Notícias de Cibersegurança

Notícias de Cibersegurança

Bem-vindo ao centro de notícias do BR Defense Center. Aqui você encontra as últimas notícias, análises e tendências em cibersegurança, com foco no cenário brasileiro e internacional.

Categorias

  • Ransomware: Ataques de sequestro de dados
  • Vulnerabilidades: Falhas de segurança e patches
  • Vazamento de Dados: Incidentes de exposição de dados
  • Phishing: Golpes e engenharia social
  • Malware: Análise de códigos maliciosos
  • Inteligência Artificial: IA aplicada à segurança
  • Cloud Security: Segurança em nuvem
  • Mobile Security: Segurança mobile
  • IoT Security: Segurança em IoT
  • Compliance: Regulamentações e conformidade

Cisco corrige vulnerabilidade crítica em dispositivos de e-mail

A Cisco lançou um patch para uma vulnerabilidade crítica de zero-day no Cisco AsyncOS, que estava sendo explorada em ataques a dispositivos Secure Email Gateway (SEG) e Secure Email and Web Manager (SEWM) desde novembro de 2025. A falha, identificada como CVE-2025-20393, permite que atacantes executem comandos arbitrários com privilégios de root no sistema operacional dos dispositivos afetados, especialmente quando a funcionalidade de Spam Quarantine está habilitada e exposta à Internet. A Cisco Talos, equipe de inteligência de ameaças da empresa, atribui os ataques a um grupo de hackers chinês conhecido como UAT-9686, que utilizou ferramentas como AquaShell e AquaTunnel para manter acesso persistente e ocultar suas atividades maliciosas. A CISA também incluiu essa vulnerabilidade em seu catálogo de falhas conhecidas, exigindo que agências federais tomem medidas de segurança até 24 de dezembro. A Cisco recomenda que os administradores verifiquem a exposição e apliquem as correções assim que disponíveis, dado que essas vulnerabilidades são vetores frequentes de ataque e representam riscos significativos para a segurança.

Cisco corrige falha crítica em software de segurança de e-mail

A Cisco anunciou atualizações de segurança para uma vulnerabilidade crítica em seu software AsyncOS, utilizado no Cisco Secure Email Gateway e no Cisco Secure Email and Web Manager. A falha, identificada como CVE-2025-20393, possui uma pontuação CVSS de 10.0, indicando seu alto potencial de risco. Essa vulnerabilidade permite a execução remota de comandos com privilégios de root, devido à validação insuficiente de requisições HTTP na funcionalidade de Spam Quarantine. Para que um ataque seja bem-sucedido, três condições devem ser atendidas: o appliance deve estar rodando uma versão vulnerável do software, a funcionalidade de Spam Quarantine deve estar habilitada e acessível pela internet. A Cisco identificou que um ator de ameaça persistente avançada, conhecido como UAT-9686, explorou essa falha desde novembro de 2025, utilizando ferramentas como ReverseSSH e um backdoor em Python chamado AquaShell. A empresa já lançou patches para diversas versões do AsyncOS e recomenda que os usuários sigam diretrizes de segurança, como proteger os appliances atrás de firewalls e desabilitar serviços de rede desnecessários.

Grupo de APT ligado à China ataca infraestrutura crítica na América do Norte

Um grupo de ameaças cibernéticas, identificado como UAT-8837 e possivelmente vinculado à China, tem se concentrado em atacar setores de infraestrutura crítica na América do Norte desde o ano passado. A Cisco Talos, que monitora essa atividade, acredita que o grupo possui um nível médio de confiança em sua ligação com ameaças persistentes avançadas (APT) da região. O UAT-8837 utiliza técnicas como exploração de vulnerabilidades em servidores e credenciais comprometidas para obter acesso inicial a organizações de alto valor. Recentemente, o grupo explorou uma vulnerabilidade zero-day crítica no Sitecore (CVE-2025-53690, CVSS 9.0) para realizar uma intrusão. Após conseguir acesso, o grupo realiza reconhecimento preliminar e desabilita recursos de segurança, como o RestrictedAdmin para o Remote Desktop Protocol (RDP). O UAT-8837 também utiliza ferramentas de código aberto para coletar informações sensíveis e criar múltiplos canais de acesso. A atividade do grupo levanta preocupações sobre a segurança da cadeia de suprimentos e a possibilidade de engenharia reversa de produtos. As agências de segurança cibernética de vários países ocidentais têm alertado sobre as ameaças crescentes a ambientes de tecnologia operacional (OT), enfatizando a necessidade de medidas de segurança robustas.

Como assistir a 5ª temporada de Shoresy na SBS - é GRÁTIS

A 5ª temporada de Shoresy, um spin-off da popular série Letterkenny, estará disponível para streaming gratuito na SBS On Demand a partir de 15 de janeiro de 2026. A série, que segue o personagem Shoresy, interpretado por Jared Keeso, promete trazer novas aventuras e desafios para o time Sudbury Bulldogs em sua temporada mais difícil até agora. Para assistir, os residentes australianos podem acessar o site da SBS On Demand ou baixar o aplicativo disponível para iOS e Android. É necessário registrar-se com um código postal australiano. Para aqueles fora da Austrália, como nos EUA, Reino Unido e Canadá, é possível acessar o conteúdo utilizando uma VPN, como o NordVPN, que permite desbloquear a plataforma e assistir ao conteúdo de forma segura. A SBS On Demand é compatível com diversos dispositivos, incluindo smart TVs, consoles de jogos e dispositivos móveis, facilitando o acesso ao conteúdo. A série é composta por seis episódios, com o primeiro episódio já disponível no dia de Natal de 2025.

Malware Gootloader usa ZIP malformado para evitar detecção

O malware Gootloader, que tem sido utilizado para acesso inicial em ataques cibernéticos, agora emprega um arquivo ZIP malformado que concatena até 1.000 arquivos para evitar a detecção. Essa técnica causa falhas em diversas ferramentas de análise, enquanto o arquivo malicioso, que é um arquivo JScript arquivado, pode ser descompactado com a ferramenta padrão do Windows. Pesquisadores notaram que ferramentas como 7-Zip e WinRAR falham ao tentar processar esses arquivos. Os operadores do Gootloader implementaram mecanismos de ofuscação mais complexos, como a concatenação de arquivos ZIP, a utilização de um End of Central Directory truncado e a randomização de campos de número de disco. Após a execução, o malware ativa um JScript que estabelece persistência no sistema, criando atalhos que são executados a cada inicialização. Para mitigar essa ameaça, recomenda-se que os defensores alterem a aplicação padrão para abrir arquivos JScript e bloqueiem a execução de wscript.exe e cscript.exe. A pesquisa também fornece uma regra YARA para ajudar na identificação desses arquivos ZIP malformados.

OpenAI lança atualização do ChatGPT com busca avançada de histórico

A OpenAI está implementando uma atualização significativa para o ChatGPT, que agora inclui suporte para uma busca avançada no histórico de chats. Essa nova funcionalidade, que está sendo disponibilizada apenas para assinantes Plus e Pro, promete melhorar a capacidade de encontrar detalhes específicos em conversas anteriores. Anteriormente, a busca no histórico do ChatGPT apresentava limitações, especialmente em casos de threads semelhantes, dificultando a localização de informações desejadas. Com a nova atualização, quando o histórico de chats de referência está ativado, o ChatGPT pode identificar de forma mais confiável detalhes de conversas passadas, apresentando-as como fontes para que os usuários possam revisar o contexto original. Além disso, a OpenAI está aprimorando as capacidades de ditado, reduzindo transcrições vazias e aumentando a precisão. Essa atualização segue uma grande mudança anterior em dezembro, que introduziu novas personalidades para o ChatGPT, permitindo que os usuários ajustem características como calor, entusiasmo e uso de emojis. Essas melhorias visam tornar a interação com a IA mais personalizada e eficiente.

Google permite mudança de endereço de e-mail gmail.com

O Google anunciou que agora é possível alterar o endereço de e-mail @gmail.com, uma funcionalidade que estava em falta para os usuários. Essa mudança permite que, por exemplo, um usuário que tenha o e-mail xyz@gmail.com possa alterá-lo para abc@gmail.com. A atualização foi divulgada em um documento de suporte da empresa, que ressalta que a nova opção está sendo implementada gradualmente e pode não estar disponível para todos os usuários imediatamente. Ao mudar o endereço, o antigo não é desativado, mas se torna um e-mail alternativo, permitindo que o usuário receba mensagens em ambos os endereços sem perder dados armazenados, como fotos e mensagens. O Google também informa que é possível reverter a mudança a qualquer momento, mas limita a criação de novos endereços para o mesmo usuário a uma vez por ano. Para acessar essa funcionalidade, os usuários devem visitar myaccount.google.com e seguir as instruções disponíveis. Essa atualização é especialmente útil para aqueles que desejam se distanciar de endereços considerados embaraçosos ou que foram criados por familiares.

Pesquisadores de segurança desativam 550 servidores das botnets Aisuru e Kimwolf

Pesquisadores do laboratório Black Lotus, da Lumen Technologies, conseguiram desativar mais de 550 servidores de comando e controle (C2) das botnets Aisuru e Kimwolf, que operam desde outubro de 2025. A Aisuru, uma das maiores botnets em atividade, é conhecida por realizar ataques DDoS e hospedar tráfego malicioso através de proxies residenciais. A seção Kimwolf, voltada para dispositivos Android, infectou mais de 2 milhões de aparelhos, principalmente TV Boxes, utilizando um SDK malicioso chamado ByteConnect. A botnet não apenas realiza ataques, mas também cobra por serviços de realocação de banda larga e venda de DDoS. A Black Lotus identificou um aumento significativo no número de bots da Kimwolf, que chegou a 800.000 em outubro de 2025. As operações maliciosas se escondem em tráfego comum, dificultando a detecção. A desativação dos servidores é um passo importante, mas os cibercriminosos estão se adaptando rapidamente, mudando para novos IPs e métodos de operação.

Comissão dos EUA proíbe GM de vender dados de usuários por 5 anos

A Comissão Federal do Comércio dos Estados Unidos (FTC) decidiu proibir a General Motors (GM) e sua subsidiária OnStar de coletar e vender dados de localização e comportamento de motoristas por um período de cinco anos. A decisão foi motivada por acusações de que a GM coletou dados sem consentimento, utilizando a ferramenta Smart Driver, que foi descontinuada. Essa ferramenta, que prometia autodiagnóstico dos hábitos de direção, na verdade, coletava informações a cada três segundos, que eram vendidas a agências de reporte de consumidores e, posteriormente, a seguradoras, resultando em taxas elevadas ou até mesmo na negação de serviços. A GM agora terá que obter consentimento explícito dos consumidores para qualquer coleta ou compartilhamento de dados, exceto em situações de emergência. Além disso, os consumidores poderão solicitar cópias de seus dados e pedir a exclusão deles. A decisão da FTC se alinha a um movimento crescente para proteger a privacidade dos dados dos usuários, especialmente em um contexto onde a coleta de dados se tornou uma prática comum entre empresas de tecnologia e automotivas.

Microsoft Copilot alvo de ciberataques com roubo de dados

Pesquisadores da Varonis identificaram uma nova campanha de ciberataques chamada ‘Reprompt’, que utiliza o Microsoft Copilot para roubar dados de usuários. O ataque se aproveita de sessões legítimas da ferramenta de inteligência artificial, permitindo que informações sensíveis sejam extraídas através de comandos maliciosos. Os criminosos conseguem contornar as configurações de segurança do Copilot ao inserir um alerta corrompido em uma URL aparentemente verdadeira, evitando que a vítima precise clicar em links.

Clínica de saúde no Texas sofre violação de dados em 2025

O Spindletop Center, uma clínica de saúde comportamental no Texas, notificou vítimas de uma violação de dados ocorrida em setembro de 2025, conforme informações enviadas ao procurador-geral do estado. A violação comprometeu dados pessoais sensíveis, incluindo números de Seguro Social, identificações emitidas pelo governo e números de casos. Um grupo de ransomware chamado Rhysida reivindicou a responsabilidade pelo ataque, exigindo um resgate de 15 bitcoins, equivalente a aproximadamente 1,65 milhão de dólares na época. A clínica relatou uma interrupção em seus sistemas em 29 de setembro de 2025, e uma investigação interna revelou que informações sensíveis podem ter sido acessadas em 23 de setembro. Até o momento, não há confirmação se o Spindletop pagou o resgate ou como os atacantes conseguiram invadir seus sistemas. A Rhysida, que opera um modelo de ransomware como serviço, já reivindicou mais de 100 ataques confirmados desde sua criação em 2023, afetando milhões de registros. Este incidente destaca a crescente ameaça de ataques cibernéticos no setor de saúde, que podem comprometer a privacidade e a segurança dos pacientes.

Vulnerabilidade crítica no protocolo Fast Pair do Google expõe usuários

Pesquisadores de segurança descobriram uma vulnerabilidade crítica no protocolo Fast Pair do Google, que permite que atacantes sequestram acessórios de áudio Bluetooth, rastreiem usuários e escutem conversas. A falha, identificada como CVE-2025-36911 e chamada de WhisperPair, afeta centenas de milhões de fones de ouvido, earbuds e alto-falantes de diversos fabricantes que suportam o recurso Fast Pair. O problema reside na implementação inadequada do protocolo, permitindo que dispositivos não autorizados iniciem o emparelhamento sem o consentimento do usuário. Após o emparelhamento, os atacantes podem controlar completamente o dispositivo, podendo reproduzir áudio em volumes altos ou escutar conversas através do microfone do acessório. Além disso, a vulnerabilidade permite que os atacantes rastreiem a localização das vítimas usando a rede Find Hub do Google. O Google já recompensou os pesquisadores com US$ 15.000 e está trabalhando com os fabricantes para lançar patches de segurança, embora nem todos os dispositivos vulneráveis tenham atualizações disponíveis. A única defesa contra esses ataques é a instalação de atualizações de firmware dos fabricantes, uma vez que desativar o Fast Pair em smartphones Android não impede a exploração da falha nos acessórios.

Extensão Copilot Studio para VS Code agora disponível para todos os usuários

A Microsoft anunciou que a extensão Copilot Studio para o Visual Studio Code (VS Code) está agora acessível a todos os desenvolvedores. Essa ferramenta permite que os usuários construam e gerenciem agentes do Copilot Studio diretamente no VS Code, utilizando fluxos de trabalho padrão de desenvolvimento de software. O VS Code, um editor de código multiplataforma amplamente utilizado, oferece integração com Git e suporte a pipelines de CI/CD, além de permitir a personalização através de extensões.

Verizon confirma que falha de software causou interrupção nacional

A Verizon confirmou que a interrupção de serviço sem fio que afetou clientes em todo os Estados Unidos no dia 14 de janeiro foi causada por um problema de software. A falha começou por volta do meio-dia, levando muitos usuários a relatar que seus dispositivos estavam presos no modo SOS, o que impediu a realização de chamadas, incluindo para o 911. A empresa afirmou que não há indícios de que um incidente de cibersegurança tenha contribuído para a interrupção. A Verizon comunicou que seus engenheiros estavam trabalhando para resolver o problema e, por volta das 22h20, anunciou que a situação havia sido normalizada, recomendando que os clientes reiniciassem seus dispositivos. Em um gesto de compensação, a empresa ofereceu um crédito de US$ 20 para os clientes afetados, embora tenha destacado que isso não compensaria a inconveniência. A Verizon ainda não divulgou detalhes sobre quais sistemas foram impactados pelo problema de software.

Exploração de falha crítica no plugin Modular DS do WordPress

Hackers estão explorando uma falha de gravidade máxima no plugin Modular DS do WordPress, que permite a eles contornar a autenticação remotamente e acessar sites vulneráveis com privilégios de administrador. A falha, identificada como CVE-2026-23550, afeta as versões 2.5.1 e anteriores do plugin, que é utilizado para gerenciar múltiplos sites WordPress a partir de uma única interface. Com mais de 40.000 instalações, o plugin permite que proprietários, desenvolvedores e provedores de hospedagem monitorem sites, realizem atualizações e gerenciem usuários. Pesquisadores da Patchstack confirmaram que a exploração da falha começou em 13 de janeiro, e a Modular DS lançou uma correção na versão 2.5.2 poucas horas depois. A vulnerabilidade é causada por falhas de design que aceitam requisições como confiáveis sem uma verificação criptográfica de sua origem, permitindo uma escalada de privilégios. Os usuários são aconselhados a atualizar para a versão mais recente e revisar logs de acesso ao servidor em busca de requisições suspeitas, além de regenerar todas as chaves do WordPress após a atualização.

Grubhub confirma violação de dados e enfrenta extorsão de hackers

A plataforma de entrega de alimentos Grubhub confirmou uma recente violação de dados, onde hackers acessaram seus sistemas e estão exigindo pagamentos em Bitcoin para não divulgar informações sensíveis. A empresa declarou que indivíduos não autorizados baixaram dados de certos sistemas, mas garantiu que informações financeiras e histórico de pedidos não foram afetados. Grubhub está colaborando com uma empresa de cibersegurança e notificou as autoridades. O incidente ocorre em meio a um aumento de e-mails fraudulentos associados à empresa, que promoviam um golpe de criptomoeda. Fontes indicam que o grupo de cibercrime ShinyHunters está por trás da extorsão, exigindo pagamento para evitar a divulgação de dados antigos e novos, que foram obtidos em um ataque recente. A violação pode estar relacionada a credenciais roubadas durante ataques anteriores a outras plataformas, como Salesloft. Especialistas alertam que organizações afetadas devem rotacionar todas as credenciais comprometidas o mais rápido possível para mitigar riscos futuros.

Vulnerabilidade crítica no AWS CodeBuild expõe repositórios do GitHub

Uma falha de configuração crítica no AWS CodeBuild, identificada como CodeBreach, poderia ter permitido a tomada total dos repositórios do GitHub da Amazon, incluindo o AWS JavaScript SDK. A vulnerabilidade foi corrigida em setembro de 2025, após uma divulgação responsável em agosto do mesmo ano. Pesquisadores da Wiz relataram que, ao explorar essa falha, atacantes poderiam injetar código malicioso, comprometendo não apenas aplicações que dependem do SDK, mas também a própria Console da AWS, colocando em risco todas as contas AWS.

Microsoft interrompe serviço global de assinatura de crimes digitais

A Microsoft anunciou, em 14 de janeiro de 2026, a ação judicial contra o RedVDS, um serviço de assinatura que facilitava cibercrimes. Este serviço permitia que hackers comprassem e vendessem recursos para realizar ataques digitais, cobrando US$ 24 por mês. Desde março de 2025, o RedVDS causou prejuízos de aproximadamente US$ 40 milhões apenas nos Estados Unidos, com um caso notável envolvendo a H2 Pharma, que perdeu mais de US$ 7,3 milhões. A operação conjunta da Microsoft, com apoio da Europol e autoridades policiais da Alemanha, resultou na apreensão de dois domínios que hospedavam o marketplace clandestino. O RedVDS era utilizado para fraudes, incluindo o desvio de pagamentos através do comprometimento de e-mails corporativos, onde hackers monitoravam contas para redirecionar fundos para contas fraudulentas. O impacto do RedVDS se estendeu a diversos setores, incluindo saúde, construção e serviços jurídicos.

Hackers usam comentários do LinkedIn para disseminar malware

O LinkedIn se tornou alvo de uma nova campanha de phishing que utiliza comentários na plataforma para espalhar malware. De acordo com uma reportagem do Bleeping Computer, usuários relataram comentários suspeitos que aparentam ser legítimos, vindo do próprio LinkedIn. Os hackers criam mensagens falsas que alertam sobre uma suposta violação das políticas da plataforma, levando ao bloqueio temporário da conta do usuário. Após essa notificação, um link é compartilhado para reativar a conta, direcionando a vítima a uma página semelhante à de login do LinkedIn. Nesse momento, os criminosos conseguem coletar informações sensíveis, pois os usuários, acreditando na legitimidade do aviso, inserem suas credenciais na página maliciosa.

Ciberataques na Oceania revelam nova estratégia de hackers

O comércio varejista e o setor de serviços na Oceania, especialmente na Austrália e Nova Zelândia, enfrentaram um aumento significativo nas tentativas de ciberataques em 2025, superando até mesmo setores críticos como governo e saúde. O ‘Threat Landscape Report 2025’, da Cyble, destaca que hackers estão mudando seu foco para empresas de pequeno e médio porte, que frequentemente carecem de medidas de segurança robustas. Rex Booth, diretor de segurança da informação da Sailpoint, aponta que a eficiência é a chave para essa mudança, já que os atacantes buscam maximizar lucros com o mínimo de esforço. O aumento das transações no varejo e a dinâmica de integração rápida de trabalhadores temporários também contribuem para essa vulnerabilidade. O relatório revela que o mercado de cibercrime está fragmentado, dificultando a identificação de responsáveis pelos ataques, uma vez que as vendas de dados na dark web vêm de contas novas. Essa tendência de ataques a setores menos protegidos reflete um padrão global, onde hackers conseguem causar danos mesmo sem ferramentas avançadas para comprometer organizações críticas.

Como assistir A Knight of the Seven Kingdoms online com uma VPN

A série A Knight of the Seven Kingdoms, que faz parte da franquia Game of Thrones, estreia no dia 18 de janeiro de 2026, com episódios disponíveis em diferentes plataformas de streaming, como HBO Max nos EUA e na Austrália, Sky no Reino Unido e Crave no Canadá. A trama se passa cerca de 90 anos antes dos eventos de Game of Thrones e acompanha as aventuras de Ser Duncan, o Alto, e seu jovem escudeiro Egg. A série promete uma adaptação fiel da novela The Hedge Knight, de George R.R. Martin, e, apesar de ter um tom mais tranquilo, ainda contará com sequências de ação, como torneios e julgamentos por combate.

Ataque de IA do Microsoft Copilot compromete usuários com um clique

Pesquisadores de segurança da Varonis descobriram um novo método de ataque de injeção de prompt, chamado ‘Reprompt’, que compromete usuários do Microsoft Copilot com apenas um clique. Diferente de ataques anteriores que utilizavam e-mails maliciosos, essa nova técnica explora parâmetros de URL para injetar comandos prejudiciais. Quando um usuário clica em um link aparentemente legítimo que contém um parâmetro ‘q’, o Copilot interpreta esse conteúdo como um comando a ser executado, permitindo que dados sensíveis sejam vazados. A Microsoft já corrigiu essa vulnerabilidade, bloqueando a possibilidade de injeção de prompt via URLs. Essa descoberta destaca a necessidade de vigilância contínua em ferramentas de IA generativa, que ainda não conseguem distinguir adequadamente entre comandos e dados a serem lidos, tornando-as suscetíveis a ataques. A situação ressalta a importância de medidas de segurança robustas para proteger informações sensíveis em ambientes corporativos.

Evolução dos SOCs Como Modernizar a Resposta a Incidentes em 2026

Em 2026, muitos Centros de Operações de Segurança (SOCs) ainda utilizam práticas e ferramentas desatualizadas, inadequadas para o cenário atual de ameaças cibernéticas. O artigo destaca quatro hábitos que limitam a evolução dos SOCs: a revisão manual de amostras suspeitas, a dependência exclusiva de varreduras estáticas, a desconexão entre ferramentas e a escalada excessiva de alertas suspeitos. Para superar esses desafios, recomenda-se a adoção de fluxos de trabalho otimizados por automação, como o uso de serviços de análise de malware em nuvem e análise comportamental em tempo real. Essas abordagens não apenas aceleram a detecção e resposta a incidentes, mas também melhoram a eficiência operacional dos analistas. Por exemplo, o uso do ANY.RUN, uma sandbox interativa, demonstrou reduzir o tempo médio de resposta a incidentes (MTTR) em 21 minutos e o tempo médio de detecção (MTTD) para 15 segundos. A integração de ferramentas e a redução de escalonamentos desnecessários também são cruciais para aumentar a produtividade e a eficácia dos SOCs. O artigo conclui que a modernização das práticas de segurança é essencial para enfrentar a crescente complexidade das ameaças cibernéticas.

Riscos de Segurança em Fluxos de Trabalho com Inteligência Artificial

Com a crescente integração de assistentes de IA nas atividades diárias, a segurança cibernética deve ir além da proteção dos modelos de IA. Recentes incidentes revelaram que o maior risco reside nos fluxos de trabalho que cercam esses modelos. Dois complementos do Chrome, disfarçados de assistentes de IA, foram identificados como responsáveis por roubar dados de chat de mais de 900 mil usuários do ChatGPT e DeepSeek. Além disso, pesquisadores demonstraram como injeções de comandos ocultas em repositórios de código podem enganar assistentes de codificação da IBM, fazendo com que executem malware. Esses ataques não comprometeram os algoritmos de IA, mas exploraram o contexto em que operam. À medida que as empresas utilizam IA para automatizar tarefas, a segurança deve se concentrar na proteção dos fluxos de trabalho, e não apenas nos modelos. Isso implica em entender onde a IA é utilizada, restringir acessos desnecessários e monitorar comportamentos anômalos. Ferramentas como a Reco estão surgindo para ajudar a proteger esses fluxos de trabalho em tempo real, oferecendo visibilidade e controle sobre o uso de IA nas organizações.

Novas Ameaças de Cibersegurança Vulnerabilidades e Malware em Alta

O cenário de cibersegurança continua a evoluir rapidamente, com novas vulnerabilidades e ataques emergindo semanalmente. Um dos destaques é uma falha crítica no Redis (CVE-2025-62507), que permite execução remota de código devido a um estouro de buffer. Essa vulnerabilidade, que afeta 2.924 servidores, foi corrigida na versão 8.3.2, mas a falta de autenticação no Redis torna a exploração ainda mais preocupante.

Além disso, o malware BaoLoader, que utiliza certificados de assinatura válidos para se disfarçar, tem se tornado uma ameaça significativa, permitindo que os atacantes operem sem serem detectados. Campanhas de phishing também estão em alta, com e-mails disfarçados de convites e alertas que instalam ferramentas de gerenciamento remoto (RMM).

Novo método de ataque permite exfiltração de dados de chatbots

Pesquisadores de cibersegurança revelaram um novo método de ataque chamado Reprompt, que pode permitir que criminosos exfiltratem dados sensíveis de chatbots de inteligência artificial, como o Microsoft Copilot, com apenas um clique. Segundo Dolev Taler, pesquisador da Varonis, o ataque não requer interação adicional do usuário após o primeiro clique em um link legítimo. O Reprompt utiliza três técnicas principais: a injeção de instruções via parâmetro de URL, a manipulação das salvaguardas de proteção de dados e a criação de uma cadeia contínua de solicitações que permite a exfiltração dinâmica de dados. Isso significa que, após um único clique, o atacante pode controlar a sessão do Copilot e solicitar informações sensíveis, como detalhes sobre arquivos acessados ou dados pessoais do usuário. Embora a Microsoft tenha corrigido a vulnerabilidade, o ataque destaca a fragilidade das defesas atuais contra injeções de prompt, que continuam a ser uma preocupação crescente na segurança de sistemas de IA. O Reprompt exemplifica como a falta de distinção entre instruções de usuários e solicitações externas pode ser explorada, tornando-se um ponto cego na segurança das empresas.

Vulnerabilidade crítica no plugin Modular DS do WordPress em exploração ativa

Uma falha de segurança de severidade máxima foi identificada no plugin Modular DS do WordPress, afetando todas as versões até a 2.5.1. A vulnerabilidade, classificada como CVE-2026-23550 com uma pontuação CVSS de 10.0, permite a escalada de privilégios não autenticados. O problema reside na forma como o plugin gerencia suas rotas, permitindo que atacantes contornem mecanismos de autenticação ao ativar o modo de ‘pedido direto’. Isso expõe várias rotas sensíveis, como /login/ e /manager/, permitindo ações que vão desde login remoto até a obtenção de dados confidenciais. Desde 13 de janeiro de 2026, ataques explorando essa falha foram detectados, com tentativas de criar usuários administradores. O plugin possui mais de 40.000 instalações ativas e a versão corrigida 2.5.2 já está disponível. A situação ressalta os riscos de confiar implicitamente em caminhos de requisição internos expostos à internet pública. Usuários do plugin são fortemente aconselhados a atualizar para a versão corrigida o mais rápido possível.

Vulnerabilidade crítica no GlobalProtect da Palo Alto Networks

A Palo Alto Networks divulgou atualizações de segurança para uma vulnerabilidade de alta severidade, identificada como CVE-2026-0227, que afeta o software PAN-OS utilizado em suas soluções GlobalProtect Gateway e Portal. Com uma pontuação CVSS de 7.7, a falha permite que um atacante não autenticado cause uma condição de negação de serviço (DoS) no firewall, levando-o a entrar em modo de manutenção após tentativas repetidas de exploração. A vulnerabilidade foi descoberta por um pesquisador externo e afeta diversas versões do PAN-OS, incluindo 12.1, 11.2, 11.1, 10.2 e 10.1, além do Prisma Access. A Palo Alto Networks esclareceu que a falha é aplicável apenas a configurações com o GlobalProtect habilitado e que não existem alternativas para mitigar o problema. Embora não haja evidências de exploração ativa, a empresa recomenda que os dispositivos sejam mantidos atualizados, especialmente considerando a atividade de escaneamento em gateways GlobalProtect nos últimos meses.

Microsoft desmantela serviço de cibercrime RedVDS nos EUA e Reino Unido

A Microsoft anunciou uma ação legal coordenada nos Estados Unidos e no Reino Unido para desmantelar o serviço de cibercrime RedVDS, que supostamente causou perdas de fraudes na casa dos milhões. O RedVDS oferecia acesso a computadores virtuais descartáveis por apenas US$ 24 por mês, facilitando atividades criminosas como phishing e fraudes financeiras. Desde março de 2025, as atividades relacionadas ao RedVDS resultaram em cerca de US$ 40 milhões em perdas de fraudes nos EUA. O serviço, que operava com software não licenciado, permitia que criminosos operassem de forma anônima e escalável, utilizando ferramentas de inteligência artificial para aprimorar suas fraudes. A Microsoft identificou uma rede global de criminosos utilizando a infraestrutura do RedVDS, que comprometeu mais de 191 mil organizações em diversos setores. A ação da Microsoft é parte de um esforço mais amplo de combate ao cibercrime, visando proteger empresas e indivíduos de fraudes sofisticadas.

Microsoft corrige 100 vulnerabilidades no Windows, incluindo 3 zero-day

No dia 13 de janeiro de 2026, a Microsoft lançou uma atualização de segurança que corrigiu mais de 100 vulnerabilidades no Windows, incluindo três falhas zero-day. A CVE-2026-20805, uma das falhas zero-day, permite que hackers acessem informações sensíveis através de vazamentos de memória, facilitando ataques subsequentes. Outra vulnerabilidade, CVE-2026-21265, está relacionada à expiração de certificados do secure boot, afetando computadores adquiridos entre 2012 e 2025. Para mitigar essa falha, é necessário auditar o hardware e atualizar o firmware. A terceira falha, CVE-2023-31096, está ligada à elevação de privilégios em drivers de modem que têm sido parte do Windows por décadas. Das 114 vulnerabilidades corrigidas, 57 são de elevação de privilégios, 22 de execução remota de código e 22 de vazamento de informações. Embora apenas 8 sejam categorizadas como críticas, é essencial que usuários e empresas avaliem o impacto dessas falhas em seus sistemas.

Falsificação de identidade pode gerar prejuízo de US 17 bilhões em criptomoedas

Fraudes por falsificação de identidade em criptomoedas estão causando perdas significativas, com um prejuízo estimado em US$ 17 bilhões para 2026, conforme relatório da Chainalysis. Em 2025, foram desviados cerca de US$ 14 bilhões para contas criminosas, um aumento em relação aos US$ 13 bilhões de 2024. O crescimento alarmante de 1400% nos casos de falsificação de identidade é impulsionado por táticas de phishing e engenharia social, além do uso crescente de inteligência artificial (IA) por criminosos, que facilita ataques mais rápidos e coordenados. Os golpes que utilizam IA geraram em média US$ 3,2 milhões em criptomoedas por operação, evidenciando a industrialização da fraude. Especialistas alertam que a situação pode se agravar, exigindo atenção redobrada de usuários e empresas que operam no setor de moedas digitais.

ServiceNow vulnerável devido a falhas na autenticação com IA

A ServiceNow, uma das principais empresas de TI do mundo, enfrentou uma grave vulnerabilidade de segurança relacionada à autenticação, que a deixou exposta a ataques cibernéticos. A falha, identificada pela AppOmni, permitia que hackers acessassem a infraestrutura da empresa utilizando apenas o e-mail de um usuário, sem a necessidade de senha ou autenticação adicional. Isso se deu em parte pela implementação de um chatbot, o Virtual Agent, que foi distribuído com credenciais comuns para todos os serviços de terceiros. A situação se agravou com a atualização do agente virtual para a tecnologia Now Assist, que ampliou o potencial de exploração para outras plataformas internas, como Salesforce e Microsoft. Embora a ServiceNow tenha corrigido a vulnerabilidade em outubro de 2025, a falha representa um risco crítico para a cadeia de suprimentos, uma vez que a empresa atende 85% das companhias da Fortune 500. Especialistas recomendam que as empresas não apenas apliquem patches, mas também evitem conceder a agentes de IA a capacidade de realizar ações críticas sem supervisão adequada.

Malware nativo da nuvem ameaça sistemas Linux

Pesquisadores da Check Point Research (CPR) descobriram o VoidLink, um novo framework de malware projetado especificamente para ambientes de nuvem que operam com Linux. Este malware, que se infiltra silenciosamente nas infraestruturas digitais, representa uma evolução nos ataques cibernéticos, focando em compromissos de longo prazo e ocultos. O VoidLink é escrito na linguagem Zig e é capaz de identificar plataformas como Kubernetes e Docker, ajustando seu comportamento conforme o ambiente. Além disso, ele coleta credenciais de sistemas de controle de versão, como o Git, o que sugere que desenvolvedores de software podem ser alvos de espionagem ou ataques futuros. O malware possui características semelhantes a rootkits, permitindo a expansão de suas funções através de um sistema de plugins em memória. Embora ainda não haja evidências de infecções ativas, o framework pode ser oferecido como um serviço no futuro. Para mitigar essas ameaças, é essencial que as organizações adotem uma abordagem de segurança que inclua visibilidade contínua e inteligência de ameaças em tempo real, especialmente em ambientes de nuvem e Linux.

Agentes de IA Riscos de Acesso e Escalonamento de Privilégios

Os agentes de inteligência artificial (IA) estão se tornando componentes essenciais nas operações diárias de segurança, engenharia e TI, atuando como intermediários de acesso em diversos sistemas. Esses agentes, que podem automatizar tarefas como provisionamento de contas e gerenciamento de mudanças, são projetados para operar com permissões amplas, o que pode obscurecer a visibilidade sobre quem está acessando o quê. Essa configuração, embora aumente a produtividade, introduz riscos significativos de escalonamento de privilégios, onde usuários com acesso limitado podem, indiretamente, acessar dados ou realizar ações que normalmente não teriam permissão. A falta de controle sobre as permissões dos agentes e a atribuição de atividades a eles, em vez de aos usuários, dificulta a detecção de abusos e a aplicação de políticas de segurança. Para mitigar esses riscos, é crucial que as equipes de segurança monitorem continuamente as permissões dos agentes e a relação entre as identidades dos usuários e os ativos críticos. A adoção segura de agentes de IA requer visibilidade e monitoramento contínuo para evitar que se tornem pontos cegos de segurança.

Botnet AISURUKimwolf compromete milhões de dispositivos Android

A equipe Black Lotus Labs da Lumen Technologies revelou que desde outubro de 2025, mais de 550 nós de comando e controle (C2) associados à botnet AISURU/Kimwolf foram neutralizados. Essas botnets, que afetam principalmente dispositivos Android, têm a capacidade de realizar ataques de negação de serviço distribuído (DDoS) e redirecionar tráfego malicioso para serviços de proxy residencial. A análise do malware Kimwolf, que transforma dispositivos Android TV comprometidos em proxies residenciais, foi detalhada em um relatório da QiAnXin XLab. A botnet já infectou mais de 2 milhões de dispositivos, explorando vulnerabilidades em serviços de proxy. Além disso, houve um aumento significativo no número de bots, com 800 mil novos dispositivos adicionados em um curto período. A infraestrutura C2 da Kimwolf foi observada escaneando serviços em busca de dispositivos vulneráveis, utilizando falhas de segurança para propagar o malware. A situação é preocupante, pois esses dispositivos comprometidos operam sob a aparência de tráfego legítimo, dificultando a detecção por soluções de segurança. A relevância deste incidente é alta, especialmente para empresas que utilizam dispositivos Android em suas operações.

Kaspersky alerta sobre novo trojan bancário que ataca beneficiários do FGC

Pesquisadores da Kaspersky identificaram uma nova campanha de fraude cibernética que visa beneficiários do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) no Brasil. Os criminosos estão utilizando um aplicativo falso para Android, que promete facilitar o acompanhamento do ressarcimento de valores após a liquidação de bancos. Ao invés disso, o app instala um trojan bancário chamado BeatBanker, que não apenas rouba dados sensíveis, como também controla o dispositivo remotamente e realiza mineração de criptomoedas sem o consentimento do usuário. O BeatBanker é uma ameaça sofisticada, capaz de interceptar informações de login e senhas de aplicativos bancários, além de monitorar a temperatura e a bateria do dispositivo para otimizar suas operações maliciosas. A Kaspersky recomenda que os usuários desconfiem de ofertas que prometem facilidades excessivas e que sempre verifiquem os canais oficiais antes de baixar qualquer aplicativo. A empresa também sugere desativar a instalação de aplicativos de fontes desconhecidas nas configurações do Android para aumentar a segurança.

Novo ciberataque ao Windows utiliza acesso remoto por script

Uma nova campanha de ciberataque, chamada SHADOW#REACTOR, está afetando usuários do Windows ao disseminar um malware de acesso remoto. Detectado por pesquisadores da Securonix, o ataque utiliza a ferramenta Remcos RAT para obter acesso remoto aos sistemas, estabelecendo uma persistência silenciosa. O processo inicia-se com um VBS Launcher, que se disfarça no Windows e executa um script para recuperar payloads fragmentados de um servidor remoto. Esses fragmentos são então reconstruídos em loaders, que são decodificados na memória do dispositivo. A execução final do malware é realizada através do MSBuild.exe, um processo legítimo do Windows, que permite ao Remcos RAT comprometer o sistema operacional. Os principais alvos são pequenas e médias empresas, com os hackers buscando vender o acesso a esses sistemas a outros agentes maliciosos. A disseminação do malware ocorre principalmente por meio de links maliciosos, que atraem as vítimas sem que elas percebam. A utilização de processos legítimos para a infecção torna o Remcos RAT resiliente e difícil de ser detectado por soluções de segurança.

Ciberguerra China intensifica ataques digitais contra Taiwan

Em 2025, a China intensificou seus ataques cibernéticos contra Taiwan, com um aumento de 6% em relação ao ano anterior, totalizando uma média de 2,63 milhões de ataques diários, conforme relatório do National Security Bureau (NSB). Os setores mais afetados incluem a infraestrutura de energia, que sofreu um aumento de 10 vezes nos ciberataques, e os sistemas de resgate de emergência hospitalar, com um crescimento de 54%. O NSB aponta que esses ataques visam comprometer a infraestrutura crítica de Taiwan e interromper funções governamentais e sociais. Além disso, os ataques são direcionados, sugerindo uma tática de “neutralização na primeira hora do conflito”. Embora a maioria dos ataques tenha sido bloqueada, alguns conseguiram comprometer entidades de inteligência. O relatório também destaca que 57% dos ataques focaram em falhas de hardware e software, enquanto 21% foram ataques de negação de serviço. A escalada dos ciberataques reflete uma disputa histórica entre China e Taiwan, com implicações políticas e sociais significativas.

União de Crédito da Comunidade Appalachian sofre violação de dados

A Appalachian Community Federal Credit Union (ACFCU) notificou 30.797 pessoas sobre uma violação de dados ocorrida em outubro de 2025, conforme divulgado pelo procurador-geral do estado de Indiana. A violação comprometeu nomes, números de Seguro Social e informações de contas financeiras. O grupo de ransomware Qilin reivindicou a responsabilidade pelo ataque, alegando ter roubado 75 GB de dados. Embora a ACFCU tenha confirmado a violação em 10 de outubro, não está claro se a instituição pagou um resgate ou como os atacantes conseguiram acessar sua rede. Para mitigar os danos, a ACFCU está oferecendo monitoramento de crédito gratuito aos afetados, com um prazo de 90 dias para inscrição. O grupo Qilin, baseado na Rússia, é conhecido por suas táticas de phishing e por operar um modelo de ransomware como serviço, sendo responsável por mais de 1.000 ataques em 2025. A violação da ACFCU não é um caso isolado, já que o grupo também atacou outras instituições financeiras nos EUA, levantando preocupações sobre a segurança cibernética no setor financeiro.

Atualização de segurança da Microsoft corrige 114 vulnerabilidades

Em 14 de janeiro de 2026, a Microsoft lançou sua primeira atualização de segurança do ano, abordando 114 falhas, incluindo uma vulnerabilidade que está sendo explorada ativamente. Dentre as falhas, oito foram classificadas como Críticas e 106 como Importantes. A vulnerabilidade em destaque, CVE-2026-20805, é uma falha de divulgação de informações que afeta o Desktop Window Manager (DWM), permitindo que atacantes autorizados revelem informações sensíveis. A atualização também inclui correções para falhas no navegador Edge e um bypass de segurança relacionado ao Secure Boot. A CISA dos EUA incluiu a CVE-2026-20805 em seu catálogo de Vulnerabilidades Conhecidas e Explotadas, exigindo que agências federais apliquem as correções até 3 de fevereiro de 2026. A Microsoft também alertou sobre a expiração de certificados de Secure Boot, que pode impactar a segurança de dispositivos se não forem atualizados a tempo. A atualização removeu drivers de modem vulneráveis que poderiam permitir elevação de privilégios. A gravidade das falhas e a necessidade de correções rápidas destacam a importância da atualização para a segurança dos sistemas Windows.

Acesso não justificado a dados sensíveis cresce em 64 em sites

Uma pesquisa recente analisou 4.700 sites líderes e revelou que 64% das aplicações de terceiros acessam dados sensíveis sem justificativa comercial, um aumento significativo em relação aos 51% registrados em 2024. O estudo destaca um aumento alarmante de atividades maliciosas no setor governamental, que saltou de 2% para 12,9%, e revela que 1 em cada 7 sites educacionais apresenta sinais de comprometimento. Ferramentas como Google Tag Manager, Shopify e Facebook Pixel são responsáveis por 8%, 5% e 4% das violações, respectivamente. Apesar de 81% dos líderes de segurança considerarem os ataques na web uma prioridade, apenas 39% implementaram soluções eficazes para mitigar esses riscos. A pesquisa também aponta uma lacuna de governança, onde equipes de marketing e digitais implantam aplicativos sem supervisão de TI, resultando em configurações inadequadas e acesso excessivo a dados sensíveis. O estudo sugere que a falta de ação, impulsionada por restrições orçamentárias e falta de pessoal, está tornando as organizações vulneráveis a ataques, especialmente em setores públicos que enfrentam desafios financeiros. A análise conclui que a gestão de exposição na web é crucial para proteger dados sensíveis e evitar brechas de segurança.

Fortinet corrige falha crítica no FortiSIEM que permite execução de código

A Fortinet anunciou atualizações para corrigir uma vulnerabilidade crítica no FortiSIEM, identificada como CVE-2025-64155, que pode permitir a execução de código por atacantes não autenticados. Avaliada em 9.4 na escala CVSS, a falha se relaciona a uma injeção de comandos do sistema operacional, possibilitando que um invasor execute comandos não autorizados através de requisições TCP manipuladas. A vulnerabilidade afeta apenas os nós Super e Worker do FortiSIEM e foi descoberta pelo pesquisador de segurança Zach Hanley. O problema reside no serviço phMonitor, que gerencia a comunicação entre nós e a monitoração de saúde, permitindo a injeção de argumentos via curl. Isso pode ser explorado para escrever um shell reverso em um arquivo executável com permissões de root, comprometendo completamente o dispositivo. A Fortinet recomenda que os usuários atualizem para versões corrigidas e limitem o acesso à porta 7900 como uma medida de mitigação. Além disso, outra vulnerabilidade crítica foi identificada no FortiFone, com uma pontuação CVSS de 9.3, que também requer atenção imediata.

Campanha de malware explora vulnerabilidade em DLL para roubo de dados

Especialistas em segurança revelaram uma campanha ativa de malware que explora uma vulnerabilidade de side-loading de DLL em um binário legítimo associado à biblioteca open-source c-ares. Os atacantes utilizam uma versão maliciosa da libcares-2.dll em conjunto com qualquer versão assinada do ahost.exe, frequentemente renomeada, para executar seu código e contornar defesas de segurança tradicionais. A campanha tem distribuído uma variedade de malwares, incluindo trojans como Agent Tesla e CryptBot, visando principalmente funcionários de setores como finanças e cadeia de suprimentos, com iscas em vários idiomas, incluindo português. O ataque se aproveita da técnica de hijacking da ordem de busca, permitindo que o malware execute o conteúdo da DLL maliciosa em vez da legítima. Além disso, a Trellix reportou um aumento em fraudes de phishing no Facebook, utilizando a técnica Browser-in-the-Browser para enganar usuários e roubar credenciais. A análise destaca a crescente sofisticação dos ataques que abusam de softwares legítimos e serviços de nuvem para evitar detecções e garantir acesso remoto persistente.

Ciberataques na Ucrânia Malware PLUGGYAPE e novas táticas russas

O Computer Emergency Response Team da Ucrânia (CERT-UA) revelou detalhes sobre uma série de ciberataques direcionados às suas forças de defesa, utilizando um malware chamado PLUGGYAPE entre outubro e dezembro de 2025. A atividade foi atribuída com média confiança a um grupo de hackers russo conhecido como Void Blizzard. Os ataques empregaram aplicativos de mensagens como Signal e WhatsApp, onde os invasores se disfarçaram de organizações de caridade para induzir as vítimas a clicarem em links maliciosos que levavam ao download de arquivos comprimidos protegidos por senha. Esses arquivos continham um executável criado com PyInstaller que, ao ser executado, implantava o PLUGGYAPE. Este malware, escrito em Python, estabelece comunicação com servidores remotos via WebSocket ou MQTT, permitindo que os operadores executem códigos arbitrários nas máquinas comprometidas. Além disso, os endereços de comando e controle (C2) são obtidos de serviços externos, o que aumenta a segurança operacional dos atacantes. O CERT-UA também destacou que a interação inicial com as vítimas está sendo realizada com contas legítimas e na língua ucraniana, demonstrando um conhecimento detalhado sobre os alvos. Essa situação evidencia a crescente utilização de mensageiros como vetores de entrega de ferramentas de ciberameaças, representando um risco significativo para a segurança cibernética na região.

Node.js corrige falha crítica que afeta quase todos os aplicativos em produção

O Node.js lançou atualizações para corrigir uma falha de segurança crítica que impacta praticamente todos os aplicativos em produção que utilizam a plataforma. A vulnerabilidade, identificada como CVE-2025-59466, pode levar a uma condição de negação de serviço (DoS) se explorada. O problema ocorre devido a um erro que se manifesta quando a API async_hooks é utilizada, resultando na saída abrupta do Node.js com o código 7, sem lançar um erro capturável. Isso torna os aplicativos vulneráveis a ataques de DoS, especialmente aqueles que dependem de entradas não sanitizadas para controlar a profundidade da recursão. As versões afetadas incluem todas a partir da 8.x até a 18.x, com correções disponíveis nas versões 20.20.0, 22.22.0, 24.13.0 e 25.3.0. Apesar da gravidade, a equipe do Node.js considera a correção uma mitigação, uma vez que a exaustão de espaço na pilha não é parte da especificação ECMAScript e não é tratada como um problema de segurança pelo motor V8. Dada a gravidade da vulnerabilidade, é recomendado que os usuários atualizem suas versões o mais rápido possível.

Campanhas de ciberataques visam modelos de linguagem de IA

Com a crescente popularidade das ferramentas de inteligência artificial (IA), cibercriminosos estão direcionando suas atenções para a exploração de vulnerabilidades em modelos de linguagem de grande escala (LLMs). Pesquisadores da GreyNoise identificaram duas campanhas de ataque que, juntas, contabilizam quase 100 mil tentativas de exploração. Os ataques, que ocorreram entre outubro de 2025 e janeiro de 2026, visaram principalmente empresas que utilizam esses modelos em suas operações diárias. A primeira campanha consistiu na injeção de domínios maliciosos, enquanto a segunda, considerada mais perigosa, focou em testar APIs de serviços de IA de grandes empresas como OpenAI e Google, buscando identificar quais modelos poderiam ser manipulados sem acionar alertas de segurança. Os especialistas alertam que esses ataques representam riscos significativos para a segurança corporativa, especialmente com a adoção crescente de IAs. Recomenda-se que as empresas implementem medidas de segurança mais robustas, como o bloqueio de endereços suspeitos e a configuração de alertas para respostas rápidas a possíveis ameaças.

Prisões de hackers não reduziram ransomware em 2025, diz estudo

Um relatório da Emsisoft, intitulado “O Estado do Ransomware nos Estados Unidos”, revela que, apesar das prisões de grupos hackers e do fechamento de servidores, o número de ataques de ransomware aumentou significativamente entre 2023 e 2025. O estudo, que analisou dados de plataformas como RansomLook.io e Ransomware.live, aponta que o número de vítimas subiu de 5.400 em 2023 para mais de 8.000 em 2025. O aumento é atribuído à proliferação de novos grupos de ataque, que passaram de cerca de 70 em 2023 para entre 126 e 141 em 2025. Os principais grupos ativos incluem Qilin, Akira, Cl0p, Play, Safepay e INC Ransom. Embora as ações legais tenham impactado algumas gangues, a competição entre os atacantes parece ter contribuído para o aumento dos incidentes. A Emsisoft sugere que, apesar do cenário atual, a aplicação de leis internacionais pode eventualmente ajudar a reduzir o número de vítimas.

Principais ameaças aos celulares Android em 2025

Um relatório da ESET revela que o ecossistema Android na América Latina, especialmente no Brasil e México, continua sendo um alvo preferencial para cibercriminosos. Em 2025, três famílias de malware se destacaram entre as mais detectadas: Trojan.Android/Exploit.CVE-2012-6636, Trojan.Android/Exploit.Lotoor e Trojan.Android/Pandora. A primeira, com mais de uma década, explora vulnerabilidades em aplicativos desatualizados, enquanto a segunda se aproveita de falhas em dispositivos com acesso root. A terceira, uma variante do malware Mirai, transforma dispositivos em botnets para ataques DDoS. A ESET alerta que a fragmentação do sistema Android e o uso prolongado de aparelhos sem atualização contribuem para a persistência dessas ameaças. Recomendações incluem manter o sistema e aplicativos atualizados e evitar downloads de fontes não confiáveis.

Velho Manual, Nova Escala Ataques Otimizados em 2025

O artigo destaca que, apesar da segurança cibernética frequentemente discutir novas ameaças, os ataques mais eficazes em 2025 são semelhantes aos de 2015. Os invasores continuam a explorar pontos de entrada conhecidos, mas com maior eficiência. A cadeia de suprimentos é um foco crítico, como demonstrado pela campanha Shai Hulud NPM, onde um único pacote comprometido pode afetar milhares de projetos. A inteligência artificial facilitou a execução de ataques, permitindo que até indivíduos realizem operações complexas que antes exigiam grandes equipes. O phishing permanece uma ameaça significativa, pois os humanos continuam sendo o elo mais fraco, exemplificado por um ataque recente que comprometeu pacotes com milhões de downloads. Além disso, extensões de navegador maliciosas continuam a contornar os mecanismos de segurança das lojas oficiais. O artigo conclui que, em vez de buscar novas estratégias de defesa, é essencial corrigir os modelos de permissão e fortalecer a verificação da cadeia de suprimentos, priorizando a segurança básica.

Extensão maliciosa do Chrome rouba chaves API da MEXC

Pesquisadores de cibersegurança revelaram uma extensão maliciosa do Google Chrome, chamada MEXC API Automator, que tem a capacidade de roubar chaves API associadas à MEXC, uma exchange de criptomoedas centralizada disponível em mais de 170 países. Publicada em setembro de 2025, a extensão, que já conta com 29 downloads, se apresenta como uma ferramenta para automatizar operações de trading na plataforma. Ao ser instalada, ela cria programaticamente novas chaves API, habilita permissões de retirada e oculta essas permissões na interface do usuário. As chaves geradas são então enviadas para um bot do Telegram controlado pelo atacante.