Notícias de Cibersegurança

Notícias de Cibersegurança

Bem-vindo ao centro de notícias do BR Defense Center. Aqui você encontra as últimas notícias, análises e tendências em cibersegurança, com foco no cenário brasileiro e internacional.

Categorias

  • Ransomware: Ataques de sequestro de dados
  • Vulnerabilidades: Falhas de segurança e patches
  • Vazamento de Dados: Incidentes de exposição de dados
  • Phishing: Golpes e engenharia social
  • Malware: Análise de códigos maliciosos
  • Inteligência Artificial: IA aplicada à segurança
  • Cloud Security: Segurança em nuvem
  • Mobile Security: Segurança mobile
  • IoT Security: Segurança em IoT
  • Compliance: Regulamentações e conformidade

Vulnerabilidade no FortiOS permite bypass de autenticação em VPNs

A Fortinet alertou sobre a exploração ativa de uma vulnerabilidade de cinco anos, identificada como CVE-2020-12812, que afeta o FortiOS SSL VPN. Essa falha de autenticação inadequada permite que usuários loguem sem serem solicitados a fornecer um segundo fator de autenticação, caso a combinação de letras do nome de usuário seja alterada. O problema ocorre quando a autenticação de dois fatores (2FA) está habilitada em configurações específicas, como quando o método de autenticação é remoto (por exemplo, LDAP). A vulnerabilidade foi identificada como uma falha de correspondência sensível a maiúsculas e minúsculas entre autenticações locais e remotas. A Fortinet recomenda que as organizações atualizem para as versões mais recentes do FortiOS e desativem a sensibilidade a maiúsculas nos nomes de usuário para mitigar o risco. A falha já foi explorada por diversos agentes de ameaça, e o governo dos EUA a incluiu em sua lista de vulnerabilidades críticas em 2021. As empresas que utilizam o FortiOS devem agir rapidamente para evitar que usuários administrativos ou de VPN sejam autenticados sem 2FA.

Coreia do Sul restringe acesso a cartões SIM com reconhecimento facial

A Coreia do Sul está implementando um novo sistema de registro de cartões SIM que inclui reconhecimento facial, como resposta ao aumento de fraudes e vazamentos de dados. A medida visa dificultar a criação de contas móveis fraudulentas, que têm proliferado devido ao acesso fácil a dados pessoais roubados. Com a nova política, os usuários deverão apresentar documentos de identidade oficiais e realizar uma verificação facial por meio de aplicativos de operadoras. O Ministério da Ciência e TIC do país argumenta que a simples apresentação de dados pessoais não é mais suficiente para ativar uma linha telefônica, especialmente após uma série de incidentes de vazamento de dados que afetaram mais da metade da população sul-coreana. As operadoras de telecomunicações enfrentaram críticas por falhas de segurança, levando a multas e exigências de compensação aos consumidores. Embora a verificação biométrica possa aumentar a segurança, ela também levanta preocupações sobre a proteção e armazenamento dos dados biométricos. A nova política pode complicar o processo de aquisição de linhas telefônicas, especialmente para usuários temporários ou pré-pagos, mas as autoridades acreditam que é um passo necessário para combater fraudes e proteger os consumidores.

Mini PC Dell Pro Micro com desconto e VPN grátis por tempo limitado

O Dell Pro Micro QCM1250 é uma opção atraente para quem busca um mini PC moderno e eficiente por menos de $700. Atualmente, está disponível por $699,99 na Newegg, uma redução significativa em relação ao preço original de $999,99 e muito mais barato do que o preço direto da Dell, que é de $1.179,00. Este desktop compacto é equipado com um processador Intel Core Ultra 5 235T, 16GB de memória DDR5 e um SSD NVMe de 256GB, rodando o Windows 11 Pro. Além disso, a oferta inclui uma assinatura gratuita do NordVPN, avaliada em $50, que é considerada uma ferramenta essencial para segurança online. Embora o armazenamento de 256GB possa ser considerado limitado, é possível realizar uma atualização posteriormente. O Pro Micro é ideal para multitarefas, trabalho de escritório e desenvolvimento, apresentando um design que minimiza o calor e o ruído, tornando-o adequado para ambientes profissionais. Com um peso de pouco mais de 1,3 kg, é uma solução prática e eficiente para quem precisa de um desktop que ocupe pouco espaço.

Nova variante de malware MacSync ataca macOS com aplicativo falso

Pesquisadores de cibersegurança descobriram uma nova variante do malware MacSync, um ladrão de informações para macOS, que é distribuído por meio de um aplicativo Swift assinado digitalmente e notariado, disfarçado como instalador de um aplicativo de mensagens. Essa abordagem visa contornar as verificações de segurança da Apple, como o Gatekeeper. Ao contrário de variantes anteriores que utilizavam técnicas de arrastar para o terminal, esta versão adota uma abordagem mais enganosa e automatizada. O instalador, nomeado ‘zk-call-messenger-installer-3.9.2-lts.dmg’, foi encontrado em um site específico e, apesar de ser assinado, exibe instruções para que os usuários abram o aplicativo manualmente, uma tática comum para evitar bloqueios. O dropper em Swift realiza várias verificações antes de baixar e executar um script codificado, incluindo a validação da conectividade com a internet e a remoção de atributos de quarentena. Além disso, a nova variante apresenta mudanças significativas na forma como o payload é recuperado, utilizando comandos que visam melhorar a confiabilidade e evitar detecções. A inclusão de documentos PDF irrelevantes no DMG também serve como uma técnica de evasão, aumentando o tamanho do arquivo para 25,5 MB. O MacSync, uma versão rebranded do Mac.c, possui capacidades de controle remoto além do roubo de dados, refletindo uma tendência crescente de malware que se disfarça como aplicativos legítimos.

Cibercriminosos agora visam pequenas e médias empresas

Em 2025, as pequenas e médias empresas (PMEs) se tornaram o principal alvo de cibercriminosos, representando 70,5% das violações de dados registradas. Este fenômeno se deve ao aumento dos investimentos em cibersegurança por grandes empresas, que estão menos propensas a pagar resgates, levando os hackers a direcionar suas atenções para negócios menores, que possuem menos recursos para se proteger. Dados de empresas como Tracelo, PhoneMondo e SkilloVilla, que sofreram vazamentos significativos, revelam que informações pessoais, como nomes, endereços e senhas, estão sendo vendidas na dark web. Para mitigar esses riscos, as PMEs devem implementar autenticação de dois fatores, controlar rigorosamente o acesso às informações e armazenar dados sensíveis de forma segura. A adoção de gerenciadores de senhas pode ser uma solução eficaz para proteger credenciais e evitar ataques de phishing. À medida que os hackers continuam a explorar vulnerabilidades em PMEs, é crucial que essas empresas adotem medidas proativas para proteger seus dados e redes.

Aumento de 62 em fraudes de investimento com uso de IA

O esquema de fraude de investimento conhecido como Nomani teve um aumento de 62% em suas atividades, conforme dados da ESET. Inicialmente documentado em dezembro de 2024, o Nomani utiliza malvertising em redes sociais, como Facebook e YouTube, além de vídeos de testemunhos gerados por inteligência artificial (IA) para enganar usuários a investirem em produtos inexistentes. Os golpistas solicitam taxas adicionais ou informações pessoais, como documentos de identidade e dados de cartão de crédito, quando as vítimas tentam retirar os lucros prometidos. Além disso, os fraudadores tentam enganar as vítimas novamente, oferecendo ajuda para recuperar os fundos roubados, mas acabam causando mais perdas financeiras. A ESET bloqueou mais de 64 mil URLs únicas associadas a essa ameaça, com a maioria das detecções originando-se de países como República Tcheca, Japão, Eslováquia, Espanha e Polônia. Apesar do aumento geral nas detecções, houve uma queda de 37% nas detecções na segunda metade de 2025, sugerindo que os atacantes estão mudando suas táticas em resposta a esforços de aplicação da lei. O uso de deepfakes de personalidades populares e a melhoria na qualidade dos vídeos gerados por IA tornam a identificação da fraude mais difícil para os usuários.

Como saber se sua senha vazou na dark web métodos e ferramentas

O artigo aborda a crescente preocupação com o vazamento de credenciais na dark web, destacando que milhões de senhas e e-mails são expostos diariamente, muitas vezes devido a grandes violações de segurança em empresas. Para verificar se suas informações foram comprometidas, o texto apresenta ferramentas como ‘Have I Been Pwned’, que permite aos usuários checar se seus e-mails foram expostos em vazamentos. Além disso, navegadores como Chrome e Edge oferecem alertas sobre senhas vazadas, enquanto o Google anunciou uma ferramenta de monitoramento da dark web, que será descontinuada em 2026. O artigo também menciona o ‘credential stuffing’, uma técnica utilizada por cibercriminosos para explorar senhas vazadas em múltiplas plataformas. Após a confirmação de um vazamento, recomenda-se trocar senhas imediatamente, verificar regras de encaminhamento de e-mail e encerrar sessões em dispositivos. Para aumentar a segurança, o uso de gerenciadores de senhas, autenticação de dois fatores e aliasing de e-mail são sugeridos como medidas preventivas eficazes.

Apple é multada em 98,6 milhões por práticas anticompetitivas na Itália

A Apple foi multada em €98,6 milhões pela Autoridade Antitruste da Itália (AGCM) por práticas que restringem a concorrência na App Store. A investigação, iniciada em maio de 2023, concluiu que a empresa abusou de sua posição dominante ao impor unilateralmente regras de transparência de rastreamento de aplicativos (ATT) a desenvolvedores de terceiros, sem consulta prévia. Embora a AGCM não questione a intenção da Apple de proteger a privacidade dos usuários, critica os requisitos de consentimento que oneram excessivamente os desenvolvedores. A ATT exige que os desenvolvedores apresentem solicitações de permissão separadas para o rastreamento de dados, enquanto os aplicativos da Apple podem obter essa permissão com um único toque. A autoridade argumenta que essa exigência dupla prejudica os desenvolvedores que dependem de publicidade. A Apple anunciou que irá recorrer da decisão, reafirmando seu compromisso com a proteção da privacidade. Este não é o primeiro caso de conflito da ATT com autoridades de concorrência, já que a empresa também foi multada na França e enfrenta investigações em outros países da Europa, como Polônia e Romênia.

SEC processa empresas por golpe de criptomoeda de US 14 milhões

A Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) apresentou acusações contra várias empresas envolvidas em um esquema de fraude em criptomoedas que lesou investidores em mais de US$ 14 milhões. As plataformas de negociação Morocoin Tech Corp., Berge Blockchain Technology Co., Ltd. e Cirkor Inc., além de clubes de investimento como AI Wealth Inc. e Lane Wealth Inc., foram citadas na denúncia. O golpe foi estruturado em várias etapas, atraindo vítimas por meio de anúncios nas redes sociais e interações em grupos de mensagens, onde os golpistas se passavam por profissionais financeiros, prometendo retornos com base em dicas de investimento geradas por inteligência artificial (IA). Os investidores foram convencidos a depositar fundos em plataformas de negociação falsas, que alegavam ter licenças governamentais. Quando tentaram retirar seus investimentos, foram solicitados a pagar taxas antecipadas. A SEC busca penalidades civis e a devolução dos valores, destacando a gravidade da fraude que afeta investidores de varejo nos EUA.

Hackers pagam até R 83 mil para funcionários vazarem dados

Um estudo da Check Point Research revelou que grupos de hackers estão adotando táticas inovadoras para obter acesso a sistemas internos de empresas, especialmente bancos e empresas de tecnologia. Em vez de utilizar métodos tradicionais de invasão, como força bruta ou exploração de vulnerabilidades, esses cibercriminosos estão oferecendo recompensas financeiras a funcionários para que eles forneçam acesso a dados sensíveis. Os valores pagos podem variar de US$ 3.000 (cerca de R$ 16.500) a US$ 15.000 (R$ 83 mil) por acesso a informações específicas. Além disso, dados valiosos, como registros de clientes, estão sendo vendidos na dark web por quantias ainda maiores, como US$ 25.000 (R$ 138 mil) por 37 mil registros. Os hackers utilizam apelos emocionais e promessas de liberdade financeira para atrair os funcionários, que são abordados em plataformas como Telegram e redes sociais. O caso de um funcionário da Crowdstrike que vazou informações para um grupo de hackers ilustra o risco que essa abordagem representa, uma vez que contorna as medidas de segurança tradicionais. A situação destaca a necessidade urgente de as empresas implementarem políticas de segurança mais rigorosas e programas de conscientização para seus colaboradores.

Hackers vazam 86 milhões de músicas do Spotify em violação de segurança

O Spotify confirmou uma violação de segurança que resultou no vazamento de aproximadamente 86 milhões de músicas de seu catálogo, totalizando cerca de 300 TB de dados. O ataque foi realizado pelo grupo hacker conhecido como Anna’s Archive, que se autodenomina ‘arquivista’. Utilizando uma técnica chamada ‘scraping’, o grupo extraiu uma quantidade massiva de conteúdo da plataforma de streaming, conseguindo copiar quase 99,6% das reproduções disponíveis. O Spotify, em resposta ao incidente, desativou contas de usuários maliciosos e implementou medidas de segurança adicionais para prevenir novos vazamentos. Apesar da gravidade do ataque, a empresa afirmou que os usuários da plataforma não foram afetados diretamente. O Anna’s Archive justificou sua ação como uma tentativa de criar um ‘arquivo de preservação’ da música na internet, o que levanta questões sobre direitos autorais e a ética do compartilhamento de dados. O incidente destaca a vulnerabilidade de plataformas de streaming e a necessidade de reforço nas medidas de segurança para proteger conteúdos digitais.

ChatGPT Atlas e Chrome são os piores navegadores para a privacidade

Um estudo recente da Digitain revelou que o ChatGPT Atlas, da OpenAI, e o Google Chrome são os navegadores com maior risco à privacidade dos usuários. O ChatGPT Atlas obteve uma pontuação de 99 em 100, indicando falhas significativas em bloquear o rastreamento de usuários entre sessões e sites. O Google Chrome, embora mais popular, ficou em segundo lugar com uma pontuação de 76, demonstrando que a proteção de dados não é uma prioridade para grandes empresas do setor. Outros navegadores, como Mozilla Firefox e Apple Safari, também apresentaram pontuações baixas, levantando preocupações sobre a segurança dos dados dos internautas. Em contrapartida, navegadores como Brave e Mullvad Browser se destacaram por suas funcionalidades focadas na privacidade, sendo recomendados para aqueles que buscam maior proteção online. O estudo alerta que a crescente popularidade de navegadores baseados em inteligência artificial pode aumentar a coleta de dados pessoais, o que representa um risco adicional para a privacidade dos usuários.

Software pirata e vídeos do YouTube espalham malware que engana antivírus

Recentemente, duas campanhas de malware têm se destacado por enganar usuários e comprometer dispositivos. A primeira, identificada pela Cyderes, envolve a distribuição de software pirata, especificamente um loader chamado CountLoader. Este malware é instalado quando a vítima tenta baixar versões crackeadas de programas legítimos, como o Microsoft Word, através de links em sites falsos. O arquivo ZIP corrompido contém um documento que, ao ser aberto, executa comandos maliciosos, criando uma tarefa agendada que permite ao malware coletar dados sensíveis do usuário, burlando até mesmo a detecção de antivírus.

Coreia do Sul combate números falsos com reconhecimento facial

O governo da Coreia do Sul anunciou, em 19 de dezembro de 2025, a implementação de um sistema de verificação facial obrigatório para todas as operadoras de telefonia ao vender novos chips de celular. Esta medida, proposta pelo Ministério da Ciência e Tecnologias da Informação e Comunicação, visa combater o aumento de fraudes, especialmente os golpes de phishing por voz, conhecidos como vishing. A nova exigência inclui a apresentação de documentos de identidade durante a venda, o que deve dificultar a criação de contas fraudulentas. As principais operadoras do país, SK Telecom, LG Uplus e Korea Telecom, já oferecem um aplicativo chamado PASS, que armazenará informações biométricas dos usuários. A Coreia do Sul já enfrentou sérios problemas de segurança, com incidentes de vazamento de dados que afetaram milhões de cidadãos. Em 2024, a Coupang teve 30 milhões de registros expostos, e a SK Telecom também sofreu um vazamento significativo, resultando em multas e compensações financeiras. A medida é uma resposta a um cenário em que operadoras virtuais, que não possuem infraestrutura própria, foram responsáveis por 92% dos números falsos detectados no último ano.

O leão da cibersegurança por que as empresas ainda correm devagar?

O artigo de Arthur Capella utiliza a metáfora de um leão na savana para ilustrar o cenário atual da cibersegurança, onde as empresas precisam estar mais preparadas do que seus concorrentes para evitar ataques cibernéticos. Ele destaca que a crença de que é possível construir defesas impenetráveis é um equívoco, já que nenhuma fortaleza é perfeita. O verdadeiro diferencial está em reconhecer que falhas são inevitáveis e em estar pronto para reagir rapidamente. Muitas organizações, ao invés de entenderem o risco, acumulam ferramentas e relatórios, criando uma falsa sensação de segurança. O papel da cibersegurança deve ser viabilizar o negócio, priorizando a proteção dos ativos mais críticos. Além disso, o autor enfatiza que a tecnologia sozinha não é suficiente; é necessário cultivar uma cultura de cibersegurança que envolva processos e pessoas bem treinadas. A abordagem deve ser baseada em risco, focando no que realmente representa uma ameaça ao negócio, e não apenas na quantidade de ferramentas implementadas. O artigo conclui que, em um ambiente de cibersegurança, a preparação é fundamental para evitar se tornar a presa do leão.

A senha mais comum entre a Geração Z e suas implicações de segurança

Um estudo recente da NordPass e da Comparitech revelou que a Geração Z, apesar de ser a primeira geração de nativos digitais, está adotando práticas de segurança fracas ao escolher senhas. A pesquisa, que analisou dados de violações de segurança entre setembro de 2024 e setembro de 2025, mostrou que as senhas mais utilizadas por jovens incluem sequências numéricas simples como ‘12345’, ‘123456’ e até a palavra ‘password’. Essa escolha reflete uma tendência preocupante, onde a facilidade de lembrar senhas supera a necessidade de segurança. Daniel Barbosa, pesquisador de segurança da ESET, destaca que essa geração, mesmo mais conectada, não está adotando boas práticas de segurança digital. Além disso, o estudo revelou que 25% das senhas analisadas são fracas, afetando não apenas a Geração Z, mas também Millennials, Geração X e Baby Boomers. Para mitigar esses riscos, especialistas recomendam a criação de senhas mais complexas e o uso de gerenciadores de senhas, evitando a repetição de credenciais em diferentes contas.

Seus dados vazam pelo som e energia? Entenda os ataques de canal lateral

Os ataques de canal lateral são uma técnica sofisticada utilizada por cibercriminosos para extrair informações sensíveis, como chaves criptográficas, sem precisar invadir diretamente um sistema. Em vez de explorar vulnerabilidades de software, esses ataques se concentram na análise do comportamento físico de componentes de hardware durante o processamento de dados. Os hackers podem monitorar o consumo de energia, o tempo de resposta, a emissão de radiação eletromagnética e até mesmo os sons emitidos pelos dispositivos para deduzir informações valiosas. Exemplos notáveis incluem as vulnerabilidades Spectre e Meltdown, que afetaram processadores modernos e revelaram a fragilidade das implementações de segurança física. Embora a maioria dos ataques de canal lateral exija que o atacante esteja fisicamente próximo do alvo, dispositivos de Internet das Coisas (IoT) e ambientes de nuvem são particularmente vulneráveis. Para se proteger, recomenda-se a atualização constante de sistemas operacionais e a implementação de medidas como blindagem eletromagnética e algoritmos de tempo constante. No entanto, para usuários comuns, identificar esses ataques pode ser extremamente difícil, já que não há sinais visíveis de comprometimento.

Vazamento de dados da Universidade de Phoenix afeta 3,5 milhões

A Universidade de Phoenix confirmou que sofreu um ataque de ransomware do grupo Cl0p, resultando no vazamento de dados sensíveis de aproximadamente 3,5 milhões de pessoas. O ataque ocorreu em agosto de 2025, quando os hackers exploraram uma vulnerabilidade zero-day no Oracle E-Business Suite, um software amplamente utilizado para gerenciar processos empresariais. Os dados comprometidos incluem nomes completos, informações de contato, datas de nascimento, números de Seguro Social e detalhes bancários. Após a divulgação do ataque, a universidade iniciou uma investigação que confirmou a violação. Para mitigar os danos, a instituição notificou os afetados e ofereceu 12 meses de proteção contra roubo de identidade, monitoramento de crédito e uma política de reembolso de até 1 milhão de dólares para fraudes. Este incidente é considerado um dos maiores ataques de ransomware de 2025, destacando a crescente ameaça que as organizações enfrentam em relação a vulnerabilidades em software amplamente utilizado.

Passwd Gerenciador de Senhas Focado em Google Workspace

O Passwd é um gerenciador de senhas projetado especificamente para organizações que utilizam o Google Workspace. Com foco em segurança, ele utiliza criptografia AES-256 para proteger credenciais e dados sensíveis, garantindo que apenas os usuários possam acessar informações descriptografadas, em uma arquitetura de zero-knowledge. O sistema oferece controle administrativo centralizado, permissões baseadas em funções e rastreamento de acessos, facilitando a conformidade com normas como SOC 2 e GDPR.

A integração com o Google Workspace permite que os usuários façam login usando suas contas Google, eliminando a necessidade de gerenciar senhas mestras adicionais. O Passwd é compatível com diversos dispositivos, incluindo extensões para navegadores e aplicativos móveis, o que proporciona uma experiência de uso consistente. Além disso, oferece funcionalidades como geração de senhas seguras e auditorias de credenciais.

Operação da INTERPOL combate cibercrime na África e recupera US 3 milhões

Uma operação coordenada pela INTERPOL, chamada Operação Sentinel, resultou na recuperação de US$ 3 milhões e na prisão de 574 suspeitos em 19 países africanos, entre 27 de outubro e 27 de novembro de 2025. A ação focou em crimes cibernéticos como comprometimento de e-mails empresariais (BEC), extorsão digital e ransomware. Entre os países participantes estão Gana, Nigéria, África do Sul e Uganda. Durante a operação, mais de 6.000 links maliciosos foram removidos e seis variantes de ransomware foram descriptografadas. Um ataque específico a uma instituição financeira em Gana criptografou 100 terabytes de dados e resultou em um roubo de cerca de US$ 120.000. Além disso, uma rede de fraudes cibernéticas que operava entre Gana e Nigéria foi desmantelada, resultando em 10 prisões e a apreensão de 100 dispositivos digitais. Neal Jetton, diretor de cibercrime da INTERPOL, destacou que a sofisticação dos ataques cibernéticos na África está aumentando, especialmente contra setores críticos como finanças e energia. A Operação Sentinel faz parte da Iniciativa Africana Conjunta de Combate ao Cibercrime (AFJOC), que visa fortalecer as capacidades das agências de segurança na região.

Extensões maliciosas do Chrome comprometem dados de usuários

Pesquisadores de cibersegurança identificaram duas extensões maliciosas do Google Chrome, ambas com o nome ‘Phantom Shuttle’, que interceptam tráfego e capturam credenciais de usuários. Publicadas por um mesmo desenvolvedor, as extensões prometem ser um plug-in de teste de velocidade de rede, mas na verdade atuam como proxies man-in-the-middle, coletando dados sensíveis. Os usuários pagam entre ¥9.9 e ¥95.9 CNY (aproximadamente R$ 1,40 a R$ 13,50) acreditando que estão adquirindo um serviço legítimo de VPN. Após a ativação, as extensões injetam credenciais de proxy em solicitações de autenticação HTTP, permitindo que os atacantes capturem informações como senhas, números de cartão de crédito e dados de navegação. A operação, que parece ter origem na China, utiliza uma infraestrutura profissional para parecer legítima, enquanto compromete a segurança dos usuários. É recomendado que os usuários removam essas extensões imediatamente e que as equipes de segurança implementem medidas de monitoramento e controle de extensões no ambiente corporativo.

FCC proíbe drones estrangeiros por preocupações de segurança nacional

A Comissão Federal de Comunicações dos EUA (FCC) anunciou uma proibição de drones e componentes críticos fabricados em países estrangeiros, especialmente da China, devido a preocupações com a segurança nacional. A medida, que se alinha ao Ato de Autorização de Defesa Nacional de 2025, visa proteger o espaço aéreo americano e prevenir o uso indevido de drones por criminosos e agentes hostis. A FCC destacou que drones e componentes como sistemas de comunicação e controle de voo, se produzidos fora dos EUA, podem facilitar vigilância não autorizada e operações destrutivas. A proibição não afeta drones já adquiridos pelos consumidores, nem impede a venda de modelos aprovados anteriormente. Essa decisão é especialmente relevante à medida que os EUA se preparam para eventos de grande escala, como a Copa do Mundo de 2026 e as Olimpíadas de 2028. A FCC também indicou que componentes poderiam ser isentos se o Departamento de Segurança Interna dos EUA determinasse que não representam riscos. A medida reflete uma crescente preocupação com a segurança cibernética e a proteção de dados sensíveis em um cenário global cada vez mais complexo.

Vulnerabilidade crítica no n8n pode permitir execução de código remoto

Uma vulnerabilidade crítica foi identificada na plataforma de automação de workflows n8n, classificada como CVE-2025-68613, com um alto índice de severidade de 9.9 no CVSS. Essa falha permite que usuários autenticados executem código arbitrário em um contexto de execução inadequadamente isolado, o que pode levar à total comprometimento da instância afetada, incluindo acesso não autorizado a dados sensíveis e modificação de workflows. A vulnerabilidade afeta todas as versões do n8n a partir da 0.211.0 até antes da 1.120.4. As versões corrigidas incluem 1.120.4, 1.121.1 e 1.122.0. Com mais de 103 mil instâncias potencialmente vulneráveis, a maioria localizadas nos EUA, Alemanha, França, Brasil e Cingapura, é essencial que os usuários apliquem as atualizações imediatamente. Caso a aplicação do patch não seja viável, recomenda-se restringir as permissões de criação e edição de workflows a usuários confiáveis e implementar o n8n em um ambiente seguro com privilégios de sistema e acesso à rede limitados.

Departamento de Justiça dos EUA apreende domínio de fraude bancária

O Departamento de Justiça dos EUA anunciou a apreensão do domínio web3adspanels[.]org, que era utilizado para facilitar um esquema de fraude de tomada de conta bancária. Este domínio servia como um painel de controle para manipular credenciais de login bancário obtidas ilegalmente. Os criminosos veiculavam anúncios fraudulentos em motores de busca como Google e Bing, redirecionando usuários desavisados para sites falsos de bancos, onde suas credenciais eram coletadas por meio de um software malicioso. Até o momento, o esquema resultou em 19 vítimas nos EUA, incluindo duas empresas na Geórgia, com perdas estimadas em cerca de $28 milhões, sendo $14,6 milhões em perdas reais. O domínio apreendido armazenava as credenciais de login de milhares de vítimas e facilitava fraudes até recentemente. O FBI relatou mais de 5.100 queixas relacionadas a fraudes de tomada de conta bancária desde janeiro de 2025, totalizando perdas superiores a $262 milhões. O DoJ recomenda que os usuários sejam cautelosos ao compartilhar informações online, monitorem suas contas e utilizem senhas complexas.

Coreia do Norte responde por 60 do roubo global de criptomoedas

Um levantamento realizado pelo site Chainalysis revelou que hackers da Coreia do Norte foram responsáveis pelo roubo de R$ 11,21 bilhões em criptomoedas em 2025, o que representa cerca de 60% do total global de R$ 18,86 bilhões subtraídos neste ano. Desde o início dos registros de roubo de criptomoedas, o país já acumulou R$ 37,45 bilhões em ativos digitais roubados. O ataque mais significativo do ano ocorreu na plataforma ByBit, onde R$ 8,32 bilhões foram desviados, correspondendo a 75% do total roubado pela Coreia do Norte em 2025. Os hackers utilizam diversas táticas, incluindo a infiltração em empresas estrangeiras como profissionais de TI e a publicação de ofertas de emprego falsas para disseminar malwares. Apesar de uma queda no número total de ataques, os valores roubados por incidente aumentaram em 51%, indicando que os hackers estão se concentrando em alvos mais vulneráveis, como corretores e carteiras pessoais. A crescente sofisticação das técnicas de ataque e a adaptação às medidas de segurança implementadas nas plataformas de criptomoedas são preocupantes para o setor de cibersegurança.

Campanha de phishing utiliza autenticação do Microsoft 365 para roubo de contas

Uma nova campanha de phishing tem como alvo usuários do Microsoft 365, com a identificação de um grupo de hackers possivelmente vinculado à Rússia. Desde setembro de 2025, esses ataques têm como foco organizações governamentais e militares dos Estados Unidos e Europa, visando entidades públicas, centros de pesquisa e instituições de ensino superior. Os criminosos estabelecem um contato inicial legítimo com as vítimas, agendando reuniões fictícias. Após esse contato, um link é enviado, supostamente para um documento no Microsoft OneDrive, mas que na verdade redireciona para uma página falsa que imita a conta do usuário. Ao copiar um código e clicar em “Avançar”, a vítima é levada a uma URL legítima de login, onde os hackers conseguem capturar as credenciais. A escolha dos alvos, que inclui setores críticos como energia e pesquisa, levanta preocupações sobre a segurança de informações sensíveis e a possibilidade de acesso a dados sigilosos.

Centro de Dermatologia Brevard sofre vazamento de dados de 55 mil pessoas

O Brevard Skin and Cancer Center, localizado na Flórida, confirmou que notificou 55.500 pessoas sobre um vazamento de dados ocorrido em setembro de 2025. As informações comprometidas incluem números de Seguro Social, dados de faturamento e reivindicações, diagnósticos, números de telefone, endereços residenciais, datas de nascimento e endereços de e-mail. O grupo de ransomware PEAR reivindicou a responsabilidade pelo ataque, alegando ter roubado 1,8 TB de dados. Embora a Brevard tenha iniciado uma investigação, ainda não confirmou se pagou um resgate ou como a violação ocorreu. A instituição está oferecendo 24 meses de monitoramento de crédito gratuito para as vítimas afetadas. O grupo PEAR, que começou a operar em agosto de 2025, é conhecido por focar em roubo de dados e extorsão, sem criptografar as informações. Este incidente é parte de uma tendência crescente de ataques de ransomware em provedores de saúde nos EUA, que já contabilizam 89 ataques confirmados, comprometendo mais de 8,25 milhões de registros. O ataque à Brevard destaca a vulnerabilidade do setor de saúde e a necessidade urgente de medidas de segurança robustas.

Pacote malicioso no npm compromete contas do WhatsApp

Pesquisadores de cibersegurança revelaram um novo pacote malicioso no repositório npm, chamado ’lotusbail’, que se disfarça como uma API funcional do WhatsApp. Desde sua publicação em maio de 2025, o pacote foi baixado mais de 56.000 vezes, com 711 downloads apenas na última semana. O malware é capaz de interceptar mensagens, roubar credenciais do WhatsApp e instalar um backdoor persistente no dispositivo da vítima. Ele captura tokens de autenticação, histórico de mensagens, listas de contatos e arquivos de mídia, enviando esses dados para um servidor controlado pelo atacante de forma criptografada. Além disso, o pacote permite que o dispositivo do invasor se conecte à conta do WhatsApp da vítima, garantindo acesso contínuo mesmo após a desinstalação do pacote. A técnica utilizada envolve um wrapper malicioso de WebSocket que redireciona informações de autenticação e mensagens. O ’lotusbail’ também possui funcionalidades anti-debugging que dificultam a detecção. Este incidente destaca a crescente sofisticação dos ataques à cadeia de suprimentos, onde pacotes maliciosos se disfarçam como ferramentas legítimas, representando um risco significativo para desenvolvedores e usuários do WhatsApp.

Golpes de Natal de 2025 quais são e como evitá-los

Um levantamento da Check Point Software revelou que os golpes de cibersegurança durante o período natalino de 2025 estão mais sofisticados, utilizando inteligência artificial para automatizar fraudes. Entre as ameaças destacadas, estão e-mails de phishing com temática natalina, que somaram 33.502 casos nas últimas duas semanas, e a criação de 10.000 anúncios falsos diariamente em redes sociais. Os golpistas têm se aproveitado de eventos como a Black Friday para lançar sites de varejo falsos, que imitam operações legítimas, incluindo carrinhos de compra e confirmações de e-mail. Além disso, golpes de sorteios e promoções fraudulentas têm inundado plataformas como Facebook e Instagram, onde contas recém-criadas alegam que as vítimas ganharam prêmios, solicitando taxas de envio. Para se proteger, os especialistas recomendam verificar URLs, desconfiar de solicitações de pagamento incomuns e evitar compartilhar informações pessoais sem ter buscado o serviço. O alerta é reforçado por instituições como o FBI e a Anatel, que promovem campanhas de conscientização como o movimento #FiqueEsperto.

Senhas mais usadas no Brasil em 2025 por geração

Um levantamento realizado pela NordPass revelou as senhas mais comuns utilizadas no Brasil em 2025, destacando a preocupação dos usuários com a comodidade em detrimento da segurança. A pesquisa, que abrangeu 44 países e diferentes gerações, identificou que a senha mais utilizada no Brasil é ‘admin’, com mais de 2 milhões de ocorrências, seguida por ‘123456’ e ‘12345678’. O estudo também trouxe uma análise geracional, mostrando que mesmo os nativos digitais da geração Z não estão criando senhas mais seguras, com sequências numéricas simples ainda dominando a lista. A pesquisa enfatiza a dificuldade das campanhas de conscientização em impactar a população, já que a tendência de senhas fracas permanece alta. Para melhorar a segurança, recomenda-se a utilização de senhas complexas, a troca regular de credenciais e a adoção de autenticação multifator. O estudo foi realizado sem a compra de dados pessoais, utilizando informações de repositórios da dark web e dados públicos.

Como se proteger de golpes digitais nas compras de fim de ano

Com a chegada das festividades de fim de ano, o aumento das compras online traz também um alerta sobre os golpes digitais. Segundo a plataforma SOS Golpe, quase 50% das denúncias em 2025 estão relacionadas a fraudes em e-commerce. Além disso, um estudo do Data Senado revela que mais de 40 milhões de brasileiros já sofreram prejuízos financeiros devido a crimes digitais. Os criminosos aproveitam a alta demanda por compras para disseminar promoções falsas, links maliciosos e criar lojas fraudulentas que imitam grandes varejistas. Para se proteger, especialistas recomendam a ativação da Autenticação Multifator (MFA), que exige múltiplas verificações para o acesso a contas. O uso de biometria, como impressões digitais e reconhecimento facial, também é uma medida eficaz. É crucial evitar redes Wi-Fi públicas ao realizar transações sensíveis e utilizar gerenciadores de senhas para manter a segurança das credenciais. Além disso, é importante desconfiar de ofertas que parecem boas demais para serem verdade e verificar a autenticidade das lojas antes de realizar compras. Com essas precauções, os consumidores podem reduzir significativamente o risco de se tornarem vítimas de fraudes digitais durante as compras de fim de ano.

Malware em PDF é armadilha para roubar dados de usuários de iPhone e Android

Pesquisadores da Zimperium identificaram duas novas campanhas de phishing que utilizam arquivos PDF maliciosos para infectar dispositivos iPhone e Android, visando roubar dados dos usuários. O malware se disfarça como documentos legítimos, sendo disseminado através de mensagens de texto que enganam as vítimas, aproveitando-se da confiança que elas depositam em comunicações aparentemente oficiais. Uma das campanhas finge ser uma notificação de pagamento de pedágio eletrônico no estado de Massachusetts, enquanto a outra se apresenta como uma fatura falsa do PayPal relacionada a criptomoedas. Os criminosos criaram cerca de 2.145 domínios falsos para espalhar esses links maliciosos, aumentando a eficácia do ataque. A engenharia social é uma tática central, pois os hackers exploram a vulnerabilidade dos usuários em relação a comunicações que parecem vir de autoridades. É crucial que os usuários mantenham um nível elevado de desconfiança ao receber documentos inesperados, especialmente aqueles que solicitam ações imediatas, como pagamentos. A situação ressalta a importância de medidas de segurança cibernética robustas para proteger dados sensíveis contra essas ameaças.

WatchGuard Firebox OS precisa de atualização urgente devido a falha crítica

A WatchGuard Technologies anunciou a correção de uma vulnerabilidade crítica de execução remota de código (RCE) em seus firewalls Firebox, identificada como CVE-2025-14733. Essa falha, com uma pontuação de severidade de 9.3/10, permite que atacantes não autenticados executem código arbitrário remotamente, afetando firewalls que operam com Fireware OS 11.x e versões posteriores. A vulnerabilidade impacta tanto a VPN de Usuário Móvel quanto a VPN de Escritório Remoto quando configuradas com um par de gateway dinâmico. A CISA (Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA) incluiu essa falha em seu catálogo de Vulnerabilidades Conhecidas Exploradas (KEV), estabelecendo um prazo até 26 de dezembro para que agências federais apliquem o patch ou interrompam o uso dos dispositivos vulneráveis. Para aqueles que não podem aplicar a correção imediatamente, a WatchGuard recomenda desativar as VPNs dinâmicas e ajustar as políticas de firewall como medidas paliativas. A empresa já havia corrigido uma falha semelhante meses atrás, evidenciando a necessidade de vigilância contínua em suas soluções de segurança.

Navegação Sustentável O Impacto Ambiental dos Navegadores

Com o crescimento da internet, seu impacto ambiental também aumenta, principalmente devido ao consumo de energia dos data centers e hábitos de navegação que exigem muitos recursos. Embora os usuários individuais não percebam esse impacto diretamente, a soma das atividades digitais é significativa. A navegação ecológica busca reduzir essa carga digital sem alterar a experiência do usuário. Navegadores como o Wave Browser são projetados para serem eficientes, utilizando menos recursos do sistema e integrando ferramentas que minimizam a necessidade de extensões adicionais. O Wave Browser, por exemplo, bloqueia anúncios e processos em segundo plano, ajudando a diminuir o consumo de energia. Além disso, ele se associa a iniciativas de limpeza de oceanos, financiando a remoção de plástico e lixo através do uso do navegador. A proposta é que os usuários possam contribuir para a sustentabilidade ambiental sem mudar seus hábitos de navegação. A escolha de um navegador sustentável é uma maneira prática de fazer a diferença, promovendo uma navegação mais consciente e responsável.

Ameaças cibernéticas pequenos ataques, grandes danos

Recentemente, as ameaças cibernéticas demonstraram que os atacantes não precisam de grandes invasões para causar danos significativos. Eles estão mirando em ferramentas cotidianas, como firewalls e extensões de navegador, transformando pequenas falhas em brechas sérias. A verdadeira ameaça não é apenas um ataque de grande escala, mas sim centenas de ataques silenciosos que exploram sistemas confiáveis dentro das redes. Na última semana, produtos de segurança de empresas como Fortinet, SonicWall e Cisco foram alvo de ataques que exploraram vulnerabilidades críticas, como a CVE-2025-20393, que permite a execução remota de código. Além disso, uma extensão do Chrome chamada Urban VPN Proxy foi flagrada coletando dados de usuários de chatbots de IA, afetando mais de 8 milhões de instalações. Outro ataque significativo foi o da botnet Kimwolf, que comprometeu 1,8 milhão de TVs Android em todo o mundo. Esses incidentes ressaltam a importância de manter sistemas atualizados e monitorar continuamente as redes para evitar que falhas não corrigidas se tornem pontos de entrada para invasores.

A segurança de dados é essencial para o sucesso da IA nas empresas

O CEO da Veeam, Anand Eswaran, destaca a importância da segurança de dados e da resiliência para o sucesso da inteligência artificial (IA) nas empresas. Com o aumento do uso de IA, surgem também novas ameaças, como hackers que utilizam ferramentas de IA para criar malware mais sofisticado. Eswaran enfatiza que, independentemente do setor, os dados são o ‘sangue vital’ dos negócios e que a postura de resiliência é crucial. A Veeam se posiciona como um parceiro essencial, oferecendo uma plataforma unificada que integra controles de segurança de dados, governança de privacidade e resiliência de dados. Ele alerta que a falta de segurança pode levar ao fracasso de projetos de IA, uma vez que 90% dos dados são não estruturados e podem não ter os controles adequados. O CEO também menciona que as empresas precisam agir rapidamente para evitar a disrupção causada por atores maliciosos. A Veeam busca garantir que cada projeto de IA seja bem-sucedido, unindo segurança e resiliência em um único ciclo de vida de dados.

Malware Wonderland ataca usuários de Android no Uzbequistão

Um novo malware chamado Wonderland, que se disfarça como aplicativos legítimos, está sendo utilizado por grupos de ameaças para roubar mensagens SMS de usuários de Android no Uzbequistão. Anteriormente, os atacantes usavam APKs de trojans que atuavam como malware imediatamente após a instalação. Agora, eles estão utilizando aplicativos dropper, que parecem inofensivos, mas contêm um payload malicioso que é ativado localmente após a instalação, mesmo sem conexão com a internet. O Wonderland permite comunicação bidirecional com o servidor de comando e controle (C2), possibilitando o roubo de SMS e a execução de comandos em tempo real. Os atacantes, conhecidos como TrickyWonders, utilizam o Telegram para coordenar suas operações e distribuem o malware através de páginas falsas do Google Play, campanhas publicitárias e contas falsas em aplicativos de namoro. Uma vez instalado, o malware pode interceptar senhas de uso único (OTPs) e acessar informações bancárias dos usuários. A evolução do malware na região mostra um aumento na sofisticação das técnicas utilizadas, tornando a detecção e mitigação mais desafiadoras para os usuários e profissionais de segurança.

Ransomware-as-a-Service (RaaS) A uberização do crime

O ransomware como serviço (RaaS) representa uma nova era no cibercrime, permitindo que indivíduos sem habilidades técnicas avancem em ataques de ransomware. Este modelo de negócio ilícito funciona como uma plataforma digital, onde hackers desenvolvem e vendem softwares maliciosos na dark web, permitindo que qualquer pessoa, desde novatos até criminosos experientes, realize ataques. O ransomware sequestra dados de usuários e empresas, criptografando informações sensíveis até que um resgate seja pago. O RaaS democratiza o acesso a ferramentas de ataque, aumentando a frequência e a diversidade de ataques, o que representa um risco significativo para a segurança digital. A dificuldade de rastreamento dos criminosos, que utilizam criptomoedas para transações, torna a situação ainda mais alarmante. Para se proteger, é crucial que usuários e empresas realizem backups regulares, utilizem filtros de spam, mantenham sistemas atualizados e adotem autenticação multifator. A conscientização digital é essencial para identificar e evitar armadilhas de phishing e outras ameaças.

Atividade de grupo de hackers iraniano Infy é descoberta em nova campanha

Pesquisadores de segurança identificaram novas atividades do grupo de hackers iraniano Infy, também conhecido como Príncipe da Pérsia, quase cinco anos após suas últimas ações. O grupo, um dos mais antigos atores de ameaças persistentes avançadas (APT), é considerado ativo e perigoso, com operações que datam de 2004. Recentemente, foram descobertas campanhas que visam vítimas em países como Irã, Iraque, Turquia, Índia, Canadá e na Europa, utilizando versões atualizadas de dois malwares: Foudre e Tonnerre. Foudre, um downloader, é distribuído por meio de e-mails de phishing e é responsável por instalar o Tonnerre, que extrai dados de máquinas de alto valor. A análise revelou uma mudança nas táticas, com o uso de arquivos executáveis em documentos do Excel para instalar o malware. Além disso, o grupo utiliza um algoritmo de geração de domínio (DGA) para fortalecer sua infraestrutura de comando e controle (C2). O Tonnerre, em sua versão mais recente, também se conecta a um grupo no Telegram, o que é uma abordagem inovadora para comunicação entre o malware e seus operadores. Apesar de parecer inativo em 2022, o grupo continua a operar de forma discreta, levantando preocupações sobre suas capacidades e intenções futuras.

Ameaça fantasma como malware fileless usa a memória RAM para ficar indetectável

O malware fileless é uma nova forma de ataque cibernético que opera diretamente na memória RAM dos dispositivos, evitando a detecção por ferramentas tradicionais de segurança. Diferente dos vírus convencionais, que se instalam no disco rígido, esse tipo de malware utiliza técnicas conhecidas como ‘Living off the Land’, que aproveitam ferramentas legítimas do sistema, como PowerShell e macros do Office, para realizar ações maliciosas. O ataque geralmente começa com e-mails de phishing ou documentos comprometidos, que, ao serem abertos, executam comandos ocultos que não deixam vestígios permanentes no sistema. Isso torna a detecção extremamente difícil, pois não há arquivos maliciosos a serem escaneados. Casos como o da Equifax, onde dados de 147,9 milhões de pessoas foram expostos, ilustram a gravidade dessa ameaça. Para se proteger, é essencial atualizar softwares, ter cuidado com macros, usar ferramentas que monitoram comportamentos suspeitos e desativar funções desnecessárias. A vigilância constante e a higiene digital são fundamentais para evitar infecções por esse tipo de malware.

Indivíduos são indiciados por esquema de jackpotting em ATMs nos EUA

O Departamento de Justiça dos EUA anunciou o indiciamento de 54 indivíduos envolvidos em um esquema de jackpotting que resultou em milhões de dólares em fraudes em caixas eletrônicos (ATMs). O grupo, associado à gangue venezuelana Tren de Aragua, utilizou um malware chamado Ploutus para hackear ATMs e forçá-los a liberar dinheiro. As investigações revelaram que os membros do grupo realizaram vigilância metódica e técnicas de arrombamento para instalar o malware, que permite comandos não autorizados para saques. Desde 2021, foram registrados 1.529 incidentes de jackpotting nos EUA, resultando em perdas de aproximadamente 40,73 milhões de dólares. O uso do Ploutus, que foi detectado pela primeira vez no México em 2013, destaca a vulnerabilidade de ATMs, especialmente aqueles que operam com sistemas mais antigos, como o Windows XP. O impacto financeiro e a conexão com atividades terroristas tornam este caso alarmante, exigindo atenção das autoridades e da indústria financeira.

Startup suíça Soverli traz segurança de smartphone ao estilo Proton

A startup suíça Soverli apresentou uma nova abordagem para a segurança em smartphones, que opera em conjunto com Android e iOS, oferecendo uma camada de sistema operacional audível para empresas. Essa inovação permite que múltiplos sistemas operacionais funcionem simultaneamente em um único dispositivo, garantindo que usuários em setores críticos, como serviços de emergência e segurança pública, mantenham suas atividades mesmo se o sistema operacional principal for comprometido. A arquitetura da Soverli possibilita a separação entre ambientes pessoais e profissionais, protegendo dados sensíveis sem sacrificar a funcionalidade do dispositivo. A tecnologia, desenvolvida ao longo de quatro anos na ETH Zurich, utiliza um sistema patenteado que reduz a superfície de ataque e implementa ferramentas de criptografia para proteger informações. A startup já demonstrou a operação de aplicativos de mensagens seguras, como o Signal, dentro dessa camada soberana, assegurando a confidencialidade das comunicações. Com um financiamento inicial de 2,6 milhões de dólares, a Soverli planeja expandir suas operações e parcerias, alinhando-se à crescente demanda por infraestrutura digital auditável na Europa.

Campanha de phishing rouba contas do WhatsApp via código de pareamento

Uma nova campanha de phishing, identificada como GhostPairing, está sendo utilizada por cibercriminosos para roubar contas do WhatsApp. O ataque ocorre quando a vítima recebe uma mensagem de um contato conhecido, contendo um link que leva a uma página falsa do Facebook. Ao clicar, a vítima é induzida a fornecer seu número de telefone para ver um conteúdo supostamente legítimo. Em seguida, um código de pareamento é gerado e a vítima é instruída a usá-lo para vincular seu WhatsApp a um dispositivo comprometido. Isso permite que o hacker tenha acesso total ao histórico de conversas e mídias da vítima, possibilitando fraudes e enganos aos contatos da vítima sem que ela perceba. Embora a campanha tenha sido inicialmente observada na República Tcheca, especialistas alertam que pode se espalhar rapidamente para outras regiões. Para se proteger, é recomendado que os usuários verifiquem regularmente a aba de ‘dispositivos vinculados’ no WhatsApp e evitem clicar em links suspeitos.

Campanha engana usuários com alerta falso de extensão no navegador

Uma nova campanha de malware, identificada como parte da operação ClickFix, está enganando usuários com alertas falsos de extensão no navegador. Especialistas da Point Wild alertam que o ataque utiliza engenharia social para induzir as vítimas a instalar manualmente um software malicioso chamado DarkGate. O golpe simula o desaparecimento de uma extensão do Word, levando o usuário a clicar em um botão de ‘como corrigir’, que promete restaurar o acesso ao documento. Ao clicar, um comando do PowerShell é inserido na área de transferência do navegador, permitindo que os hackers conduzam o ataque sem que a vítima perceba. Uma vez instalado, o DarkGate pode baixar arquivos maliciosos e se camuflar em scripts codificados, tornando-se persistente mesmo após reinicializações do sistema. O malware coleta informações sensíveis e as envia para os servidores dos criminosos, explorando a confiança do usuário e a falta de atenção para os riscos online. Este tipo de ataque representa um desafio significativo para a segurança cibernética, pois pode passar despercebido até mesmo por sistemas de antivírus.

Exploração do React2Shell continua a escalar, representando risco significativo

A vulnerabilidade React2Shell (CVE-2025-55182), classificada como crítica, está sendo explorada por grupos de hackers ligados à China e à Coreia do Norte, comprometendo centenas de sistemas em todo o mundo. A falha, que afeta os Componentes de Servidor do React (RCS), permite a execução de comandos arbitrários e a instalação de malware, incluindo mineradores de criptomoedas. A Microsoft alertou que a exploração da vulnerabilidade se intensificou após a divulgação pública, com ataques direcionados a setores variados, como serviços financeiros, logística, varejo e instituições governamentais. Os atacantes buscam estabelecer persistência e realizar espionagem cibernética. A Coreia do Norte, em particular, está utilizando um malware sofisticado chamado EtherRAT, que combina técnicas de várias campanhas anteriores. É crucial que as organizações atualizem suas versões do React para 19.0.1, 19.1.2 ou 19.2.1 imediatamente para mitigar os riscos associados a essa vulnerabilidade.

Hackers atacam folha de pagamento com engenharia social nesta temporada

Durante a temporada de festas, hackers estão intensificando ataques direcionados a sistemas de folha de pagamento, utilizando táticas de engenharia social e chamadas telefônicas para enganar equipes de suporte técnico. De acordo com a Okta Threat Intelligence, esses atacantes estão menos focados em invadir infraestruturas e mais em explorar processos humanos relacionados ao acesso à folha de pagamento. Eles se passam por funcionários legítimos, solicitando redefinições de senha ou alterações de conta, e, uma vez que obtêm acesso, alteram os dados bancários para redirecionar os salários para contas controladas por eles. Essa abordagem permite que os ataques permaneçam sob o radar das autoridades e das empresas, uma vez que os valores desviados parecem pequenos quando analisados individualmente. A tendência crescente de ataques a sistemas de folha de pagamento, especialmente durante períodos de bônus e pagamentos de fim de ano, destaca a necessidade de medidas rigorosas de verificação de identidade para o pessoal de suporte. As organizações devem implementar procedimentos que limitem o acesso a aplicativos sensíveis e aumentar a vigilância sobre solicitações incomuns, a fim de mitigar esses riscos.

Novo malware SantaStealer ataca navegadores e carteiras de criptomoedas

Pesquisadores de cibersegurança alertaram sobre o surgimento do malware SantaStealer, que opera sob um modelo de malware como serviço. Este novo software malicioso, uma versão rebranded do BluelineStealer, é acessível a cibercriminosos de baixo nível por meio de assinaturas mensais que variam de $175 a $300. SantaStealer possui quatorze módulos distintos que coletam dados simultaneamente, incluindo credenciais de navegadores, cookies, histórico de navegação, informações de carteiras de criptomoedas e dados de aplicativos de mensagens. Os dados roubados são comprimidos e enviados para um servidor de comando e controle. O malware também captura capturas de tela e tem a capacidade de contornar a criptografia de aplicativos do Chrome. Embora atualmente não esteja amplamente distribuído, os pesquisadores notaram que as táticas de ataque incluem phishing e downloads de software pirata. A proteção apenas por firewall pode não ser suficiente para evitar esses vetores de ataque, e a detecção de antivírus continua sendo eficaz contra as amostras observadas. Apesar de sua capacidade técnica, SantaStealer é mais notável por sua estratégia de marketing do que por sua maturidade técnica.

Grupo alinhado à Rússia realiza campanha de phishing contra Microsoft 365

Um grupo suspeito de estar alinhado à Rússia está sendo responsabilizado por uma campanha de phishing que utiliza fluxos de autenticação por código de dispositivo para roubar credenciais do Microsoft 365 e realizar ataques de tomada de conta. A atividade, que começou em setembro de 2025, é monitorada pela Proofpoint sob o nome UNK_AcademicFlare. Os ataques envolvem o uso de endereços de e-mail comprometidos de organizações governamentais e militares para atingir entidades em setores como governo, think tanks, educação superior e transporte nos EUA e na Europa. Os atacantes se apresentam como representantes de organizações legítimas e enviam links que supostamente levam a documentos relevantes, mas que na verdade redirecionam as vítimas para uma página de login da Microsoft. Ao inserir o código fornecido, os atacantes conseguem gerar um token de acesso e tomar controle da conta da vítima. A Proofpoint alerta que essa técnica de phishing foi documentada anteriormente e está sendo utilizada por diversos grupos, tanto estatais quanto motivados financeiramente, para obter acesso não autorizado a dados sensíveis. Para mitigar os riscos, recomenda-se a criação de políticas de Acesso Condicional que bloqueiem esse fluxo de autenticação para todos os usuários ou que permitam apenas para usuários aprovados.

Agências dos EUA e Europa recomendam desligar Wi-Fi ao sair de casa

Diversas agências de segurança, como a CERT-FR da França, a NCSC do Reino Unido e a CISA dos Estados Unidos, emitiram alertas sobre os riscos associados ao uso de redes Wi-Fi públicas em dispositivos móveis, tanto Android quanto iOS. A principal recomendação é desativar o Wi-Fi quando não estiver em uso, uma vez que as redes públicas são alvos frequentes de ataques, como o ‘adversary-in-the-middle’ (AITM). Esses ataques podem ocorrer através de pontos de acesso falsos, conhecidos como ‘Evil Twin’, que interceptam dados e injetam malwares. Além disso, a conexão a pontos de carregamento USB comprometidos também representa um risco, podendo permitir a invasão de celulares. A vulnerabilidade da rede 2G, que possui algoritmos de criptografia quebrados, também foi destacada, assim como falhas em tecnologias como Bluetooth e NFC. Para se proteger, é aconselhável desativar Wi-Fi e Bluetooth quando não estiver conectado a redes confiáveis, usar bloqueadores de dados USB e limitar a instalação de aplicativos a lojas oficiais. O uso de VPNs em redes públicas e a reinicialização frequente do dispositivo também são práticas recomendadas para aumentar a segurança.

Malware utiliza API do Google Drive para controle secreto do Windows

Um novo malware, identificado como NANOREMOTE, está utilizando a API do Google Drive para controlar sistemas operacionais Windows de forma discreta. A descoberta foi realizada por especialistas da Elastic Security Labs, que relataram que o malware funciona como um backdoor, permitindo que os cibercriminosos acessem o centro de comando da plataforma para transferir dados entre o dispositivo da vítima e seus servidores. O NANOREMOTE é capaz de roubar informações, executar comandos e manipular arquivos, tudo isso sem que o usuário perceba. O malware também possui um gerenciador de tarefas que automatiza downloads e uploads, facilitando a ação criminosa. Embora os pesquisadores ainda não tenham identificado como o NANOREMOTE é distribuído, acredita-se que um grupo chinês de ciberataques esteja por trás da campanha, visando setores estratégicos como governo, defesa, telecomunicações, educação e aviação, principalmente no sudeste asiático e na América do Sul desde 2023. O malware se comunica com um endereço IP fixo e não roteável, utilizando solicitações HTTP para enviar e receber dados, o que aumenta sua furtividade. Essa situação levanta preocupações sobre a segurança de dados e a necessidade de vigilância constante em ambientes corporativos.