Novo botnet Aeternum C2 usa blockchain para resistência a derrubadas
Pesquisadores de cibersegurança revelaram um novo loader de botnet chamado Aeternum C2, que utiliza uma infraestrutura de comando e controle (C2) baseada em blockchain para resistir a tentativas de derrubada. Ao invés de depender de servidores tradicionais, o Aeternum armazena suas instruções na blockchain pública Polygon, tornando sua infraestrutura de C2 praticamente permanente. Essa abordagem já foi observada em outras botnets, como a Glupteba, que usava a blockchain do Bitcoin como mecanismo de backup.
O Aeternum C2 foi anunciado em fóruns underground por um ator de ameaças conhecido como LenAI, que oferecia o malware por $200, com a opção de adquirir o código-fonte completo por $10.000. O malware, desenvolvido em C++, permite que comandos sejam escritos em contratos inteligentes na blockchain, que são então lidos pelos bots infectados. Além disso, o Aeternum inclui recursos de anti-análise para prolongar a infecção, como verificações para detectar ambientes virtualizados.
Os custos operacionais são baixos, com apenas $1 em MATIC, o token nativo da Polygon, sendo suficiente para realizar até 150 transações de comando. A descoberta do Aeternum C2 destaca a evolução das táticas de cibercriminosos, que estão cada vez mais utilizando tecnologias descentralizadas para dificultar a detecção e a mitigação de suas atividades.
Fonte: https://thehackernews.com/2026/02/aeternum-c2-botnet-stores-encrypted.html
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