Notícias de Cibersegurança

Notícias de Cibersegurança

Bem-vindo ao centro de notícias do BR Defense Center. Aqui você encontra as últimas notícias, análises e tendências em cibersegurança, com foco no cenário brasileiro e internacional.

Categorias

  • Ransomware: Ataques de sequestro de dados
  • Vulnerabilidades: Falhas de segurança e patches
  • Vazamento de Dados: Incidentes de exposição de dados
  • Phishing: Golpes e engenharia social
  • Malware: Análise de códigos maliciosos
  • Inteligência Artificial: IA aplicada à segurança
  • Cloud Security: Segurança em nuvem
  • Mobile Security: Segurança mobile
  • IoT Security: Segurança em IoT
  • Compliance: Regulamentações e conformidade

FBI alerta sobre uso de QR codes em ataques de phishing por grupo norte-coreano

O FBI divulgou um alerta sobre um novo vetor de ataque de phishing, denominado ‘quishing’, utilizado por atores de ameaça patrocinados pelo Estado norte-coreano, especificamente o grupo Kimsuky. Desde 2025, esses atacantes têm direcionado suas campanhas a instituições acadêmicas, think tanks e entidades governamentais dos EUA, utilizando códigos QR maliciosos em e-mails de spear-phishing. Essa técnica força as vítimas a transitar de dispositivos seguros para dispositivos móveis, que podem não ter a mesma proteção, permitindo que os atacantes contornem defesas tradicionais. O grupo Kimsuky, associado ao Bureau Geral de Reconhecimento da Coreia do Norte, tem um histórico de exploração de falhas em protocolos de autenticação de e-mail. O FBI observou várias tentativas de phishing em que os códigos QR levavam a questionários ou páginas falsas de login, visando roubar credenciais. O uso de QR codes em ataques de phishing representa um vetor de intrusão de identidade resistente à autenticação multifatorial, aumentando o risco para organizações que não monitoram adequadamente dispositivos móveis não gerenciados.

Novo malware Ghost Tap frauda compras NFC por aproximação com celular

Pesquisadores de segurança da Group-IB identificaram uma nova campanha de malware chamada Ghost Tap, que visa fraudar transações de pagamento por aproximação (NFC) sem a necessidade de acessar fisicamente o cartão bancário das vítimas. O malware se disfarça como aplicativos legítimos de pagamento ou serviços financeiros, permitindo que os atacantes realizem transações fraudulentas remotamente. As vítimas são geralmente convencidas a instalar o aplicativo malicioso por meio de técnicas de smishing e vishing. Uma vez instalado, o malware transmite os dados do cartão para um servidor controlado pelos golpistas, que completam as transações usando terminais de ponto de venda (POS) obtidos ilegalmente. Entre novembro de 2024 e agosto de 2025, aproximadamente R$ 1,9 milhão foram roubados através de um terminal POS promovido no Telegram. Grupos como TX-NFC e X-NFC estão envolvidos na venda do malware, que já resultou em prisões em vários países. Para combater essa ameaça, é essencial unir a educação do usuário com um monitoramento mais rigoroso das fraudes.

EUA suspendem apoio ao fórum global de cibersegurança

Os Estados Unidos decidiram suspender seu apoio ao Global Forum on Cyber Expertise (GFCE), um importante fórum global dedicado à cibersegurança. A decisão foi anunciada pelo presidente Donald Trump em uma ordem executiva que retirou o país de cerca de 66 agências internacionais, incluindo 31 vinculadas à ONU. O GFCE, que conta com a participação de mais de 100 países, tem como objetivo fortalecer a colaboração entre nações para enfrentar desafios de segurança digital, especialmente em um cenário onde as ameaças cibernéticas se tornam cada vez mais frequentes e sofisticadas, em parte devido ao avanço da inteligência artificial. Além do GFCE, os EUA também se retiraram do European Centre of Excellence for Countering Hybrid Threats (Hybrid CoE), que se concentra na análise e resposta a ameaças híbridas. A decisão reflete uma postura do governo americano de se distanciar de iniciativas que considera contrárias aos seus interesses, o que pode gerar preocupações sobre a eficácia da colaboração internacional em cibersegurança em um momento crítico para a proteção de dados e infraestruturas digitais.

Novo malware NodeCordRAT se disfarça em pacotes npm de bitcoin

Pesquisadores da Zscaler identificaram três pacotes npm maliciosos que distribuem um malware de acesso remoto chamado NodeCordRAT, disfarçado como bibliotecas relacionadas à criptomoeda Bitcoin. Os pacotes, bitcoin-main-lib, bitcoin-lib-js e bip40, foram removidos em novembro de 2025 após serem enviados por um usuário identificado como wenmoonx. Durante a instalação, os pacotes executam um script que instala o bip40, que contém o payload malicioso. O NodeCordRAT é um trojan que pode roubar dados sensíveis, como credenciais do Chrome e tokens de API, além de utilizar servidores do Discord para comunicação de comando e controle. O malware é capaz de executar comandos na máquina da vítima, tirar capturas de tela e enviar arquivos para o Discord. Embora os pacotes maliciosos tenham sido removidos, é essencial que os desenvolvedores permaneçam vigilantes ao baixar pacotes, verificando sua popularidade e comentários antes da instalação.

Sistema Escolar de Pell City sofre ataque de ransomware

O sistema escolar de Pell City, no Alabama, notificou os pais sobre uma violação de dados resultante de um ataque de ransomware ocorrido no final do ano passado. O superintendente Justin Burns afirmou que o sistema de informações dos alunos não foi afetado, mas dados foram roubados por um terceiro em um ‘incidente de segurança’. A gangue de cibercriminosos SafePay reivindicou a responsabilidade pela violação em dezembro de 2025, embora o distrito não tenha confirmado a alegação. Não foram divulgados detalhes sobre os dados comprometidos ou o valor do resgate exigido. O sistema escolar decidiu não pagar o resgate, conforme relatado pela WBRC. SafePay, que utiliza um esquema de dupla extorsão, já realizou 57 ataques confirmados, afetando diversas instituições educacionais. Em 2025, foram registrados 48 ataques de ransomware em escolas dos EUA, comprometendo mais de 3,8 milhões de registros. Os ataques a escolas podem não apenas roubar dados, mas também interromper operações diárias, colocando alunos e funcionários em risco de fraudes. O sistema escolar de Pell City é um distrito público que abrange várias instituições educacionais na região.

Novo trojan bancário Astaroth usa WhatsApp para se espalhar no Brasil

Pesquisadores de cibersegurança revelaram uma nova campanha que utiliza o WhatsApp como vetor de distribuição para um trojan bancário chamado Astaroth, visando usuários no Brasil. Denominada Boto Cor-de-Rosa pela Acronis Threat Research Unit, a campanha se destaca pelo uso de um módulo de worm em Python que coleta a lista de contatos do WhatsApp da vítima e envia mensagens maliciosas para cada um deles, facilitando a propagação do malware. O Astaroth, que opera desde 2015, é conhecido por roubar dados financeiros e tem se adaptado a novas táticas, como o uso do WhatsApp, uma plataforma amplamente utilizada no Brasil. A campanha atual, que começou em setembro de 2025, envolve o envio de arquivos ZIP contendo scripts que, ao serem extraídos, instalam o trojan. O malware não só propaga-se automaticamente, mas também monitora a atividade de navegação da vítima, ativando-se em sites bancários para roubar credenciais. A Acronis destacou que o autor do malware implementou um mecanismo para rastrear métricas de propagação em tempo real, aumentando a eficácia do ataque.

Hackers exploram vulnerabilidade em roteadores D-Link descontinuados

Cibercriminosos estão aproveitando uma vulnerabilidade crítica em roteadores D-Link de gateway DSL que não recebem suporte há anos. A falha, identificada como CVE-2026-0625, afeta o endpoint dnscfg.cgi devido à má sanitização em uma biblioteca CGI, permitindo a execução remota de códigos maliciosos. Os modelos afetados incluem DSL-526B, DSL-2640B, DSL-2740R e DSL-2780B, todos considerados ’end-of-life’ desde 2020, o que significa que não receberão mais atualizações de firmware ou patches de segurança. A D-Link recomenda que os usuários desses dispositivos os substituam por modelos mais novos. A empresa ainda investiga se outros produtos podem ser impactados pela falha. Embora não se saiba quais hackers estão explorando a vulnerabilidade, a maioria das configurações permite apenas acesso LAN a interfaces administrativas. A exploração da falha pode ocorrer através de ataques baseados em navegador ou mirando dispositivos configurados para administração remota. A situação é preocupante, pois a falta de suporte para esses dispositivos pode expor redes a riscos significativos.

Cuidado com o Boto novo golpe no WhatsApp seduz vítimas

Uma nova campanha de malware, chamada ‘Boto Cor-de-Rosa’, foi identificada por especialistas da Acronis, utilizando o WhatsApp como meio para disseminar um software malicioso com foco em roubo de dados financeiros. O golpe se inicia quando a vítima recebe uma mensagem com um arquivo ZIP infectado, disfarçado de solicitação amigável. A mensagem é elaborada com uma linguagem casual e adaptada ao horário local, aumentando a probabilidade de que a vítima clique no arquivo. Uma vez extraído, o malware instala um payload bancário e um módulo de propagação que coleta automaticamente os contatos da vítima, enviando o mesmo arquivo malicioso para eles. O malware também monitora seu desempenho em tempo real, registrando estatísticas sobre a disseminação. Embora a ameaça tenha sido bloqueada, especialistas alertam para a necessidade de cautela ao abrir arquivos não solicitados, mesmo que enviados por contatos conhecidos, pois podem ser a porta de entrada para o roubo de informações sigilosas.

Empresa engana hackers com 190 mil dados falsos e entrega tudo à polícia

A empresa de cibersegurança Resecurity implementou uma estratégia inovadora para combater o grupo de hackers ShinyHunters, que estava realizando ciberataques a companhias aéreas e agências policiais. Utilizando contas honeypot, que são perfis falsos criados para atrair criminosos digitais, a Resecurity simulou um banco de dados com mais de 190 mil registros falsos de transações financeiras e dados pessoais. O grupo ShinyHunters, acreditando que os dados eram legítimos, atacou a conta honeypot, realizando mais de 188 mil requisições em um curto período. A Resecurity monitorou as atividades e, ao final, enviou todas as informações coletadas para as autoridades policiais. Essa abordagem não apenas protegeu a empresa, mas também permitiu a identificação e rastreamento dos hackers, que deixaram rastros de seus endereços IP durante os ataques. A Resecurity nega que sua infraestrutura tenha sido comprometida, afirmando que o que foi roubado eram apenas dados falsos.

Roblox implementa verificação de idade obrigatória para chat globalmente

A Roblox Corporation anunciou a expansão de sua verificação de idade obrigatória para recursos de chat, incluindo voz e texto, em todas as regiões. A partir de agora, todos os usuários que desejam utilizar essas ferramentas sociais devem passar por um processo que envolve a digitalização facial para determinar seu grupo etário. Essa medida visa proteger usuários mais jovens de conteúdos inadequados e comportamentos predatórios, em um contexto de crescente regulamentação da internet. No entanto, especialistas em privacidade expressaram preocupações sobre os riscos associados à coleta de dados biométricos e documentos de identificação, que podem se tornar alvos para cibercriminosos. A Roblox afirma que a privacidade dos usuários é uma prioridade, mas a exigência de compartilhar informações sensíveis pode ser vista como um grande compromisso em termos de privacidade. Os usuários também têm a opção de contestar a estimativa de idade através de métodos alternativos, como verificação de identidade ou controles parentais. A medida levanta questões sobre a segurança dos dados e o potencial impacto de um possível vazamento de informações pessoais, considerando o grande número de usuários da plataforma.

Pacotes npm maliciosos distribuem malware NodeCordRAT

Pesquisadores de cibersegurança descobriram três pacotes npm maliciosos que visam distribuir um malware inédito chamado NodeCordRAT. Os pacotes, que foram removidos em novembro de 2025, são ‘bitcoin-main-lib’, ‘bitcoin-lib-js’ e ‘bip40’, todos enviados por um usuário identificado como ‘wenmoonx’. Os dois primeiros pacotes executam um script de pós-instalação que instala o pacote ‘bip40’, que contém o payload malicioso. O NodeCordRAT é um trojan de acesso remoto (RAT) que possui a capacidade de roubar credenciais do Google Chrome, tokens de API e frases-semente de carteiras de criptomoedas como a MetaMask. O malware utiliza servidores do Discord para comunicação de comando e controle, permitindo que o invasor execute comandos arbitrários, capture screenshots e exfiltre arquivos. A ameaça é considerada significativa, pois o ator por trás da campanha nomeou os pacotes de forma semelhante a repositórios legítimos do projeto bitcoinjs, o que pode enganar desenvolvedores. A Zscaler, empresa de cibersegurança que identificou a ameaça, alerta para a necessidade de vigilância em relação a pacotes npm e suas dependências.

Cisco corrige falha de segurança no Identity Services Engine

A Cisco lançou atualizações para corrigir uma vulnerabilidade de segurança de média gravidade no Identity Services Engine (ISE) e no ISE Passive Identity Connector (ISE-PIC), identificada como CVE-2026-20029, com uma pontuação CVSS de 4.9. Essa falha está relacionada ao recurso de licenciamento e pode permitir que um atacante remoto autenticado com privilégios administrativos acesse informações sensíveis. A vulnerabilidade decorre de uma análise inadequada de XML processada pela interface de gerenciamento baseada na web do Cisco ISE e do ISE-PIC. Um atacante poderia explorar essa falha ao fazer o upload de um arquivo malicioso para a aplicação, possibilitando a leitura de arquivos arbitrários do sistema operacional subjacente, o que deveria ser restrito até mesmo para administradores. A Cisco informou que não há soluções alternativas e que está ciente da disponibilidade de um código de prova de conceito (PoC) para a exploração da falha, embora não haja indícios de que tenha sido explorada ativamente. Além disso, a empresa também corrigiu outras duas vulnerabilidades de média gravidade relacionadas ao processamento de solicitações DCE/RPC, que poderiam permitir que um atacante remoto não autenticado causasse vazamento de informações ou reiniciasse o mecanismo de detecção Snort 3, afetando a disponibilidade.

Estado do Software Livre Confiável Riscos e Oportunidades

O relatório ‘The State of Trusted Open Source’, elaborado pela Chainguard, oferece uma visão abrangente sobre o uso de software livre nas organizações modernas e os riscos associados. A análise de mais de 1800 projetos de imagens de contêiner e 10.100 instâncias de vulnerabilidades revelou que a popularidade de um projeto não necessariamente se correlaciona com o risco. Por exemplo, 98% das vulnerabilidades encontradas estavam fora dos 20 projetos mais populares, indicando que a maior parte da carga de segurança está em imagens menos visíveis. Além disso, a conformidade com regulamentações, como o FIPS, tem impulsionado a adoção de software seguro, com 44% dos clientes da Chainguard utilizando imagens FIPS em produção. O relatório também destaca que a velocidade de remediação é crucial para construir confiança, com a Chainguard resolvendo vulnerabilidades críticas em menos de 20 horas, o que é significativamente mais rápido do que os padrões do setor. Esses dados são essenciais para que as empresas brasileiras compreendam a importância de manter a segurança em toda a sua infraestrutura de software livre, especialmente em um cenário onde a conformidade e a segurança são cada vez mais exigidas.

Novas ameaças cibernéticas e vulnerabilidades em 2025

O cenário de cibersegurança continua a evoluir rapidamente, com novos ataques e vulnerabilidades surgindo semanalmente. Um dos destaques foi a ação da empresa Resecurity, que armou uma armadilha para hackers do grupo Scattered LAPSUS$ Hunters, capturando suas tentativas de acesso a dados falsos. Durante um período de duas semanas, o grupo fez mais de 188 mil solicitações em busca de dados sintéticos, permitindo à Resecurity identificar e rastrear os atacantes.

Grupo de Ameaça UAT-7290 Foca em Espionagem na Ásia e Europa

O grupo de ameaças UAT-7290, vinculado à China, tem sido associado a intrusões focadas em espionagem contra entidades na Ásia do Sul e no Sudeste Europeu desde pelo menos 2022. De acordo com um relatório da Cisco Talos, a atividade deste ator é caracterizada por uma extensa fase de reconhecimento técnico das organizações-alvo antes de iniciar os ataques, que frequentemente resultam na implantação de malwares como RushDrop, DriveSwitch e SilentRaid.

CISA adiciona falhas de segurança críticas no Microsoft Office e HPE OneView

A Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA (CISA) incluiu duas vulnerabilidades críticas em seu catálogo de Vulnerabilidades Conhecidas Exploradas (KEV), afetando o Microsoft Office e o HPE OneView. A primeira, CVE-2009-0556, com uma pontuação CVSS de 8.8, é uma vulnerabilidade de injeção de código no PowerPoint que permite a execução remota de código por atacantes. A segunda, CVE-2025-37164, possui uma pontuação máxima de 10.0 e também permite a execução remota de código, afetando todas as versões do HPE OneView anteriores à versão 11.00. A HPE já disponibilizou correções para as versões afetadas. Embora a origem dos ataques ainda não esteja clara, a disponibilidade pública de um código de prova de conceito (PoC) para a CVE-2025-37164 aumenta o risco para as organizações que utilizam versões vulneráveis do software. A CISA recomenda que as agências federais apliquem as correções necessárias até 28 de janeiro de 2026 para proteger suas redes contra ameaças ativas.

OpenAI lança ChatGPT Health com foco em saúde e privacidade

A OpenAI anunciou o lançamento do ChatGPT Health, uma nova funcionalidade que permite aos usuários interagir com um chatbot sobre questões de saúde. Este espaço dedicado oferece a opção de conectar de forma segura registros médicos e aplicativos de bem-estar, como Apple Health e MyFitnessPal, para fornecer respostas personalizadas, conselhos nutricionais e sugestões de exercícios. A empresa enfatiza que o ChatGPT Health foi projetado para apoiar, e não substituir, cuidados médicos, e que as conversas são protegidas por criptografia e isolamento. Além disso, as interações na plataforma não são utilizadas para treinar modelos de IA da OpenAI. A nova funcionalidade está disponível para usuários fora da Área Econômica Europeia, Suíça e Reino Unido. A OpenAI também destacou que o modelo foi avaliado com base em padrões clínicos, visando garantir que ele atenda às necessidades reais dos usuários. No entanto, a empresa enfrenta críticas e processos judiciais relacionados a informações de saúde potencialmente prejudiciais fornecidas por suas ferramentas, levantando preocupações sobre a segurança e a confiabilidade das informações médicas geradas por IA.

Ataque ClickFix usa tela azul falsa do Windows para espalhar malware

Uma nova campanha de phishing, identificada em dezembro de 2025, está atacando o setor de hotelaria na Europa, utilizando uma falsa tela azul da morte do Windows para disseminar malware. Especialistas da Securonix alertam que os criminosos se disfarçam como hóspedes do Booking, enviando e-mails que simulam cancelamentos de reservas. Esses e-mails geram pânico nas vítimas ao prometer reembolsos altos, levando-as a clicar em links que direcionam a páginas fraudulentas. Uma vez na página falsa, um erro de carregamento é apresentado, incentivando o usuário a clicar em um botão de atualização. Nesse momento, a tela azul do Windows aparece, fazendo com que a vítima acredite que seu sistema está com problemas. O ataque ClickFix se concretiza quando a vítima é instruída a abrir a janela de ‘Executar’ e colar um comando malicioso, que instala um trojan de acesso remoto. Esse malware permite que os hackers controlem o dispositivo da vítima, roubando dados e comprometendo sistemas sem que a pessoa perceba. A falta de conhecimento sobre a tela azul da morte torna os usuários mais vulneráveis a esse tipo de golpe.

Polícia Militar tem dados sensíveis roubados por falha básica de segurança

Um recente incidente de cibersegurança revelou que a Polícia Militar do Brasil teve dados sensíveis comprometidos devido à falta de autenticação de dois fatores (2FA) em sistemas utilizados por diversas empresas. O hacker conhecido como Zestix, ou Sentap, explorou credenciais de nuvem comprometidas, obtidas através de malwares de infostealing, para acessar portais de compartilhamento de arquivos. Entre as 50 empresas afetadas, estavam organizações de setores críticos, como saúde e aviação, com dados sendo vendidos por milhões de reais em bitcoin. O caso da Maida Health, que teve 2,3 TB de dados vazados, destaca a gravidade do problema, evidenciando a necessidade urgente de implementar medidas de segurança robustas, como o 2FA, para proteger informações sensíveis. O relatório da Hudson Rock, que analisou o incidente, enfatiza que a maioria das empresas invadidas não havia adotado a autenticação multifatorial, permitindo que os hackers utilizassem senhas vazadas sem a necessidade de ataques mais complexos. Este incidente serve como um alerta para a importância de fortalecer a segurança cibernética em todas as organizações.

Cuidado no Discord novo malware rouba dados e burla antivírus

Uma nova ameaça de cibersegurança, conhecida como VVS Stealer, foi identificada como um malware que utiliza técnicas avançadas de ofuscamento para roubar dados sensíveis de usuários do Discord. Desenvolvido em Python, o VVS Stealer é distribuído como um pacote PyInstaller, o que permite sua execução sem dependências adicionais. O malware é capaz de se esconder no sistema da vítima, copiando seu código para a pasta de inicialização do Windows e utilizando mensagens de erro falsas para evitar detecção. Além de focar no Discord, ele também coleta informações de navegadores baseados em Chromium e Firefox, como senhas e cookies, comprimindo esses dados em arquivos ZIP. O uso de Pyarmor, uma ferramenta legítima, para proteger o código do malware dificulta a análise por antivírus. A Unit 42 da Palo Alto Networks, que estuda a ameaça, alerta que o malware faz requisições a APIs do Discord para coletar dados do usuário sem necessidade de autenticação. O VVS Stealer está em desenvolvimento ativo desde abril de 2025 e é comercializado em plataformas como o Telegram. Os especialistas recomendam que as plataformas monitorem o roubo de credenciais para evitar incidentes semelhantes.

Operação contra Maduro ataque hacker pode ter causado apagão na Venezuela

A recente operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro pode ter envolvido recursos cibernéticos, conforme sugerido por declarações do ex-presidente Donald Trump. Durante uma coletiva, Trump mencionou que ‘uma certa expertise’ foi utilizada, o que levantou especulações sobre a atuação do Comando Cibernético dos EUA. Especialistas, no entanto, alertam que a conexão entre a operação e um ciberataque ainda é incerta. A NetBlocks, uma rede de monitoramento, registrou perda de conexão de internet em Caracas durante a ação, mas seu diretor, Alp Toker, afirmou que isso não necessariamente indica um ataque cibernético, podendo ser resultado de explosões. O histórico dos EUA em operações cibernéticas, como o ataque ao programa nuclear do Irã em 2010, alimenta desconfianças sobre a possibilidade de um ciberataque. O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, confirmou que houve uma ‘sobreposição’ de medidas para facilitar a operação, mas não forneceu detalhes sobre a atuação das agências envolvidas.

Campanha de phishing finge mensagens internas - saiba mais

Uma nova campanha de phishing está utilizando servidores de e-mail mal configurados para enganar vítimas, fazendo com que mensagens fraudulentas pareçam legítimas. De acordo com um relatório da Microsoft, os atacantes estão explorando falhas na configuração de segurança de e-mails, como SPF, DKIM e DMARC, que normalmente verificam a autenticidade das mensagens. Quando esses sistemas não são rigorosamente aplicados, os criminosos conseguem enviar e-mails que parecem vir de domínios internos da empresa, aumentando a probabilidade de que os funcionários caiam no golpe.

Funcionários não humanos o futuro da cibersegurança

O artigo destaca a crescente importância das Identidades Não Humanas (NHIs) na cibersegurança, à medida que as empresas adotam Inteligência Artificial (IA) e automação em nuvem. Com 51% dos profissionais reconhecendo que a segurança das NHIs é tão crucial quanto a das contas humanas, a falta de visibilidade e supervisão sobre essas identidades representa um risco significativo. NHIs, como bots e contas de serviço, frequentemente têm acesso amplo e permanente a sistemas sensíveis, tornando-se alvos atraentes para cibercriminosos. Para mitigar esses riscos, as organizações devem implementar estratégias modernas de segurança, incluindo princípios de zero-trust, acesso com privilégios mínimos e rotação automatizada de credenciais. O gerenciamento adequado de segredos, como chaves de API e credenciais SSH, é essencial para evitar vulnerabilidades. O artigo conclui que, à medida que a infraestrutura das empresas se torna mais automatizada, as NHIs devem ser tratadas como identidades de primeira classe, com monitoramento contínuo e acesso controlado, para proteger dados e sistemas críticos.

Gangue Black Cat realiza campanha de SEO para roubo de dados

A gangue de cibercrime conhecida como Black Cat está por trás de uma campanha de envenenamento de SEO que utiliza sites fraudulentos para enganar usuários a baixarem um backdoor capaz de roubar dados sensíveis. Segundo um relatório do CNCERT/CC e da ThreatBook, a estratégia envolve posicionar sites falsos no topo dos resultados de busca em motores como o Bing, visando usuários que procuram por softwares populares como Google Chrome e Notepad++. Ao acessar essas páginas de phishing, os usuários são levados a baixar pacotes de instalação que contêm programas maliciosos. Uma vez instalado, o malware cria uma porta dos fundos no sistema, permitindo que os atacantes acessem informações privadas. A gangue está ativa desde 2022 e, em 2023, teria roubado cerca de $160.000 em criptomoedas. Recentemente, cerca de 277.800 dispositivos foram comprometidos na China, com um pico de 62.167 máquinas comprometidas em um único dia. Para se proteger, os usuários devem evitar clicar em links de fontes desconhecidas e utilizar apenas fontes confiáveis para downloads.

Extensões de download de vídeo escondem malware que espiona usuários

O grupo hacker DarkSpectre, conhecido por suas campanhas maliciosas, lançou uma nova iniciativa chamada Zoom Stealer, que já afetou mais de 2,2 milhões de usuários dos navegadores Google Chrome, Microsoft Edge e Mozilla Firefox. De acordo com a Koi Security, os ataques, que têm origem na China, também incluem as campanhas ShadyPanda e GhostPoster, totalizando mais de 8,8 milhões de vítimas ao longo de sete anos.

As extensões comprometidas, como New Tab - Customized Dashboard e várias ferramentas de download de vídeo, foram projetadas para parecer inofensivas, mas na verdade, escondem códigos maliciosos que podem roubar dados sensíveis, como credenciais de acesso e informações de reuniões online. O ataque Zoom Stealer, em particular, foca no roubo de dados de plataformas de videoconferência, utilizando conexões WebSocket para coletar informações em tempo real.

WhatsApp corrige problema de privacidade antigo de forma silenciosa

O WhatsApp, um dos aplicativos de comunicação mais populares do mundo, corrigiu recentemente uma vulnerabilidade relacionada ao fingerprinting, que permitia a cibercriminosos identificar o dispositivo utilizado pelos usuários. Apesar da criptografia de ponta a ponta (E2EE) que protege a comunicação, falhas no design do aplicativo possibilitavam que hackers descobrissem informações sensíveis, como o sistema operacional do dispositivo. A correção foi implementada de forma silenciosa e incompleta, afetando inicialmente apenas a lógica de encriptação no Android, que agora se tornou randômica, dificultando a identificação do dispositivo. No entanto, outras plataformas ainda não receberam atualizações semelhantes, o que mantém a possibilidade de identificação. Pesquisadores de segurança, como Tal Be’ery, já haviam alertado sobre essa falha anteriormente, mas a Meta, empresa responsável pelo WhatsApp, não reconheceu a gravidade do problema. A falta de transparência e reconhecimento por parte da empresa em relação aos pesquisadores que reportaram a vulnerabilidade levanta preocupações sobre a privacidade dos usuários e a responsabilidade da plataforma em garantir a segurança de seus dados.

Suas milhas de viagens aéreas podem estar à venda na dark web

Um estudo realizado pela NordVPN em parceria com a Saily revelou que milhares de contas de programas de fidelidade de companhias aéreas estão sendo comercializadas na dark web. O roubo de dados, que ocorreu ao longo dos últimos cinco anos, envolve informações de clientes de companhias aéreas como American Airlines, Southwest, Emirates, United, Alaska e Delta, que representam 54% dos perfis vazados. Os criminosos vendem as milhas acumuladas a preços que variam de US$ 0,75 a US$ 200, permitindo que eles reservem voos gratuitamente usando as informações legítimas das vítimas. Além disso, o estudo também identificou que dados de redes hoteleiras, como Hilton, Marriott e IHG, estão sendo vendidos, com informações pessoais de hóspedes, incluindo contas de fidelidade e números de passaporte, com valores que podem chegar a US$ 3 mil. Essa situação levanta preocupações sobre a segurança dos dados dos consumidores e a necessidade de medidas de proteção mais rigorosas.

Brasil é o principal alvo de vírus pré-instalado em TV Box Android

A empresa de cibersegurança Synthient revelou a descoberta da botnet Kimwolf, que já comprometeu mais de 2 milhões de dispositivos Android, especialmente TV boxes, no Brasil e em outros países. A botnet, que se conecta a redes proxy residenciais, é uma evolução da botnet Aisuru, que anteriormente havia invadido 1,8 milhões de aparelhos. A Kimwolf utiliza técnicas avançadas de encriptação e comunicação, como DNS sobre TLS e EtherHiding, para evitar detecções e desmantelamentos. Os cibercriminosos monetizam as infecções por meio da venda de SDKs e revenda de banda larga, além de permitir o preenchimento de credenciais em massa. A maioria das infecções foi observada em países como Brasil, Índia, Arábia Saudita e Vietnã. A Synthient recomenda que provedores de proxy bloqueiem portas arriscadas e que usuários verifiquem e destruam dispositivos infectados.

Gulshan Management Services confirma vazamento de dados de 377 mil pessoas

A Gulshan Management Services (GMS), que opera cerca de 150 postos de gasolina no Texas, notificou 377.082 pessoas sobre um vazamento de dados ocorrido em setembro de 2025. O incidente, resultante de um ataque de phishing bem-sucedido, comprometeu informações sensíveis, incluindo nomes, números de Seguro Social, dados de cartões de crédito e débito, números de carteira de motorista e informações de contato. A empresa descobriu a invasão em 27 de setembro, após uma investigação que revelou que o acesso não autorizado ocorreu em 17 de setembro. Além de acessar servidores que armazenavam dados pessoais, o atacante implantou um software malicioso que criptografou partes da rede da GMS. A empresa está oferecendo monitoramento de identidade gratuito para as vítimas e enfrenta várias ações judiciais coletivas em decorrência do vazamento. Este ataque é considerado o quinto maior do ano em termos de registros comprometidos, com um total de 325 ataques de ransomware registrados em 2025 nos EUA, afetando mais de 25,9 milhões de registros pessoais.

Atualizações de segurança da Veeam corrigem falhas críticas em software

A Veeam lançou atualizações de segurança para seu software Backup & Replication, abordando múltiplas vulnerabilidades, incluindo uma falha crítica que pode permitir a execução remota de código (RCE). A vulnerabilidade, identificada como CVE-2025-59470, possui uma pontuação CVSS de 9.0 e permite que operadores de backup ou fita executem código malicioso como o usuário postgres ao enviar parâmetros manipulados. Os papéis de Backup e Tape Operator são considerados altamente privilegiados, o que aumenta o risco de exploração. Além dessa falha, outras três vulnerabilidades foram identificadas, com pontuações CVSS variando de 6.7 a 7.2, todas afetando versões do Backup & Replication 13.0.1.180 e anteriores. A Veeam recomenda que os usuários apliquem as correções imediatamente, embora não haja relatos de exploração ativa das falhas. A empresa classifica a gravidade da vulnerabilidade como alta, enfatizando a importância de seguir as diretrizes de segurança recomendadas para mitigar riscos.

Falha crítica de segurança na plataforma n8n pode permitir execução remota de código

A plataforma de automação de fluxo de trabalho de código aberto n8n alertou sobre uma vulnerabilidade de segurança de alta severidade, identificada como CVE-2026-21877, que pode permitir a execução remota de código (RCE) por usuários autenticados. Avaliada com a pontuação máxima de 10.0 no sistema CVSS, a falha pode resultar na total comprometimento da instância afetada. Tanto as implementações auto-hospedadas quanto as instâncias na nuvem da n8n estão vulneráveis. A vulnerabilidade foi corrigida na versão 1.121.3, lançada em novembro de 2025, e os usuários são aconselhados a atualizar imediatamente. Caso a atualização não seja viável, recomenda-se desabilitar o nó Git e restringir o acesso a usuários não confiáveis. Essa divulgação ocorre em um contexto onde a n8n já havia abordado outras falhas críticas, como CVE-2025-68613 e CVE-2025-68668, que também poderiam levar à execução de código sob certas condições. A descoberta foi feita pelo pesquisador de segurança Théo Lelasseux.

Equipes de segurança ainda capturam malware, mas o que não capturam?

As equipes de segurança estão enfrentando um novo desafio na detecção de malware, pois muitos ataques modernos não se manifestam mais como arquivos ou binários que acionam alertas tradicionais. Em vez disso, os invasores utilizam ferramentas já existentes no ambiente, como scripts, acesso remoto e fluxos de trabalho de desenvolvedores, criando assim um ponto cego nas defesas. O artigo destaca a importância de uma nova abordagem para identificar táticas ocultas, como os ataques ‘Living off the Land’, que utilizam ferramentas confiáveis do sistema, e os ataques de reassemblagem ‘Last Mile’, que empregam HTML e JavaScript ofuscados para executar lógica maliciosa sem um payload claro. Além disso, a segurança em ambientes de desenvolvimento, como pipelines CI/CD, é crítica, pois dependem de tráfego criptografado, permitindo que códigos maliciosos passem despercebidos. O webinar proposto pela equipe da Zscaler Internet Access abordará como a inspeção nativa em nuvem, análise de comportamento e design de zero-trust podem ajudar a expor esses caminhos de ataque ocultos antes que atinjam os usuários ou sistemas de produção. Essa discussão é especialmente relevante para equipes de SOC, líderes de TI e arquitetos de segurança que buscam fechar lacunas sem comprometer a agilidade dos negócios.

Vulnerabilidade crítica no n8n permite controle total por atacantes

Pesquisadores de cibersegurança revelaram uma vulnerabilidade de gravidade máxima na plataforma de automação de fluxos de trabalho n8n, identificada como CVE-2026-21858, com uma pontuação CVSS de 10.0. Descoberta por Dor Attias, a falha permite que atacantes remotos não autenticados obtenham controle total sobre instâncias vulneráveis. A vulnerabilidade explora uma falha de confusão no cabeçalho ‘Content-Type’, permitindo que um invasor acesse arquivos sensíveis no servidor e execute comandos arbitrários. Essa falha afeta todas as versões do n8n até a 1.65.0 e foi corrigida na versão 1.121.0, lançada em 18 de novembro de 2025. Nos últimos dias, o n8n também divulgou outras três vulnerabilidades críticas, aumentando a preocupação com a segurança da plataforma. A recomendação é que os usuários atualizem para a versão corrigida imediatamente e evitem expor o n8n à internet sem autenticação adequada. A gravidade da falha destaca a necessidade de uma abordagem proativa em cibersegurança, especialmente em ambientes que utilizam automação de fluxos de trabalho.

Rainbow Six Siege X sofre segundo ataque hacker em menos de 30 dias

O jogo online Rainbow Six Siege X, da Ubisoft, foi alvo de um segundo ataque hacker em menos de 30 dias, resultando em falsos avisos de banimento e mensagens alteradas nos servidores. Durante o incidente, streamers relataram que mensagens de banimento, que pareciam oficiais, apareciam durante suas transmissões ao vivo, gerando confusão entre os jogadores. A Ubisoft confirmou que as mensagens de banimento recebidas entre as 13h e 17h do dia 4 de janeiro eram falsas e pediu que os jogadores as ignorassem. Além disso, notificações de denúncias foram alteradas, apresentando textos aleatórios e referências a músicas. A empresa desativou temporariamente a faixa azul de avisos de eSports para evitar a disseminação de informações não oficiais. Apesar dos ataques, a Ubisoft assegurou que não houve comprometimento de dados pessoais ou do código-fonte do jogo. A situação destaca a vulnerabilidade dos sistemas de jogos online e a necessidade de medidas de segurança mais robustas para proteger a integridade das plataformas e a experiência dos usuários.

Vulnerabilidade crítica em roteadores D-Link pode ser explorada

Uma nova vulnerabilidade crítica, identificada como CVE-2026-0625, foi descoberta em roteadores DSL da D-Link, com um alto índice de severidade de 9.3 no CVSS. Essa falha, que se refere a uma injeção de comandos no endpoint ‘dnscfg.cgi’, permite que atacantes remotos não autenticados injetem e executem comandos de shell arbitrários, resultando em execução remota de código. Os modelos afetados incluem DSL-2740R, DSL-2640B, DSL-2780B e DSL-526B, todos com status de fim de vida desde 2020. A D-Link está investigando a situação após um alerta da VulnCheck em dezembro de 2025, mas a identificação precisa dos modelos afetados é complexa devido a variações de firmware. A exploração ativa dessa vulnerabilidade foi registrada em novembro de 2025, e a empresa recomenda que os proprietários de dispositivos afetados considerem a substituição por modelos que recebam atualizações regulares de firmware e segurança. A falha expõe um mecanismo de configuração DNS que já foi utilizado em campanhas de sequestro de DNS em larga escala, permitindo que atacantes alterem silenciosamente as entradas de DNS, comprometendo a segurança de toda a rede conectada ao roteador.

Repositório clandestino Annas Archive perde domínio .org

O repositório digital clandestino Anna’s Archive, que oferece acesso a livros e artigos pirateados, perdeu seu domínio principal, annas-archive.org, após ser colocado em status de ‘serverHold’. Essa ação é frequentemente associada a ordens judiciais e é incomum para domínios .org, que são geralmente utilizados por organizações sem fins lucrativos. O site, que surgiu em 2022 após a desativação da Z-Library, tem como objetivo fornecer acesso gratuito a informações e também auxilia pesquisadores de inteligência artificial no treinamento de modelos de linguagem. Recentemente, a plataforma anunciou ter feito um backup de 300TB do Spotify, liberando o conteúdo gradualmente. Apesar da suspensão do domínio, a organização afirmou que o site continua operando em domínios alternativos, como .li e .se. A situação levanta questões sobre a legalidade e a ética do compartilhamento de conteúdo protegido por direitos autorais, especialmente em um contexto onde os detentores de direitos têm tomado medidas legais contra a plataforma.

Extensão do Claude para Chrome pode expor dados de usuários

Especialistas da Zenity Labs alertaram sobre uma nova extensão do Claude, assistente de IA da Anthropic, que opera no Google Chrome e pode expor dados pessoais dos usuários a riscos de segurança. A extensão, que foi lançada em versão beta, permite que a ferramenta interaja com outros sites sem supervisão humana, o que significa que, uma vez instalada, ela pode navegar e realizar ações em plataformas como Google Drive e Slack como se fosse o próprio usuário. Isso levanta preocupações sobre a segurança, pois a extensão permanece conectada continuamente, sem a possibilidade de ser desativada manualmente. Os pesquisadores observaram que a extensão pode acessar informações sensíveis, como tokens de login, e realizar ações prejudiciais, como excluir e-mails ou modificar arquivos, sem o conhecimento do usuário. Além disso, a proteção básica do Claude, que solicita permissão do usuário antes de realizar ações, falha em impedir essas atividades, levando a um cenário de ‘fadiga de aprovação’, onde os usuários clicam em ‘OK’ sem verificar as ações da IA. Essa situação destaca a necessidade urgente de uma revisão das práticas de segurança em relação a extensões de navegador e ferramentas de IA.

Um dos maiores provedores de banda larga dos EUA investiga violação

A Brightspeed, uma das principais empresas de fibra óptica nos Estados Unidos, está investigando uma possível violação de dados que pode ter afetado mais de um milhão de clientes. O grupo de hackers conhecido como Crimson Collective afirmou ter roubado informações pessoais identificáveis (PII) de clientes, incluindo nomes, endereços de e-mail, números de telefone e dados de pagamento parciais. Embora a Brightspeed não tenha confirmado a violação, a empresa declarou que está levando a sério a segurança de suas redes e está monitorando a situação. O ataque foi anunciado pelo Crimson Collective em seu canal no Telegram, onde alertaram que liberariam amostras dos dados roubados caso a empresa não respondesse rapidamente. A Brightspeed, com sede em Charlotte, Carolina do Norte, opera em 20 estados e atende milhões de residências, tendo sido formada em 2022 após a aquisição de ativos da Lumen Technologies. A empresa tem como objetivo expandir sua rede de fibra para mais de cinco milhões de locais, o que a torna um alvo potencial para ataques cibernéticos.

Vulnerabilidade crítica em extensão de rede TOTOLINK EX200

O CERT Coordination Center (CERT/CC) divulgou uma falha de segurança não corrigida que afeta o extensor de rede sem fio TOTOLINK EX200. A vulnerabilidade, identificada como CVE-2025-65606, permite que um atacante autenticado obtenha controle total do dispositivo. A falha está relacionada à lógica de tratamento de erros no upload de firmware, que pode levar à ativação de um serviço telnet com privilégios de root sem autenticação. Para explorar essa vulnerabilidade, o atacante precisa estar autenticado na interface de gerenciamento web do dispositivo. O CERT/CC alerta que a TOTOLINK não lançou patches para corrigir a falha e que o produto não está mais sendo mantido ativamente, com a última atualização de firmware ocorrendo em fevereiro de 2023. Em vista da falta de uma solução, os usuários são aconselhados a restringir o acesso administrativo a redes confiáveis e monitorar atividades anômalas.

Extensões maliciosas no Chrome comprometem dados de usuários

Pesquisadores de cibersegurança identificaram duas extensões maliciosas na Chrome Web Store que visam exfiltrar conversas do OpenAI ChatGPT e DeepSeek, além de dados de navegação, para servidores controlados por atacantes. As extensões, chamadas ‘Chat GPT for Chrome com GPT-5, Claude Sonnet & DeepSeek AI’ e ‘AI Sidebar com Deepseek, ChatGPT, Claude, e mais’, possuem juntas mais de 900 mil usuários. Elas solicitam permissões para coletar dados de navegação sob o pretexto de melhorar a experiência do usuário, mas na verdade, capturam conversas e URLs de abas abertas a cada 30 minutos. O uso de extensões de navegador para roubar dados de conversas com IA foi denominado ‘Prompt Poaching’. As extensões maliciosas se disfarçam como uma extensão legítima, mas uma vez instaladas, começam a extrair informações sensíveis, que podem ser utilizadas para espionagem corporativa, roubo de identidade e campanhas de phishing. A situação é alarmante, pois as extensões ainda estão disponíveis para download, e a instalação pode resultar em sérias consequências para a privacidade dos usuários e das empresas. A recomendação é que os usuários removam essas extensões e evitem instalar ferramentas de fontes desconhecidas.

Aumento de VPNs e aplicativos de segurança na Venezuela após ações dos EUA

Após a captura e deposição do presidente Nicolás Maduro, a Venezuela viu um aumento significativo no uso de VPNs, proxies e carteiras digitais. O clima de insegurança gerado pela invasão estadunidense levou os cidadãos a buscarem formas de proteger suas comunicações e transações financeiras, especialmente em relação a criptomoedas. De acordo com dados da SimilarWeb e Appfigures, o volume de downloads de aplicativos de segurança cresceu exponencialmente, com destaque para o LatLon VPN e ThetaProxy no Android, e Proton VPN e X (antigo Twitter) no iOS. Essa busca por privacidade e acesso à informação não é nova, pois o país já enfrenta restrições de internet há anos, com bloqueios a serviços de DNS e plataformas como TikTok. O aumento no uso de tecnologias de evasão de censura reflete a necessidade urgente dos venezuelanos de contornar a censura e garantir a segurança em um ambiente digital cada vez mais hostil.

Hacker invade Agência Espacial Europeia e vaza 200GB de dados

Um hacker conhecido pelo pseudônimo 888 invadiu a Agência Espacial Europeia (ESA) e vazou 200GB de dados internos, incluindo informações sensíveis sobre desenvolvimentos e documentações. A invasão ocorreu em 18 de dezembro de 2025, e o hacker anunciou a venda dos dados em fóruns da dark web, apresentando capturas de tela como prova da violação. Os arquivos expostos incluem repositórios do Bitbucket, credenciais de acesso, configurações de servidores e documentação técnica de empresas parceiras como Thales Alenia Space e Airbus Defence and Space. A natureza dos dados sugere que a invasão pode ter comprometido códigos-fonte, pipelines de integração e credenciais que podem facilitar ataques futuros, como espionagem e abuso de cadeia de suprimentos. A ESA está atualmente investigando o incidente, que representa um risco significativo para a segurança da informação e a integridade de seus projetos em desenvolvimento.

Mercados chineses na dark web usam Telegram para transações ilegais de criptomoeda

Um novo relatório da Elliptic revela que grupos de golpistas chineses, como Tudou Guarantee e Xinbi Guarantee, estão utilizando o Telegram para facilitar transações ilegais de criptomoedas, totalizando cerca de US$ 2 bilhões mensais. Esses grupos estão envolvidos em atividades como lavagem de dinheiro, venda de ferramentas para roubo de dados e criação de sites de investimento fraudulentos. Além disso, eles comercializam serviços de deepfake e estão associados a crimes graves, incluindo tráfico humano e prostituição de menores. O Telegram, apesar de ter tentado barrar essas operações, não está mais se movendo para banir esses grupos, alegando que a plataforma oferece uma alternativa para a liberdade financeira em meio ao controle de capital na China. Essa situação levanta preocupações significativas sobre a segurança cibernética, já que a Elliptic identificou mais de 30 mercados clandestinos ativos, destacando a gravidade do problema e a necessidade de vigilância contínua por parte das autoridades e empresas de segurança.

Museu da Baía de Chesapeake notifica vazamento de dados em 2024

O Chesapeake Bay Maritime Museum (CBMM) notificou 5.181 pessoas sobre um vazamento de dados ocorrido em agosto de 2024, conforme informações divulgadas pelo procurador-geral do Maine. O incidente comprometeu nomes, números de Seguro Social e informações financeiras dos afetados. O grupo de ransomware ‘Helldown’ reivindicou a responsabilidade pelo ataque, publicando imagens de documentos supostamente roubados do museu, incluindo faturas e contratos. O CBMM não confirmou se pagou o resgate exigido ou como a invasão ocorreu, e a notificação aos afetados demorou mais de um ano. O museu ofereceu 12 meses de monitoramento de crédito gratuito aos afetados. Helldown, um grupo de ransomware pouco conhecido, já havia listado 33 ataques em seu site de vazamento de dados, afetando organizações na Suíça, Alemanha e EUA. Os ataques de ransomware são uma preocupação crescente, com 884 incidentes confirmados nos EUA em 2024, destacando a necessidade de vigilância e proteção adequadas para evitar tais brechas.

Risco de Segurança em Extensões do VS Code Aumenta com AI

Pesquisadores de segurança da Koi alertaram sobre um risco significativo em forks populares do Microsoft Visual Studio Code (VS Code), como Cursor e Windsurf. Esses ambientes de desenvolvimento integrados (IDEs) recomendam extensões que não estão registradas no Open VSX, o que pode permitir que atacantes publiquem pacotes maliciosos sob esses nomes. A recomendação de extensões pode ocorrer de duas formas: notificações quando arquivos específicos são abertos ou sugestões baseadas em programas já instalados. O problema é que as extensões recomendadas não existem no Open VSX, e qualquer um pode registrar esses nomes e carregar o que quiser. Um exemplo é a extensão PostgreSQL, que atraiu mais de 500 instalações, levando a um risco de roubo de dados sensíveis. Após a divulgação responsável, algumas plataformas já implementaram correções, e o Eclipse Foundation removeu contribuições não oficiais do Open VSX. Este incidente destaca a necessidade de cautela ao baixar pacotes e a importância de verificar a origem das extensões recomendadas.

Campanha PHALTBLYX usa iscas de BSoD para atacar setor hoteleiro europeu

Pesquisadores de cibersegurança revelaram detalhes sobre a campanha PHALT#BLYX, que utiliza iscas no estilo ClickFix para enganar vítimas com falsas mensagens de erro de tela azul da morte (BSoD). O alvo principal são organizações do setor hoteleiro na Europa, com o objetivo de instalar um trojan de acesso remoto conhecido como DCRat. A campanha foi detectada no final de dezembro de 2025 e começa com um e-mail de phishing que se disfarça como uma notificação de cancelamento de reserva do Booking.com. Ao clicar em um link para um site falso, as vítimas são levadas a uma página que simula um BSoD, onde são instruídas a executar comandos maliciosos em PowerShell. Isso resulta na execução de um arquivo MSBuild que baixa e executa o DCRat, que pode roubar informações sensíveis e executar comandos arbitrários. A campanha destaca o uso de técnicas de living-off-the-land, abusando de binários de sistema confiáveis para evitar detecções de segurança. A presença de detalhes em euros e o uso da língua russa no código indicam que o ataque é direcionado a organizações europeias, possivelmente ligadas a atores de ameaças russos.

Vulnerabilidade crítica no pacote npm adonisjsbodyparser

Usuários do pacote npm ‘@adonisjs/bodyparser’ são alertados para atualizar para a versão mais recente após a descoberta de uma vulnerabilidade crítica de segurança, identificada como CVE-2026-21440, com uma pontuação CVSS de 9.2. Essa falha é um problema de travessia de caminho que afeta o mecanismo de manipulação de arquivos multipart do AdonisJS, um framework Node.js utilizado para desenvolver aplicações web e servidores de API com TypeScript. A vulnerabilidade permite que um atacante remoto escreva arquivos arbitrários no servidor, caso consiga explorar um endpoint de upload acessível. O problema reside na função ‘MultipartFile.move(location, options)’, onde a falta de sanitização do nome do arquivo pode permitir que um invasor forneça um nome de arquivo malicioso, levando a uma possível execução remota de código (RCE). A falha foi corrigida nas versões 10.1.2 e 11.0.0-next.6. Além disso, uma vulnerabilidade semelhante foi identificada no pacote jsPDF, também com uma pontuação CVSS de 9.2, que permite a leitura de arquivos arbitrários no sistema de arquivos local. As correções para ambas as vulnerabilidades foram lançadas recentemente, e os desenvolvedores são aconselhados a aplicar as atualizações imediatamente.

Vulnerabilidade crítica no n8n permite execução de comandos remotos

Uma nova vulnerabilidade crítica foi descoberta na plataforma de automação de workflows n8n, permitindo que um atacante autenticado execute comandos arbitrários no sistema subjacente. Identificada como CVE-2025-68668, a falha apresenta uma pontuação de 9.9 no sistema de pontuação CVSS e é classificada como uma falha no mecanismo de proteção. A vulnerabilidade afeta as versões do n8n de 1.0.0 até, mas não incluindo, 2.0.0. Um usuário autenticado com permissão para criar ou modificar workflows pode explorar essa falha para executar comandos no sistema operacional onde o n8n está rodando. A n8n já lançou a versão 2.0.0, que corrige o problema. Para mitigar a vulnerabilidade, a n8n recomenda desabilitar o Code Node e a execução de Python, além de configurar o uso de um sandbox baseado em task runner. Essa falha se junta a outra vulnerabilidade crítica recentemente divulgada, CVE-2025-68613, que também permite a execução de código arbitrário em certas circunstâncias.

Disney pagará US 10 milhões por violar privacidade infantil

A Disney foi condenada a pagar uma multa de US$ 10 milhões por violar a Children’s Online Privacy Protection Act (COPPA), uma legislação dos Estados Unidos que protege a privacidade de crianças na internet. O caso surgiu a partir de alegações de que a empresa não rotulou corretamente vídeos infantis no YouTube, permitindo a coleta de dados pessoais de menores de 13 anos para publicidade direcionada. O Departamento de Justiça dos EUA informou que a Disney falhou em sinalizar conteúdos como ‘Feito para Crianças’, o que é crucial para garantir um ambiente seguro e controlado para os pequenos. Desde 2019, o YouTube exige essa rotulagem, e a Disney já havia sido alertada sobre a irregularidade em seus vídeos. A Comissão Federal do Comércio dos EUA destacou que essa falha permitiu que a Disney coletasse dados pessoais sem o consentimento adequado, resultando em uma violação significativa da norma. Além da multa, a Disney terá que implementar medidas para garantir que os pais sejam informados antes da coleta de dados de crianças e que os conteúdos sejam devidamente rotulados. Este caso levanta questões importantes sobre a conformidade com a legislação de proteção de dados, especialmente em um cenário onde a privacidade infantil é cada vez mais debatida.

Hacker de Power Ranger Rosa deleta site supremacista ao vivo

Durante o 39º Congresso de Comunicação do Caos (CCC) em Hamburgo, a pesquisadora de segurança conhecida pelo pseudônimo Martha Root realizou uma invasão ao site supremacista WhiteDate, deletando-o ao vivo. A ação, que também afetou outras plataformas associadas, como WhiteChild e WhiteDeal, expôs dados de mais de 8.000 perfis, totalizando cerca de 100GB de informações, incluindo fotos de perfil e metadados que revelavam a localização dos usuários. Root utilizou um chatbot de IA para coletar dados de forma automatizada, explorando vulnerabilidades na segurança do site. A invasão foi uma resposta direta a uma plataforma que promovia valores de extrema direita e se opunha à cultura woke. Os dados vazados foram publicados em um site satírico, okstupid.lol, e arquivados na plataforma DDoSecrets. A ação levanta questões sobre a segurança de dados em plataformas de encontros e o potencial de ataques semelhantes em outros serviços. A situação é particularmente relevante na Alemanha, onde discursos de ódio são severamente punidos, o que pode dificultar a reativação do site.