadas e contextuais aumenta ainda mais a eficácia desses ataques. A urgência e a distração são fatores críticos que facilitam a ação dos atacantes, tornando a conscientização e a vigilância hábitos essenciais para todos os usuários.

Microsoft oferece solução temporária para falhas no Outlook após atualizações

A Microsoft divulgou uma solução temporária para usuários do Outlook que estão enfrentando travamentos após a instalação das atualizações de segurança do Windows deste mês. O problema afeta especialmente usuários com contas de e-mail POP que instalaram a atualização KB5074109 em sistemas Windows 11 25H2 e 24H2. Os sintomas incluem a incapacidade de reabrir o Outlook sem encerrar o processo pelo Gerenciador de Tarefas, e-mails sendo baixados novamente, além de mensagens enviadas não aparecendo na pasta Itens Enviados. A Microsoft também alertou que qualquer aplicativo pode se tornar não responsivo ao abrir ou salvar arquivos em serviços de armazenamento em nuvem, como OneDrive ou Dropbox. Os usuários afetados foram aconselhados a acessar suas contas de e-mail via webmail ou a mover seus arquivos PST do Outlook para fora do OneDrive. Embora seja possível desinstalar as atualizações problemáticas, a Microsoft adverte que isso pode deixar os dispositivos vulneráveis a ameaças, já que as atualizações de segurança corrigem falhas exploráveis. A empresa está investigando a situação, mas ainda não forneceu um cronograma para uma solução permanente.

Plataformas de Avaliação de Exposição Uma Nova Abordagem em Cibersegurança

O artigo da Gartner destaca a emergência das Plataformas de Avaliação de Exposição (EAP), uma nova categoria que surge em resposta à ineficácia dos métodos tradicionais de Gestão de Vulnerabilidades (VM) na proteção de empresas modernas. A mudança para a Gestão Contínua de Exposição a Ameaças (CTEM) reflete a necessidade de uma abordagem mais integrada e dinâmica, que considera como as vulnerabilidades se interconectam e como os atacantes se movem entre os ativos.

A Revolução da Cibersegurança Como a IA Está Transformando MSSPs

Em 2026, os provedores de segurança gerenciados (MSSPs) enfrentam um desafio crescente: a quantidade excessiva de alertas e a escassez de analistas, enquanto os clientes exigem proteção de nível CISO com orçamentos de pequenas e médias empresas (PMEs). A solução para esse dilema pode estar na automação por inteligência artificial (IA), que promete revolucionar a entrega de serviços de segurança. Em vez de simplesmente adicionar mais analistas a cada novo cliente, a IA pode realizar avaliações, benchmarking e relatórios em minutos, permitindo que as equipes se concentrem em estratégias mais complexas. O caso de Chad Robinson, CISO da Secure Cyber Defense, ilustra essa mudança: ao implementar a plataforma de IA da Cynomi, sua equipe não apenas automatizou relatórios, mas também transformou analistas juniores em ‘CISOs virtuais’, aumentando a cobertura e a receita de serviços de consultoria. Os primeiros adotantes dessa tecnologia já estão observando ganhos significativos nas margens e ciclos de integração mais rápidos, sem a necessidade de aumentar a equipe. O artigo destaca a importância de adotar a IA para escalar negócios de segurança sem aumentar a folha de pagamento, enfatizando que os MSSPs que prosperarão em 2026 não serão necessariamente os maiores, mas os mais inteligentes.

Zoom e GitLab lançam atualizações de segurança críticas

Zoom e GitLab divulgaram atualizações de segurança para corrigir vulnerabilidades que podem resultar em negação de serviço (DoS) e execução remota de código. A falha mais grave afeta os Roteadores Multimídia Zoom Node (MMRs), permitindo que um participante de reunião execute código remotamente. Essa vulnerabilidade, identificada como CVE-2026-22844, possui um CVSS de 9.9, indicando um risco crítico. A Zoom recomenda que os usuários atualizem para a versão mais recente do MMR para evitar possíveis ameaças. Além disso, a GitLab lançou correções para várias falhas de alta gravidade em suas edições Community e Enterprise, que podem causar DoS e contornar a autenticação de dois fatores (2FA). As vulnerabilidades incluem CVE-2025-13927 e CVE-2025-13928, ambas com CVSS de 7.5, que permitem que usuários não autenticados provoquem condições de DoS. A GitLab também corrigiu uma falha (CVE-2026-0723) que permite a um indivíduo contornar a 2FA. Embora não haja evidências de exploração ativa dessas falhas, a atualização é essencial para garantir a segurança dos sistemas.

Como assistir o Six Nations 2026 online com uma VPN

O Six Nations 2026 promete ser uma das edições mais competitivas do torneio, com seleções como França, Inglaterra e Irlanda se destacando. Os campeões atuais, França, possuem um elenco talentoso, enquanto a Inglaterra busca manter seu bom desempenho e a Irlanda deseja recuperar o título após uma temporada decepcionante. Itália e Escócia também devem ser levadas a sério, especialmente após a vitória da Itália sobre a Austrália. Para os fãs de rugby, muitos jogos serão transmitidos gratuitamente no Reino Unido, Irlanda e França, através de plataformas como BBC iPlayer, ITVX, RTÉ Player, Virgin Media Play e France TV. Para quem estiver fora desses países durante o torneio, o uso de uma VPN, como a NordVPN, é recomendado para acessar as transmissões como se estivesse em casa. Além disso, a VPN oferece proteção contra ameaças online, tornando-se uma ferramenta útil para quem viaja. A competição ocorrerá ao longo de seis semanas, com jogos programados para começar em fevereiro de 2026.

Vulnerabilidade crítica no npm binary-parser permite execução de JavaScript

Uma vulnerabilidade de segurança foi identificada na popular biblioteca npm binary-parser, que, se explorada, pode resultar na execução de código JavaScript arbitrário. A falha, registrada como CVE-2026-1245, afeta todas as versões do módulo anteriores à versão 2.3.0, que já possui um patch disponível desde 26 de novembro de 2025. O binary-parser é amplamente utilizado para construir parsers em JavaScript, permitindo que desenvolvedores interpretem dados binários de forma eficiente. A vulnerabilidade está relacionada à falta de sanitização de valores fornecidos pelo usuário, como nomes de campos do parser e parâmetros de codificação, quando o código do parser é gerado dinamicamente em tempo de execução. Isso pode permitir que um atacante insira dados não confiáveis, levando à execução de código malicioso com os privilégios do processo Node.js. Aplicações que utilizam definições de parser estáticas não são afetadas. O pesquisador de segurança Maor Caplan foi responsável por descobrir e relatar a vulnerabilidade. Recomenda-se que os usuários do binary-parser atualizem para a versão 2.3.0 e evitem passar valores controlados pelo usuário para os nomes dos campos do parser.

LastPass alerta sobre campanha de phishing ativa visando usuários

A LastPass emitiu um alerta sobre uma nova campanha de phishing que se apresenta como um aviso de manutenção do serviço de gerenciamento de senhas. Iniciada em 19 de janeiro de 2026, a campanha envia e-mails fraudulentos que solicitam aos usuários que façam um backup local de seus cofres de senhas em um prazo de 24 horas. Os e-mails possuem linhas de assunto como ‘Atualização da Infraestrutura LastPass: Proteja Seu Cofre Agora’ e ‘Importante: Manutenção LastPass e a Segurança do Seu Cofre’. Os usuários são direcionados a um site de phishing que imita o LastPass, com o objetivo de roubar suas senhas mestras. A empresa enfatiza que nunca solicitará a senha mestra dos usuários e está trabalhando com parceiros para desmantelar a infraestrutura maliciosa. A LastPass também compartilhou os endereços de e-mail dos remetentes dos e-mails fraudulentos, alertando os usuários a permanecerem vigilantes e a reportarem atividades suspeitas. Essa campanha é um exemplo clássico de engenharia social, utilizando a urgência como tática para enganar os usuários. Além disso, a LastPass já havia alertado anteriormente sobre uma campanha de roubo de informações que visava usuários do macOS da Apple, através de repositórios falsos no GitHub.

Malware VoidLink A Revolução da IA na Cibersegurança

O malware VoidLink, um sofisticado framework para Linux, foi desenvolvido com a ajuda de um modelo de inteligência artificial (IA), segundo a Check Point Research. Identificado como um dos primeiros exemplos de malware avançado gerado em grande parte por IA, o VoidLink possui mais de 88.000 linhas de código e foi projetado para acesso furtivo a ambientes em nuvem baseados em Linux. A análise sugere que um desenvolvedor experiente, possivelmente de origem chinesa, utilizou um agente de codificação chamado TRAE SOLO para acelerar o desenvolvimento, que levou menos de uma semana para criar um protótipo funcional. A pesquisa também revelou que a documentação interna do projeto, escrita em chinês, apresenta características típicas de conteúdo gerado por IA, como formatação consistente e detalhes meticulosos. Embora ainda não tenham sido observadas infecções reais, o desenvolvimento do VoidLink representa uma mudança significativa na forma como malware avançado pode ser criado, permitindo que indivíduos com menos recursos realizem ataques complexos de forma rápida e eficiente. Especialistas alertam que a IA está transformando a cibercriminalidade, tornando ferramentas sofisticadas acessíveis a qualquer um com um cartão de crédito.

Vulnerabilidades críticas no framework Chainlit expõem dados sensíveis

Recentemente, foram descobertas vulnerabilidades de alta severidade no framework de inteligência artificial Chainlit, que podem permitir que atacantes roubem dados sensíveis e realizem movimentos laterais dentro de organizações vulneráveis. Denominadas coletivamente de ChainLeak, as falhas incluem a CVE-2026-22218, uma vulnerabilidade de leitura arbitrária de arquivos, e a CVE-2026-22219, uma vulnerabilidade de Server-Side Request Forgery (SSRF). Ambas as falhas podem ser exploradas para acessar chaves de API e arquivos sensíveis, comprometendo a segurança de aplicações de IA. A Chainlit, que já foi baixada mais de 7,3 milhões de vezes, lançou uma correção para essas vulnerabilidades na versão 2.9.4, após a divulgação responsável em novembro de 2025. A Zafran Security alerta que a adoção rápida de frameworks de IA pode introduzir novas superfícies de ataque, tornando sistemas vulneráveis a classes de falhas conhecidas. Além disso, uma vulnerabilidade no servidor MarkItDown da Microsoft também foi divulgada, permitindo acesso não autorizado a recursos URI, o que pode resultar em escalonamento de privilégios e vazamento de dados.

Falha de segurança no Google Gemini permite roubo de dados via convites de calendário

Pesquisadores de segurança descobriram uma vulnerabilidade no Google Gemini que permite a execução de ataques de injeção de prompt através de convites do Google Calendar. Esse tipo de ataque ocorre quando um ator malicioso insere um comando oculto em uma mensagem aparentemente inofensiva. Ao receber um convite de calendário que contém esse comando, a vítima pode inadvertidamente permitir que o AI do Gemini execute ações que resultam na extração de dados sensíveis, como informações de reuniões privadas. O ataque é particularmente preocupante porque não requer interação direta do usuário, permitindo que os invasores acessem dados sem que a vítima perceba. A vulnerabilidade foi mitigada, reduzindo o risco imediato de exploração, mas destaca a necessidade de vigilância contínua em relação a novas técnicas de ataque que podem comprometer a segurança de dados em plataformas amplamente utilizadas. A pesquisa enfatiza a importância de educar os usuários sobre os riscos associados a interações com sistemas de IA e a necessidade de medidas de segurança robustas para proteger informações sensíveis.

Vulnerabilidade crítica no plugin ACF Extended do WordPress

Uma vulnerabilidade de gravidade crítica foi identificada no plugin ACF Extended para WordPress, que atualmente está ativo em cerca de 100.000 sites. A falha, registrada como CVE-2025-14533, permite que atacantes não autenticados obtenham permissões administrativas ao explorar a ação de formulário ‘Inserir Usuário / Atualizar Usuário’. Essa vulnerabilidade afeta as versões 0.9.2.1 e anteriores do plugin, que não impõem restrições de função durante a criação ou atualização de usuários. Mesmo que as configurações de campo estejam adequadas, a exploração é possível, permitindo que o papel do usuário seja definido arbitrariamente, inclusive como ‘administrador’. Embora a exploração dessa falha seja severa, ela só pode ser realizada em sites que utilizam explicitamente um formulário de ‘Criar Usuário’ ou ‘Atualizar Usuário’ com um campo de função mapeado. A vulnerabilidade foi descoberta pelo pesquisador de segurança Andrea Bocchetti e corrigida pelo fornecedor em 14 de dezembro de 2025. Apesar de ainda não haver relatos de ataques, atividades de reconhecimento em larga escala visando plugins vulneráveis foram observadas, o que indica um potencial risco para os sites que não atualizaram para a versão corrigida.

OpenAI implementa modelo de previsão de idade no ChatGPT

A OpenAI está lançando um novo modelo de previsão de idade no ChatGPT, com o objetivo de detectar a faixa etária dos usuários e aplicar restrições de segurança para prevenir o uso inadequado por adolescentes. A empresa busca evitar que conteúdos adultos ou potencialmente perigosos sejam acessados por usuários menores de 18 anos sem o consentimento dos pais. O modelo de detecção de idade analisa os tópicos abordados nas conversas e os horários de uso do ChatGPT para fazer suas previsões. No entanto, a OpenAI alerta que o sistema pode cometer erros, classificando erroneamente adultos como adolescentes. Para aqueles que forem identificados incorretamente, existe a opção de verificação de idade, que pode ser feita através do envio de uma selfie ao vivo e de um documento de identidade emitido pelo governo. Após a verificação, se confirmada a idade, as restrições adicionais serão removidas. Essa funcionalidade está sendo implementada globalmente e se aplicará automaticamente a todas as contas do ChatGPT. A OpenAI também garante que as informações enviadas para verificação serão excluídas em até sete dias após a confirmação da idade.

Google não planeja anúncios no Gemini, enquanto ChatGPT testa publicidade

Recentemente, a OpenAI começou a testar anúncios no ChatGPT nos Estados Unidos, tanto para usuários da conta gratuita quanto para assinantes do plano Go, que custa US$ 8 por mês. Em contraste, o CEO da Google DeepMind, Demis Hassabis, afirmou que o Gemini, a nova plataforma de inteligência artificial da Google, não terá anúncios por enquanto. Durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, Hassabis comentou que achou interessante a decisão da OpenAI de introduzir anúncios tão cedo, sugerindo que isso pode ser uma estratégia para aumentar a receita. O ChatGPT planeja implementar anúncios em breve, mas apenas para usuários gratuitos e do plano Go, enquanto as contas pagas, como Plus e Pro, permanecerão livres de publicidade. Os anúncios aparecerão apenas quando houver produtos ou serviços patrocinados relevantes ao tema da conversa, e os usuários poderão entender o motivo da exibição do anúncio e fornecer feedback. No entanto, não haverá anúncios em discussões sobre saúde, saúde mental ou política. Essa movimentação levanta questões sobre a monetização de plataformas de IA e suas implicações para os usuários e o mercado.

Navegador ChatGPT Atlas testa nova funcionalidade de vídeos

O navegador ChatGPT Atlas, baseado em Chromium, está testando uma nova funcionalidade chamada “Ações”, que permite ao ChatGPT entender vídeos, especialmente do YouTube. Com essa atualização, os usuários podem ver um botão de “Timestamps” que facilita a extração de informações temporais diretamente para a barra lateral do navegador. Essa integração permite que os usuários façam perguntas e recebam assistência sem precisar alternar entre abas, tornando a experiência de navegação mais fluida e interativa. Além disso, o Atlas pode lembrar o contexto das páginas visitadas, caso a opção de “memórias do navegador” esteja ativada, o que é útil para tarefas como comparação de anúncios de emprego. A nova atualização também trouxe melhorias na estabilidade e na usabilidade, corrigindo um bug que causava uso excessivo de memória e aprimorando as sugestões de perguntas quando a barra lateral do ChatGPT está fechada. A OpenAI planeja lançar o Atlas para Windows 11 em breve, ampliando ainda mais seu alcance. Essas inovações podem impactar a forma como os usuários interagem com informações online, mas não apresentam riscos diretos de segurança.

Falha no Google Gemini permite roubo de dados via Calendário

Pesquisadores da Miggo Security identificaram uma vulnerabilidade no Google Gemini que possibilita a injeção indireta de comandos maliciosos, utilizando o Calendário Google como vetor de ataque. Os criminosos criam um evento de calendário e, na descrição, inserem um prompt em linguagem natural que manipula a inteligência artificial do Gemini. Quando a vítima interage com o chatbot, fazendo perguntas sobre sua agenda, o sistema pode acabar extraindo dados privados e os repassando aos atacantes sem que o usuário perceba. Embora a Google já tenha corrigido a falha, o incidente ressalta os riscos associados ao uso de agentes de IA na automação de tarefas, especialmente quando lidam com informações sensíveis. Pesquisadores alertam que chatbots ainda não são totalmente seguros para gerenciar dados pessoais sem diretrizes rigorosas. Este caso destaca a necessidade de vigilância constante e de práticas de segurança robustas ao utilizar tecnologias de IA em ambientes corporativos.

Bloqueio do Pornhub nos EUA e França devido à verificação de idade

O Pornhub foi bloqueado em 23 estados dos EUA e na França em resposta a novas legislações que exigem a verificação de idade para acesso a conteúdos adultos. A empresa controladora, Aylo, decidiu retirar o site do ar em locais onde as leis foram implementadas, alegando que a forma como as legislações estão sendo executadas é ineficaz e coloca em risco a privacidade dos usuários. A legislação, que já foi aprovada em estados como Louisiana, Alabama e Texas, visa proteger menores de idade, mas o Pornhub argumenta que isso não impede o acesso a conteúdos impróprios, pois usuários estão migrando para sites piratas sem medidas de segurança. A União Europeia também está investigando a conformidade de sites pornográficos com a Lei de Serviços Digitais (DSA). A procuradora-geral do Missouri defendeu a lei, afirmando que a decisão do Pornhub de se retirar do mercado revela suas prioridades em relação à proteção de crianças. A situação levanta questões sobre a eficácia das legislações e os impactos na privacidade e segurança online.